A próxima vítima [actualizado]

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Geert Wilders, fixem esse nome. Vão ouvir falar mais dele. Quem é?

É um deputado holandês que há dois anos foi expulso do Partido Liberal, e hoje preside no Parlamento a um grupo próprio. Houvesse hoje eleições, e Wilders (o «i» soa como ê) seria o chefe do quarto partido político, se não do terceiro, do país. Essa popularidade de Wilders vem-lhe, sobretudo, da frontal oposição ao Islão.

Estamos na Holanda, país que, em matéria de liberdade de expressão, não recebe lições. Vivem nele meio milhão de islamitas, mas Wilders tem a plena liberdade de exprimir-se. Não como eu, ou como o meu vizinho. Não, ele é, depois da Rainha, o cidadão mais protegido no país.

Até aqui tudo bem.

Mas Wilders quer mais. Quer contar ao Mundo inteiro a desfaçatez e o perigo que é o Islão, e isso sob a forma dum filme, Fitna, que ele espera ver passado na TV. Por ele, simples questão de dias. Simplesmente, até ao momento, nenhum canal holandês se prontificou. Wilders afirma que nada no filme viola a lei holandesa, o que é de admitir, já que é das mais permissivas do Planeta. Caso a TV recuse, sobra-lhe a vasta Internet.

Na opinião pública, ninguém acredita que Geert Wilders faça tudo isso só para proteger-nos do Islão. Pode fazê-lo, lá num recesso do seu íntimo. Mas o fito dele é o Poder. O que é absolutamente legítimo. Simplesmente, de momento, e de confessável, só os seus anseios apostólicos.

Entretanto, os holandeses que vivem e trabalham em países muçulmanos – cooperantes, pessoal médico, professores, pequenos empresários – começam a ficar preocupados, e não só um bocadinho. Um qualquer deles, não o vigiadíssimo Wilders, poderia ser a próxima vítima. A próxima, depois do cineasta Theo van Gogh, nas ruas de Amsterdão.

Muitas vozes se erguem na Holanda, a começar pelo primeiro-ministro, rogando a Wilders que não use a grande liberdade que aqui se vive para pôr em perigo vidas de compatriotas, aqui, ou Mundo afora. Mas Wilders repete sempre o mesmo: que nada fará de ilegal.

Pode ser. Mas, sabendo-se o que do Islão ele tem dito, no Parlamento e fora dele, é altamente provável que o filme vá ferir convicções, e sentimentos, de muitos. E seria ingénuo pensar que Wilders não percebe que isso é uma provocação aos mais débeis e fanáticos entre esses muitos.

Nas numerosas, diárias «Cartas ao Director» sobre o tema, em todos os jornais do país, uma fez-me particular impressão. Perguntava uma senhora se era exagerado medo, o seu, de achar-se um dia, por um estúpido acaso, no local em que Wilders fosse alvo dum atentado. Essa senhora incarnava, pode inferir-se, qualquer cidadão holandês. Nem ela nem eu temos a mínima vontade de virmos, um dia, a ser condecorados em condições um nadinha esquisitas.

Resta-nos, pois, por entre as bênçãos à liberdade de expressão, rezarmos um poucochinho. Por Wilders, também, claro. Mas esse sempre tem os seus guarda-costas.

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Actualização [6 de Março]

Geert Wilders anunciou que vai mostrar o filme, em finais de Março, na sala de imprensa do Parlamento. 

Entretanto, esta manhã, a polícia holandesa entrou na segunda mais alta fase de alerta. Significa uma «chance real» de haver um atentado terrorista em solo holandês. (A primeira é para depois do atentado).

Alarmismo? Medo? Quem falou em tal? Mas ninguém acha sumamente interessante ir pelos ares aos bocadinhos, só porque lhe calhou viver num país que – de tão tolerante – não desarma o braço a um louco.

301 comentários a “A próxima vítima [actualizado]”

  1. Dá-me ideia de que alguém desta casa tão prestigiada, e eu não refiro nomes, vai espernear que nem um possesso perante este post. E eu, para já, fico caladinho à espera da bátega, confortavelmente sentado no meu lugar cativo da plateia…
    :-)

  2. A Holanda foi sempre ponta de lança de alguém mais importante do que ela. Dos ingleses, por exemplo, como foi na divisão do cristianismo e na queima de católicos, que é uma coisa que a brigada do tiroliro anti-inquisição nunca fala. Nas horas vagas lançava-se na pirataria, depois de açolar, e financiar, portugueses contra espanhóis para ter as mãos mais livres no Brasil em Angola e noutros. Corja. Adoro esses gajos. Dispenso essa liberdade.

  3. Boa, Fernando Venâncio. E é bom que se diga que esta gente é xenófoba porque trabalha para a política igualmente xenófoba de Israel.

    É a contar com os votos de judeus, por esta propaganda primária que usam dos meios mais boçais para achincalhar uma comunidade de pessoas que deviam ser respeitadas.

    Tudo o resto são casos de polícia e a polícia também deve ser igual para todos, tal como a lei.

  4. Este porco nazi que em plena cruzada islamocida em terras do Oriente, onde correm rios de sangue muçulmano, decidiu apelar publicamente à continuação do islamocídio, ao demonizar as vítimas, tem todo o direito a ser enforcado, como o jornalista Julius Streicher em 1946 em Nurtemberga (ele nunca matou um judeu, mas que apelou ao seu extermínio nas páginas do seu jornal, Der Stürmer) ou fuzilado, como Brasillach, francês collabo que fazia o mesmo que Streicher no “Je suis partout” e que foi fuzilado em Janeiro de 1945, depois de De Gaulle lhe ter recusado a graça.

    Este porco holandês talvez seja antes degolado ou vá pelos ares…Mas, tal como nos outros casos, nada se perderá. Muito menos a mal citada “liberdade de expressão” de apologistas do genocídio… Mas a justiça holandesa devia adiantar-se aos muçulamanos e julgá-lo como certamente o julgaria se dissesse o mesmo dos judeus…

  5. Zazie e Euroliberal,

    Essas vossas aproximações a Israel (mesmo ao Sionismo) são demagógicas.

    Eu diria, na minha ingenuidade, que Wilders odeia os judeus tanto quanto aos muçulmanos. Mas tocasse ele um só cabelo (mesmo misticamente) a um judeu, e a sua carreira política neste país estava enterrada.

  6. Fernando:

    Primeiro, agradecia que te dirigisses a mim em separado do eurolbieral. Eu não tenho nada a ver com visões maniqueias do mundo e muito menos idolatro islão ou diabolizo judeus.

    O que falei é realidade .Toda essa propaganda tem um lobby e esse lobby é emanado de Israel.

    Realidade e factos são o que são. Se não queres falar neles, é contigo. Mas eu sou livre de mostrar que eles existem.

    Aliás, se for preciso posto aqui as palavras do própria a dizer isso mesmo- que conta que a campanha traga muitos apoios de judeus já que é feita apelando a estes instintos primários.

    O mesmo se passou na Dinamarca e aquele livro de BD é um asco. Nada disto, nem na Holanda, nem na Dinamarca é feito para “crítica a terrorismo internacional. E essa é que foi a grande patranha em que assentou o “discurso” do Valupi.

  7. E volto a repetir. Ou é por ingenuidade que se anda para aí a querer colar-me a tudo o que o euroliberal disse, ou apenas por maldade. Creio que sei que é por manha que o Valupi o fez.

    Espero que mais ninguém o repita.
    Bastava pegar na história de Portugal e nesse mito que nada existia antes da invasão mourisca, para ser impossível qualquer aproximação.

    Pura e simplesmente porque são questões de factos históricos e a História não foi feita para ser usada como propaganda.

    Ora se eu não suporto demagogias e propagandas primárias a apelarem às vísceras, nunca a poderia suportar vinda de onde viesse.

    Quanto aos nºs e relatos actuais acerca da guerra entre Israel e a Palestina, o que o euroliberal diz é verdade. E nisso só mesmo negando os factos é que se pode dizer que é fascismo.

    Eu não temo ler factos sejam eles divulgados por quem forem.

    Fora isso, já o disse milhares de vezes. Penso por mim e, no que toca a possíveis formas de ver o mundo, em toda a blogosfera e para lá de 7 anos, apenas conheci 2 pessoas de quem me posso sentir próxima.

    Nenhuma delas andou por aqui.

  8. Aliás, bastava ser medievalistas para ficar com os cabelos em pé com esse mito inventado no século XIX de que a Idade Média foi uma época das trevas.

    Já me dei ao trabalho de postar longas passagens do Jacques Heers para desmontar imbecilidades escritas noutro blog vendendo a mesma ideia.

    Não tenho culpa que ainda se catequizem as crianças com patranhas dessas. Com isso apenas se demonstra que o positivismo comtiano e todo o hegelianismo foi uma importura e a que mais males ainda hoje em dia causa.

    Razão pela qual, não é com “racionalismos” e casuística dele derivada que se alargam horizontes.

    E todo o mal nestes maniqueísmos ideológicos é esse- horizontes estreitos a militarem por estreitarem ainda mais os dos outros- Reduzindo tudo o que é história e cultura a arremços moralistas vistos e recauchutados com o olhar faccioso do presente.

  9. Zazie,

    Digo-to aqui, agora, pessoalmente. Está bem?

    Já agora: a «invasão árabe» (refiro-me a 711) é a História Oficial mais retinta. Na realidade, atravessaram o Estreito alguns cavaleiros árabes e um chusma de berberes, em apoio dum príncipe visigodo cristão que guerreava outro príncipe visigodo cristão. Como a Península, na altura, era uma balbúrdia generalizada, eles tomaram-lhe o gosto, e trouxeram os benefícios que a gente sabe: das técnicas de irrigação à alfacezinha. Quantos aos berberes, ou se islamizavam ou apanhavam no cachaço.

    Imagino que confira com as tuas informações.

  10. Exacto. toda a gente sabe isso e o islão não foi tido ao caso.

    Obrigada por teres reposto alguma racionalidade.

    Nunca gostei de agarrar em pessoas aos molhos e botar-lhes etiquetas nas cara. Claro que sei que se andava a fazer isso como mais um truque para mais uma voltinha.

    Mas já andava por aí, noutros blogues, essa mentira.

    Eu falo sempre por mim. E outra coisa- mesmo em debates onde há tom de combate, nunca procuro alianças.

    Bastaria pegar nos outros mil para se ver como estive sozinha.

    Quanto mais não seja porque me dá gozo atirar a matilhas.

  11. E mais Fernando. Os próprios cristãos moçárabes foram depois mortos pelos tropa da reconquista. Nem sequer o culto moçárabe foi aproveitado.

    Tudo isto é muito interessante para se estudar- e eu gosto de pegar nos sincretismos artísticos, mas nunca, por nunca, para fazer apanhados moralistas e clubistas dizendo que “a minha tribo é melhor que a tua”.

    isso é que é primário. E isso até tem mais semelhanças com um discurso apologético à MRPP que também tem andado por aqui, na luta entre “boas caricaturas pedagógicas” versus v.s são contra a liberdade de expressão”.

  12. Usar-se o passado, em forma liofilizada de catequeze ao indíena sempre foi apanágio dos revolucionários.

    E, tudo isto é campanha à Lenine, à Estaline, à Camarada Mao, do modo mais básico-uns garatujos a fingirem que conta uma história de uma religião ou da cultura de um povo em tom grotesco, primário, de leitura fácil a apelar para o hooliganismo tribal, e apenas para marcar os outros na testa.

    Propaganda política acéfala e da mais reles que só pela militância idêntica pode ser vendida como “liberdade de expressão” ou pior, como forma de racionalizar e integrar na cidadania o “outro”.
    Uma parte do “outro” mínima, bem escolhida a dedo, e que dá dividendos a outra parte do “outro” com dono a arrecadá-los à conta.

  13. “Eu diria, na minha ingenuidade, que Wilders odeia os judeus tanto quanto aos muçulmanos” – fmv

    Não me parece. Deve ser um “amigo de Israel” até porque copia os métodos de propaganda e desinformação dos sionistas (agência MEMRI, por exemplo). É mesmo ingenuidade, tal como a da Zazie… temos de facto algumas importantes divergências. Ela acha que a criação de israel foi um erro monumental, mas que o que está feito, está feito. Eu acho que o que está (mal) feito tem mesmo que ser desfeito… os dois regimes de apartheid nasceram no mesmo ano (1948) e um (A.S.) já foi desmantelado… o segundo, o nazi-sionista, não tardará a desaparecer das páginas da história também (sic, Khomeini, Ahmedinejad). A bem ou a mal…

  14. Mas eu até disse que, se fosse preciso postava aqui as palavras do próprio Wilders a afirmá-lo. Que conta com votos dos judeus. E que está ligado ao CIDI e é ponta-de-lança do lobbie judaico toda a gente sabe.

    Só por complexo abstruzo se ia dizer que falar em lobbies é uma forma de racismo. Ou que falar em lobbies é algo feio e anti-democrático. Porque o lobbie é que é algo anti-democrático- é o poder ilegal de uma máfia.

    Entre nela quem entrar. Se entra com muito poder e muito dinheiro, apenas é lobbie mais poderoso, com possibilidade maior de retirar autonomia ou desvirtuar uma democracia.

  15. Sobre a noite medieval, isso é como a estória do copo meio-cheio ou meio-vazio. Claro que haverá sempre a possibilidade de invocar alguns feitos da cristandade nesse período. Mas fundamentalmente eram uns grunhos que não se lavavam, que viviam em tugúrios, que desconheciam a antiguidade clássica (sobretudo a grega), fora de alguns mosteiros, quando em Córdoba (a maior cidade(-luz)da Europa durante séculos, havia iluminação pública, saneamento, bibliotecas, banhos e hamans para todos e os califas falavam mais de meia-duzia de linguas e dominavam toda a cultura clássica, num ambiente onde reinava a tolerância entre as várias religiões. Mesmo a cultura judaica teve os seus maiores vultos, como Maimonides/Ramban, nesse período do Al Andaluz… Uma imagem de satélite dessa altura mostraria uma escuridão em toda a Europa, com excepção das opulentas Toledo, Sevilha, Valência, Saragoça, Córdoba, Granada e as nossas Chelb, Al Isboun… o brilhante e bem iluminado Al-Andaluz…

    Fora disso o que havia ? Umas obscuras e grotescas gárgulas cristãs e muita falta de chá e de sabão…

  16. A diferença é que é também simples: eu para dizer isto ou postar aqui toda a informação acerca do lobbie judaico a que este testa de ferro está ligado, não preciso depois de vir com discursos “heróicos” ao triunfo do Ahmedine-coiso.

    É mesmo aqui- no clamor pelos heróis de má catadura contra os “tigres de papel” que eu nada tenho a ver.

    Não existem heróis nesta porcaria. Existe porcaria e fanatismo de líderes e apenas é bom repor paridades quando elas se disfarçam sob a capa dos “intocáveis” à custa de exploração emocional do holocausto.

    Apenas isto. Porque não pode existir nenhuma forma livre de se pensar as coisas se há um todo, onde tudo pode entrar- incluindo as maiores máfias, se está protegido por um complexo de culpa.

    De resto não me interessa absolutamente nada a porcaria da política. Aqui apenas me passei com a demagogia de propaganda primária aviltante e de costas quentes, como e´contado no post, em resposta à beatificação da provocação cartoonista que tem andado aqui- no Aspirina B, não na Dinamarca nem na Holanda, cujas realidades praticamente desconheço.

  17. Euro. não sou mestre escola e, se à coisa que não consigo é fazer de prof em lições byte.

    Essa pancada que se passou da cultura da Grécia Clássica (coisa temporalmente mínima) para a Idade das trevas (sem nunca ter existido sequer os romanos, já coisa de segunda em relação a um exemplo de pouco mais de 200 anos, e que depois veio o islão e troxe o saber perdido é coisa de caca.

    Caquinha, caquinha da mais patusca.

  18. Mas sei que há-de ser coisa fácil o ser humano deixar-se arregimentar por clubismos. E isso acontece até com os mais eruditos.

    Um dos exemplos encontra-se precisamente nas visões que os próprios historiadores vão dando do passado. Replicando o mesmo tribalismo dos “bons contra os maus” dos meus, contra os teus”.

    É triste mas é verdade .E ainda mais triste quando o resultado pode ser grande parte dos “cacos visóticos” para o lixo, porque os “romanos são mais bonitos” ou grande parte da sedimentação católica medieva, destruída porque eu cá sou arqueólogo mourisco.

    A história da arqueologia é o melhor testemunho da história das destruições de património à custa das camisolas dos “salteadores da arca perdida”.

    E sei do que falo.

    E já nem vou falar do resto- do que foi igualmente destruído, retirando a possibilidade de boas monografias, porque também “não podia ser assim” não podia haver relação entre uma tradição visigótica e uma católica a manter-se em tanta coisa.

    E é por isso que fazer-se história é, na maior parte dos casos, virados para este passado, correr-se o risco de fazer ficção.

  19. eu gosto de andar perto da verdade, e é verdade que ele tem cara de ser amigo de Israel…

    o ‘está mal feito tem que ser desfeito’ quando se aplica a um Estado tem custos de sofrimento humano que não posso subscrever, assim como condenar outra vez os judeus à diáspora. Além que só por ilusão se pode pensar que tem uma materialidade dispicienda. aquilo tem uma profundidade histórica enorme, quer se queira ou não, goste-se ou não.

    Pode é ser recolocado nas fronteiras próprias, o que é uma cedência junto com o reconhecimento do Estado Palestiniano e talvez haja margem de manobra para prosseguir na estreita ponte da variedade ddos equilíbrios sem cair no abysmo. Mas é pouco provável.

    Seja como fôr para mim estão todos doentes da pinha lá por aquelas bandas.

    O Islão teve uma fundação muito aguerrida basta ver em quantos anos a contar da Hégira se alcançou Poitiers, e isto para o lado de cá, porque para o lado de lá foi por ali fora ee só parou em Bali, que permaneceu hindú, e daí ter levado com o atentado. Basicamente Mau_méé conseguiu a unificação das tribos árabes a propósito de um ideal expansionista, deixaram de andar à batatada permanente entre elas para passaram a andar com outras, transmutou-se o lugar do ‘outro’, no que Mau_méé, com aqueles ataques de epilepsia à mistura com uma cabecinha implacável foi mestre. É um disparate pretender que o Islão é uma religião pacífica. As cruzadas foram resposta à ofensiva islãmica e não o contrário, embora intervenham aspectos dialécticos, como em tudo. A última cruzada antes dos tempos modernos foi Alcácer-Quibir, com um resultado real e simbólico bem pertinente.

    Dito isto não me declaro inimigo dos islâmicos, havendo aspectos vários que aprecio, entre os quais a estética das mesquitas, embora as cúpulas tenham sido copiadas a partir da de Hagia Sophia, não esquecer. A álgebra também (embora eles patinem na análise, não se dão bem com alephs), a maravilha dos sistemas hídricos, o azulejo e tanta coisa.

    Mas sou inimigo dos terroristas islâmicos, frutos podres da ignorãncia madrassada.

    Já outra coisa foi que considerei a invasão do Irque um erro ‘civilizacional’, tomei posição pública sobre o assunto repetidamente e mantenho-a.

    Se houver saída que não dê um enorme fogo de artifício na região será por uma ponte tão estreita que só Zoroastro poderá iluminar

  20. Eu não tenho inimigos. Para um católico todos somos filhos de Deus.

    Tenho verdadeiramente pó a toda a transformação de questões políticas, perante as quais praticamente nada podemos fazer, em formas de Hostilização do próximo.

    Mas ainda tenho mais pó, quando tudo isto é feito para descarregar questões pessoais mal formuladas ou mal resolvidas.

    É muito fácil inventar “inimigos” e ainda mais fácil dar-lhes um nome.

    Fica-se sempre impune ao dizer que os meus inimigos são os maus.

    A minha pergunta foi simples: como reconheces um inimigo islâmico?

  21. creio que poderíamos ter em comum considerar que tudo o que é cultura é riqueza, mas este ‘tudo’ comporta aspectos perversos, não?

    Os terroristas islâmicos são meus inimigos porque matam uma data de inocentes, incluindo meus concidadãos europeus. Deixem de ser terroristas, deixam de ser inimigos.

    O resto tanto se me dá, gosto de estudar todas as religiões, perder-me por ali ao fora entre o múltiplo e o uno, etc.

    O problema em termos políticos são sempre os dispositivos de identificação sagrados do ‘eleito’, o ungido, o singular, em vez do plural, exclusão em vez de inclusão, mas isto é trivial, por lá longamente forjado em traumatismos ecológicos desde o berço dos tempos.

  22. ou, para ser mais correcta, usando as tuas próprias palavras

    como reconheces um inimigo islâmico que é fruto podres das madrassas (creio que desconheces o que sejam madrassas, mas adiante) como?

    Por cá imagino que precises de ir à mesquita de Lisboa. Mas, se andares em turismo, ou se vivesses num país com uma grande percentagem de população muçulmana, como é que distinguias os teus inimigos islâmicos, fruto dessa tal coisa pôdre que leva a muita ignorância mas que ate´pode levar a que seja alguém perfeitamente pacífico e que não te veja como inimigo.

    Como?

    É que eu, por acaso, conheço muita maltosa esquerdalha que se recusa a acompanhar-me quando eu gosto de me enfiar em tudo quanto é estranho e alinhar em todas as patuscadas de rua, mesmo ao lado dos turbantes.

    E isso sim, parece-me ser um denominador comum dos mesmos que também gostam de me chamar “menina das avenidas”.

    Pois será, mas não temo contágios e não tenho inimigos. Muito menos por categorias abstractas como “inimigos islâmicos”. ou inimigos judaicos” ou inimigos budistas; ou “inimigos lá longe que nem sei o que é e nunca estudei, nem vi, nem quero saber, porque não são dos meus”.

  23. ah zazie, se não consideras teu inimigo quem perpetrou o atentado da Atossa ou mete sustos à tua família de Londres então já não sei. Classifica tu: são teus amigos? pobres ovelhas tresmalhadas?

    Os terroristas islâmicos são meus inimigos sim, têm em comum o facto de acreditar que fazer-se explodir junto com quantos mais melhor ser bom.

  24. Colocando a pergunta de outro modo:

    se todas essas coisas feias, como matar e praticar actos bárbaros sobre o próximo não é apanágio nem exclusividade de um grupo social e muito menos de um grupo social identificável por ter uma religião milenar, já que sempre houve e continua a existir terrorismo em nome de tudo e com os pretextos para todos os gostos,

    porque é que esses todos já não fazem parte dos “teus imimigos”?

  25. Posso dar mil exemplos de actos terroristas piores que esse e volto a perguntar:

    Como distingues os inimigos islâmicos?

    E porque motivo os outros não são?

    E como distingues um inimigo islâmico antes de sair a notícia no jornal que houve um atentado onde um desses que faz parte dos teus inimigos islâmicos também esteve metido?

    Antes de acto, o que é um teu inimigo islâmico?

    como o reconheces?

  26. e porque é que eu tenho de responder às tuas perguntas onde sobressai o esvaziamento do conceito de ‘terrorismo islâmico’, como se nada fosse, como se o branqueasses?

  27. mas também são meus inimigos os que escouceiam o terrorismo islãmico, pelo efeito silogístico, e daí a minha intervenção ser simultaneamente pela retirada do Iraque, quanto mais depressa melhor, esperando que se acoplem dois ciclos em retroacção negativa, o que me parece possível. O resto, exercícios de erística, é com os poderosos, o nadar contra a corrente só para exercitar é todos os dias.

    agora é bisteca e depois tum tum

  28. Podia colocar aqui a história de todo o terrorismo das últimas décadas, onde tinhas bombistas para todos os gostos.

    Até podia apenas pegar no exemplo da História de Portugal e voltar a colocar uma boa lista de bombistas- no sentido em que chamamos terrorismo a um crime que atinge inocentes desprevenidos- apenas a isso se costuma chamar terrorismo sem rosto.

    Volto a perguntar: como é que, consegues de entre todas as organizações terroristas, retirar os teus inimigos islâmicos?

    Se fossemos para a política do presente, a nível mundial, tinhas atentados com carapinha, à facalhada, às crianças bruxas, atentados à cia, atentados à ETA, atentados mercenários com tudo pago e onde nem se distingue quem é quem; atentados à Mossad, e por aí fora.

    Dessa malta toda, como é que distingues os teus “inimigos islâmicos”

    E como é que os distingues antes de atentados, uma vez que eles têm um nome- são islâmicos fruto da tal ignorância.

    pela ignorãncia? pelo turbante? pelo cheiro? pelo nome?
    Porque sim, porque nem sei, nem nunca pensei no assunto mas até há-de ser por algo de reactiva demasiado pessoal?

  29. Não, eu não esvazio o conceito de terrorismo islâmico.

    Eu simplesmente não inimigos pelo facto de serem pessoas que praticam a religião islâmica.

    Entendido?

    É que toda esta história aqui neste post, do FV, relacionada com a Holanda, também não tem terrorismo nem atentado bombista de terrorismo islâmico.

    Como não tem a historieta dos cartoons na Dinamarca, com livrinho a atacar o Corão.

    Então porque é que v.s a legitimam em nome do terrorismo islâmico?

  30. “o ‘está mal feito tem que ser desfeito’ quando se aplica a um Estado tem custos de sofrimento humano que não posso subscrever, assim como condenar outra vez os judeus à diáspora” – Z

    Mas será que o aniquilamento do regime nazi provocou uma diáspora do povo alemão ? Então por que é que o fim do regime de apartheid sionista deveria necessariamente implicar o fim (ou a diáspora) dos palestinianos judeus ? Repito, o Hamas não é sionista de sinal contrário. Não acha que só os palestinianos muçulmanos (tal “povo eleito”) devam ocupar a Palestina. Esta é de todos os palestinianos, independentemente da sua religião, como a Africa do Sul é de todos os sul-africanos independentemente da sua cor.

    Será assim tão dificil compreender isto ? É QUE O HOLOCAUSTOZINHO JUDEU FOI OBRA NOSSA (DOS EUROPEUS), NÃO DOS ÁRABES SEMITAS, que nem sequer um pogrom anti-judaico cometeram em 14 séculos de história. Não projectemos nos outros os nossos defeitos…

  31. correcção: não tenho.

    Esvaziar o conceito de ser humano sim, isso é que foi feito, agitando o papão do terrorismo islâmico para o sujeito que é teu vizinho e acerca do qual nada podias ter contra, excepto o facto de ele ser islâmico e tu teres inimigos islâmicos

  32. Quanto a Atocha e Londres não são actos de terrorismo , mas de guerra assimétrica em retaliação do genocídio cometido pelos cruzados espanhois e ingleses no Iraque… Quem vai á guerra dá e leva… Você nem tem uma ideia de a Blairdalhoca e o Asnear terem mandado milhares de mercenários para o Iraque matar mouros ? Pois é… Por que é que estes não poderiam atacar TAMBÉM em casa do agressor ?

  33. Aceite a diferença, porque ela existe

    Sentei-me confortavelmente à mesa. Fito a televisão, que mente (e por isso a mantenho acesa!), ao mesmo tempo que saboreio um delicioso prato de comida. Sou um europeu de classe média. Eis algumas das minhas preocupações: ver se arranjo bilhete para o filme do momento. Juntar um pouco mais do que é habitual para ter umas férias em grande… Se me conter um pouco nas deslocações desnecessárias, com o carro, talvez possa adquirir aqueles belos sapatos de 140 euros já para a semana…

    Pouco depois de todas estas masturbações desperto: Foda-se!, aqueles filhos da puta da Al-Qaeda mataram outra vez inocentes. Actuam sempre sem escrúpulos e de forma cobarde… Esses islâmicos são uns invejosos de merda, não podem ver ninguém bem!…

    Moral: o europeu de classe média, e não só, não tem, não quer ter, consciência da sua inconsciência. Julga que tem o que tem porque é superior (mais inteligente e civilizado que os outros). O europeu de classe média, e não só, não repara que o que tem se deve, e deveu, às chacinas, pilhagens, invasões ilegais que fazem, e fizeram, aos países que se encontram na miséria. Não percebem que os estranhos dirigentes que ascendem ao poder nesses países são lá colocados por «nós», para que os saques se continuem a perpetuar de forma subtil. Depois surpreendem-se e escandalizam-se por observar duas torrezitas a ruir com meia dúzia de ianques corruptos a que quiseram chamar de inocentes, esquecendo-se que os inocentes eram os milhares de sem-abrigo que transitavam àquela hora nas imediações de tão hediondos edifícios. Sim, o europeu de classe média, e não só, horroriza-se ao observar uns comboios que precisavam de ser remodelados a arrebentar – horroriza-se com tão pouco. Será que é preciso acrescentar mais para deduzir que um europeu de classe média, e não só, tem mais é que ir com o CARALHO?!!

    Não sou mau – até vos confesso que sou um anjo se comparado com assassinos como Bush, Blair e Sharon – porém, como sou consciente não posso escrever de outra maneira. Lamento se ofendo alguns. Como dizia o da ave: Vai vai disse a ave/ porque as folhas estão cheias de crianças que se escondem excitadamente escondendo o riso/ vai, vai… vai disse a ave/ o género humano não pode suportar tanta realidade.

    Não sou pessimista, sou realista… como toda a “droga” o terrorismo também vai continuar a aumentar, podem crer. Portanto, se entretanto houver um ataque em Portugal e eu for uma das «vítimas» (entre aspas porque não existem vítimas entre nós :), por favor, não chorem! Acendam uma vela, se quiserem, e sorriam… Sorriam porque será sempre por uma nobre causa.

    in “A Capital”, em 20/03/2004 por Luís F. Simões

  34. E é claro que Atocha e Londres foram brutais e cobardes actos de terrorismo.

    E nem era preciso perguntar-se isto a ninguém. Atocha foi de tal modo brutal e cobarde que também não fiz parte dos que criticaram os espanhois por mudarem o voto. Ainda que, aí sim, aí acho que a valentia teria sido não votar em vez de mudar o voto.

    Do mesmo modo, ainda que sempre tenha sido contra a invasão do Iraque, também defendi a tentativa de “arranjar” alguma coisa depois da merda estar feita. Nunca andei para aí, como o acéfalo do Miguel Portas com o Yanquies go home” no largar tudo e deixar entregue à bicharada, como se não houvesse responsabilidades na trampa que se fez.

    Motivo pelo qual foi outro acto da mais pura cobardia a morte do Vieira de Mello.

    Mas, bastou Abu Grahib para nunca mais. Nada, de nada, Abu Grahib é o ponto de não retorno e o exemplo máximo em como não se exportam democracias e não existe qualquer confronto de uam “civilização superior ocidental” a democratizar por bem e à bomba, os selvagens.

    Suponho que o terrorismo de Abu Grahib não faça parte dos “inimigos islâmicos” de muitos democacas.

  35. a href=http://cocanha.blogspot.com/2006/08/sissy-hawks-desmoralizados.html#comments REL=_”nofollow”> estes são os chikenhawks de sempre. Costumam esquecer as rivalidades ideológicas e dão sempre as mãos nestas ocasiões.

  36. Esta é para o EUROCONAS

    “…guerra assimétrica em retaliação..” … “Quem vai á guerra dá e leva…”
    Onde é que já ouvimos esta papagueação?

    Não podes negar de quem é que andas a soldo. No meu singelo palpite, andarás a justificar a adopção pelo Governo Português de leis similares àquelas que fingidamente nos queres convencer que combates e denuncias.

    Tu julgas que todos os gajos que aqui te lêem nunca ouviram falar de terrorismo de falsas bandeiras? A tua insistência, sem o menor desvio, em que todos os famosos actos de terrorismo dos anos recentes foram levados a cabo para servir a causa do Islão é o teu gato com o enorme rabo de fora.

    O que tu precisavas era que te metessem um foguete dos grossos e de boa cana pelo cu adentro até à primeira volta intestinal e depois lhe deitassem fogo. Sobreviverias, podes estar descançado.

    Nem categoria tens para seres quintacolunista. Agente esgaseado internacional muito parvinho, isso sim. Revê as instruções do manual, senão um dia destes tens o responsável do sector à perna.

  37. V.s não conseguem distinguir entre uma patuscada revista à fantasia maoista de quem anda mesmo a soldo e não usa palavras de ordem…

    tá visto que o euro tem linguagem passada mas está na cara que é meramente coisa amalucada a que ninguém dá crédito.

    Já a linguagem muito civilizada com argumentinhos muito bem compostinhos e recheados de toneladas de manha vende bem. E faz a cabeça a muita gente.

    Pois nisso todas as cabeças vazias são iguais. Tanto faz de papagaio nonó um analfabeto na rua árabe como um doutor em NY ou qualquer capital europeia, já para não falar aqui.

  38. Não havia nenhum jornal a publicar aquelas arnormaliades “Heróicas” pelo profeta, ou pelo Alemdino-coiso, que o Euro diz. Mas há muito jornal e muita tv a passar linguagem muito bem embrulhada e com lógica muito bonita e tudo aparentemente muito por liberdades e que é mais do mesmo.

    E essa sim, a manhosa, escondida numa suposta erudição, escudada numa série de chavões vazios mas com “boas causas” vende por cá e não vende pouco.

  39. O exemplo máximo está no post anterior. É ver e rever aqueles exemplos do livrinho de BD com que tudo começou na Dinamarca. Isso sim, isso é que é a tal propaganda nojenta pela facilidade com que se transforma em mensagem algo em que nem se acredita.
    isso é que abastardamento de tudo, de tudo o que possa levar a conhecer um passado ou ideias. E foi feito para doutrinar criancinhas. Desejando que todas as bibliotecas das escolas públicas tivessem um exemplar. Isto com 80% de crianças islâmicas a frequentá-las- segundo consta dos nºs.

    São estes nºs e estas militâncias que podiam ser pensadas. Os números também não são para deitar fora. 3% de islâmicos num país que nem é cosmopolita há-de ser qualquer coisa a tender para rupturas.

  40. Mas o exemplo deste post sim, este é que mostra como tudo se compra. Ora venha lá a moedinha e o voto que a nós é que ninguém toca.

    E assim é que se abastardam democracias.

  41. oh zazie, isso é desonestidade intelectual pretender que eu tenho algum problema pessoal com islâmicos, à conta do qual extrapolo para os meus ‘inimigos islâmicos’ que não existem, a não ser quando ‘terroristas’. E se não falo de outros terrorismos é porque este tem uma dimensão histórica actual por demais relevante e eventualmente contagiante. Como sabes eles gostam de ameaçar.

    Não tenho nenhum problema pessoal com islâmicos, eles até me acham parecido com eles, há dois anos em Essaouira, estava eu encostado a uma pilastra a observar as janelas (portuguesas) da judiaria (mella), saiu-me disparado pela direita um profeta barbudo da minha idade e levei um beijoca antes de perceber o que estava acontecendo. Reconheço que o Islão, apesar de na raiz contemplar o étimo de paz, é uma ideologia beligerante e assim o provou a história e o conceito persistente de jihad. Os judeus ameaçam com o shoa e nós com a puta que os pariu.

    A única ténue hipótese de solução política para o problema é o Obama ganhar e iniciar-se a retirada o mais depressa possível. Ninguém dúvida da capacidade armagedónica de Israel portanto isso chega para manter o equilíbrio do terror, cuja distensão só pode advir do alívio da pressão estrangeira na zona e do reconhecimento e consolidação do Estado palestiniano.

    O meu inimigo é teórico, não entendeste? Embora seja completamente favorável à deportação para os países de origem de todos os que se comprove estarem envolvidos em actos ou organizações que praticam actos terroristas.

    Teoricamente também me interessa o problema de como se reivindicando todos do mesmo Deus (pois que se é só um e absoluto só pode ser o mesmo) se excluem mutuamente dessa condição. Mas claro também temos Averróis que estabeleceu o paradoxo a omnipotência de Deus (aí pelas bandas do reino de Silves, se bem eu li uma vez).

    De resto claro é sempre a tristeza de constatar que a besta habita (e habitará) o sapiens, excepto como tu próprias dizias quando a cultura se interiorizar na perspectiva de que somos todos herdeiros de uma grande linhagem da Vida, que deveríamos saber honrar e preservar, contrariando as diferentes vertentes da pulsão de morte.

    Nisso do Iraque estou com o euro_que_não_acho_nada_liberal. Já estou com Israel contra a ameaça de apagão do mahmoud e estou com os palestinianos pela salvaguarda da sua nação e implementação do seu Estado. Caramba, onde está a dificuldade conceptual desta posição trinitária não fora os traumas identitários, como dizia o Espinosa ‘o ódio e o ressentimento’?

    A única esperança é a inteligência, a capacidade de ver ao longe

  42. o meu inimigo é teórico, não entendeste

    Não altera nada. Volta a pergunta. Porque que é esse: o islamismo, o teu inimigo teórico, justificado pela religião e pelo terrorismo e não outro, justificado por outra religião e outro terrorismo?

    Porque é que o terrorismo tem apenas de ter a configuração de uma religião quando até o que tem é de uma ideologia, repescada numa religião, neste caso, mas repescada em muitas outras ou no ateísmo em muitos outros exemplos?

    Não mudas nada. E só falei que em questão pessoal uma vez que teoricamente é uma vergonha de patacoada que não conseguias sustentar em nenhuma audiência a menos que fosse um grupo de escoteiros na primária.

  43. E essa da inteligência como esperança contra belicismos é outra calinada gigantesca que aquele que se arma em filósofo murcho também gosta de debitar.

    No caso dele até diz sempre o mesmo: que é obscurantismo e a ignorância que leva a toda a barbárie e às guerras.

    E eu perguntei-lhe se tinha sido a rezar o terço que o Von Braun trabalhou ou que todas as guerras conseguem vencer por superioridade de poderio bélico.

    A inteligência apenas torna mais perigosa a maldade. Mainada. A história sempre foi feita pelos vencedores e as armas puxam às guerras. Quanto mais não seja para as pagar e treinar.

    Nada disto é feito por mongos com QI negativo. Mas é claro que a propaganda é feita para maiorias a voto e aí sim, conta-se sempre com as estatísticas emocionais e com o trabalhinho dos papagaios nonós.

  44. Mas não respondeste à questão. Onde é que estava o terrorismo quando o gajo se lembrou de fazer o livro de BD e o Feming aproveitou e publicou as caricaturas que faltavam?

    Onde estão os actos de terrorismo na Holanda que expliquem a propaganda descabelada e hipócrita de um Theo ou esta de um gajo a trabalhar de costas quentes para chegar ao poder?

    Quais foram os atentados?

    Como é que identificas lá os tais” inimigos islâmicos”, agora passados a “inimigos teóricos islâmicos”.

    Onde estão? como os reconhecias e o que é que eles têm que os separa da possibilidade de encontrares outros inimigos teóricos no exemplo da Dinamarca ou no exemplo, aqui dado, da Holanda?

  45. Ou será que vais ser obrigado a dizer o que sempre disseram todos os propagandistas bélicos ou doutrinários:

    Que não estavam antes, mas precisamos de vítimas para termos apoio e combatermos os nossos nimigos islâmicos?

    É que nisto de doutrinas e propagandas não há nada que comova mais que as vítimas. A rábula da vitimização também tira grandes dividendos.

    Pergunta-se: e quem não tem nada a ver com estes jogos de poder e apenas quer viver em paz? tem de pagar o tributo?

    E se há problema de imigração para que é que é preciso inventar-se tanta macacada quando bastava mudar as leis ou o nº e critério de entradas?

  46. “Guerra assimértica” e não terrorismo, diz o Euroliberal…
    È mesmo, as vítimas dos atentados, como é sabido, não eram civis inocentes, eram soldados à paisana a caminho do Iraque que estavam de férias à hora e no sítio errado.

    ENFIM… este Euro é um produtor de (grandes colares)pérolas, no doubts…

  47. mas com isso nem vale a pena perder tempo. Até porque existiram declarações oficiais de partidos a dizer o mesmo. Aí sim, quando há partidos a defenderem estas posições ou personalidades públicas a juntarem-se na Associação Abril em Maio para comemorar e brindar com chamapanhe o atentado de 11 de Setembro, sim.

    E aa carta do Garcia Marquez foi outra nojeira.- com as vítimas a serem divididas entre pobres e ricos.

  48. Um dia vais no Metro, entre o Marquês e Picoas, de repente vês uma luz, ainda houves um estrondo e ficas sem cabeça. Toma lá que é guerra assimétrica!

  49. É a paga por Ceuta, Tânger, Arzila, Safim, Mazagão.
    Queres mais?
    Ah, OK, já não tens cabeça, não podes responder.

  50. A neo-coneiragem é de raciocínio lento…

    Curioso e Tiro ao urso : claro que em Atocha as vítimas eram civis inocentes, e depois ? O milhão de iraquianos mortos não eram também quase exclusivamente civis inocentes ? Como os de Hiroxima , Dresden, Hamburgo…

    Os próprios miliatares iraquianos mortos na agressão unilateral ilegal o foram num CRIME DE GUERRA. Não é legítimo matar soldados só porque são soldados,. Segundo o direito internacional, só em legitima defesa isso é legal.

    Vocés devem perceber que em guerra os cidadãos de um país respondem potencialmente com a vida pelos actos de agressão cometidos pelos governos que elegem… Por isso, quando votam em assassinos que vão matar ilegalmente estrangeiros nas suas terras, tem sempre de admitir que poderão pagar o preço de sangue desses crimes. Na guerra há uma responsabilidade colectiva e objectiva de todos. Não é preciso ter culpa para morrer. Basta pertencer ao povo agressor. Isso é que eram bom ficar alarvemente a tocar pívias frente á TV durante os shock and awe, assistindo em directo ao genocídio dos outros e pensar que isso nunca lhes poderia acontecer…isso é que era bom ! Na guerra mata-se e morre-se e quem não quer morrer não aprova cruzadas islamocidas. PONTO.

    Conclusão: quem matou os espanhóis e ingleses inocentes foram Asnear e Blair ao desencadearem uma cruzada assassina. Não os autores do atentado, que se limitaram a executar em território inimigo uma acção de guerra em retaliação pelo mártires caídos, segundo as leis da guerra que eles não desencadearam mas que foi desencadeada ilegalmente contra eles. Foi o caso igualmente do 11/9. Um milhão (outro milhão) de iraquianos tinham já morrido desde a guerra de 1991 e durante o embargo que se lhe seguiu. E eles reclamavam vingança…

  51. Zazie: chama-lhe o que quiseres, mas o que fizeram É EXACTAMENTE O MESMO (excepto no numero de vítimas) que os cruzados invasores fizeram no Iraque. Um acto de guerra. Só que no seu caso, LEGÍTIMA (são eles os agredidos). E se chamas a isso terrorismo também o que os cruzados o fazem no Iraque o é. Só que há uma diferença fundamental. O “terrorismo” deles é legítimo portque em legitima defesa. O dos americanos e seus caniches NÂO, porque é crime de guerra. Dura lex sed lex (internationalis)….

  52. Guerra assimétrica é isto: quem não tem cão, caça com gato… Os cruzados levarão sempre uma resposta, seja qual for a desproporção de armas. É tão antiga como o mundo.

  53. Euroliberal: então com essa conversa, é para quando, o alistamento na Al-Quaeda, ( ou no Irão, contra os judeus) na luta contra os cruzados?

    E: o milhão de civis mortos no Iraque, são baixas acidentais, quer das tropas americanas e aliadas, quer da guerrilha Iraquiana, não se comparam ( a menos que quem o faça o faça de má fé) com as vítimas civis – alvo escolhido e premeditado e deliberado- de Londres e Atocha.

    È, o Bin Laden é que é um gajo porreiro com ideias porreiras, outro dia vi-o no Rossio disfarçado de mulher e escondido sob uma burka feminina, quando fui para lhe deitar a mão já ele ia na mouraria; não admira, agora ando meio coxo, não posso correr muito, donde deixei fugir os 15 minutos de fama da minha vida, LOL…

    Enfim, Euro, em àrabe (transliterado): antá djámálum!

  54. Olha-me uma coisa:

    Quem foi o autor do 11 de Setembro?

    Sabes?

    Foi uma retaliação de cruzado não ocidentalizado ou nem se sabe bem o que foi já que até mete ligações com uns tipos da Mossad?

    Eu não sei o que foi o 11 de Setembro.

    Mas apenas tenho 2 certezas:

    1- Quem o fez precisou de enorme poder, dinheiro o arregimentação de voluntários que não eram nenhuns coitadinhos

    2- Quem o fez sabia, tinha a certeza, como qualquer pessoa tem a certeza que os EUA nunca iriam ficar-se. Tinham de retaliar por uma questão de honra; por uma questão de legitimidade de quem até tem uma identidade nacional baseada em vitórias de guerra- Algumas das quais onde mais ninguém arranja assim voluntários como eles arranajm (pelo menos pelas bandas da Europa).

    Fica então a pergunta: a quem podia interessar uma retaliação brutal que ainda seria maior se o plano tivesse resultado de forma completa?

    Quem?

    Quem é que, defendendo um povo fica feliz por saber que ele vai pagar e bem, e forte e feio, à custa do que fez?

    Um amigo dele?

    Ou só encontrei, na prática, posições políticas a defenderem a guerra do IRaque (já que a sova no Afeganistão foi algo a que se fechou os olhos, incluindo eu própria) em 2 identidades:

    1- Várias declarações de Israel e apoiantes do sionismo
    2- O próprio Bin Laden e toda a dovulgação entre os mullahs daquele video.

    E isto vale para tudo. O fanatismo é uma forma de nacionalismo depois do comunismo ter deixado de ser a ideologia principal ou o principal inimigo- foi assim que os EUA criaram a própria Al-Qaeda, para quebrarem hegemonias e alianças quando a questão passava pela cortina de ferro.

    A maior parte dos atentados até se passam por lá, contra países que possam estragar uma série de políticas rivais que, na verdade, nem dá para compreender, de tal modo aquilo perdeu, em grande parte, o comboio da história ao não se industrializar.

    E, é um facto evidente, que algumas (nem todas) daquelas socieades vivem de importação de maior parte dos bens modernos, já que lhes basta o petróleo. A questão aqui entra nas variantes e essas não passam por um todo e muito menos se dividem nessa fantasia de “democracia/ditadura. Porque até predominam as democracias onde se acha que está o fanatismo e as ditaduras onde se acha que está o ocidentalizado aliado.

    Fora isso é conversa que replica esse mundo à BD igualmente usado pelo Bush para o mesmo- para propaganda: o Eixo do Bem contra o Eixo do Mal. os heróis da casa- os cruzados bons, contra o armagedão do Mal.

    Tu tens piada porque usas este discurso maoista/à eXistenz de computador, em réplica do mesmo que dizem e vendem os que inventam estas linguagens para fazer crer que há o lado certo da história e esse é só um, o lugar que ocupamos- o dos nossos.

    O facto de existirem apoios a guerra por parte de um político não é legitimidade para nenhum tipo de retaliação onde se usam mercenários, em organizações terroristas que até têm ligaçºoes comuns independentemente da causa, e cujo resultado consiste em causar o pânico e o maior nº de vítimas perfeitamente indefesas, e sem sequer serem os “engajados” na questão.

    Por isso é que até mandei a boca de humor negro, quando já andava também tudo histérico a falar em crime e assassinato de um cartoonista, que então, seria mais higiénca a retaliação fulanizada.

    E é um facto que uma ameaça de morte não é um acto terrorista .Assim como o Papa foi ameaçado e ninguém que o ameaçou podia ser preso por o dizer.

    Mas, se alguém morre em virtude de uma retaliação prometida, ou até dando a possibilidade de pedir desculpa (como sucedeu com os cartoonistas) eu também não lhe chamo um acto terrorista idêntico à bomba que matou os espanhois ou às outras de Londres ou a todas as outras no Líbano, na Turquia, pelo resto do mundo fora.

    E foi por isso que o Papa, que sofreu a mesma ameaça que, no caso dele é que eu achei sintoma de algo mais grave- já que o Papa não provocou ninguém , fez apenas um discurso teórico numa universidade, aí sim, tomei o pulso ao clima que existe e ao seu agravamento pós invasão do Iraque.

    E foi por isso, pela ameaça ao Papa que não pode ter a menor justificação (a menos que tu, dizendo-te católico, também aches que era legítimo matar-se o Papa pela conferência que fez) procurei antecedentes.

    E encontrei- encontrei um discurso do João Paulo II mil vezes pior. E, na altura, nada aconteceu.

    Foi este exemplo do Papa que achei e acho, o mais sintomático para se aferir a situação da crispação mundial e do próprio islão fanático.

    Por isso mesmo, foi o Papa quem melhor deu o exemplo de como lidar e sair por cima numa situação que não se controla e onde só pela inteligência é que se pode desarmar os efeitos de propaganda que eles (fanáticos muftis) pretendem: explicou que não era com intenção de ofender!

    Fez isso, nas calmas, sem precisar de se acobardar ou tirar dividendos daquilo que defende- a paz e até mais que isso, a procura de alianças com os ortodoxos.

    E foi à Turquia nas calmas. E a rua árabe foi para casa, muita dela até apaludiu, e outros tantos pediram-lhe desculpa.

    Este é o exmplo máximo de uma brilhante estratégia política.

    A menos que tu, euroliberal, sejas capaz de fazer como muito esquerdalho, e escrever que até foi pena porque o Papa também estava a pedi-las.

    ————

    Esta foi a questão que o Valupi se recusou a comentar e a Susana disse que não era pertinente no tema das ameaças por parte do islão e da liberdade de expressão.

  55. Porque tudo tem de ser entendido no seu campo. Uma coisa são alianças de guerra; outras problemas de imigração (quando existem) outras fanfarronices de ateus militantes irresponsáveis, outras aproveitamentos políticos a soldo.

    O Fernando Venâncio disse o essencial nesta passagem que separa as águas de tudo o resto.

    Perguntava uma senhora se era exagerado medo, o seu, de achar-se um dia, por um estúpido acaso, no local em que Wilders fosse alvo dum atentado. Essa senhora incarnava, pode inferir-se, qualquer cidadão holandês. Nem ela nem eu temos a mínima vontade de virmos, um dia, a ser condecorados em condições um nadinha esquisitas.

    Quem não quiser perceber isto é besta e há-de fazer luxo nisso.

  56. Quem pediu inteligência que olhe- inteligência é escrever-se isto, e dizer-se tudo em tão poucas palavras como a deste post. Este post é um rochedo de coerência.

    Nem com bazookas se lhe abre brecha.

    ehehehehe

  57. lá vem a maluca do xaile e da poesia a querer galinhice.

    Ò palerma, desorelha, não estragues isto que tu és absolutamente imbecil. Nem uma linha consegues alinhavar.

    mas, já que gostas tanto de contar anedotas, mostra lá a anedota que és e desmonta este post.

  58. é pá, se tu recusas a paternidade do que quer que seja a culpa há-de ser da tua mãezinha que não se lembra como entraste la´para dentro, ó monga.

    Tu és mesmo o exemplo por excelência da gajinha de QI negativo que debita anormalidades e nem sabe ler.

    Tolerância de quê, ó minha imbecil? da tua estupidez? é isso? é isso que achas que significa dizer-se que para um católico todos somos filhos do mesmo Deus?

    E consegues ser tão bimba, tão negativa e tão fanaticamente ateia que nem percebes que um ateu é tão filho de Deus quanto qualquer ser humano?

    Ou tu tens problemas de orfandade?

    Se tens ou resolves com a mãezinha ou com o demo.

    Comigo só podes esperar insulto na proporção da cretinice emplumada.

    mas fica à vontade. Já tinhas dito que eu precisava que alguém me fizesse um retrato.

    Usa a avença do Expresso e escreve lá essa mongalhice que acabaste de pronunciar:

    “ò não sei quantas. v. é uma intolerante porque disse que para os católicos todos somos filhos de Deus.

    E então eu que na sei quem ma fez sou filha do quê?”

  59. Tu é que és mesmo um daqueles casos em que o uso do nick devia ser exigido pela família…

    c’um caraças: uma filósofa comentadora de jornal a dizer que fulana é intolerante e hipócrita porque disse que para os católicos todas as pessoas são”irmãs”, já que são todos filhos do mesmo Deus…

    E a monga diz que recusa paternidades e depois os católicos é que são culpados e hipócritas por a aceitarem como filha do mesmo.

    Olha, como diziam alguns católicos na boa da Idade Média, e parafraseando um deles que muito aprecio- o bom do Gil Vicente

    – também existem os mija-nos finados,filhos de mães que pariram sapos.

  60. ai zazie, tu és monga sim, e ainda te arriscas que o QI negativo é o teu:

    «que todas as guerras conseguem vencer por superioridade de poderio bélico», olha o Vietname

    mas tens um complexo erístico qualquer, fica-te com ele, nunca te comprometes positivamente não vá assacarem-te a palavra, ficas só às marradas porque assim dá para tudo, é só dar uma voltinha a modos que despercebida fazendo uma aliança sedutora com algum transeunte

    Bah, olha vai fazer uma sacanagem e gozar que eu já fui

  61. Eu não disse isso. Disse que a história é sempre dos vencedores e que as armas mais poderosas impelem à guerra. O teu exemplo do Vietnam cabe inteirinho no que eu disse.

    Foram as armas mais poderosas que o despoletaram em virtude de hegemonias dos eixos rivais da altura, e foram os vencedores que apagaram a história que ainda por lá está a fazer-se em reload.

    z: eu posso ser muita coisa, mas não sou como tu em que o QI vai todo para a matemática e não sobra pra mais nada

    “:OP

    Tenta lá deitar este post abaixo se és capaz. Por acaso sei que não és, porque tens o tal problema dos gajos de ciência, uma enorme dificuldade em formular questões históricas ou políticas.

    O FV é que já me surpreendeu mais do que uma vez. Primeiro está sempre a leste mas, quando se centra num assunto tem um dom que eu gostava de ter- formula tudo em poucas palavras, muitíssimo bem redigido e sem palha- é directamente para a veia e certeiro.

  62. mas monguice maior que esta da leonarda não me recordo

    ehehe

    órfã do demo ou apenas palerma, o certo é que já lá tem lugar reservado, dos tolos é o reino dos céus.

  63. Não sei como é que dizes que já foste político. Até a minha mãe que tem 90 anos te dava um bailinho

    ahaha

    Acredita. Às vezes estou eu a escrever por aqui umas tretas relacionadas com estas coisas que se passam no mundo e falo com ela ao telefone e é em cheio- bota análise certeira. À VPV.

  64. Zazie quantas vezes é que já te disseram para não falhares a medicação?
    Já pensaste em cortar os pulsos…

  65. oh minha linda, fica-te com as tuas que eu sou mais de factos. Aliás ando aqui no Aspirina a fazer politíca tout court e essa é a razão de estar aqui, o resto é bónus, e quanto ao bailinho da tua mãe compreenderás que o dispenso. E também os teus porque não acrescentas nada de relevante, só marras à toa, e depois, como diz o Valupi, todo o teu esforço é minimal, apenas para não perderes a máscara.

    Entretanto:

    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=321836

  66. pois, a gente sabe… tu ao menos não precisas de formular uma ideia porque só andas aqui para caçar capicuas.

    E olha que é mesmo o modo mais inteligente que arranjaste para disfarçares essa incapacidade de dar uma para a caixa.

    Beijocas ó uber-xenófabo islamofóbico, impaciente por estar demasiado tempo na bicha pró bode

    “:OP

  67. Qual é a novidade da notícia? que o gajo é de extrema-direita?

    Não sabias?

    E achas que isso altera o quê a quê? ao lobbie por conta que também tem?

    Não percebi o que querias dizer sem escreveres nada, como é costume…

    Que há movimentações de “príncipes” em torno da coisa?

    Qual é a novidade? não leste o Maquiavel?

    Não vos percebo. Só sei que imaginam o mundo como risco ao meio: de um lado a esquerda pura, que pode ser racista porque está acima de toda a suspeita desde que denúncie os outros; e do outro a famosa Direita diabólica que até pode ser social-democrata.

    Mas esquece: eu nunca percebi a linguagem de ideólogos e ainda menos a dos que são mudos…

  68. E quem não tem cabeça, caça com quê, ó Euroliberal? Tu, por exemplo, caças com quê? Caçarias c’os cornos, se tivesses cabeça, como não tens, deves caçar com o cu, que também é o órgão que produz as tuas ideias lá pelo meio dos cagalhões fedorentos. Como se pode ser tão infra-besta que se ache que matar pobre gente que vai para o trabalho às oito da manhã é guerra? Estás abaixo mesmo dos nazis, porque eles escolhiam as vítimas. Não passas dum disléxico mental a arrotar postas de pescada. Enquanto os muçulmanos te tiverem a ti para os defender, estão bem fodidos. E neocona era a da tua mãe, quando ainda não tinha sido fodida por toda a gente lá da tua rua.

  69. já esqueci,

    mas constato que és boa menina, foste logo ler direitinha

    sim, li o Príncipe, se não (se) for amado a melhor garantia de posse é a destruição

    posse, possesso, possessão

    zazão

  70. é pois, é linda. E estás a ver como assim já não acontece como às leonardas que ficam orfãs de sapo e depois chateiam os cornos aos católicos

    “:OP

    bisou, rapaz. És mesmo muito meiguinho, não desfazendo na cabra.

  71. Se parassem um pouco para pensar, dar-se-iam contam que isto já só vai no insulto e na linguagem desbragada. Porque não tentar perceber qual é o verdadeiro problema que está por detrás desta guerra a favor e contra o islão? É certo que há aproveitamentos politicos e outros do fenómeno religioso. Toda a crispação actual em torno de islamicos e cristãos começou a ganhar força no inicio dos anos 80 com a instauração de um poderoso estado islâmico no Irão. Eu sei que as raizes estão no passado. Mas agora ganhou força e tende a ficar fora de controle. Seja a ganancia economica, seja a revolta da miseria, sejam desejos expansionistas, tudo isto está a entrar na liça. E porquê? Porque o fenómeno religioso pôs-se a jeito. Tanto mais fácil é manobrar quanto mais profunda for a penetração religiosa no tecido social.`Para nossa desgraça, quanto mais “inculta” é uma sociedade, mais fica à mercê dos mais irracionais fanatismos. Temos que pôr em cima da mesa, com toda a clareza e sem medo dos sacerdotes de todas as religiôes, o problema das crenças, da justeza ou da sua irracionalidade.

  72. Sem dúvida Mário – totalmente de acordo. Estive para o fazer/pedir antes da tua intervenção assim: Era porreiro que as pessoas que por aqui procuram opinar e fundamentar as suas convicções, não descambassem para a infantilidade e a difamação gratuita. Mais interessante seria, que não se socorrerem de autores, imagens e vídeos, mas dessem apenas o vosso real contributo – o que pensam realmente disto, como sentem a problemática, o que vaticinam, etc.

  73. (zazie, vou de irracional entre parentesis para não dar nas vistas. Sabes que em Timor chamam às cabras ‘bibi timur’ – timur ou timor quer dizer do leste, oriente – e às ovelhas ‘bibi malai’ (malai quer dizer estrangeiro, branco))

  74. “E o milhão de civis mortos no Iraque, são baixas acidentais, quer das tropas americanas e aliadas, quer da guerrilha Iraquiana, não se comparam ( a menos que quem o faça o faça de má fé) com as vítimas civis – alvo escolhido e premeditado e deliberado- de Londres e Atocha.” – diz um neo-coneiro curioso…

    Quer dizer matar um milhão é menos grave que matar 200, porque um cristão vale mais que 5.000 muçulmanos… Pois, os tais double stardards… ele acham que o sangue árabe está barato…uma razão suplementar para que os bin ladens matem mais…para aumentar a cotação do sangue árabe e desencorajar assim novas cruzadas…

    Por outro lado o grunhóide acha “acidentais” as mortes de um milhão de iraquianos….santa hipocrisia ! Se calhar em Hiroxima e Dresden, onde SÓ HAVIA CIVIS, também os camones só visavam o sentinela da câmara que tinha uma pistola da guerra de 14, os outros (umas centenas de milhares) é que estavam onde não deviam e lá se foram acidentalmente…

  75. Um outro grunho, o Ali-fazmumbobó, escandaliza-se que madrilenos morram às 8 da manhã quando vão para emprego…. e os Iraquianos (mais de UM MILHÂO) não iam também para o emprego ? Ou não estavam a dormir em casa ou às compras no mercado ? O que choca este imbecil é que OCIDENTAIS também possam morrer numa guerra que iniciaram, e não apenas os agredidos, uns cabeças de pano, uns subhomens que nem sequer têm a nossa religião…

    Enfim, mais um porco racista e islamocida…

  76. Mário e Elypse:

    isso é muito bonito mas v.s estão apenas a falar ao lado.

    O que é que isso tem a ver com a Holanda? Que terrorismo islâmico é que por lá existe?

    É que a treta é bem clara que é outra. Ora sigam o link a notícia que o Py deixou…

    Até o Sarkozy se aproveita e defende a provocação deste gajo (e eu nem sou propriamente anti-Sarkozy, antes pelo contrário, li parte do livro dele e gostei)

    Mas ele apoia a dita “liberdade de expressão” desta provocação do labrego do Geert para quê? que ganha a França com provocação interna a imigrantes islâmicos na Holanda, acerca dos quais não foi anunciado nenhum plano ou actos bombistas?

    Eu digo, como diz qualquer pessoa com olhinhos na cara e isso é rápido e não necessita de muita teoria:

    ganha pretexto para o problema da racaille interna e precisa do mesmo, no apoio político a Israel e aos EUA.

    Apenas isto. Às vezes quanto mais caras se querem as palavras menos se pensa.

  77. ó euro: e o Papa? também estava a pedi-las?

    Como é que descalças a bota neste exemplo?

    O discurso dele afinal também não foi nada elogioso em relação ao Islão (e nem podia sê-lo, pois se o fosse não era chefe da Igreja Católica) e como é? também era legítimo matar o Papa, porque ofendeu?

    Eu já te disse milhares de vezes: não se pode ter 2 religiões sem se ficar maluco. Ou então não se tem nenhuma e é tudo pancada que subiu à cuca.

  78. Este post só precisava de ser completado com um bom relatório dos problemas da imigração e de que vivem ou que tipo de paternalismos existem em relação a muitos deles.

    E aí sim, aí sei e tenho informação que há mesmo problemas e que o monstro foi criado, como foi em todo o lado.

    Agora o que é baixo é aproveitar-se isso, para ainda acirrar mais e contar com votos do lobbie que está interessado em todos os pretextos.

  79. E cá só não acontece isso porque os problemas do excesso de imigração no desemprego e na marginalidade não estão associados a nenhum conflito mundial.

    É apenas isto- o nosso colonialismo foi em África e não temos muçulmanos a invadir a casa.

  80. e também só pode existir anti-semitismo fantástico já que a própria comunidade israelita apenas reconhece 500 em todo o país. Como fisicamente não se distinguém e nem vestem à ortodoxo, há milhares de portugueses que nunca viram um deles a não ser em filmes.

  81. Zazie

    O que se está a passar na Holanda é exactamente um aproveitamento politico. Do agitado fenómeno religioso! O´Zazie, só me leste na horizontal, como faz o Marcelo aos livros que mostra na homilia dominical?

  82. Zazie, estou de acordo com o que disseste sobre a “liberdade de expressão” – até intervenho nesse sentido desde 2000, porque sempre a entendi como um adesivo na boca (uma forma manhosa para amortizar/silenciar o impacto de um qualquer ataque opositor).

    Ainda que em algumas questões divirja de ti (como sabes), nesta, da Holanda/terrorismo, também corroboro o que vais dizendo, assim como vou apreciando algumas intervenções de outros intervenientes, mesmo quando distam do que penso.

    O que censuro, portanto, são os momentos em que a “coisa” resvala para um nível que, atendendo às pessoas envolvidas, dá que pensar, para não dizer baralhar. Foi neste sentido que pedi para voltarem à razão com as vossas reais diferenças.

  83. Eu acho que vou ser a madrinha do casamento da zazie e do z. E, se não se importarem, gostava de ser a madrinha do filhote, logo que não ande muito aos ziguezagues e tome a medicação toda.

  84. mas o que é que eu disse da liberdade de expressão Elypse?

    Eu não disse nada .Neste caso foi apenas um truque para se provocar desacatos.

    Quanto às leonardas, não há nada a fazer, elas é que vêm cá pedi-las…

  85. ehehe

    Se calhar foi, Mário, estou para aqui a fazer um trabalho que tenho de entregar amanhã. Isto é sempre demasiada coisa ao mesmo tempo que blogosfera não é vida.

    mas, enquanto o upload vem e não vem descarrega-se na caixinha

    “;O)))

  86. Para simplifcar.

    Poque é que não esquecem o que eu escrevi e não se limitam ao que eu disse: subscrevo a 100% este post do FV

    E nego a 100% toda o paleio manhoso que o Valupi quer vender.

  87. E que disse eu dos cartoons, Elypse?

    Disse que era a maior porcaria manhosa para catequizar criancinhas e provocar imigrantes e que era apenas leitura interna no seguimento do livrinho de BD

    É isto que negas?

    Foi isto que eu disse. Não falei em liberdade de expressão. Andei 1000 posts a negar essa patranha que o Valupi queria impingir.

    Tens lá a historieta logo no link deixado pelo Fly. E dá para ver como foi. Segue o link, chegas ao livro do BD, passas daí para o Fleming e para as caricaturas .Foi isto- tudo provocação por causa dos imigras e do ateísmo militante.

    Foi disto que discordaste?

  88. Além do mais eles “exprimem-se; eles espremem-se, eles têm a liberdade toda para vomitar porcarias. Nada disto tem a ver com pensamento.

    Se estão a falar da liberdade de cagar publicamente, então é outra coisa.

  89. Não nego nada disso – também censurei, à minha maneira, os cartoons, no meu ex-blogue “Neo-normal”… e até ataquei a “liberdade de expressão” (era/foi o que quis dizer)…

  90. E afinal até tinha lido mal, ò Py. o Sarkozy apoia é o primeiro ministro holandês que é contra a publicação do video!

    Claro, o Sarkozy tem uma posição muito inteligente em relação às religiões. A da predominância da religião tradicional mas em diálogo com as outras. Eu curto o gajo. É o primeiro grande anti-jacobino à frente da pátria do jacobinismo.

    Como diz alguém cá em casa- os franceses até têm um bom primeiro ministro que o não merecem.

  91. “ó euro: e o Papa? também estava a pedi-las?”

    Quem disse isso ? O Papa, preocupadíssimo com a baixa religiosidade dos Europeus e com o relativismo moral dominante, anda a ter encontros sucessivos e cursos intensivos com os muçulmanos para arranjar soluções para a a apagada e vil situação de ateísmo-laicismo em que se encontra a sua Igreja. E o islão é actualmente o melhor case study em na matéria de marketing religioso…

    Não te lembrar de o Vaticano ter alinhado com os islamistas aquando da crise dos cartoons ? Estava decerto a pensar nas blasfémias repetidas contra Cristo e a Virgem que por aí se vêem…e em como seria bom uma reacção à maneira dos cabeças de pano… A imagem do Papa como chefe dos cruzados isso foi nos séc. XI e XII… Agora o chefe dos cruzados é um hereje evangelista, o satânico Bush…

  92. Mário,

    Falas do aproveitamento político, da parte do Wilders. Nem mais. Eu diria mesmo que ele procura «proveito eleitoral», o que é, de resto, segredo público.

    Wilders quer ser o grande chefe da Direita holandesa. Mas tem, desde há uns meses, forte concorrência da ex-ministra Rita Verdonk, que procurou fechar a imigração (de muçulmanos, claro) e até proibir outras línguas na rua que não o holandês (mas não era no inglês que a senhora pensava, julga a malta). Estás a ver o calibre.

    Ora, sendo Verdonk, também ela, imensamente popular (há aqui muitos desempregados para votar nessa malta), o bolo não pode acabar dividido. Daí este passo, estúpido de cima a baixo, do filme do Wilders.

    Pura política interna, pois. Civilização? Ocidente? Liberdade de expressão? Não nos façam rir. Nessa Torre de Marfim, que é Portugal, discute-se o sexo dos anjos. Entretanto, Constantinopla pode voltar a arder. Ateada, desta vez, por um senhor até muito chique e de boas famílias.

  93. Meu caro Fernando

    E fazem isso servindo-se da crença religiosa. Como não têm coragem de se afirmarem racistas puros e duros, que parece mal, deitam mão daquilo que está ali,mais a jeito, a crença religiosa, que faz despertar o pior de todos os fanatismos. Se bem que eu não sei qual seja o pior. Não sei se leste a DESILUSÃO DE DEUS. O problema é aí tratado com uma certa profundidade, apesar de se tratar de um cientista biólogo.

    Um abraço

  94. Mário,

    Essa é de ouro: por medo de se denunciarem como racistas, eles atacam uma religião. E chamam-lhe… a superioridade do Ocidente e demais coisas lindas.

    Eu não tenho (tu até sabes) religião nenhuma, e detesto-as a todas. Mas, exactamente por isso, sou, talvez, mais difícil de enganar.

  95. Zazie

    Tinha reparado nisso, mas, como não é muito habitual cometeres gafes destas, fiquei a pensar se não se tratava de uma rasteira ou indirecta. (O que é que ela quis dizer com esta?) Como já era tarde resolvi ir deitar-me.
    É bom saber que tens falhas, mas não destas. É que com falhas deste nível o grande dilema continuará a ser a eliminação de Deus e não da Deusa ;)

  96. Meu caro Fernando

    Eu não detesto as religiões, porque as considero um subproduto do subdesenvolvimento do homem. Não detesto, mas farei tudo, enquanto tiver lucidez, para chamar os crentes à razão (literalmente). Sou de uma familia numerosa e crente até à medula dos ossos.Bebemos a religião com o leite materno. Tinhamos a catequese na paróquia, em vez da madrassa, como sabes. Sempre que posso vou desfazendo os mitos da nossa cultura. Sócrates (o grego) foi acusado de desviar a juventude da religião de seus avós. Não terá sido só por isso que o condenaram à morte, mas também contou. Deverá ser um trabalho persistente e alguém terá de o fazer. Pena é que as pessoas caiam com facilidade na abordagem superficial dos factos, deixando de lado a análise da raiz do problema. E o problema religioso é transversal a todas as culturas. O drama todo, é que neste seculo XXI, as sociedades ditas democraticas, aceitam ou são obrigadas aceitar, por força da laicidade do Estado, as criticas, quaisquer que sejam. Mesmo que se fiquem a roer de raiva e até ódio. Nas sociedades teocráticas, ofender Deus dá pena de morte. Deus, ou que cada um julga ser. Nós vamo-nos ficando pela condenação às penas do inferno, que a Santa Inquisição já não nos pode fazer em churrasco.

  97. Retomando (Eu não tenho inimigos. Para um católico todos somos filhos de Deus)
    Zazie, respondeste muito bem à pergunta: pois é, e os que recusam a paternidade? São filhos à força? Quanta arrogância mascarada de tolerância!

    O teu tsunami de insultos foi muito siginficativo. Demonstrou pelo menos duas coisas:
    1. Como és inteligente a argumentar
    2. Como és tolerante a julgar
    Diria que, recuando uns anos, te via bem a atear fogueiras, se te deixassem. Como terrorista intelectual és, porém, muito fraca: à tua argumentação, apesar de estridente, falta-te consistência e sentido de síntese, talvez seja para fazeres render o peixe dos post. Assim tão necessitada de palco, Zazie?.
    PS – xaile???!!!!!

  98. Elypse:

    Pois foi. Mas é que fiquei sem perceber para que servia o link e como o Py estava com aquelas manias dele da turbantofobia ainda pensei que fosse para me entalar noutra coisa.

    E estranehui porque eu li o livro do Sarkozy e, se há coisa que ele defende é mesmo o respeito às religiões.

    E foi bacano. Não teve complexos e apoou logo o ministro holandes que é esquerdalho.

    Bem dizem cá em casa. Os franceses é que não merecem o primeiro que têm. Tomara-mos nós ter um Sarkozy

    “:O)))

    Esta é para chatear os turbantofóbicos esquerdalhos
    beijocas

  99. Lá vem a leonarda.

    Alguma alminha caridosa que atenda a necessitada e lhe explique, devagarinho,com muita paciência, porque ela é retardada mental, o que siginfica isto.

    Eu disse que não tinha inimigos (isto em resposta ao racismo dos turbantes do py) porque para os católicos todos são filhos de Deus)

    A maluca já cá veio por duas vezes a chamar-me intolerante e hipócrita porque diz que renega Deus.

    Agora, façam-lhe o favor de explicar que culpa é que um católico tem disso e onde é que está a hipocrisia em se achar que o género humano é um só, incluindo ateus.

    Pela simples razão que são mesmo todos filhos de Deus e que até o maior ateu pode dar no maior crente.

    Como já lhe disse, se tem problemas de paternidade ou os resolve com a mãezinha ou com o demo.

    Quanto ao QI é que não há nada a fazer, congelou.

  100. Ora vejam se não é preciso muita pachorra (e falta de tempo para lhe dar 2ª coça de insultos a triplicar) depois da sapa do guardanapo escrever isto:

    Zazie, respondeste muito bem à pergunta: pois é, e os que recusam a paternidade? São filhos à força? Quanta arrogância mascarada de tolerância!

    Pronto, ela está ou não está ofendida por eu ter dito que não há subespécies para um católico?

    É ou não é legítimo que eu não a ofenda mais tratando-a como uma pessoa igaul, como filha de Deus?
    É, e vou fazer-lhe a vontade porque não se deve contrariar os loucos.

    Está bem Leonarda. A partir de agora eu só te trato por sapa endemoninhada parida em cima de um guardanapo.

    Ou preferes apenas Leonarda a mija-nos-finados?

    Eu acho que sapa do guardanapo até fica bué de giro a dar com a Pastelaria. Podias criar a mascote para o estaminé:

    Uma sapa a declamar filosifa com chaile de fadista sobre o lombo esverdeado. E a espojar-se em auto-exorcismo sempre que houve falar em Deus.

  101. ouve.

    Carago tenho de trabalhar. A sapa é que tem boa vida. espoja-se para aí por causa de Deus e vem cá apenas para pedir coças.

    Uma sapa-galinha realmente é prova que a Criação veio com muito defeito de chapa.

  102. “Pela simples razão que são mesmo todos filhos de Deus e que até o maior ateu pode dar no maior crente.”

    Cá está uma das questões em que te dou razão:) sou um grande crente da inexistência de Deus

  103. Zazie

    Explica-me lá o que é isso de todos sermos “filhos de Deus”. É que tenho uma grande dúvida: Se somos filhos, fomos gerados e portanto também somos Deuses( com letra grande e tudo). Se não fomos gerados, mas criados (com ou sem defeito na chapa), o cado muda de figura, porque passamos a ser um artefacto, saído das mãos de um artesão, pouco habilidoso, por sinal, e pertencemos. literalmente, a outro mundo. E vem a pergunta: Quantos mundos, ou cosmos, ou universos, ou multiversos há? Desculpa, Zazie esta mania que tenho de tentar ir ao fundo do poço, para ver onde nasce a agua.

  104. Não digo que não seja uma grande falha minha Zazie… Isto não é uma rasteira – não gosto disso – já me conheces um pouco desde as discussões do Portugal Contemporâneo onde, salvo o erro, deixei escrito os textos que se seguem:

    Coisas de religião

    o próximo
    Cristo será
    revestido de erotismo

    morrerá
    com 69 anos
    para que a cruz,
    mesmo invertida,
    não perca significado

    e esta;

    À Virgem Maria

    Saturado pela recusa
    Debatendo-me com o cansaço
    Cedo-me ao colchão

    Desprendidamente
    Esboço um espreguiçar
    De aliviar desprezos

    Sem nada alternativo
    Recorro à masturbação
    … porquê a Virgem Maria?

    Incomodado
    Por cair de lado
    Sobre tal imagem
    Acabo no chão

    Repugnou-me a ideia, a visão
    Mas, acreditem
    Foi das maiores fodas que dei até hoje

    Abençoado o autor
    De tão nobre e ilustre imagem

    Mas, atendendo a tudo que fui vendo nesta vida, acabei descrente…

  105. Ah, mas também escrevi esta…

    Deus existe, é um pensamento

    Não me preocupa, nem incomoda haver quem ainda acredite em deus, mesmo sabendo que um todo procure a diferença nessa mesma rejeição. A negação é evidente. Evita-se crer naquilo em que os “medíocres” acreditam, porque ao adoptarmos um outro comportamento mais digno e de acordo com o processo evolutivo da ciência e da política estamos a tornarmo-nos modernos, sofisticados e, até, a sermos mais inteligentes.
    São muitos os que criticam o ajoelhar dos crentes perante uma cruz, bem como as suas “doentias” peregrinações aos santuários. Pergunto: não fazemos nós, os evoluídos, peregrinações a concertos rock, a galerias de arte? Não nos ajoelhamos nós perante músicos, pintores, etcetera? Outros dizem: “Mas aquela gente é explorada de uma forma que chega a dar dó.” Mas o que é que não explora, quem e o quê? Nós não compramos nada? Não contribuímos com impostos, IVA, IRS, IRC, para um Estado que mais parece uma monarquia camuflada de república?
    É estranho estarmos a falar de uma coisa (deus), cujo objectivo é (parece ser) o esquecermos. Porém, se realmente o queremos esquecer, porque é que tal palavra nos invade o vocabulário (mesmo que imaginário)? Aliás, que culpa terá deus, perante tanta miséria, se não existe? Ou será uma posição socialmente credível, no panorama intelectual de “agora”, o facto de não se acreditar em deus?… Dizem que deus morreu, mas não deixam de sonhar com ele.

  106. zazie, eu que nem sou baptizado, como é que a gente há-de fazer para tirar Cristo da cruz? É tão cretino os católicos (mas eu sou muito amigo de alguns católicos) que têm o ápice na ressureição persistam com ele na cruz, em vez de tê-lo sorridente, de mãos abertas, bonzão, à entrada nas igrejas (já fazia a concessão que os crucificados ficassem na sacristia para lembrar os padres).

    Eu sei muito bem porque é que é: ali na cruz, pregadinho, dá para amá-lo para sempre e não foge e não se mete com outros e não há ciúmes…

    Não tarda muito volto aí e vou fazer um basqueirinho about.

    (atão a Cláudia iluminou-me ali em cima: a cadeirada é no nosso casamento, deve ser porque eu faço olhinhos ao sacristão e ele lambe-se, não esqueças os torresmos e os mirtilos, senão não ressuscito)

  107. Este cobarde insultador de merda deste “Elypse” aqui em cima está com diarreia mental, com certeza. Vai-te f%%er e vai arder e proferir insultos para o meio as chamas do Inferno !

  108. Enfim, lá começam os impropérios irracionais. Mesmo quando um tipo apenas demonstra que uma das certezas que tem, reside na dúvida. Não ando aqui para dizer que tenho certezas, mas para mostrar as dúvidas que me assistem. Sim, é isso: tenho a certeza que irei morrer na dúvida, e com a dúvida e pela dúvida.

  109. Fernando,

    quanto ao texto – de facto, está muito bem conseguido. E se se ler nas entrelinhas, ainda soa melhor.

    No entanto, a verdade é que as pessoas começam a ficar saturadas de ter que levar com tudo isto. E mesmo um lunático como esse pretendente ao “trono” (não será por acaso que tem as costas protegidas, como fizeste entender), acaba por encontrar eco na multidão.
    Vivi na Holanda, praticamente um ano, durante 2003. Nessa estadia pude presenciar nos bairros sociais o vandalismo – e não digo que é proveniente dos turcos, iranianos, etc., mas de todos os imigrantes existentes (portugueses incluídos). É natural que certas pessoas comecem a saturar-se – o que abre brechas para tipos do quilate do que focas.

    No entanto, o real problema não se centra no Wilders – em registo absurdo: ele até podia dizer e mostrar os filmes que quisesse se o médio-oriente não estivesse a saque pelo inimigo (é assim que eles nos vêem, e não acho mal). Ainda que não seja o caso do teu post, digo: o combate não deve ser centrado num idiota como o Wilders, mas nos extremistas que fomentam a miséria e a alienação do M Oriente.

  110. “quem não quer morrer não aprova cruzadas islamocidas. PONTO.” (sic)

    O euroliberal tem aqui aqui feito a descarada apologia do terrorismo. A frase acima raia a ameaça de morte aos soldados portugueses que estão no Afeganistão e a todos os que em Portugal apoiem a sua missão – ou simplesmente andem de Metro, comboio e avião.

    A razão invocada pelo meio neurónio que o indivíduo ainda tem em serviço é a de que, se Durão Barroso aprova a invasão do Iraque, qualquer um de nós deve pagar por isso, mesmo que sejamos de opinião contrária ou não tenhamos nenhuma opinião.

  111. Nik, o Euroliberal tem razão em muito que diz, ainda que seja um extremista. Mesmo por lá, no Afeganistão, Iraque, etc., eles abatem-nos – porque entendem que quem é conivente ou indiferente aos invasores, invasor é.

    Pois, é preciso perceber que o que se está a passar no Iraque e no Afeganistão é uma descarada invasão, para não chamar outra coisa – e quem pactua com tal, tem mais é que ir com os cães. Não vejo qual é o problema se são portugueses, chineses, russos… e ainda menos se são americanos e ingleses :)

  112. Geert Wilders coloca a Holanda em perigo com as suas blasfémias provocatórias…Mas as autoridades competentes não prendem este louco incendiário (claro que já o teriam feito, se o que ele tem dito tivesse como alvo os judeus e não os muçulmanos…)

    http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7281746.stm

    P.S. Para o bandalho antisemita Nik: para já, você não chama terrorista a quem defende a sua pátria de agressões unilaterais e genocidas, sobretudo quando não dá o mesmo tratamento aos islamocidas que desencadearam a guerra e matam 5.000 vezes mais cidadãos inocentes. Depois, a lei da guerra é que quem decide matar pode ser alvo legítimo de retaliações militares por parte do atacado. Se a Luftwaffe bombardeia Londres e Coventry matando dezenas de milhares de ingleses era expectável que a RAF bombardeasse Hamburgo e Colónia matando também dezenas de milhares de alemães (fossem ou não nazis, tal como os ingleses mortos poderiam ou não concordar com a guerra). Foi assim em todas as guerras, por que razão seria diferente nesta ?

  113. Mais uma vez o cobarde defensor do terrorismo Euroliberal compara coisas diferentes, mostrando-nos assim o tamanho microscópico do seu QI, ao comparar massacres ocorridos em contextos de países em guerra, até porque certamente então, para ele, a América invadiu o Iraque não contra o regime Iraquiano de Saddam, mas então contra a população civil iraquiana.
    Que cromo, meu Deus ( diz lá quais os sites extremistas é que andastes a ler e que te doutrinaram assim tão fanaticamente?)?

  114. Z:

    Tu podes ser ateu à tua vontade que para mim é igual ao litro. Até te digo mais: gosto muito de conversar com o Sir Francis Burnay que é bacano do Diário Ateísta leitor do Cocanha.

    Agora mete lá bem uma coisa na cabeça. Tu e a leonarda sapa-fadista.

    Fiquem bem ao largo e não se atrevam a dar-me lições de ateísmo ou muito menos a tentar achincalhar uma religião.

    Pela simples razão: o ateísmo militante é filho de Darwin e do marxismo. Só um ateu militante pode inchar de impunidade por achar que a lei é algo humano, apenas dependente do humano., sem nada que esteja acima dos caprichos humanos para lhe mostrar como não somos nada no universo.

    Foi do ateísmo militante que derivaram todas as grandes ditaduras e todas as eugenias. O nazismo é fruto do mesmo. Porque para um ateu militante toda a ética se resume a consensos humanos. Logo, basta haver uma maioria para os judeus deixarem de ser gente, juntamente com quaisquer outros que democraticamente uma socieade ímpia aprove.

    A maluca da sapa no guardanapo, que é uma analfabruta, devia saber isto, já que tanto declama filiosofia de ponta.

    Mas não sabe, tal como tu não sabes, porque se afastaram do sagrado por questões ideológicas ou mera moda de quem vos fez a cabeça.

    Só quem não tem uma lei maior que todas as leis dos homens não teme nada. E, em não tendo um respeito a Deus, em não tendo essa noção que todos somos derivados do mesmo, quem passa para o lugar de Deus é a besta que faz a lei, que a relativiza, que ostracisa os outros, que cria hierarquias no humano, que aposta em lutas de supremacias darwinistas como se isso fosse progresso, quando mais não é que regresso à barbárie.

    Por isso, se tiveres a triste ideia de voltar a falar num Cristo que morreu na Cruz para libertar os nossos pecados, e cuja mensagem é das mais belas que o mundo pode ter, pensa duas vezes.

    Porque tiras Cristo da Cruz e metes lá o hedonismo impune de qualquer herói de pacotilha. Metes até lá este grunho, deste labrego holandez- que só pode ser outro ateu, que se julga mais que um muçulmano quando é menos que um macaco.

  115. Este acréscimo do Fernando Venâncio é muito importante e arruma toda essa palhaçada que o Valupi por aí tentou vender.

    Alarmismo? Medo? Quem falou em tal? Mas ninguém acha sumamente interessante ir pelos ares aos bocadinhos, só porque lhe calhou viver num país que – de tão tolerante – não desarma o braço a um louco.

    E a pergunta é mesmo esta.

    Porquê?

    Acaso ele faria filme de troça com os judeus? acaso alguém o permitiria.

    Este gajo não é apelidado de terrorista porquê?

    Porque é que os jornais não publicam todas as ligações que bode tem com o lobbie judaico?

    Porque é que não há liberdade de imprensa que se atreva a desmascarar estas coisas e porque motivo ninguém o trava?

    Eu só tenho a ficar muito feliz, mesmo muito feliz, por ter confirmado que o Sarkozy é um sujeito bem inteligente e que deu o apoio para travarem esta besta.

    E`que se não fosse o Sarkozy que estivesse agora à frente da França mas mais um jacobino da mesma raiz, bastava um bomba em França para ser tudo ateado ao resto da Europa.

    Uma racaille a explodir carros é uma coisa, mas quem é que trava uma racaille de milhares se desatarem à bomba, a fazer coro ao coro que estas bestas que iniciaram a provocação também fizeram?

  116. Mas, os hipócritas xenófobos só costumam aprender a mal. Parece que estão a pedi-las. È que, em havendo tragédia são os primeiros a agacharem-se a gritarem “ó tio, ó tio” e a pedirem ao marocas para ir lá negociar com terroristas.

  117. Elypse e z:

    Eu percebo o v. fetishe com as cruzes. Nada de novo, sempre foi um objecto muito fálico e muito atraente para a causa rabichal

    Mas não faz das cruzes um fetishe quem quer e muito menos filosofia ou arte à conta dela.

    Porque nem todos são Francis Bacon.

    O mais que v-s podem recordar, quando achincalham as cruzes, são as pombinhas com os godmiches pôdres guardados dentro da dispensa.

  118. Um rabicho ateu militante fica muito escandalizado com Cristo espetado na Cruz mas mete-se a quatro para adorar um pau espetado no cu de um gajo.

  119. Como é que podia haver algo de novo com o que já é mais que velho e obsoleto?

    Cristo desceu da cruz
    e cedeu
    “habilmente”
    o lugar ao bill gates

    a nova cruz
    foi disfarçada de “pc”

    verás a dificuldade
    patra transpor o novo símbolo

  120. Zazie, tenho-te como uma das pessoas mais interessantes (custa-me dizer inteligente, porque não sei bem o que isso é até hoje) que “conheci”, porque não te deixas desse tipo de muleta: esquerdalha, etc. Ainda dizes que eles é que vivem de rótulos e chavões?

  121. “Só quem não tem uma lei maior que todas as leis dos homens não teme nada. E, em não tendo um respeito a Deus, em não tendo essa noção que todos somos derivados do mesmo, quem passa para o lugar de Deus é a besta que faz a lei, que a relativiza, que ostracisa os outros, que cria hierarquias no humano, que aposta em lutas de supremacias darwinistas como se isso fosse progresso, quando mais não é que regresso à barbárie.”

    Bom naco de prosa da Zazie. A “morte de Deus”defendida pelos fundamentalistas ateus é um regresso à Barbárie. E neste século serão derrotados em toda a linha. É isso também que eles odeiam no islamismo, porque há que constatar que os muçulmanos são actualmente a ponta de lança no combate ao relativismo moral da jacobinada pós-moderna. Mas não estão sós nesse combate.

  122. Mário: que Mário é que tu és?

    Não tens link para o blogue? para que é que linkas o Aspirina se não és daqui?

    É que eu gosto de saber com quem estou a falar.

    Quanto à pergunta é melhor leres ou perguntares a algum crente de papel passado, o que não é o meu caso.

    Eu apenas disse isto que só alguém de QI negativo não compreende:

    Não sou racista e não tenho inimigos por raça, porque, para um católico todas as pessoas são filhas de Deus. Logo, nunca seguindo essa noção podem existir regras e diferenças estabelecidas por qualquer bandalho em qualquer época ou porque sim.

    è isto. Que é que não compreendes nisto? o universo? os ETs,

    E que tenho eu a ver com a treta? acaso és toino e pensas que o catolicismo é assim uma cartilha como a marxista ou como o livrinho vermelho com tudo certinho e feito para ser papagueado?

    Ou achas que isto de ser católico também implica uma adesão automática a todas as mil e uma questões, tal como se passa nos ateus que trocam a crença pelas ideologias?

    Há muitos graus de aproximação a Deus. E ´felizmente, como diz o Tim, os católicos que acham que já não precisam de mais nada porque comunicam directamente, estão em minoria.

    A noção de sagrado é a primeira. O resto é com cada um. Não se explica, não se ensina, não se dá satisfações pela crença que se tem e muito menos se precisa de a justificar a quem tem défice humano e não chega lá, ou a quem tem problemas e a renegou por motivos inconfessáveis.

    A única coisa que está para lá de toda a crença é o pensamente filosófico. Só esse é capaz de formular as questões religiosas fora da religião.

    Menos que isso é coisa de cagot.

  123. Além do mais, basta ir ao Cocnha para se perceber que eu sou católica badalhoca. No cabeçalho tenho logo uma citação do Rabelais.

    Por isso, comigo os ateus estão mal e os crentes também não têm autorização para medir o grauzinho de fé. É tudo corrido a eito que detesto brigadinhas inquisitoriais de moralidadezinhas a cheirar a alho.

  124. Elypse; porque quando estou entre esquerdalhos não é moleta- é a palavra aqueada.

    Eles (a leonarda e o py) é que se reinvindicam de esquerda. Não fui eu que dei o nome errado.

    A ti, por exemplo, nunca o chamei. Porque não arrumo por etiquetas o mundo. Apenas avacalho as etiquetas que os próprios adoptam.

    Além do mais, eu própria sou conhecida como uber-fascista e acho piada. Por isso, já sabes.

    Se estivessemos a falar de política e dessa imbecilidade maniqueísta em dividir o mundo entre a Esquerda e a Direita, sim, aí podes ler o que eu digo. A aldrabice desse maniqueísmo.

    mas aqui foi bem preciso- quem se chama de esquerda e até é turbantofóbico à custa de pancadas de doutrinação politicamente correctas.

    Esse sim, foi o debate nos outros posts.

    Aqui apenas a verificação que nada disto é feito para “espantar” o terrorismo internacional, mas para ganhar votos à custa de trobalismos internos.

    E aqui sim, toda a palhaçada valupiana e da sapa caiu por terra. Porque eles queriam transformar estas questões em mera liberdade de “jornalistas e mais não sei quanta treta a empastelar e a atirar areia para os olhos.

    Quando isto é política racista, pura e dura, para consumo interno, ainda que tenha lobbie a patrocinar e tirar dividendos.

    O Valupi dizia que queria que os factos se fodessem, claro, porque os factos estragam as historietas mal-amanhadas e prontas a vender.

    Aqui estão os factos. Já vista a debandada? a ver se aparecem… o tanas. Isto é a realidade e com isto não se dá a volta com manhas ou poesia de ponta nem de Voltaire debita e mal respescado.

  125. Zazie, tu és um compêndio de lugares-comuns com ares de grande irreverência. Na realidade, és bruta e analfabeta. Julgas que impressionas quem com tanta gritaria?

  126. Elypse: porque é algo que se sente. Eu lembro-me de sentir a noção de sagrado, do mesmo modo e com intencidade idêntica à que senti quando vi o Bosh no Prado, teria aí uns 8 anos.

    Sagrado é algo que nos faz sentir o silêncio e um respeito sem paralelo com nada que exista no mundo.

    Mas não vou agora falar de mim. Conheço ateus que confirmam que já sentiram a noção de sagrado. Ate´porque nem toda a gente tem deficiência de fabrico. Foi feita para o sentir. É como a arte, pode haver quem não chegue lá mas não é mais humano à custa desse deficiência. IDem para a filosofia. Para tudo, Faz parte do que vem de fábrica.

    Ninguém nasce ateu. Pode é afastar-se e tornar-se por mil e uma razões ou desrazões. E não ser crente também não é mal nenhum. Como costumo dizer, um dos ateus que mais admiro é o Francis Bacon. Conseguia falar do ateísmo de uma forma tão intensa que era obrigado a tocar no sagrado. Só que depois era um materialista com aquela força de optimismo no sangue e pessimismo na humanidade. Era um bom de um irlandez que não queria negociar a salvação com Deus.
    Tinha a noção da tragédia grega, onde todos acatam o destino e dele naõ se livram. Era um ateu pessimista e solitário, um heróico que não troca a verdade por uma pequena verdade menor que o ajude à vidinha ou a tranquilizar medos para além dela.

  127. tá bem ó monga. e tu que viesta aqui dizer para além disso?

    Só isso? então desorelha que ninguém te pediu opinião. Ou deixa o link do blogue para se avaliar da tua sabedoria.
    Geralmente quem fala em lugares comuns dos outros são marias que nem bonecos são capazes de ter para amostra.

    Que é que escreves? mostra lá o portfolio para ficarmos a par.

  128. Bem, vou-me embora, Elypse.

    Se quiseres conversar é melhor no Cocanha.

    Quando chegam os encapuçados e o mulherio não vale a pena ficar-se por estas bandas.

  129. De qualquer forma, para o caso do post a única questão a tirar é esta:

    Uma besta que usa a religião de imigrantes como arma para provocar desacatos e ganhar votos é uma besta jacobina, sem nada de humano.

    Aliás, está na cara. As pessoas feias costumam ser perigosas. O gajo tem cara de sapo. Com aquela tromba o que é que podia sair dali?

  130. ai zazie que tu é chata até dizer não! Quantas vezes tenho que te dizer que não sou ateu e que ninguém me manda calar? Quanto a ser de esquerda vai ver ao Semiramis, já lá então me defini de eskreita.

    Quanto a tirar Cristo da cruz vais ver se não consigo, vou demorar uns anitos mas vai germinar sim, e é precisamente porque sou amigo dele que vou conseguir.

    Quanto ao gajo da foto concordo: cruzamento de Viking com discípulo de dr. Spock tem má pynta

  131. Para o bandalho anti-anti-semita EUROFALABRATO:

    “Se a Luftwaffe bombardeia Londres e Coventry matando dezenas de milhares de ingleses era expectável que a RAF bombardeasse Hamburgo e Colónia matando também
    dezenas de milhares de alemães”.

    l – A Inglaterra declarou guerra à Alemanha;

    2 – A Inglaterra foi a primeira a bombardear uma cidade alemã;

    3 – Os judeus empurrarem a Inglaterra para a guerra, como empurraram o resto para o Afganistão;

    4 – Quando os ingleses contavam as “dezenas de milhares” de mortos já os alemães andavam a contar as centenas de milhares, uma grande parte dos quais morreram quando a guerra já estava perdida e era só matar por prazer;

    5 – A Alemanha tentou a paz com a Inglaterra várias vezes, e várias vezes levou com os pés.

    Enfim, defendes-te com “amigos” e “inimigos”. Até te fazes amigo do Rat – o anti-papa dos teus sonhos. A mim não me enganas, menina Laurinda. Só te falta é quico de operativo na cabeça.

  132. Creio que Fernando Venâncio já se deu conta que, mesmo em Portugal, onde, salvo raras excepções apenas se discute o sexo dos anjos, esta temática sobre muçulmanos é outra louça do que os seus calmos e interessantes discursos sobre o galaico-português. Os ânimos aquecem, os insultos, cada vez mais virulentos, destoam com o decorum politicamente correcto do autor do poste e, mesmo as ameaças de morte já fazem parte da rotina. Já parece a nossa querida Holanda, assim até nos sentimos enfim em casa…

    Não estou inteiramente de acordo com o conteúdo do poste, mas tendo em conta que Fernando Venâncio optou pelo campo dos que não querem polarizar, dos condescendentes, acho um artigo decente. (Não se pode esperar do Papa que vá defender a liberdade sexual dos homossexuais. Damo-nos por muito contentes que pelo menos não decrete em bula papal que os gays devem ser atirados de prédios altos e de cabeça para baixo, como afirmam certos imãs nas mesquitas de Amesterdão).

    Uma das poucas críticas que tenho em relação ao texto de F. Venâncio é que, na minha opinião, sugere que Wilders aparece num vácuo político! Que Wilders, juntamente com um ‘opinion maker’, se pôs a ponderar, a pensar em voz alta numa forma de obter rapidamente o poder: ‘Deixa cá ver quem é que a gente há-de insultar hoje! Os budistas? Eh pá não, essa gente não dá luta. Os portugueses? Esses também não, vão acabar por nos gozar porque sempre nos ganham no futebol. Os belgas! Muito batido.
    Os muçulmanos! ISSO, genial pá, esses gajos ao menos dão luta.. Temos imprensa garantida todos os dias…

    Outra crítica, é que F. Venâncio parece dar a entender que o ser protegido de dia e de noite é um PRIVILÉGIO invejável: “mas Wilders tem a plena liberdade de exprimir-se. Não como eu, ou como o meu vizinho. Não, ele é, depois da Rainha, o cidadão mais protegido no país.”

    A posição de Wilders não é de maneira nenhuma invejável, e além disso, na Holanda, não é só ele e a Rainha que se encontram nesta ‘invejável’ posição, de terem de ser protegidos do islamismo militante. Há muita mais gente… Até mesmo seguidores de Alá mais moderados!

    Última crítica que tenho é a utilização algo demagógica da senhora com medo de se encontrar no sítio errado, a horas erradas. O medo da senhora é compreensível, mas também poderíamos imaginar um cenário parecido: a senhora entra numa livraria para comprar um livro de cozinha, precisamente no momento em que um terrorista tenta matar a tiro o livreiro, porque na montra se encontra à venda Os Versículos Satânicos de Rushdie.
    Será que devemos proibir Rushdie de escrever para que a senhora possa fazer as suas compras à vontade?

  133. Isto por aqui é só surpresas…

    O que é o islamismo militante?…

    E que terroristas é que costumam matar livreiros na Holanda?

    sabe ao menos o nome da livraria?

  134. Carmo da Rosa,

    O tua opção é, se bem se entende, a do confronto. De tal modo que, vista dessa musculada distância, a minha posição é avistada como de «condescendência». E até se supõe que eu acho «invejável» a protecção de guarda-costas. Não bastando isso, eu utilizo «demagogicamente» uma Carta ao Director dum jornal.

    Ora, meu caro: não é essa, felizmente, a percepção da polícia deste teu país, que decidiu proteger-me a mim. E a ti.

    Desafio-te, pois, a irmos amanhã, ou quando quiseres, à polícia, dizer que dispensamos tão tocante preocupação.

    Se não aceitares o desafio, saberei que és um fala-barato.

  135. Desafio-te, pois, a irmos amanhã, ou quando quiseres, à polícia, dizer que dispensamos tão tocante preocupação.

    ahahaha

    ironia é preciso

    “:O))

    Em grande forma o Benâncio. Há coisas de tal modo óbvias que nem sei como ainda há lata para se partir a cara a defender o indefensável…

    mas enfim… é o amor à camisola ou à carica

  136. Ao cobarde euroliberal: andas de Metro em Lisboa ou no Porto? Andas de avião ou combóio? Vais a centros comerciais? Que eu não te ouça lá defender a “guerra assimétrica”, que te arranco os coisos e tos meto pelo cu acima. Tás avisado.

  137. Reparem numa coisa que pode ser chocante, mas que na lógica maometana faz todo o sentido.
    O que um maometano quer é ir para o tal paraíso. Mas não é nada fácil.
    A melhor maneira e mais directa é se morrerem a matar.
    Assim se compreende melhor o que fazem e dizem.
    Falam, falam, no fundo até agradecem que os mandem para lá.
    Mas há um pormenor interessante sobre alá. É único. Porque se houvessem dois ou mais alás, andariam à cacetada até ficar só um.
    Se um alá não tolera outro, como é que vai tolerar um maometano, ainda por cima, tendo trabalho com o mesmo a satisfazer-lhe os prazeres?
    Sim, porque no tal sitio de alá, é o maometano que manda.

  138. Isto é uma coisa impressionante. Dá para perceber como o nazismo também aconteceu em plena modernidade e com apoio popular.

    A puta da natureza humana não melhora…

    E aposto, tenho mesmo a certezinha absoluta, que estes gajos são os mesmos que andam para aí, de boca cheia, com as linhas da denúncia e os crimes de ódio.

    Nunca esperei chegar a assistir a uma coisa destas. Foi num ápice. Há 5 anos, nada, não havia Islão, ou então andavam de lenço de Arafat ao pescoço. Agora é isto. E vai ser cada vez pior porque o vazio é e ausência de qualquer sentido a darem à vida gera todos os fanatismos.

    Há-de ser falta de tropa e estudo- anda para aí uma cambada de amélias que mais valia que se dedicassem às modas & bordados em vez de lerem os jornais. E o motivo é sempre o mesmo- diabolizar tudo o que é religião. Foi assim que o comunismo também vingou e bem antes dele os massacres da Revolução Francesa.

  139. ó palhaço, não tens nome não tens blogue. Precisas de te esconder porquê? não estás para aí a bufar que nem uma porca sem conheceres um único muçulmano?

    V.s andam todos a pedi-las. ai andam, andam. E por mim…

    Se fosse um a um e com boa pontaria… bastava um balde de merda atirado da janela quando vão a passar.

  140. Conta lá :votas BE ou PNR ou és mais a dar para o xuxialista?

    humm…
    é que já anda por aí muito BE a fazer competição ao PNR que isto de racismo só faz se for com carapinha.

  141. ESTA É PARA O EUROLITERAL 1,2 E 3,

    O Euroliberal anda com merda na cabeça: é tactica;

    Tu andas com a cabeça na merda: é educação;

    O Carmo Rosa anda de cabeça para o ar: é malabarismo;

    Três ricos carapaus.

  142. Este “euroliteral” (que falta de personalidade na escolha do nick !) não percebeu que isto é um blogue para discutir ideias…que ele manifestamente não tem…além de que cão que ladra não morde. PQOP, portanto. Quanto ao gaynazi Carmo Pink (HEIL !) que apoia o cadáver adiado do miserável provocador e arauto do antisemitismo islamocída Wilders, é um exemplo da triste deriva em que se encontra a Holanda, que resvala rapidamente do ultra-liberalismo em matéria de costumes para uma histeria identitária e suicidária de tipo nazi, que pode obrigar à sua exclusão da UE. O antisemitismo oficial (semitas são os árabes…) é incompatível com a permanência na UE.

    Deveriam retirar rapidamente os seus mercenários do Afeganistão onde se dedicam a massacrar os locais ao lado dos cruzados americanos, até porque em breve (com a ajuda do filme do Wilders) passarão a gozar de uma atenção muito especial da resistência…Além disso, com um milhão de muçulmanos dentro de fronteiras, eu não recomendaria a Holanda como destino turístico nos próximos tempos se o filme satânico do louco for exibido publicamente…

  143. É destes judeus que eu gosto…

    “Pierre Stambul, Union Juive Française pour la Paix
    Chronique d’un crime annoncé

    Le gouvernement israélien prépare l’opinion publique mondiale à une nouvelle invasion de Gaza. Il explique que la situation est devenue « insupportable ».
    Ce qui est insupportable, ce ne sont pas les centaines d’exécutions extrajudiciaires effectuées depuis des années à Gaza. Ce ne sont pas les milliers de morts civils (dommages collatéraux, 5000 morts en 7 ans). Ce ne sont pas les malades qui meurent à Gaza, déclaré « entité hostile » parce qu’on n’y trouve plus de médicaments. Ce ne sont pas ces gens qui vivent au milieu des eaux usées parce qu’il n’y a plus de station d’épuration. Ce ne sont pas les immeubles démolis, les maisons éventrées, les coupures de courant incessantes. Ce ne sont pas les 15 camions qui rentrent chaque jour au lieu des 400 nécessaires.
    Non, ce qui est insupportable pour le gouvernement israélien, c’est que ces maudits palestiniens ont mal voté. C’est que les Palestiniens n’acceptent pas leur sort comme les Amérindiens des Etats-Unis ou les Aborigènes d’Australie ont fini par le faire. Ils refusent de vivre dans une réserve. Ils n’acceptent pas que la Bande de Gaza soit devenu un laboratoire pour politiciens psychopathes qui expérimentent l’enfermement de tout un peuple. Ils ruent dans les brancards. Ils cassent à Rafah la belle prison qui les enfermait, ils vont se ressourcer dans le Sinaï et ils balancent quelques Qassams sur Sdérot ou Ashkélon pour rappeler qu’il peut être dangereux d’affamer ou de tuer.
    Ce qui est insupportable, c’est l’impunité d’Israël, c’est l’absence d’indignation des opinions publiques et des gouvernements pour dire Basta ! C’est l’absence de sanctions, c’est le fait que tout le monde ne sort pas dans la rue pour hurler aux dirigeants israéliens : « Ça suffit, nous ne vous laisserons pas faire ».

  144. Caro Fernando,

    Se a tua posição é uma de condescendência – disse isso sem ironia – é uma posição respeitável, mas isso não quer dizer que a minha seja automaticamente musculada. A minha, caso estejas interessado, situa-se algures entre a de Wouter Bos, (ministro das finanças social-democrata), Paul Scheffer (intelectual socialista e autor do panfleto ‘o drama da sociedade multicultural’) e Afshin Ellian (professor de jurisprudência em Leida e protegidíssimo pelas autoridades locais).

    Quem sugere que a situação de protegido é invejável és tu, dificilmente posso tirar outra conclusão: Wilders pode dizer o que quer porque tem guarda-costas, a senhora só lhe resta rezar… Não me parece que esteja a exagerar!

    A utilização da carta é algo demagógica, disse eu, no sentido em que, estatisticamente, as probabilidades que a senhora, ou tu, ou eu, levem um tiro colateral num atentado a Wilders é, pura e simplesmente, negligenciável…
    E de certeza que dever ser esta a percepção da polícia neste país! Que outra percepção queres que eles tenham?

    E esta de me desafiares a ir contigo à polícia é completamente descabelada!!!
    Ora diz-me lá o que é que tu queres ir fazer à polícia, Fernando? Pedir um colete pára-balas, um carro blindado, queres um polícia à porta de casa, fardado? E queres que eu vá contigo para quê? Tens vergonha de ir sozinho? Queres que te segure na mão?

    Eh pá, eu pelos amigos tiro a camisa, mas não me parece sensato, corremos o risco que o agente de serviço nos responda torto, nos diga que somos uns fala-barato, e para mim seria a segunda vez na semana – começa a ser TO MUCH…

  145. Este maluco fala-barato nem ler sabe:

    Ora, meu caro: não é essa, felizmente, a percepção da polícia deste teu país, que decidiu proteger-me a mim. E a ti.

    Desafio-te, pois, a irmos amanhã, ou quando quiseres, à polícia, dizer que dispensamos tão tocante preocupação.

    Se não aceitares o desafio, saberei que és um fala-barato.

  146. Caro Carmo da Rosa,

    Eu sei que a probabilidade de me calhar a mim ir pelos ares em lugar do Wilders é negligenciável. Por isso eu disse – terás lido bem – que a senhora representava qualquer holandês. O tal, o Zé da Rua. Aquele para proteger a quem a nossa polícia está em alto estado de alerta.

    E confesso: acho pena não irmos os dois à polícia. Mas sei que ia ser uma barraca: tu nem de me ler és capaz. Escrevi acima que íamos lá dizer-lhes que dispensamos a sua tocante preocupação. Eu iria lá, não por mim, mas para te animar em tão santo propósito.

    Mas folgo, dá-me um gozo que não imaginas, por ver-te escrever isto: o Wilders pode dizer o que quer porque tem guarda-costas.

    É difícil ser mais exacto. E mais sincero.

  147. “o Wilders pode dizer o que quer porque tem guarda-costas.”

    Hum…não vejo a vantagem… a bomba que mandar pelos ares o Wilders também manda pelos ares dois ou três guarda-costas…pelo mesmo preço. Só se ele tem medo de morrer sozinho…Isto faz-me lembrar o slogan antifraquista dos anos 70: “Arriba Franco, más alto que Carrero Blanco !”

    P.S. para os mais novos: Carrero Blanco era o PM do ditador e foi pelos ares com os seus acompanhantes, tendo a pesadíssima viatura blindada em que seguia voado por cima dos prédios da rua e aterrado aos bocados nas traseiras das mesmas…

  148. Mas as “personalidades” holandesas citadas pelo nosso nazigay musculado (ui que medo !!!) confirmam o que disse: a sociedade holandesa está num processo acelerado de nazificação antisemita (antiárabe, desta vez), partindo do extremo oposto (a ultra-liberalização multicultural).

    É um fenómeno semelhante ao dos nossos ex-maoistas que se reciclaram quase todos na neoconeiragem mais abjecta (aliás, penso ser também o caso do nosso Pink, imagino-o, jovem maoista anti-guerra colonial, a emigrar para a Holanda nos anos 70…e hoje deu nisto).

    Mas há ainda um outro factor a considerar: os holandeses nunca foram verdadeiramente multiculturais: convenceram-se que o eram, mas mentiram a si próprios. Viviam lado a lado, tolerando-as, com outras culturas, sem haver fusão. Multiculturais somos nós, os portugueses, que gostamos de saltar para a cueca de pretinhas e indias. Eles, criaram o apartheid na Africa do Sul e tinham nojo das pretas… Agora, saltou-lhes o verniz e assumem-se como porcos racistas que são…essa é que é essa. Os holandeses são é uns…uns…uns ENRABA-HOLANDESES. Pronto. Tenho dito.

  149. “tu nem de me ler és capaz.”

    De te não ler capaz,
    a culpa talvez seja tua, rapaz!
    Em crípticos preciosismos te amorteces
    E depois obténs as repostas que mereces.

    “E confesso: acho pena não irmos os dois à polícia.”

    Pensando bem, eu vou à polícia o tanas! Nem contigo… Tu és é maluco pá! De certeza que o Coordenador anti-terrorista já está ao corrente das ameaças de morte que aqui se fazem. Antes que eles descubram exactamente quem são os prevaricadores passamos o fim-de-semana na choldra… És um grande amigo!!!

    ‘”dá-me um gozo que não imaginas, por ver-te escrever isto: “Wilders pode dizer o que quer porque tem guarda-costas.”’

    Isto é o meu resumo daquilo que TU dizes! Ou não dirás bem assim, ou sugeres, ou entre as duas coisas – tás a topar? Não? Eu tão pouco…
    Mas se te dá tanto gozo, fantástico pá! Tem é cuidado para não sujar o ecrã do computador, depois não consegues ler bem aquilo que escreveste.

    O que eu disse, é que o Wilders não se move num vácuo político, mas tu aí nem tocas, nem sequer com uma pinça… E eu acredito plenamente que há uma ligação directa entre o que ele diz e o facto não-invejável de estar rodeado de guarda-costas – mas não a ligação que tu me queres impingir! Por isso dou a palavra ao Max Pam:

    “Wilders é um homem que se quer vingar por ser obrigado a viver sob uma ameaça constante. Na realidade tem a sua vida destroçada. Guarda-costas constantemente à sua volta. Tem que passar a noite em lugares desagradáveis. Nunca mais vai poder sentar-se numa esplanada ou ir ao cinema. Assim até qualquer um se radicaliza.”

  150. Zazie,

    Conto-te as últimas. És uma obsessão, agora também do Carmo da Rosa. Imagina tu que, no blogue dele, colocou, falando deste mesmo «post», uma fotografia de Marrocos.

    Acho porreiro. Eu gosto tremendamente de Marrocos e, segundo se pensa, o próprio portuense Carmo da Rosa lá nasceu.

    Mas agora vem. A foto é de Aït Benhaddou, uma faustosa cidadela em ruínas, que te aconselho a ir ver logo que possas, mas que terás percebido como cenários de filmes históricos. Se não me engano, Lawrence of Arabia foi rodado lá. E agora é que vem mesmo. Informa o nosso encantador colega que a cidadela fica perto (bom, 20 Km em Marrocos é perto) de Ouar-zazie-t.

    Ora, ele está fartinho de saber que se trata de Ouarzazate, que só tem de indispensável a kasbah de Taourirt, mas que carrega consigo o nome de terra mais lindo do Universo.

    Encontras-te aqui.

    *

    Euroliberal,

    Se voltas a tratar o nosso amigo – ou a quem for – por «nazigay», apago-te os comentários.

  151. Tem que passar a noite em lugares desagradáveis. Nunca mais vai poder sentar-se numa esplanada ou ir ao cinema. Assim até qualquer um se radicaliza.”

    Cada um escolhe a cama em que se deita. Ele nunca recusou o dinheiro do lobbie para se queixar do que quer que seja.

    Agora o CdR é que ainda no outro dia dizia o contrário. Que era preciso combater os muçulmanos porque na volta ainda vinha o Wilders e corria com ele também à tabela, dali para fora.

    Foi até a combater o Wilders que andou por aqui e pelo blogue da “fiel maçada” a defender as caricaturas.

    Mas pronto, para quem ainda anda a treinar ao espelho como é que se consegue ser de Direita não se pode pedir muito mais.

    São os primeiros passinhos fora de época. Alguma memória de heróico combatente contra o terrorismo internacional é capaz de deixar, nem que seja para acompanhar o futuro promissor de artista de circo que podia ter tido, caso não tivesse perdido o pouco juízo, a tentar renegar tanta coisa em simultãneo.

    E tão fora de prazo…

  152. Ferndinand. Eu sei e vou seguir o link.

    Mas tenho de confessar que o CdR é mais a hora de recreio. Como lhe disse e tu também sabes, “a realidadezinha” não tem interesse nenhum.

    Vou-me aos meus monstrinho medievais que estes banhos de “realiadedizinhas” precisam sempre de uma lavagem para limpar o sabor a sarro que deixam.

    Eu gosto muito desse teu modo de manter as raízes e valorizar o que há de mais belo nelas. É isso dispensa estas pancadas possidónias de se andar a fazer de mocinho de fretes no mundo virtual.

  153. Esta malta moralizadora é incansável. Veja-se o Carmo da Rosa.

    Depois de atribuir-me a ideia de ser «invejável» ser-se Geert Wilders, propõe agora que eu o lamente.

    Ora eu reconheço a Wilders um resto de dignidade, que esta malta já não tem: o de dispensar que se tenha dó dele.

    Para os moralizadores não há saída: a moral é o seu labirinto.

  154. “És uma obsessão, agora também do Carmo da Rosa”

    A Zazie já é a minha obsessão desde 2006! Encontramo-nos, vê lá tu, em casa do Luis Carmelo, no Miniscente.. Já não me lembro bem a que propósito, mas creio que foi precisamente à volta dos cartoons dinamarqueses. O círculo completa-se…

    “o próprio portuense Carmo da Rosa lá nasceu.”

    Fernando, não faças muitas confidências à Zazie porque ela aproveita tudo para me dar porrada… e isso faz com que eu me meta ainda mais nos copos – dar de beber à dor…

    “A foto é de Aït Benhaddou, uma faustosa cidadela em ruínas”

    Estou a ver que gostas muita da minha terra! Aït Benhaddou é realmente muito bonito, mas para dormir (bem) tem que ser em Ouarzazate, que como tu dizes não tem mesmo nada que ver, a não ser….. alojarmo-nos num hotel (popular) na praça principal, de onde partem todas as manhãs autocarros e taxis para toda a África – UM ESPECTÁCULO fantástico… é preciso acordar cedo. Mas isto não é muito difícil, porque, como a maioria dos passageiros são analfabetos os condutores tem que ‘apregoar’ em voz bastante alta para onde vão:

    RACHIDIA RACHIDIA, ZAGORA ZAGORA, ERFOUD (de longe a mais bonita destas três cidades)

    “Se voltas a tratar o nosso amigo – ou a quem for – por «nazigay», apago-te os comentários.”

    Bom assim já me atrevo a ir contigo à polícia, mas levo uma cópia do post.

  155. Carmo da Rosa,

    Dormi três belas noites em Ouarzazate. Numa, levantei-me de madrugada, para ir fotografar, com sol nascente, a cidadela que trouxeste à conversa.

    Conto a história num livrinho, Quem inventou Marrocos. Se não tiveres, terás um de presente.

  156. Estou agora numa descussão acesa contra a escória nazi-sionista no Arrastão… as hostes dos corta-pilas estão a ser desbaratadas… PEGUEM LÁ UM CHEIRINHO:

    “O Jem, como todos os sionistas é intelectualmente desonesto, deturpa e mente sistematicamente.

    A política do Hamas (ÚNICO GOVERNO LEGÍTIMO DA PALESTINA) é a do estado único e multicultural, sem “excepcionalismos” fundamentalistas baseados na religião. One man, one vote, one land.

    Não se trata de nenhuma novidade, mas da única solução política que foi aplicada na Palestina em 2.000 anos (com apenas dois interregnos, os das cruzadas cristãs há 800 anos e os da invasão sionista, a Nakba, desde 1948).

    Os traidores colaboracionistas da Fatah de Abbas aceitaram a capitulação e a sua redução a uma reserva índia ou a guettos-bantustões de menos de 22% do território, onde sem exército e sem contiguidade territorial estariam sujeitos a pogroms permanentes, como o último de Gaza ! Nenhum patriota aceita essa traição. A Palestina não está à venda !

    E nada, absolutamente NADA, na Carta do Hamas, acima citada pelo JEM, desmente esse objectivo político. O aniquilamento (obliterating) de israel e do regime sionista-apartheidesco NÂO significa obviamente o aniquilamento dos judeus (com excecpção dos criminosos de guerra…), como o fim do apartheid não significou a morte e a expulsão dos brancos sul-africanos, nem o esmagamento do regime nazi implicou o massacre de todos os alemães… Mas os nazi-sionistas gostam de levantar sempre o papão da shoa enquanto “holocaustam” os “subhomens” dos guettos de extermínio de Gaza ou Jenin…

    O sionismo é um crime contra a humanidade e é como tal que deve ser tratado. Retirar-lhe um quinto das terras que ocupou para fazer aí uma reserva índia dos palestinianos que ainda sobrevivem NÂO É SOLUÇÂO !

    A solução está nas armas da Nação Árabe e Muçulmana. Não na hipotética boa-vontade de americanos ou europeus. Quando chegar a hora de libertar Jerusalém e a Palestina e de extrirpar o tumor nazi-sionista, nada nem ninguém o impedirá. ”

    P.S. Ó Benâncio, e se o Pink chamar enraba-cabras aos muçulmanos (como os nazis Van Gogh e Wilders) você também lhe apaga os comentários ? E olhe que o TPI, onde serão julgados os neo-coneiros criminosos de guerra e islamocidas como o Pink, é mesmo ai na Holanda…
    a cadeia aí na Holanda…

  157. Só uma última questão acerca da qual também tenho dificuldade em não ser curiosa.

    Algum dos dois (Fernando e Carmo da Rosa) é capaz de me explicar porque motivo é preciso fazer-se este tipo de confronto e provocação a uma religião para alterar leis ou políticas em relação à imigração.

    Sei que parece pergunta patetinha e são capazes de me responder: porque, de outro modo, não se consegue adesão para a propaganda”.

    Mas eu gostava mesmo de saber se não existe grupo político ou vontade de poder para, de forma pragmática equacionar muito bem a questão e fazer alterações sem necessitar do que até invalida qualquer política realista.

    Por outras palavras: este sujeito quer o quê? quer mudar políticas de imigração na Holanda ou quer barulho em torno disso para dividendos que até ultrapassam as fronteiras da Holanda?

  158. É que eu sou perfeitamente capaz de me colocar um pouco no lugar de ingleses e perceber que não dá para mais. Que é um suicídio e tem sido um suicídio de irresponsáveis ters-se deixado entrar o que entrou e alimentar um monstro que vai rebentar.

    Mas, também estou a par das últimas mudanças na política de imigração em Inglaterra (ainda que nem goste nada deste Brown mas, para o caso não interessa) e por lá ninguém tem a triste ideia de fazer estas coisas que, de facto, lembram bem a política do apartheid na África do Sul. E isso sim, foi muito bem lembrado pelo euroliberal.

  159. È claro que meti água dando a ideia que os ingleses foram melhores em matéria de colonialismo. O que queria dizer é que estes confrontos militantes de achincalhamento religioso são impensáveis por lá.

  160. Zazie,

    Os muçulmanos holandeses (que são sobretudo turcos e berberes) pertencem ao grupo de remediado a pobre. Há alguns intelectuais (escritores, colunistas, tanto turcos como berberes), quase todos de segunda geração, e que se exprimem num neerlandês delicioso. Mas não apresentam islamismo militante no perfil.

    Pode (deve, talvez) juntar-se a isso o tabu judaico, que não permite uma só anedota-de-judeu numa stand-up comedy, por exemplo (o que, eu disse-o já uma vez, nasce da má-consciência dos holandeses que deixaram deportar os compatriotas judeus, muitos deles, aliás, descendentes de portugueses). Falo disto, porque pode haver algum pendor pró-israelita (pendor que os próprios judeus decerto acharão pateta) em gente como o Wilders.

    [Mas, por favor, não me venhas com a conspiração mundial judaica, de quem o gajo seria um valete. Sejamos um bocadinho sérios, e intelectualmente menos preguiçosos].

    Tudo isso junto cria na Holanda, julgo, uma aura de impunidade em quem achincalha (aproveito o teu termo) o Islão. É a religião dos pobres, dos sub-homens, dos indefesos.

    É nesse sentido que o Wilders é um reles cobarde – e agradeço-te o paralelo com a Grã-Bretanha, onde um Wilders seria impensável.

    Wilders – de resto um espírito basto limitado, de quem nunca, antes desta deriva anti-islamita, se notou qualquer empenho social ou outro – nitidamente só procura um eleitorado, que ele sabe estar disponível. Também na sociedade holandesa a cobardia é vasta. Ontem contra os judeus, hoje contra os muçulmanos.

  161. Pois, o problema dos tais políticos de esquerda (ou direita) ateus e multiculturais, é que se esqueceram que o Islão, sobretudo na sua versão mais fundamentalista, não é tolerante e muito menos multiculturalista; donde, acolher pessoas que à partida não se vão querer integrar ( e que pelo contrário querem que os outros se integrem no sistema de valores deles e se islamizem), dá sempre mau resultado.

    A Inglaterra, em decadência acelerada, é a prova disto mesmo.

    O problema, nas nossas sociedades mediáticas de hoje, são precisamente as tais Anas Leonardas e os editores de informação dos jornais e televisões que há por cá e por lá, que apoiam mais explícita ou mais disfarçadamente os tais políticos ateus e (falsamente, portanto) multiculturalistas. Aliás Brown, tal como Blair, ganhou as eleições graças à Imprensa.

  162. “Também na sociedade holandesa a cobardia é vasta. Ontem contra os judeus, hoje contra os muçulmanos.” fmv

    Ora aí é

  163. “Também na sociedade holandesa a cobardia é vasta. Ontem contra os judeus, hoje contra os muçulmanos.” fmv

    Ora aí é que está o problema: na subsistência so antisemitismo (antes anti-judeu, hoje anti-árabe): os que como eu cobatem o nazi-sionismo são os mesmos que em 1940 combateram as perseguições aos judeus. Não porque eles eram judeus , mas porque eram perseguidos. Agora que eles são carrascos e não vítimas, a coerência obriga a tomá-los adversários políticos. Os cínicos, esses estão sempre do lado dos mais fortes contra os underdogs (ontem eram os judeus, hoje os muçulmanos)…

    E depois ainda há os grunhos como o curioso, que desconhecem que no islão nunca houve limpezas ´
    etnicas ou pogroms de minorias religiosas e nunca se fecharam igrejas ou sinagogas, ao contrário do que se passava na Europa cristã…. Se o curioso o fosse saberia que Jerusalém teve maioria cristã durante 600 anos após a conquista árabe e que os únicos massacres de cristãos (ortodoxos) e de judeus que aí houve foram às nãos dos cruzados: Por isso Saladino foi acolhido como libertador por todos. Mas o curioso é burro e não tem albarda intelectual…

  164. Podes crer Curioso. Mas dizer isso sem se ser insultado por eles é que é difícil.

    É um facto que estão a colher os frutos do monstro que criaram. Agora o que incomoda é que parece que a alternativa em sociedades democráticas só passa por propaganda acéfala.

    Mas eu não acredito.

    A falar verdade acho mesmo (por tudo quanto já li) que este sujeito trabalha para a Mossad e o resto é conversa. Nem sequer se compara ao Theo que ainda era um agent provocateur decadente mas não um político com estas ligações e protecções que este tem.

    Por cá temos a cabornária que vai querer festa na comemoração e também temos um bom séquito bem dentro do poder. O que vale é que não temos imigração com estas ligações a conflitos mundiais, por onde possam entrar os testas de ferro provocadores.

  165. Eu não venho com conspiração mundial judaica e, há uns 2 anos diria esta mesma frase. Só que esta frase serve precisamente para se arrumar nesta fórmula de BD o que não se conhece.

    Como não tenho qualquer paranóia em relação a judeus e até ja´tive 2 na minha vida (sendo um deles bem ortodoxo e com actuação política na ONU) estou à vontade e estive para pesquisar um pouco os lobbies.
    E os lobbies existem. Estão documentados, não é preciso temer-se o medo de cair na caricatura da conspiração mundial judaica ” para os não querer ver, para além da caricatura e com muita realidade a documentar uma série deles.

    Isto apenas a propósito das ligações que este tem com Israel e essas não são “conspiração mundial” são factos.

    Agora o que naõ sabia e ainda torna mais grave a questão é que,como dizes: “Há alguns intelectuais (escritores, colunistas, tanto turcos como berberes), mas sem islamismo militante no perfil”.

    E então as ligações ao terrorismo, incluindo a organização a que pertencia o rapaz que matou o Theo?

  166. Mas outra pergunta: se ele só ganha eleitorado de forma primária para quê, concretamente, procurá-lo de forma que até o limita?

    É que, muito sinceramente, não consigo sequer encontrar inteligência política em se fazer filmes a achincalhar uma religião quando, como dizes, ela nem faz parte das características dos berberes que aí vivem.

    E, se é apenas por questão de políticas de imigração, não existe mais ninguém a propô-las?

    É que eu não consigo entender como é que uma sociedade pode permitir sentir-se ameaçada – e sentiu, tanto mais que já houve movimentações internacionais de apoio no caso de haver resposta terrorista, se isto é apenas inventado por um anormalzinho!

    Palavra, ou é como dizes, que é um povo muito cobarde, ou então o sujeito manda mais que a rainha.

  167. Euroliberal, creio que o teu comment é a forma apropriada de te responder, pois nele tu respondes-te a ti mesmo.

    Nunca houve nem nunca haverá pogroms e massacres nos países islâmicos, porque lá eles são mortos e extirpados à nascença, ai do muçulmano que se converter ao cristianismo, matam-no logo, e as igrejas podem existir…nos terrenos e instalações das Embaixadas !
    Quanto aos massacres no exterior, como os recentes de Londres e tocha, também nunca houve, o que houve foram GUERRAS ASSIMÈTRICAS!

    E ainda há quem chame burros aos outros…

  168. Não, grande burro. Nunca visitaste nem sequer Marrocos. Lá há igrejas e sinagogas desde o séc VII. Nunca foram fechadas, como na Europa as mesquitas e sinagogas. E em todos os outros países islâmicos, mais de 50, acontece o mesmo (Arábia Saudita é a única excepção, mas lá nunca houve cristãos). No Egipto 10% (7 milhões) de egípcios SÂO CRISTÂOS. No Líbano os cristãos são 40% ! Porque é que não lês a Wikipedia antes de dizer disparates ?

  169. (oh w, sinto-me na obrigação de te avisar de uma coisa, depois é contigo; acho muito engraçado que haja alguém como eu que goste de ser uma só letrinha, mas o z nasceu das cinzas de um carvalho, como um número complexo, e de acordo com a notação mais corrente somos complexos conjugados, ou seja o produto de nós os dois dá a norma – de qualquer um de nós – ao quadrado. Cá por mim tudo bem, mas vê lá que o futuro aparece investido de significação)

  170. Hoje recebi um óptimo elogio:

    O discurso do Euroliberal é semelhante ao discurso do Árabe médio em relação a Israel, sem tirar nem pôr.

    Comentário por Carlos Guimarães Pinto, Insurgente — Março 7, 2008 @ 9:41 pm

  171. È, e toma lá outro elogio então: algumas partes do teu discurso ( quando falas por ex. dos “cruzados”) são em tudo semelhantes a alguns emitidos pela Al-Qaeda.

  172. Todos os muçulmanos tratam os terroristas invasores por “cruzados”, o que no imaginário árabe significa mais ou menos o mesmo que “nazi”… E assinale-se que o Carlos Pinto sabe do que fala porque trabalha há um ano no Dubai e Arabia Saudita…

  173. Aqui está um excerto do comentário do Carlos G. Pinto no Insurgente:

    “1. A mobilidade chegou ao Médio Oriente bem antes de ter chegado à União Europeia. Ainda Schengen não passava de uma vila perdida no centro da Europa e já os países do Golfo tinham dado liberdade de movimentos a trabalhadores e turistas oriundos dos países da Cooperação. Estando a trabalhar há mais de meio ano no Médio Oriente tive já a oportunidade de conversar com pessoas de muitas nacionalidades, incluindo muitos Palestinianos, aqui da região. Inevitavelmente o assunto acaba por ir sempre parar à política. O cidadão médio (aquilo que se chamará o islão moderado) tem o mesmo apreço pelos EUA que o cidadão médio europeu, ou seja, muito pouco. Ainda menos apreço tem por Israel. Mas há uma diferença profunda entre ambas as situações: para o cidadão médio, moderado, dos países árabes, há diferenças entre os EUA e o seu governo, e os americanos. Mas para a mesma pessoa não há qualquer diferença entre Israel e os Israelitas. Todos os cidadãos de Israel, por terem vindo para a Palestina de livre vontade, conhecendo a situação que os esperava, são invasores. Isto vindo do cidadão médio faz entender melhor como pensarão os terroristas (ou militares Palestinianos se assim os quisermos chamar). Para o militar Palestiniano não existe diferença entre militares e civis. São poucos os ataques Palestinianos a Israel que demonstram algum outro objectivo que não o de matar civis. Pelo contrário, as mortes civis nos ataques de Israel à Palestina não são objectivos primários, são resultado do facto de a força militar Palestiniana não se distinguir da sua população e do desleixo e desprezo pela vida dos Palestinianos que os militares Israelitas foram desenvolvendo. Desleixo obviamente condenável mas que nem por isso esconde a profunda diferença de motivos e intenções dos ataques militares de ambos os lados: Israel ataca, mata, isola para reduzir a força militar (terrorista) do adversário, os Palestinianos apenas querem matar israelitas. Extraordinário o facto de esta posição dos palestinianos se estender a muitos europeus, nomeadamente quando noticiam as acções militares de ambos os lados. Quando há um ataque à Palestina faz-se questão de referenciar as vítimas inocentes, civis e crianças, mas isso raramente acontece na contagem de mortos Israelitas. É como se para os europeus também não houvesse israelitas inocentes.

    2. A criação de um estado Judeu foi a forma mais idiota que os Europeus tiveram para arrumar o seu anti-semitismo para debaixo do tapete. Esqueceram-se que já alguém lá estava debaixo do tapete. A minha opinião é de que Israel nunca deveria ter existido e foi constituído de forma ilegítima. (…)”

  174. entao porque o euroliberal nao se manda daqui para fora aviado de cinta de explosivos

    as virgens estao à sua espera, nao faça as senhoras esperar, é má educaçao imbecil aburkalhado

  175. Caríssima, não é preciso dizer quem é!

    “Agora o CdR é que ainda no outro dia dizia o contrário. Que era preciso combater os muçulmanos porque na volta ainda vinha o Wilders e corria com ele também à tabela, dali para fora.”

    Eu não disse isso EU, disse os outros imigrantes, e muito menos diria OS MUÇULMANOS… Os muçulmanos são pessoas como as outras, o que significa que no seu seio também têm os seus dissidentes – os que combatem o fascismo islâmico. E eu, por razões pessoais estou do lado destes contra os outros. Assim como entre as muçulmanas que ideologicamente se vestem com um nikab, e as muçulmanas do movimento Ni Putes, Ni Soumises, eu estou do lado das últimas. É uma escolha como outra qualquer.

    Perguntei-te há dias se tinhas visto o vídeo YOUTUBE com a entrevista na Al Jazeera com a síria Wafa Sultan? Nem te dignaste responder! Uma gaja, pá, com uns tomates que dão a ideia vaga das nádegas brutais do arcebispo de Braga, uma dicção que uma pessoa espontaneamente lhe apetece aprender Árabe. Uma gaja que na discussão com o imã e numa simples frase, resume toda esta polémica: Brother, you can believe in stones, as long as you don’t throw them at me.

    Mas já reparei que não adianta muito dizer-te isto ou aquilo, entra-te por um ouvido e sai-te pelo outro, porque pura e simplesmente nunca aprendeste A OUVIR OS OUTROS… Estás apenas à espera duma deixa, de algo que te pareça que podes usar para poderes marrar no indígena… Isto é INFANTIL, outra descrição não tenho…

    E dou graças a Deus (mas sobretudo aos americanos) que a discussão seja feita na internet, onde eu, no momento e no espaço que me é concedido, posso, sem interrupções dizer precisamente aquilo que penso e, muito importante, tudo fica gravado, que é para depois não dares o dito por não dito. Mas nem isso te incomoda muito, que as coisas fiquem gravadas, afirmas nas calmas e sem corar que era linguagem CHAT!!!

    Tenho a certeza absoluta que uma discussão ao vivo contigo, por exemplo num café, deve ser IMPOSSÍVEL. O conceito que tu tens de discussão, é eu ouvir o que tu tens para dizer! Até eu me passar dos carretos e partir a mesa do café contra uma parede…

    E digo isto porquê?

    Porque sou um incurável moralista, mas sobretudo porque continuo a achar que não és burra de todo. Porque se fosses burra, por exemplo como o nosso Liberal, simplesmente nem te respondia. Mas o teu problema é que, guiada pela tua arrogância de classe (adquirida ou arvorada) e um ‘je ne sais pas quois’ pedante, achas que para discutir com estes grunhos, estes bimbos, estes migrantes de segunda não necessitas de fazer apelo a mais de 10% dos teus neurónios… O que faz com que estejas constantemente a discutir no piloto automático, usando e abusando do insulto como meio de intimidação. Eu creio já te ter dito que até não sou contra o insulto, desde que bem formulado e usado com certa moderação. Mas depois de teres repetido 36 vezes a mesma cassete não aches estranho que outra postante te pergunte se falhaste a medicação…

    “Algum dos dois (Fernando e Carmo da Rosa) é capaz de me explicar porque motivo é preciso fazer-se este tipo de confronto e provocação a uma religião para alterar leis ou políticas em relação à imigração.”

    A minha versão dos factos é ligeiramente diferente da do Fernando. Mas mesmo assim, aquilo que tu chamas PROVOCAÇÃO chamam outros DIREITO A CRITICAR OS EXAGEROS (neste caso do Islão). Duas premissas completamente diferentes, por isso não adianta muito discutir enquanto não estivermos de acordo sobre esta base mínima de entendimento.

    “Mas eu gostava mesmo de saber se não existe grupo político ou vontade de poder para, de forma pragmática equacionar muito bem a questão e fazer alterações sem necessitar do que até invalida qualquer política realista.”

    Não há povo ao cimo da terra mais pragmático que os holandeses. E durante os últimos 30 anos não fizeram outra coisa senão implementar, em relação à imigração, uma política tão pragmática, tão pragmática que deve ser mesmo muito difícil de explicar isso a portugueses, que de pragmáticos não têm nada, pelo contrário.

    “Por outras palavras: este sujeito quer o quê? quer mudar políticas de imigração na Holanda ou quer barulho em torno disso para dividendos que até ultrapassam as fronteiras da Holanda?”

    Há enormes problemas com a imigração, nisto estão todos os políticos do país de acordo – à excepção de meia-duzia de loucos de extrema-esquerda que dizem que não, que se trata simplesmente da luta de classes – só não estão todos de acordo na maneira de abordar os tais problemas. O sujeito é um político, e um político defende normalmente os interesses de grupos sociais que nele votam. Pelos vistos há muita gente a votar no sujeito. Serão todos racistas ou fascistas? Não creio.

    “É que eu sou perfeitamente capaz de me colocar um pouco no lugar de ingleses e perceber que não dá para mais. Que é um suicídio e tem sido um suicídio de irresponsáveis ters-se deixado entrar o que entrou e alimentar um monstro que vai rebentar.”

    Nos anos 70/80 havia na Holanda um político que dizia precisamente o que tu dizes agora: “é um suicídio de irresponsáveis ters-se deixado entrar o que entrou e alimentar um monstro que vai rebentar.” Chamava-se Hans Janmaat e tinha como única palavra de ordem VOL IS VOL (Cheio é cheio, referia-se ao país). Ninguém deu ouvidos ao homenzinho. Toda a classe política catalogou o homem de fascista e formaram um cordão sanitário há volta do homem. Quando ele falava no parlamento os outros parlamentários abandonavam a sala. Em 1986 um grupo de esquerdistas atacou e deitou fogo a um hotel onde ele tinha uma reunião. Ele conseguiu safar-se miraculosamente, a mulher dele teve que ser amputada de uma perna. Hoje, toda a classe política (da esquerda à direita) diz as mesmas coisas que dizia o nosso homem há 25 anos atrás…

    “Mas, também estou a par das últimas mudanças na política de imigração em Inglaterra (ainda que nem goste nada deste Brown mas, para o caso não interessa) e por lá ninguém tem a triste ideia de fazer estas coisas que, de facto, lembram bem a política do apartheid na África do Sul. E isso sim, foi muito bem lembrado pelo euroliberal.”

    Colonialismo! Apartheid! O que é que isto tem a ver com problemas de imigração na Holanda ou na Inglaterra? E continuas a citar o Liberal! Se não queres ser loba não vistas a pele…

    Por hoje é tudo, vou ver a bola…
    Falta só descrever os problemas referentes à imigração, sobretudo no que diz respeito aos muçulmanos, porque creio que tu confundes a situação dos muçulmanos em Portugal com o resto da Europa. O que é grave, porque é completamente diferente. Garanto-te que se houvesse em Portugal uma terça parte dos problemas que existem na Holanda com muçulmanos, não havia em Portugal UM Wilders mas sete ou oito.

  176. E Zazie, plenamente de acordo: estamos e a Europa está tramada com o monstro criado pela inépcia e irreflexão dos políticos ateus que têm des(governado) a Europa. Mas apesar de tudo, e de tudo apontar para nuvens negras e choques culturais no horizonte, sejamos optimistas, quem acredita no Deus verdadeiro ( e a Verdade, por definição só pode ser uma, caso contrário cai-se em contradição, e portanto só pode estar numa religião) sabe bem que o ” futuro a Deus pertence”…

  177. Nos anos 70/80 havia na Holanda um político que dizia precisamente o que tu dizes agora: “é um suicídio de irresponsáveis ters-se deixado entrar o que entrou e alimentar um monstro que vai rebentar.” Chamava-se Hans Janmaat e tinha como única palavra de ordem VOL IS VOL (Cheio é cheio, referia-se ao país). Ninguém deu ouvidos ao homenzinho. Toda a classe política catalogou o homem de fascista e formaram um cordão sanitário há volta do homem. Quando ele falava no parlamento os outros parlamentários abandonavam a sala. Em 1986 um grupo de esquerdistas atacou e deitou fogo a um hotel onde ele tinha uma reunião. Ele conseguiu safar-se miraculosamente, a mulher dele teve que ser amputada de uma perna. Hoje, toda a classe política (da esquerda à direita) diz as mesmas coisas que dizia o nosso homem há 25 anos atrás…

    Mas esta é a única passagem racional do que dizes. E é um repetição da minha percepção do problema.

    O que fica absolutamente fora disto tudo são filmes e provocações moralistas ou merdosas a quererem achincalhar o Islão dizendo que é pior que o Mein Kampf ou o raio que o parta.

    Pergunta básica: se afinal até concordas que se resume a um problelma de imigração (eu não sei se será isso apenas, tenho cá outras ideias paralelas, apenas formuladas pelo que sei que também se vai formulando por cá…)
    mas, se achas que é isso- um mero problema de imigração, volta a questão de todas as questões. a única qeu não se pode contornar:

    então para que é necesário provocar e colocar em risco um país?

    É que dizer-se que faz isto porque há liberdade de expressão para ser usada, é chamar imbecil ao homem e nisso não acredito, pelo menos ele ainda sabe qual a ordem das premissas-

    primeiro escolhe-se um objectivo e meios de o atingir, e nunca o objectivo político contra o excesso de imigração pode ser inferirdo da liberdade de expressão”.

    Ou temos QI a congelar também?

  178. E é mesmo por isto, que tu, sem querer acabas de confirmar que eu não sei quais são as intenções do sujeito.

    Se fosse cá poderia ter mais alguma ideia, assim longe, e apenas com estas informações tão espartanas ou a medo, nicles.

    Agora que o homem faz questão em passar o filme faz. E os media estão a trabalhar, a propaganda está feita. Basta uma bombinha para ver se não temo manifestação por todo o lado contra o fundamentalismo islãmico.

    E aqui é que a informação do Venãncio foi preciosa (e acredito nela, não preciso de reservas mentais) mas, se houver, isso não deriva de uma caracterização da população imigrante de lá. berberes ou tunisinos, como o FV disse que não fazem esse retrato de fundamentalistas islâmicos!

    E é aqui que tudo muda. Porque esta imagem não é a que passa para o exterior. Bem pelo contrário. Todo o barulho do homem na rábula de que está a ser impedido e ameaçado pelo terrorismo e fundamentalismo islâmico faz vender como sende esse o retrato típico do imigrante que se possa rever no islão por essas bandas.

  179. repetindo o que o FV disse:

    o retrato do imigrante é este:

    Os muçulmanos holandeses (que são sobretudo turcos e berberes) pertencem ao grupo de remediado a pobre. Há alguns intelectuais (escritores, colunistas, tanto turcos como berberes), quase todos de segunda geração, e que se exprimem num neerlandês delicioso. Mas não apresentam islamismo militante no perfil.

    Então o problema que pode existir com a imigração em nada se prende com a campanha da rábula do filme.

    E é daqui que não se sai, a menos que se diga que o retrato do FV está errado.,do ponto de vista da caracterização religiosa.

    Porque, se faltam apenas os desacatos de rua, isso não é de ordem religiosa, donde as provocações do sujeito se mantêm como oportunistas e demagógicas

  180. Além do mais as provocãções dele são antigas, não se resumem a um filme que quer projectar e já o Van Gogh andava a fazer o mesmo- tal como os cartoonistas na Dinamarca.

    E depois resumem tudo a fundamentalismo islâmico e era necessário provocar ao máximo até que ele viesse de fora, em faltando cá dentro, para compor o ramalhete.

  181. A “coisa” tem que rebentar Zazie, e convèm que seja num local/país, em que haverá uma reacção com peso e medida. Já deve ter faltado mais – as provocações que temos vindo a observar, não são isoladas (nada têm de por acaso). Têm que ter um pretexto forte para retaliar de vez (é uma possibilidade)

  182. Elypse:

    Queres que te fale com toda a franqueza: que teria que rebentar também eu já o sabia há muito. Muitíssimo, desde o tempo em que os que também contribuiram para o monstro até gostavam, e mais tarde, ainda rejubilaram com a racaille à Maio de 68 em França.

    Agora o que me está a surpreender é que haja do lado “de cá” quem se lhes adiante.

    Essa si´m, é a grande surpresa.

    E não apenas na existência destes provocadores à Van Gogh, à Geer, à cartoonistas, à livro de BD, ou à jornal, é também na estranha inesperada adesão que já provocam.

    Não te salta à vista isto?

    A quantidade de gente que já apoia provocações por causa do medo do terrrorismo?

  183. Ou será que estes que dizem que apoiam apenas cantam de galo ou são puramente imbecis.

    Não sei. Sei que qualquer idiota tuga que aparecer por aí a defender a utilidade destas provocações é um inconsciente que nem distingue um judeu de um muçulmano.

  184. Olha Zazie, nem sei se o “terrorismo” não é mesmo isso – um pretexto/capa para as pessoas demonstrarem o que sempre sentiram em relação a esses povos…

  185. Mas é isso que disseste de forma magistral: tanta integração só poderia vir a resultar desintegração.

    Já começa a ser raro ler-se alguém a dizer estas coisas simples e esquecidas.

  186. A recusa que muitos sentiram (a não aceitação) sempre esteve encoberta. Daí ter dito que se se lesse nas entrelinhas o texto do Venâncio ainda soava melhor

  187. “esses povos” é verdade. A diferença está no “esses” que vai alternando nos ditos povos. Mas a questão sempre foi esse e estúpido seria pensar-se que o mundo começou agora e que nada disto é uma repetição ou variante de muitas outras eternas histórias.

  188. Mas nunca tinha pensado vir a viver isto. Nem a assistir à mesma facilidade com tanta gente se deixa arregimentar ou é incapaz de manter a lucidez.

    Felizmente que preparei bem os meus bem longe de tudo o que seja “vísceras aliadas a ideologias”.

  189. Mas aí, no texto do FV tens um retrato de uma realidade. E ao que me refiro é ainda mais perigoso. Por efeito dos media tens adesões e reacções ficcionadas de milhares de pessoas que nem vivem essa realidade.

    Tens a historia feita, depois basta deixar que corra o tempo de se institucionalizar. E aí é que eu acho que também as coisas são sabotadas pelos próprios que as ampliam.

    É que tendem a esgotar-se facilmente. Num dia é o caos, no outro dia a novela mediatica´já é diferente. Tanto tens pânico com o antrax como já ninguém a lembrar-se disso.

    Há institucionalização de discursos e colapsos a ritmo idêntico- donde tudo também se banaliza até que rebente mesmo. Como se a falta de realidade exigisse um grau extremo de sensação para ser sentida em vez de ficcionada.

  190. Olha, por acaso, dei comigo a pensar nisto antes do 11 de setembro – até escrevi para o C Manhã sobre isso – que não me admirava nada que num espaço de 10 anos não houvesse uma sublevação mundial. Isto por altura da morte daquele rapaz italiano na Manif anti-globalização.

  191. Ai sim?

    Eu andei ao lado nem sei bem porquê. Se calhar pelo facto de não ter causas e a política nem me interessar muito.

    Nunca fui anti nem pró globalização.- Só agora é que constato que já está, que terá coisas óptimas e outras que são um pavor.

    Mas eu nem pela UE fui.. por isso deve ter sido efeito de só pensar nas minhas gárgulas e nem me dar conta.

    Mas, dei-me antes disso tudo em viagem. Bastava ver como já nem se distinguiam as capitais umas das outras a não ser pelo maior ou menor nº de grafittis.

    E a perda de liberdade até foi fácil de aferir sem sair de Lisboa. Há uns anos toda a malta atravessava Lisboa a pé nas calmas e hoje isso é aventura mais arriscada e inglória que fazer caçada em África. E já nem falo no andar à boleia por aí fora, quando estava tudo “fechado”.

  192. Zazie,

    Perguntaste pelas «ligações ao terrorismo» dum rapaz como o que matou o Theo van Gogh. Vou tentar explicar.

    A actual terceira geração de marroquinos (como tenho dito, na esmagadora maioria berberes, pacatos provincianos das montanhas) é a mais problemática. Esses miúdos são hoje intelectualmente holandeses e afectivamente marroquinos. São o mais directo produto da abordagem multiculturalista, a da Esquerda holandesa entre (globalmente) 1970 e 1990, que criou uma primeira e uma segunda gerações totalmente desintegradas. Hoje, esses miúdos, ou são alunos universitários (tenho alguns) ou são a racaille de certos bairros de Amsterdão. O assassino do Van Gogh era (é) um desses espíritos fundamentalmente desorientados, ‘recuperado’ por círculos extremistas.

    Wilders, intelectualmente um carroceiro, mas com fino faro para o desconcerto, sabe que é tremendamente fácil radicalizar a desorientados. É nisso que ele joga. O maior presente, aquele por que dia e noite espera, é a bomba. A bomba que acabará por, olé, lhe dar razão… Estão a ver? Eu não dizia? É a esta pulhice sem nome que o Estado Holandês protege sob a rutilante etiqueta de «liberdade de expressão».

    Escreves ainda: «Palavra, ou é como dizes, que é um povo muito cobarde, ou então o sujeito manda mais que a rainha».

    Sim, somos cobardes (também eu sou holandês, de passaporte e um lado do coração), somos cobardes já que muito poucos têm a coragem de dizer que andámos décadas a enganar-nos, que andámos a preparar exactamente o oportunismo de vedetas como Wilders. E porque não há meios legais (deitados borda fora pela correcção política) para travar a bomba que Wilders é, chamamos a isto, como consolação, a «civilização ocidental».

    E é neste desgraçado sentido que o fulano tem tanto poder. Ninguém (e menos que todos a rainha) pode pará-lo.

  193. Obrigadíssima Fernando.

    Foi muito verdadeiro este teu testemunho. Fiquei a respeitar-te como o nunca tinha feito

    “:O))

    Mas essa constatação que tudo se radicaliza numa terceira geração e pelos motivos que tu indicaste (com vivência que eu não tenho) é algo que troca todas as voltas ao erro que se insiste em continuar.

    É precisamente a prova que não fica tudo “cidadão de Estado de Direito” igualzinho, como o Valupi disse logo no outro primeiro post porque. Insistir nessa ideia é irresponsabilidade que depois permite que apareçam estes Wilders.

    Quanto ao facto de o melhor presente que ele deseje seja a bomba, claro, só se pode depreender isso.

  194. um autêntico raposão….

    “:O)))

    bisou. E ainda tenho eu a mania que sou perspicaz. Pois se eu não percebo nada de palavras e nem 12 consegui escolher

    aahahahahah

  195. Bem, ainda te lembras disso – já não é mau de todo. Depois, escarneceste daquilo. Só queria o gesto, Zazie. Mas o “Dragão”, surpreendeu-me pela positiva. Acho que ele soube interpretar aquilo – pelo menos, ficou provado que o fez de forma distinta da tua :)
    E mais: por mais básico que seja tal género de exercício, “nós”, com a nossa criatividade, podemos sempre elevar para outro patamar as basicidades.

    Vou ficar à espera que demonstres isso ;)

  196. ehehehe

    Tu nunca acreditaste que eu estava a falar verdade e que fiquei gugu gagá de atrapalhada

    “:O)))

    E não consegui fazer nada porque estava mesmo embaraçada. Mas já tinha feito outra no Paulo Porto das Afinidades- a de abrir a página de um livro. Só que depois também não tive lata de passar a post e baldei-me.
    Agora, como ando com uma série de dívidas de correntes, fico atrapalhada se responder a nova, sem pagar a antiga.

    eheheh

    Só confusões de códigos à índio da meia-praia

    “:O))
    ou das zundapps gamadas.

    Claro que do Dragão só podia sair coisa em grande. Tens dúvidas? Ele só supreende pela positiva.

  197. Mas não me voltes a atrapalhar com essas coisas. Tu é que és um ingénuo que acredita que eu escarneci quando eu estava mesmo à rasca

    “:O)))))

    Pede-me criatividade para tudo menos para isso. Até acho que sou boa a inventar palavras chave ou títulos de coisas, mas aquela história das palavras e associações delas…
    ehehe

  198. Tu conheces o Leo MacCarey?

    Aquele realizador do “com a verdade me enganas”?

    É mais ou menos isso porque sou mesmo muito ursa em certas coisas. E vs. são ingénuos e depois não acreditam

    “:O))))

    Ainda por cima, tenho ataques de riso com estas coisas e depois fico mesmo bi-ursa. Completamente tolinha

    ahahaha

  199. Ah, e não há diferença nenhum ao vivo. Um amigo meu até gosta de se meter comigo dizendo que os meus emotions são mais reconhecíveis que muitas fotos tipo passe.

    “:O)))

  200. “Black out” dos média?

    Aos refugiados do sofá

    Na televisão a maneira de ver e sentir enfraquece-se devido ao mistério da repetição. Por lá podes fazer, acontecer e ser tudo – já nada te surpreende como seria normal que surpreendesse. Se ouvires disparos não te jogas para o chão, estás familiarizado com as rajadas do dia-a-dia dos altifalantes do ecrã. Quanto aos locais idílicos, já não te apetece conhecê-los – levam-te constantemente até eles com a vantagem de não pagares bilhete. Não me digas que nunca escalaste o monte Everest, nem tão pouco percorreste o deserto do Saara em sumptuosos camelos. Não, não me digas que nunca saltaste de pára-quedas sobre o Grand Canyon!…

    Para quando um não ao esquecimento e à subserviência? O objectivo de todas aquelas propostas, alterações e conversas, só pode ser o esquecimento e a manipulação dos refugiados do sofá. Por curiosidade: alguém se recorda da abertura do telejornal de ontem?
    Os minutos/hora dos telejornais são ocupados, quase na totalidade, com desgraças, misérias e mortes. E é só por acaso que o fim tem como desfecho solene o resumo de um jogo de futebol ou um desfile de moda.

    Quantos não rebuscam pelo interior o que o virtual confundiu? É que todo aquele passar <em<passado ilude pelo idêntico, fazendo com que os olhares, já sem a base de outrora, se procurem na galeria de personagens incrustada no subconsciente. No olhar dá-se um grito mudo, onde gritamos a frustração da comunicação.

    Sempre uma história seguida de outra, para que não haja nada a dizer no que respeita à dinâmica. Até porque na televisão(jornais e afins) o objectivo das conversas é remeter-nos ao silêncio. A televisão é o que mais nos desrespeita e ignora. No entanto, prestamos-lhe zelosa reverência.

    Toda aquela distracção e entretenimento não é por acaso. Provém de uma consciência de mercado que pretende a submissão dos milhares de milhões, vulgo refugiados do sofá. Para ela não existem pais nem mães, apenas filhos/consumidores da óptica do imaginário proposto por algo que não se dá a conhecer. Por lá um novo e vasto mercado de escravos evolui de forma subtil – somo-lo de todas as cores e feitios.

    Na televisão o que “existe” não deixa de se manifestar gratuitamente. Na televisão o que “existe” não deixa existir o que existe! Por lá não sei se as coisas morrem ou se simplesmente desaparecem! A certa altura, já nem sei se a verdadeira existência e vivência se dá na minha imaginação ou se me lembro da dela – subliminarmente falando…

    Portanto: puta que pariu as batedeiras, os berbequins e demais produtos. Puta que pariu os sons de ausência, devido aos sons e mais sons, todos eles a potenciar/vincar as nossas vozes de silêncio. Puta que pariu as suas portas e janelas, os seus muros!… Que mais deverei dizer para enaltecer os pastores da ilusão?

    Escrito em 2002

  201. Caros amigos, a batalha blogosférica mais feroz contra os nazi-sionistas está neste momento a decorrer no Arrastão, onde a minha cimatarra se tem abatido impiedosamente sobre a cãozoada neoconeira…até mete dó…

  202. zazie, tu vens para o Aspirina é para namorar!

    O que vale é que depois de vinte anos de porrada no cerebelo já não sou ciumento, e pronto, o rapaz também tem y lá no meio

  203. Pois é Eurolipo, mas escusa é de dar a comer no Arrastão pasteis de nata que já aqui nos serviu há tres ou quatro dias, como este aqui em baixo. Não queira dar caganeira ao Daniel de Oliveira.

    “Pequena precisão semântica:
    Seria bom que defensores da democracia, e por maioria de razão os liberais, deixassem de lado a terminologia nazi e se abstivessem de qualificar de “terroristas” patriotas que pegam em armas para escorraçar o ocupante sionista ou bushista das suas terras. Na Segunda Guerra era costume entre os anti-nazis tratá-los com a maior deferência e respeito, como resistentes, maquisards, partizans, partigiani, etc. Se quiserem também, freedom fighters. “Terroristas” era a designação que os nazis ocupantes lhes davam… ou que os racistas sul-africanos davam a Mandela, ou Salazar a Mondlane ou Cabral, ou Suharto a Xanana, etc. E nós não somos nazis, ou somos?”

  204. Só falta dizer que Maomé foi um nazi-sionista, encarregue de pôr os maometanos na miséria e à cacetada com tudo e com todos, até entre eles próprios.
    Para disfarçar, sacrificou uns quantos judeus.

    -minha cimatarra se tem abatido impiedosamente sobre a cãozoada neo-cu-neira-

    Nem nas casas de crueldades, vulgo mesquitas, se respeitam.

  205. “Conto a história num livrinho, Quem inventou Marrocos. Se não tiveres, terás um de presente.”

    Boa, sempre se arranja uns presentes com estas discussões na net…

    “Depois de atribuir-me a ideia de ser «invejável» ser-se Geert Wilders, propõe agora que eu o lamente.”

    Eu disse e repito que a posição dele é tudo menos invejável, por isso citei Max Pam, de quem estou plenamente de acordo… Lamentar não esperava, mas devido à tua educação, contava com um pouco mais de compreensão cristã!

    “Eu diria, na minha ingenuidade, que Wilders odeia os judeus tanto quanto aos muçulmanos. Mas tocasse ele um só cabelo (mesmo misticamente) a um judeu, e a sua carreira política neste país estava enterrada.”

    Ingenuidade! Eu diria prematuridade, porque ele por enquanto nada disse de negativo acerca de judeus, até me parece que é pró-israel…
    E porque carga d’água há-de ele tocar num cabelo judeu, ou chinês, ou português? Se nada há a apontar a esta gente! Claro, uma coisa não tira a outra, um político pode muito bem acordar um dia com vontade de dizer cobras e lagartos dos chineses, mas sabes bem que não vai conseguir um voto que seja…

    “Wilders quer ser o grande chefe da Direita holandesa. Mas tem, desde há uns meses, forte concorrência da ex-ministra Rita Verdonk, que procurou fechar a imigração (de muçulmanos, claro) e até proibir outras línguas na rua que não o holandês (mas não era no inglês que a senhora pensava, julga a malta). Estás a ver o calibre.”

    Ora, sendo Verdonk, também ela, imensamente popular (há aqui muitos desempregados para votar nessa malta), o bolo não pode acabar dividido. Daí este passo, estúpido de cima a baixo, do filme do Wilders.”

    Mas se a Rita Verdonk TAMBÉM é muito popular, como tu dizes, isto significa que ela e o Wilders representam a bem dizer metade do eleitorado holandês. E eu pergunto, será que toda esta gente é assim muito diferente do nosso eleitorado que vota no PCP, PS, PSD ou CDS?

    Pessoalmente não gosto muito da Rita Verdonk, isto por causa do discurso (oportunista) que ela proferiu no dia da morte do Theo, em contraste com o (decente) de Job Cohen (presidente da câmara), de quem gostei à brava mas, também um pouco, por causa da tal proibição muita estúpida de falar turco ou árabe na rua, a que tu fazes alusão.

    Mas a verdade verdadinha é a ela quis fechar a imigração DA MESMA MANEIRA que os políticos socialistas anteriores a ela: Aad Kosto, Job Cohen e a secretária de estado Schmitz. Nisto todos eles estão de acordo, venham de que quadrante político vierem – menos tu! (Que queres transformar Amesterdão em Aït-Benhaddou, que é para não teres que dormir em Ouarzazate quando quiseres fazer uma fotografia! ha ha ha)

    A senhora Schmitz, por exemplo, esteve na origem da muito mediatizada expulsão da família turca Gümüs em 1997. É verdade que a família se encontrava em situação ‘ligeiramente’ ilegal – juridicamente ela tinha razão. Mas a família já vivia em Amesterdão há vários anos, estava bem integrada na cidade, trabalhava, possuía um atelier de reparação de roupa. As filhas, modernas e todas prá frentex, falavam bem holandês e iam à escola, sem véus nos cornos. A vizinhança (holandesa) em peso protestou mas nada adiantou. O Pim Fortuijn era ABSOLUTAMENTE (vierkant tegen) CONTRA A EXPULSÃO…

    “há aqui muitos desempregados para votar nessa malta”

    Ó Fernando com franqueza, onde é que tu foste arranjar esta? A economia holandesa nunca esteve melhor! A média de desemprego na U.E. é de 7%, e dos 27 membros a Holanda é a que tem menos desemprego, 3,2%…

    Um disparate destes só se compreende porque tu queres à viva força dar uma imagem actual da Holanda que corresponda aos anos 30 do século anterior, na Alemanha! Que é para depois bater certo com este outro disparate: “Também na sociedade holandesa a cobardia é vasta. Ontem contra os judeus, hoje contra os muçulmanos.”

    E é verdade que entre os marroquinos há mais desemprego, mas isto não tem forçosamente a ver com racismo, mas com vários factores, e um deles é o facto de que muitos deles já se deram conta que vender droga é muito mais rentável…ou então ser chulo – os muito falados Lover Boys. Ou uma combinação das duas actividades…

    “Essa é de ouro: por medo de se denunciarem como racistas, eles atacam uma religião. E chamam-lhe… a superioridade do Ocidente e demais coisas lindas. Eu não tenho (tu até sabes) religião nenhuma, e detesto-as a todas. Mas, exactamente por isso, sou, talvez, mais difícil de enganar.”

    Eh pá, isto não é ouro, enganaram-te, é ferro forjado, é a conversa do costume, com o infalível racismo, só falta vires com a segunda Grande Guerra!
    Quem são eles?
    É que se for eu, não precisas de sugerir sub-repticiamente, perguntas-me de caras se eu sou ou não racista. Porque SE eu fosse, racista, era um racista convicto, com base teórica e ideológica, e não tinha problemas nenhuns em dizer seja a quem for, SIM SOU, PORQUÊ ?

    Podes achar a superioridade do Ocidente uma coisa muito feia, mas que é indiscutível é… E NÃO SÃO os ocidentais que o dizem, porque estes estão impedidos pelo multiculturalismo, pelo correctismo político, pela educação (fatsoen) – salvo quando se sentem encurralados e atacados por todos os lados – WILDERS.

    SÃO peritos árabes no Arab Human Development Report das Nações Unidas, que num inglês delicioso descrevem em termos dramáticos o atraso dos países árabes. Dos seus próprios países. Segundo eles o atraso tem a ver com a falta de liberdade, a posição da mulher e a falta de conhecimentos científicos. (Uma grande parte dos muçulmanos ainda hoje acredita que no corão se encontra toda a ciência! – e tu, pelos vistos, não tens intenção nenhuma de desmentir isto)

    Por exemplo, uma das muitas coisas a que eles fazem referência e que a ti, como escritor, te deve interessar particularmente, é que a produção total de traduções no mundo árabe desde o século IX até hoje, é igual à produção anual de um país como Espanha. Está tudo dito. E para ficarmos por aqui, o PNB de Espanha é superior ao PNB de todos os países árabes juntos…

    “Os muçulmanos holandeses (que são sobretudo turcos e berberes) pertencem ao grupo de remediado a pobre. Há alguns intelectuais (escritores, colunistas, tanto turcos como berberes), quase todos de segunda geração, e que se exprimem num neerlandês delicioso. Mas não apresentam islamismo militante no perfil.”

    Pertencem realmente ao grupo de pobres! Claro, são emigrantes oriundos de países pobres! E são tão pobres ou remediados como os emigrantes portugueses eram, só que não se comportam (2a geração) tão bem, é pena! E é verdade que os intelectuais se exprimem realmente num neerlandês delicioso, só é pena que grande parte deles – M. Benzakour, M. Cheppie, M.R. Jabril, Diap Abou Jaja – usa a deliciosa prosa para defender a Al Qaeda e para diabolizar os outros, os mais moderados, os que pensam que nem todos os males vêm dos americanos e de Israel – Haffid Buazza, Ahmed Aboutaleb, Mohammed Marcouch.

    E também é pena que um grupo que representa apenas 6% da população, nas prisões essa representação seja de 60%. Idem para as Associações de Apoio às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, que cá, como tu sabes, têm um nome bem mais giro (Blijf van Mijn Lijf Huis), Casa do Tira as Patas de Cima de Mim…

    E é pena que a delinquência juvenil entre os marroquinos seja um problema nacional! Apesar de todas as tentativas de implementação de projectos que custam uma porrada de massa. Como os 250 milhões que a ministra Vogelaar quer gastar com os 40 bairros ‘problemáticos’…

    E é uma pena que uma porrada de gente, desde parlamentários, jornalistas, intelectuais até artistas de teatro – não é só o Wilders – tenham que ser, neste país, protegidos do islamismo militante, que recruta jovens nas mesquitas mais radicais para serem treinados no Paquistão, com a finalidade de cometerem atentados terroristas. Como os dois estudantes marroquinos recrutados numa mesquita em Eindhoven, treinados no Paquistão, e que acabaram mortos a tiro na Índia, salvo erro em Kashmir…
    E ainda não houve um atentado grave na Holanda – excepto o assassínio de Theo van Gogh – porque a polícia tem ultimamente funcionado bem (ou teve sorte!) e apanharam Samir Azzuz com planos para cometer atentados na central nuclear de Borssele, na sede da polícia secreta AIVD e no edifício do parlamento.

    “Pode (deve, talvez) juntar-se a isso o tabu judaico, que não permite uma só anedota-de-judeu numa stand-up comedy, por exemplo (o que, eu disse-o já uma vez, nasce da má-consciência dos holandeses que deixaram deportar os compatriotas judeus, muitos deles, aliás, descendentes de portugueses). Falo disto, porque pode haver algum pendor pró-israelita (pendor que os próprios judeus decerto acharão pateta) em gente como o Wilders.”

    Há realmente um tabu judaico e uma certa má consciência, mas se há na Holanda algum grupo que é perseguido, são precisamente os JUDEUS.
    O judeu hoje em dia que se atreva a atravessar a pé o Mercatorplein (praça de Mercator) em Amesterdão com um solidéu na cabeça é um suicida…

  206. Carmo da Rosa,

    Penso que exageras (falas em metade da população) o apoio eleitoral dos dois neocons holandeses mais famosos, Wilders e Verdonk. Lembra-te que os eleitorados deles praticamente se sobrepõem. Que são, pois, um só e o mesmo. Mas tens razão em dizer que a ‘mensagem’ deles em política imigratória coincide com a de outros, até da Esquerda.

    Agora surge um problema. Se a Holanda é o país da UE – como dizes – com menos desempregados, que argumento há para impedir a entrada de mais estrangeiros legais? Só pode haver um: o elemento racista… A não ser que o argumento calado por todos seja a grande imigração ilegal. Essa poderia ser a questão sempre presente nas mentes, mas nunca explicitada. E sabes porquê? Porque os imigrantes ilegais fazem um jeito enorme. Trabalham bem, ganham pouco e não refilam.

    Se isto for verdade, é a sociedade inteira que é refém do Wilders: deixa-se-lhe dizer uma meia-verdade, para que ele não ponha a verdade inteira sobre a mesa. E então (com ou sem problema islamita) estamos muito piores do que eu julgava.

  207. “Penso que exageras (falas em metade da população) o apoio eleitoral dos dois neocons holandeses mais famosos, Wilders e Verdonk. Lembra-te que os eleitorados deles praticamente se sobrepõem.”

    As sondagens da Synovate dão 14 lugares da assembleia ao Wilders e 11 à Rita Verdonk. Mas as sondagens mais recentes, de Maurice de Hond, dão 18 lugares à Verdonk e 15 a Wilders…
    Não falei em POPULAÇÃO, falei em metade do ELEITORADO, mas de qualquer forma, tens razão, não é metade, mas olha que é mesmo muita gentes!!! E, segundo os entendidos – porque eu, como tu, também julgava que o eleitorado se sobrepunha – há eleitorado que chegue para os dois…

    “Agora surge um problema. Se a Holanda é o país da UE – como dizes – com menos desempregados, que argumento há para impedir a entrada de mais estrangeiros legais? Só pode haver um: o elemento racista…
    (…) Porque os imigrantes ilegais fazem um jeito enorme. Trabalham bem, ganham pouco e não refilam.”

    Sobre o desemprego não sou eu que digo, é o Centro Nacional de Estatístiqua.
    Para preencher as vagas de trabalho já têm por exemplo os polacos, ou os portugueses, que já começaram outra vez a vir para cá. AINDA POR CIMA ESTA GENTE SÓ TEM VANTAGENS.

    Trabalham bem; não costumam matar as mulheres ou as filhas por razões de honra; não exigem ensino especial; não exigem salas de reza em liceus ou universidades; não exigem nos hospitais médicos (homens) para auscultar as mulheres; não têm problemas em estender a mão a uma mulher; sabem educar mais ou menos os filhos para que não violem raparigas autóctones nem agridam homossexuais; não fazem atentados; não andam à facada aos seus dissidentes nem aos tiros aos cineastas locais, etc. etc.

    Quanto aos imigrantes ilegais, acredito que façam jeito, mas não a muita gente, e depois é muito possível que o barato saia caro, mesmo muito caro – os tais 250 milhões que a Vogelaar vai gastar nos 40 bairros problemáticos.

    Como vês, nada de racismo, puro pragmatismo…

    “Se isto for verdade, é a sociedade inteira que é refém do Wilders: deixa-se-lhe dizer uma meia-verdade, para que ele não ponha a verdade inteira sobre a mesa. E então (com ou sem problema islamita) estamos muito piores do que eu julgava.”

    Não sei como responder a isto, acho pura especulação…

  208. “O judeu hoje em dia que se atreva a atravessar a pé o Mercatorplein (praça de Mercator) em Amesterdão com um solidéu na cabeça é um suicida…”

    Pois, mas não é de certeza por causa da kippa dos pinguins… mas do seu presumido apoio ao terrorismo islamocida dos nazi-sionistas e cruzados bushistas… o que perfeitamente normal…Mas concordo que antes de lhes darem uma valente cabeçada deviam perguntar-lhes se apoiavam iSSrael…

  209. À primeira vista pode parecer chocante, mas segundo o Islão, foi Alá que criou o inferno e o diabo e lhe concedeu autorização para actuar.

    Quer dizer que indirecta ou directamente Alá é o responsável por todo o mal.

    Indirectamente através de outros, directamente através do Islão onde se nota mais a sua acção.

    No islamismo, é directamente Alá que inspira, sabe e tem prazer se um maometano matar e morrer, mesmo se forem inocentes a sofrerem.

  210. Um pormenor: Wilders defende a proibição do Corão na Holanda: “Islam is something we can’t afford any more in the Netherlands. I want the fascist Koran banned. We need to stop the Islamisation of the Netherlands. That means no more mosques, no more Islamic schools, no more imams… Not all Muslims are terrorists, but almost all terrorists are Muslims.” Liberdade de expressão, sim. Mas só a dele.

  211. @ Daniel Oliveira:
    “Liberdade de expressão, sim. Mas só a dele.”

    Quando ele proibir qualquer tipo de liberdade de expressão a gente salta-lhe pra cima, por enquanto, é falar antes do tempo… É dar um cartão vermelho a um jogador que ainda não entrou em campo!

    Pior ainda, leva cartão vermelho, e se entrar em campo é morto à facada ou a tiro…

  212. Quem é que é gordo? E quem é que é estúpido?
    E baixar a cueca ao monstro, não será alimentar o monstro? E porque carga de água somos obrigados a viver com um monstro aos pés da cama…

  213. Sobre os estados islâmicos do Golfo, nova placa giratória do mundo…

    Tendo visitado os Emirados (os 7) e o Sultanato de Oman, não fiquei com a impressão de ter visitado ditaduras, como são quase todos os países árabes com governos fantoches pró-US (perdão, “moderados” em linguagem p.c.). Não tive ecos de movimentos populares de descontentamento, de presos políticos, de omnipresença policial. São uma Babel de raças, incluindo dezenas de milhares de ocidentais, onde se tem a impressão de estar num Mónaco gigante. E, no entanto, as estruturas políticas são, pelos nossos padrões, claramente feudais. Mas, pude observar, de um particular feudalismo, que eu definiria como paternalista e consensual. E que funciona muito bem. A mentalidade local valoriza acima de tudo o consenso (os partidos são o contrário disso…) obtido através de múltiplas reuniões aos vários níveis onde os cidadãos podem expor livre e directamente aos dirigentes (sultões e principes incluídos) as suas reclamações e fazer pedidos de intervenção. O que retira ao poder a sua rigidez burocrática e lhe dá proximidade, familiaridade mesmo. O soberano é visto como o chefe da tribo, o Pai de todos, alguém da família. Eu diria que esses estados são materialmente democráticos, mais democráticos do que muitos que o são apenas formalmente. Não digo que seja um modelo completamente transponível para outras paragens, dadas as especificidades culturais, embora muitas ideias se possam aproveitar. O progresso, sobretudo, que é de ficar de boca aberta mesmo para o mais viajado, e que ridiculariza o habitual cliché do mundo árabe obscurantista e atrasado. O Golfo será nos próximos tempos o centro do mundo, a placa giratória entre o velho ocidente e o “rising” oriente, onde todos os recordes do Guiness são batidos (maiores arranha-céus, marinas, aeroportos, ilhas artificiais, melhores hotéis e palácios, etc.

  214. Re Geert Wilders:

    De acordo com a vossa logica, se eu critico um tirano, e o tirano subsequentemente faz mal a alguem, sou eu o culpado por o mal feito a essa alguem.

    O infeliz resultado deste logica é que as unicas pessoas que vao poder usufruir do direito de liberdade de expressao vao ser os que desprezam absolutamente deste direito, como tambem desprezam de todos os outros direitos humanos.

    Creio que a vossa logica é o que se chama em Portugal a logica da batata.

  215. Jusko,

    Que chatice esta, a de nos acharem sempre uns primários – e, implicitamente, uns patetas.

    Ninguém (eu não, pelo menos) se pronunciou aqui contra o «criticar» de «um tirano».

    Trata-se de velar por que o nosso procedimento não se traduza previsivelmente (a não ser por um bem maior, explicitável, concreto, nunca um bem ideológico…) numa dupla provocação: 1. aos fracos do grupo, capazes de actuação terrorista contra inocentes e 2. aos (em princípio, e até factualmente) nossos amigos, a quem, procedendo assim, levamos a solidarizarem-se com aqueles que eles mesmos detestam.

    Meu caro: este é um preço tão alto que defendermo-nos com a ‘liberdade de expressão’ (e não com um ‘bem maior’, mas concreto) é um vero testemunho de pobreza.

  216. Carmo da Rosa,

    E por que carga de água há-de o Islão de ser um «monstro»? Como religião é supérflua, como ideologia é detestável. Mas chamá-lo um «monstro» é dum investimento ideológico espectacular.

    Ainda hás-de invocar a ‘liberdade de expressão’ para a primeira patetice que te varar o cérebro.

  217. fmv,

    Nao acho ninguem pateta. Os Portugueses nao tem um monopolio na tolice; ha patetas em todo o lado.

    O seu teste é muito subjectivo. Quem vai decidir se uma declaração é provocativa? Ayaan Hirsi Ali provoca quando diz que Islão é intolerante? Taslima Nasreen provoca quando defende os direitos das mulheres? Haik Hovsepian provocou quando defendeu o direito de mudar de religião sem ser assassinado?

    E quem são esses “fracos de grupo” assassinos? São fracos, ou assassinos? E mereçam proteccão especial? Porque?

    E porque um “bem concreto” vale mais de um bem ideológico? Qual é o bem mais importante que liberdade, a liberdade de falar sem medo, de confrontar o mal, enfim, de ficar vivo (um “bem ideológico” bastante concreto)?

  218. O texto que Zazie cita (referencia se faz favor!) é baseado numa confusão. Tal como atacar a ideologia de communismo sovietico nao era atacar os povos da uniao sovietica, tambem atacar a ideologia obscurantistista islamica (que e quase sempre antidemocratico e em certos lugares abertamente fascista) nao é atacar as pessoas – musulmanas e outras – que são as primeiras victimas dessa ideologia.

    Muito pelo contrario, é apoiar os corageosos musulmano(a)s que lutam pela liberdade e igualdade e para o Estado de Direito. É defender os direitos das mulheres e das crianças e das minorias.

    É um dever. Náo é racista. Racista é este texto, que pinta uma quinta da populaçao do mundo com o mesmo pincel e tenta fechar o debate com as acusações explicitas e implicitas de racismo e “islamofobia”. Não se deixa confundir.

  219. “E por que carga de água há-de o Islão de ser um «monstro»? Como religião é supérflua, como ideologia é detestável. Mas chamá-lo um «monstro» é dum investimento ideológico espectacular.”

    Caro Fernando,

    Quem falou em MONSTRO não fui eu, foi um tal “z Mar 12th, 2008 at 15:02”. Eu apenas respondi. Por isso não vejo muito interesse numa discussão pateta, mas sobretudo semântica, sobre uma palavra.

    Esta do monstro lembra-me o ex-ministro Laurens-Jan Binkhorst que há uns anos atrás disse que as opiniões da Ayaan Hirsi Ali sobre o Islão era como fumar no interior de um paiol de pólvora!!! O correctismo político tem destes deliciosos lapsos freudianos. E neste caso temos os que querem que toda a gente deixe de fumar, contra os que preferem colocar a pólvora em lugar seguro…

    “Ainda hás-de invocar a ‘liberdade de expressão’ para a primeira patetice que te varar o cérebro.”

    Isto não merece resposta…

  220. Entao, fmv,

    Onde foste? Tem medo de meus argumentos e as minhas perguntas?

    E Zazie, comentarios sff.

    Nao se deve provocar uma luta se nao quer continua-la (lembrem-se do conselho do Polonio?) Fico a espera.

  221. Estava achar esta discussão interessante. Porquê vocês ter abandonado?

    Eu sou muçulmano inglês e penso que não se deve criticar Wilders. Wilders vive num país e numa cultura cujo principal valor é liberdade. Liberdade de expressão faz parte. Se muçulmanos querem fazer mal a holandeses só porque Wilders não gosta do islão então vão fazê-lo. Mas a culpa de isso não é de Wilders. Os muçulmanos têm de ser responsabilizados pelos seus próprios actos e não justificados por filosofia de causalidade. Nunca, em qualquer espécie de ética credível se justificou um acto de assassínio com palavras desagradáveis. É o mesmo que Jusko Bootist me chamar estúpido, eu matá-lo e Euroliberal dizer que era uma coisa lógica de eu ter feito, Jusko Bootist tinha sido estúpido ao critar-me e que teve o que era de esperar porque não me divia ter chamado estúpido. Eu digo: Só porque Jusko não tem direito de chamar-me estúpido não quer dizer que eu tenha direito de o matar!

    Não podemos justificar os nossos actos irresponsáveis e imorais com os actos irresponsáveis e imorais dos outros.

    Nos primeiros textos de Euroliberal ele expressa vontade que Wilders seja morto pelos muçulmanos ou pelos do seu próprio país por o que disse. Por essa lógica, eu posso também dizer que espero que Euroliberal seja morto por fascistas e cristãos extremistas por o que disse. E continuamos sempre assim, a justificar violência. Se Wilders quer dizer mal, vamos abençoar essa oportunidade que esta cultura nos dá de o ouvirmos a dizer mal. De sabermos quem ele é e de conhecermos o inimigo. É essa a oportunidade que a democracia dá. Torna-se mais fácil conhecer o inimigo e mais fácil pará-lo, porque o inimigo é sempre mais perigoso quando não se sabe quem é ou onde está.

    Cumprimentos,
    Simbad.

  222. Estamos à espera do filme: é matéria para os blogues :-)
    Abaixo as burkas, abaixo Ratzinger, abaixo os seus parentes.
    Vivam a sociedade laica e a liberdade de expressão e criação.

  223. senhores,
    notícia do ‘SOL’, hoje, domingo de Páscoa:

    «O site em que o controverso deputado holandês de extrema-direita, Geert Wilders, ia divulgar um filme anti-Islão foi suspenso pelo servidor americano. A Holanda continua a temer protestos violentos.
    A prometida estreia do filme, cujo autor compara o Corão ao Mein Kampf de Adolf Hitler, levou as autoridades holandesas a decretarem o segundo estado mais elevado de alerta, receando uma reacção violenta por parte da comunidade islâmica do país. O site em que o filme ia estrear, no entanto, foi suspenso este domingo pelo servidor Network Solutions, que prometeu analisar queixas de vários internautas que acusavam Geert Wilders de incitamento ao ódio.
    Apesar do filme ainda não ter estreado, a película de apenas 15 minutos já motivou protestos oficiais do Paquistão e do Irão. Recorde-se que, esta semana, Osama Bin Laden divulgou uma ameaça contra a União Europeia devido a uma polémica selhante, a das caricaturas de Maomé repetidamente publicadas na Dinamarca.»

    E então que me dizem?

  224. “E então que me dizem?”

    Que se há protestos oficiais do Paquistão e do Irão a coisa deve ser realmente muito grave !!!

  225. Rui,

    O filme há-de acabar por aparecer. E por opor a um fundamentalismo outro fundamentalismo, a um absurdo outro absurdo, a uma pulhice outra pulhice. E vai correr sangue. Nada fundamentalista, nada pulha, só muito absurdo.

    *

    Carmo da Rosa,

    Ri, diverte-te. Aproveita o tempo. Eu nunca te pedirei contas. Só te lembrarei este riso.

  226. Depois da morte do Pim e do Theo perdi a inocência, e o sorriso! Por isso, não creio que haja muito a lembrar…

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