Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.



 

 

 

 

 

“Não suporto, de facto, a tua arrogância. Sobretudo perante alguém, como eu, bastante mais inteligente e capaz do que tu.”


  1. 1 Sinhã

    e que bem dito. disse-o – e voltaria a dizê-lo – a uma ex-amiga

    (soube-me muito bem). :-)

  2. 2 Mário

    Acredito, Sinhã, que cozinhaste e saboreaste. Quanto ao CC, mais me parece estar a falar frente ao espelho. Não lhe sabe a nada. Mas se apreciar a coisa, já está como há-de ir.

  3. 3 Sinhã

    sabias que “tudo o que penduras na parede são espelhos”, mário? :-)

  4. 4 Magia

    Reflexo ou refluxo gastroesofágico?

  5. 5 claudia

    Sendo eu a pessoa mais modesta deste mundo, tenho a dizer-te, Confúcio, que não és nada arrogante nos propósitos debitados.

  6. 6 Mário

    «Tudo» não, Sinhã. Quase tudo. Um filho não é um espelho meu. Ou sentes que não passas de reflexo do teu papá?

  7. 7 Blondewithaphd

    Acontece aos melhores…

  8. 8 maria

    A pesporrência nos une :)

  9. 9 Sinhã

    estás a apanhar um atalho, mário:-) o meu papi na parede é parte – e, por isso, espelho – de mim. mas também podem ser sinos e folhas e letras e lãs. :-)

    sinusite, magia.:-D

    ai claudinha, as lições de pintura deixam-te mansa. (deves continuar).:-D

    blondinha? o melhor do pior é melhor ou é melhor o melhor do melhor? :-D

    existe uma supercola nos chineses, maria, que além de barata não é tóxica. :-D

  10. 10 Blondewithaphd

    Sinhã,
    A malta aponta sempre para a melhoria do melhor dos melhores.

  11. 11 Sinhã

    votas no ciclo PDCA, blondinha?:-)

  12. 12 Blondewithaphd

    Amiga, trata-me como a Loura do regime: what the f… is PDCA?

  13. 13 Sinhã

    :-D aonde anda a tua cultura geral, chiça penica?:-)
    Norma ISO 9000:2000 relativa à melhoria contínua, ora vai ver blondinha. :-D

  14. 14 claudia

    Sinhã, os rosas não são definitivos. O que quiseste dizer com purpurinas em secagem?

  15. 15 Sinhã

    podias fazê-los fugir para o lilás.:-) tens purpurinas, claudinha? enches a mão, deitas a tela e enches os espaços da cor quando ainda está a secar. (vais ver que brilho lindo ganhas). ;-)

  16. 16 claudia

    Não tenho, mas faço. Azul com magenta, pondo mais azul do que magenta dá os liláses. E acrescentas uma pinta de branco para clarear. Vou pensar nisso. A prof. quer algo parecido e eu tenho vontade de destruir tudo para fazer tudo à minha maneira. Portanto, acho que vou fazer isso: faço certinho como ela quer e quando ela disse “Está bem.”, eu destruo tudo e refaço a meu jeito. Vais ver.

  17. 17 claudia

    E descobri algo… O abstracto é mais complicado que uma imagem representativa do mundo tal qual ele é. Essa descoberta espantou-me. Julgava que era o contrário.

  18. 18 Sinhã

    :-) a purpurina compras em frasco grande (e a branca faz mais brilho seja qual for a cor da base.:-)

    (refaz na aula e dizes que és bipolar).:-D

  19. 19 Sinhã

    pois.:-) e são ovários mascarados?:-D

  20. 20 Blondewithaphd

    Sinhã,
    Qual é a parte do LOURA que não percebeste? Ou me traduzes as coisas ou ficarei para sempre na ignorância, o que, não sendo triste, é normal:)

  21. 21 Magia

    Cof
    Cof

    CooooF

    é tosse sinhã !

  22. 22 Sinhã

    Oh, e eu a pensar que tinhamos inventado o síndroma da gripe atchin, magia. :-D

    Plan, Do, Check, Act (PDCA= melhoria contínua). que queres saber mais, blondinha-blondona?:-)

  23. 23 Blondewithaphd

    A chave do Euromilhões…:)

  24. 24 Sinhã

    isso: a chave da felicidade, blondinha.:-)

  25. 25 claudia

    Muito me ensinas, Sinhã. Vou fazer isso na aula e dizer à prof que sou bipollock.

  26. 26 claudia

    Só agora me lembrei que ando a desleixar a minha galeria de suicidados. Vamos lá ver o que ponho hoje.

  27. 27 Mário

    Sinhã,
    no limite, cada um de nós nunca é parte de ninguém: somos inteiros. De outro jeito nunca seríamos EU e TU.

  28. 28 Sinhã

    bom dia:-)

    faz isso, claudinha. podias pintar um cone, hoje, como abstracção de um sexo erecto por enforcamento. :-D

    e na outra ponta do limite, mário, por eu ser tão inteira dou-me ao luxo de partilhar a maravilha que sou com as paredes – quem vê os meus penduranços: vê-me. :-)

  29. 29 claudia

    Não, Sinhã. Acho que me daria mais jeito desenhar-te a ti, enforcada, esturricada e com a língua de fora. É isso. Sinhã e Confúcio, numa pintura rupestre, sexo e morte à mistura. Que achas?

  30. 30 Sinhã

    parece-me muito bem, claudinha. é, sem dúvida, uma bela forma de expressão do que te anda a foder a alma. ;-)

  31. 31 Mário

    Sinhã,
    tu! inteirinha! na parede? Pagava pra ver. Tenho um sonho mau: ver, através da transparencia da pele, carne e ossos, a alma de quem se cruza comigo. Receio morrer de susto. Outros morrerão ao ver-me? Ali, escarrapachadinhos na minha frente, a vaidade, a presunção, o ódio, a inveja, o medo, a ganância…eu sei lá! Será que eu podia ver o teu quadro pendurado na parede e ficar vivo?
    Nunca o saberei, porque lá não aonseguirás pendurar mais que o sexo dos anjos…

  32. 32 Sinhã

    vivo e, estou certa, purificado. os anjos descem à terra, mário?:-)

  33. 33 claudia

    Mário, eu já sonhei isso: ver dentro do corpo de uma pessoa. O fígado era em forma de trevo e estava sustido por um osso esférico.

  34. 34 Mário

    Claudia,
    tinhas acabado de sair de uma aula de anatomia, não é?
    Sinhã,
    mesmo assim prefiro que não me apareças pela frente. Fantasmas, bastam-me os meus.

  35. 35 claudia

    Não. Entre a autópsia a que assisti e este sonho, há um lapso de tempo considerável. Não penso que isso tenha influenciado. No sonho, vi através do corpo de um colega meu e vi-lhe essas coisas todas. Contei-lhe e, é claro, riu-se. :-)

  36. 36 Mário

    Estranho, Claudia. António Damásio é de opinião que ninguém consegue ver a alma de alguém. Mesmo olhando bem fundo no cérebro, onde supostamente se refugiara, escorrraçada do coração. Há quem tenha a esperança de caçar o fantasma, depois que o “suporte” dá o berro. Verdade, verdadinha, como diz o Valupi da Manela, até hoje nem sinal da coisa. Só silêncio de morte.
    Não vale ver só sinais…Esses vêem-se a olho nu. Falo da Sinhã, inteirinha, pendurada na parede. Escarrapachadinha.
    E, afinal, de que se riu o teu amigo?

  37. 37 Sinhã

    não, não te apareço – descansa, mário
    (cansei-me de ser aparecidã).:-)

  38. 38 Sinhã

    não basta a Sinhã ter uma alma de anjo e ainda lhe metes costas largas, mário?:-)

  39. 39 claudia

    Mário,
    1º – Eu não disse que, nesse sonho, vi a alma de alguém através do corpo.
    2º – António Damásio não me está a ensinar nada.
    3º – A alma pode não existir. Fomos nós que inventamos esse conceito. Quando muito, a alma de alguém pode manifestar-se parcialmente em algo em que ela tenha posto “toda a alma”. São os sinais de que falas.
    4º . O meu amigo riu-se do insólito que é um fígado em forma de trevo sustido por um osso esférico. Não me digas, Mário, que tens um fígado assim…

  40. 40 Mário

    Esqueci-me de responder à tua pergunta. Se os anjos não descem à terra de «motu proprio», não falta quem os faça descer com asas e tudo. Bons e maus. E desculpa lá ter-te deixado pendurada na parede. Não foi por mal. É que nunca vi ninguém sair de si mesmo mais que pensamentos e gestos, que acabam por não ser mais que amostras de nós. Ás vezes são lindas, às vezes não. A fonte permanece oculta e então na morte perde-se-lhe em definitivo o rasto. Que pena. A obra que deixamos, ou os filhos, não são mais que sinal e memória de nós. E se não é, parece.

  41. 41 Sinhã

    :-) e tudo o que penduramos na parede são espelhos, mário. :-) e nas orelhas. e nos pés.:-)

    (tu és meiguinho).:-)

  42. 42 Mário

    É isso. Enquanto pudermos pendurar. Depois, fica o espelho e o que nele deixarmos reflectido. Podia ser pior: nunca ter pendurado o espelho.
    Meiguinho? Podes crer. A vida me deu muito mais do que lhe posso retribuir. Há gente com sorte.

  43. 43 Sinhã

    então que dê mais e mais. :-)

  44. 44 Mário

    Claudia,
    Só para referir o meu espanto pela tua sabedoria. Invejo-te, só de pensar que Damásio não te ensina nada. Aproveita este blog e partilha comigo um pouquinho do teu saber. Cultivo a mania de que qualquer pessoa me ensina sempre algo.

  45. 45 claudia

    Foi preciso um Damásio para se descobrir a importância das emoções na dita cuja razão? Já tive a possibilidade de observar um “génio” que não reagia a qualquer tipo de estímulo. Era frio q.b. De racional, tinha pouco. E o Damásio, que beneficia de “l’air du temps”, sai-se com umas teorias que encantam os seres das sociedades modernas, pois estes já pouco entendem de emoções ou sentimentos. António Damásio tirou o coelho do chapéu. Acontece que o coelho sempre existiu, só que toda a gente se esquecera dele.

  46. 46 Mário

    É como na física, Claudia. Os físicos não criam o espaço e as estrelas: vão-nos dizendo como eles chegaram ao que hoje são. Parece que descobrem algo. Mas não. Já tudo estava diante de nós. Na última versão. Corrigida e aumentada?
    É isto que nos relata o prémio nobel da física, Robert B. Lauglhin, em Universo Diferente. Mas devo estar a ensinar, mais uma vez, o pai-nosso ao vigário. Possivelmente também este senhor não te ensina nada. Eu. como sou um camelo sedento no deserto, deliciei-me com a leitura. (a tradução é pobrezinha)

  47. 47 claudia

    :-) Parece ser interessante. Em fase de cepticismo absoluto, de descrença e depressão, não costumo ler nada, a não ser um livro para aqui, outro para acolá, sem qualquer conexão. Mas a física também entende de caos. Ainda vá lá.

  48. 48 Mário

    Deixaste-me desarmado, Claudia. E sem jeito. Acabara de confessar à Sinhã que não retribuo à vida tanto quanto a vida me dá. Nem de longe.Vivo numa espécie de encantamento, procurando e aceitando a lógica das coisas e também a multidão de perguntas que seguem a cada nova resposta, nascida de lógica irrefutável: duas quantidades iguais a uma terceira são iguais entre si. E o que são estas quantidades?…
    E depois constato que essas “quantidades” estão ali diante de mim, prontinhas a ser vivenciadas e a desafiarem o homem com novas perguntas.
    Não é um “trabalho intelectual”. Sei bem o que isso é. Posso estar estupidamente errado e nem dar por isso, mas sinto que se não tivesse um coração a bater bem juntinho ao meu, sentir-me-ia desorientado num deserto de ideias, por mais brilhanhtes que elas fossem. Nem a arte, nem a filosofia, nem a religião, nem a ciência poderão preencher o espaço mágico que reservamos ao amor. E Camões disse-o de uma forma sublime. Aquele “espaço” por preencher fez dele o mais desgraçado dos homens. Escreveu e nós lemos.
    Foi o que me ocorreu dizer-te, assim, de forma atrapalhada, perante a tua inesperada confissão. Não sei quem és, nem tu sabes quem sou. Entrei neste espaço por causa de um querido amigo de longa data, o Fernando Venancio, intervindo aqui e ali, dizendo mais disparates que coisas dignas de ser ditas. É a nossa condição. Gosto dela assim. Já foi pior, quando éramos dinossauros…

  49. 49 claudia

    Mário, nada tenho a acrescentar. Ainda bem que vês as coisas por esse prisma.

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