Intermitência

“E deste, gostas”, pergunta-me, entusiasmada e viva, F., ao mesmo tempo em que aponta para a zona dos seios. “Sim, fica muito bem. Ainda melhor do que o modelo anterior”, respondo. “Óptimo. É maravilhoso saber que, ao contrário de todos os outros homens, não achas que o meu peito é demasiado grande”, confessa-me, feliz e aliviada. “Porque haveria de pensar isso”, pergunto-lhe, surpreso. E, alegres e de braço dado, abandonamos a loja especializada em pára-quedas.

21 comentários a “Intermitência”

  1. Ó CC, de braço dado? É das leis da física que dois corpos ( e um deles, duplo ainda por cima)não podem ocupar o mesmo espaço…

  2. Não foi não, descobri a re-intermitência, que por acaso termina de forma ligeiramente diferente e faz toda a diferença para a divagação que tivemos. Na altura a loja não era especializada. :)

  3. sim: já vi que o texto está diferente, guidinha. o CC anda, e muito bem, a subir o valor das intermitências.

    (não são, assim, as especializações?)

  4. Não consigo ler nada aqui. Tentei hoje salvar a vida a um homem e não consegui. Fiz tudo o que pude com a ajuda de outras pessoas, que também sabiam de primeiros socorros (tirando as histéricas que afastei do local) e, em seguida, foi a vez do Inem, mas não houve recuperação nenhuma.
    Uma coisa é simular nas aulas; outra coisa é a vida real. Calhou hoje eu decidir voltar a pé em vez de apanhar o metro…

  5. É uma merda fazer tudo direito para nada. Para ver um homem ir desta para melhor. Nas aulas, somos uns super heróis que salvam a vida aos “manequins”. Na vida real, nem sempre tens uma boa paga.

  6. não esperes que a interpretação te caia de pára-quedas, cláudia. :-)

    (talvez esse homem, hoje, tenha optado pela queda livre. :-)
    ouve o que te vou dizer que tenho como certo: o primeiro socorro – assim como a primeira intervenção – serve, na prática, e como a melhor boa-prática, para dar o alarme e o alerta. mais nada. deixa para os profissionais o salvamento: falo sério.)

  7. Enquanto os profissionais não vêm, temos que pôr em prática os primeiros socorros. Quando se sabe, é melhor agir do que ficar a olhar para o tecto. E neste caso, tudo funcionou bem a nível de pré-socorro e socorro, entendes? Já viste um homem morrer à tua frente? Tenho a certeza que não falarias tão de nariz para o ar, andorinha.
    Como te sentirias se tivesses feito tudo bem e no final o gajo morresse? Vai pastar, Sinhã!!!

  8. Depois do pára-quedas apeteceu-me fumar um charro, olhar para o céu negro pontilhado de areias minúsculas, coruscando ao longe no escuro. Uma brisa morna soprava para mim, trazendo-me o cheiro agradável da noite à beira mar. De repente ela puxa-me e eu caio para baixo, sem para-quedas.

  9. Agora é que descobri! Afinal gosto de seios pequeninos. Tive uma namorada que, antes de eu os apalpar e ver, me avisou que tinha «dois ovos estrelados». Não foi por causa deles que acabamos.

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