Descer a cidade, obscuros sentidos – referver as pálpebras em vinhos sorridos. Tinge-se o medo, desfeita auréola – martírio violino de som a ela.
Fomos o braço amado
da beleza de sermos todo o lado
Erguer o copo, fecunda madrugada – adivinhar o barro em ternura calada. Estiolar o trevo, derramar a urna – fruto sumo de teu sumo servo.
Fomos o braço amado
da beleza de sermos todo o lado
Empolgar os nus, distanciados aromas – aprender o sono no teu corpo sem comas. Vender a matéria, perpetuar o instante – cevada árvore de lodo cortante.
Fomos pulsos cortados
de braços amputados
Havia o murmúrio, havia o fulgor, havia o lacre de nos morrer o torpor. Havia o espasmo, havia a montanha, havia as ancas de sexo sem manha.
Havia pulsos por cortar
de braços por amputar
Houve silêncios, houve palavras, houve crateras de noites que cavas. Houve corolas, houve crepúsculos, houve arbustos em hortos minúsculos.
Houve, tu sabes, amor.
Ouve: tu sabes amor.
Houve-me: tu sabes-me (a) amor.


Confúcio, vai dormir a sesta. Só te fará bem. Um tosco, a querer fazer poesia, é no que dá.
lindo como sempre.:-)
(as gajas devem é andar todas à pancada a quererem o protagonismo).:-)
não digas isso do CC, claudinha: ele é, por natureza, um poeta.:-)
(vai tu fazer a tal pintura rupestre e não esqueças o teu auto-retrato: um dinossauro metediço).:-)
E tu, por natureza, Sinhã, trazes a alma bem emporcalhada. Não vejo a poesia em dizer “foder a alma”.
quem te dera carregares com a minha alma, claudinha.
(não me fodas a cabeça que ainda te desfaço o quadro).:-)
Os quadros… Já fiz uma experiência a óleo hoje.
boa.:-) e pintaste com os dedos?:-)
Não, com pincéis sintéticos, ó cabeça de andorinha.
fizeste muito mal. se mexeres no óleo com os dedos (ó ogre): passas o que estás a sentir.:-)
Palermóide, fiz isso algumas vezes, mas não vou para aqui os meus segredos de culinária pictural, pois não?
esbanjar os meus segredos… Era o que queria dizer. Esqueci-me do verbo.
faz como quiseres. mas olha que partilhar – o saber – é acrescentar saber. :-)
Estou a aprender esta forma de egoísmo com o meu picheleiro. Mal eu viro as costas, arranja as coisas e não me quer dizer como faz para eu não saber e para ele poder voltar e ganhar com o biscate.
a soda cáustica resolve a maior parte dos problemas dos canos
(os picheleiros não servem para nada – nem vale a pena virares as costas).:-D
a última cheira-me a uma trincadela que até dá uivo, mas está poético, como um agázinho vôa que nem andorinha entre campos semânticos,
amar,
mar,
conclusão: nadar
nada?
bem me parecia, suniya, o som do silêncio
sunya
Mais!
Quero mais!
Preciso de mais…
isso é que é andar desenfreyada. :-)
(pega lá, freya, um supositório – sem cuspo na ponta por causa daquilo).:-D
Sinhá, o tempo passa e tu não me largas…
LOL
Beijoca
não uses o amor em vão, freya. a maldade faz mal. :-)