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	<title>Aspirina B &#187; vanessaamaro</title>
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		<title>Gaita para o Gates</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2006 15:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Aterra na Portela o homem mais rico do mundo e Portugal volta a exibir a sua idiossincrasia de oito séculos. Nada a fazer. Somos mesmo um país pequenino, pequenino, pequenino e provinciano, provinciano, provinciano.</p>
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		<title>Graffiti imaginário (escrito nas paredes do metro)</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2006 15:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Enforquem o James Blunt, <em>please</em>.</p>
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		<title>Sete notas finais</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2006 03:22:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Há coisas difíceis de explicar. A neve em Lisboa, por exemplo. Ou as proporções atingidas pela polémica em que me quiseram converter, à má fila, no bode expiatório de todos os insondáveis pecados da crítica literária portuguesa. Desde sexta-feira, o tema do &#8220;crítico que escreve sobre o livro do amigo&#8221; espalhou-se pelos quatro cantos da blogosfera, despertando toda a sorte de oportunismos, hipocrisias, ressentimentos, golpes baixos, demagogias e também, devo assinalar, igual número de reacções equilibradas, lúcidas, sensatas, por parte de <em>bloggers</em> que não se deixam cegar pela esquizofrenia conspirativa e maquiavelicamente moralista de João Pedro George.<br />
Recuperar todos os links, agora, seria fastidioso (muitos deles estão elencados no fim deste <a href="http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/2006/01/toupeiras-h-muitas.html">post</a>). Quem não acompanhou a história desde o início, acabará por a encontrar, mais ou menos distorcida, numa qualquer esquina deste mundo digital. Se escrevo uma última vez sobre o assunto, é apenas para esclarecer alguns equívocos e deixar bem clara a minha posição sobre esta matéria de tantos melindres.</p>
<p><strong>1.</strong> Se descontarmos os insultos gratuitos e a bazófia <em>pachequiana</em>, o cerne das acusações de JPG é este: eu escrevi um texto sobre um amigo meu, Nuno Costa Santos, o que consubstancia gravíssimo crime de lesa-tudo-e-mais-alguma-coisa, além de ser uma prova de preguiça, falta de recursos críticos e de uma escrita &#8220;em função de favores&#8221; que o Nuno, obviamente, mais tarde reciprocará. Quanto à falta de recursos críticos, nada a opor. Trata-se de uma opinião pessoal respeitável, embora contraditória com <a href="http://esplanar.blogspot.com/2005/10/gente-da-minha-gerao.html">esta</a>, assinada pelo mesmo JPG há pouco mais de três meses. Já a insinuação de que concedo &#8220;benesses e mesuras a amigos&#8221; é, mais do que uma atoarda, um acto difamatório lançado para o ar, à toa, com a soberba e o desplante dos inimputáveis.</p>
<p><strong>2.</strong> Na sua verborreia descontrolada, JPG insurge-se várias vezes contra o &#8220;bater palmas só porque é meu amigo&#8221; ou contra quem diz &#8220;bem passivamente, por reflexo de amizade&#8221;. Que o meu texto seja tudo menos um panegírico, aliás com reservas explícitas que já <a href="http://morel.weblog.com.pt/2006/01/toupeirices_amiguismos.html">sublinhei</a>, foi-lhe completamente <a href="http://esplanar.blogspot.com/2006/01/aorda-de-caracol.html">indiferente</a>. Prova-se que eu afinal não bati palmas, mas ele recusa-se a voltar atrás. Salta aos olhos que eu estive muito longe de dizer apenas bem, passivamente, pelo tal reflexo de amizade e ele o que faz? Reincide na grosseria e nos insultos. &#8220;Repito: o texto que José Mário Silva escreveu é sintoma de medievalismo e de oportunismo. Mais, denuncia a estrutura mental de um crítico que ainda não atingiu a idade de pensar.&#8221; Há muito tempo que não via tamanha desonestidade intelectual.</p>
<p><strong>3.</strong> Levado pela verve, JPG não se limita a terraplanar tudo o que lhe aparece à frente. JPG também inventa, acrescenta, mente e omite. Mente, por exemplo, quando dá a entender que o Nuno Costa Santos trabalha na redacção do DN. Não trabalha. Nunca trabalhou. E omite, por exemplo, que o Nuno é apenas colaborador pontual do suplemento <em>6.ª</em> (como foi em tempos do <em>DNA</em>) sem sequer fazer parte da ficha técnica.</p>
<p><strong>4.</strong> Deixemos os detalhes e sigamos então para o fulcro do problema: pode-se ou não se pode falar sobre livros de amigos? Neste ponto, concordo com o que Eduardo Pitta escreveu <a href="http://daliteratura.blogspot.com/2006/01/coteries.html#links">aqui</a> e <a href="http://daliteratura.blogspot.com/2006/01/do-puritanismo.html">aqui</a>. Resumo das ideias principais: &#8220;Frequentes vezes levantei objecções a livros de amigos, circunstância que afastou dois ou três; enquanto, do mesmo passo, nunca regateei elogios a livros de autores acerca dos quais, enquanto pessoas, tenho as maiores reservas. <strong>Mas quando os livros valem por si, a pessoa do autor é irrelevante.</strong>&#8221; (sublinhado meu); &#8220;É de um puritanismo inadmissível pretender que alguém não escreva sobre amigos ou conhecidos. Se as pessoas tivessem um pouco mais de mundo, sabiam que outra coisa não se faz desde Homero&#8221;; &#8220;O problema não está em escrever sobre amigos e conhecidos, mas na eventual troca de galhardetes, infelizmente comum em certas moradas. Se a recensão for isenta, ninguém pode acusar o crítico de favoritismo&#8221;. A minha legitimidade para escrever sobre amigos (e já o fiz no passado, dizendo bem) passa pela consciência de que abordei esses livros como abordaria quaisquer outros: de forma honesta, sem benevolência nem piedade, no pleno uso das minhas faculdades críticas, por muito subjectivas e diminutas que elas sejam. Essa consciência está limpa e não há ataques maliciosos capazes de a conspurcar.</p>
<p><strong>5.</strong> Corolário lógico do ponto anterior: mesmo que se <em>possa</em> falar sobre livros de amigos, <em>deve-se</em> falar sobre livros de amigos? Agora mais do que nunca, eu diria: manda a prudência que não. Justamente porque se abre campo a todo o tipo de suspeitas, conjecturas e especulações, esse caldo de que se alimentam os oportunistas da estirpe do JPG. Por muito seguros que estejamos da nossa honestidade, nunca faltará quem se disponha a duvidar dela e a tecer as mais estapafúrdias conspirações. Até porque o que há mais para aí são fretes verdadeiros e miseráveis conúbios, secretos ou às escâncaras. Não é pelo facto de JPG ter falhado o alvo que o alvo deixa de existir.</p>
<p><strong>6.</strong> Concluamos. Foi legítimo escrever sobre o livro do Nuno Costa Santos? Tenho a certeza que sim. Era aconselhável escrever sobre o livro do Nuno Costa Santos? Admito que não. Porque raio escrevi eu então sobre o livro do Nuno Costa Santos? Para ser o mais sincero possível, foi uma contingência, mais do que uma opção. E o Nuno Costa Santos, vítima colateral deste processo todo, nada teve a ver com essa contingência.</p>
<p><strong>7.</strong> Coda: há muitas pontas por onde pegar na <em>problemática</em> da crítica literária; pena é que o JPG tenha escolhido logo a mais fútil e insignificante.</p>
<p><strong>Game Over.</strong><br />
Pela minha parte, o &#8220;banzé escusado&#8221; termina aqui.</p>
<p>[Post publicado em <a href="http://morel.weblog.com.pt">A Invenção de Morel</a>.]</p>
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		<title>TOUPEIRICES &amp; AMIGUISMOS</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2006 02:53:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sexta-feira passada, o indómito e virginal João Pedro George, talvez à míngua de figuras para zurzir, pegou no suplemento <em>6ª</em> do DN, viu-me a jeito nas páginas dedicadas aos livros, pensou &#8220;não é tarde nem é cedo&#8221; e vai de desancar-me à antiga portuguesa neste <a href="http://esplanar.blogspot.com/2006/01/as-toupeiras-acomodam-se.html">post</a>, rapidamente comentado por <a href="http://www.abrupto.blogspot.com/2006_01_01_abrupto_archive.html#113836289884221122">Pacheco Pereira</a>, que não perdeu tempo a ampliar a tese conspirativa («há hoje no mundo literato vários sistemas e subsistemas grupais competindo pelos mesmos &#8220;bens&#8221;, influência, artigos, colunas, programas de televisão, entrevistas, promoções, editoras, colóquios») e a apontar o dedo a esse grupo semi-maçónico, presume-se, que «ia do defunto DNA, para o grupo do &#8220;É a Cultura, Estúpido&#8221;, ou as Produções Fictícias». Com o <a href="http://abrupto.blogspot.com">Abrupto</a> na liça, o que podia ser um mero post azedo do JPG transformou-se num verdadeiro <em>caso</em> que já se ramificou em várias direcções, numa trama de links que ainda não pude visitar na totalidade.<br />
Se só respondo agora, é porque só agora voltei a ter alguns minutos (poucos) para dedicar aos blogues. A vida tem destas coisas: cai-te em cima uma polémica das boas precisamente numa fase em que o trabalho não dá tréguas e a internet desceu vertiginosamente na lista de prioridades. Mas isso pouco importa. Mesmo sem saber se conseguirei abordar as principais questões levantadas, queria voltar, se me permitem, ao princípio de tudo. Isto é, ao texto que motivou a indignação do JPG. Será que alguém o leu? Será que alguém foi ver o que havia ali de tão grave, de tão indecoroso, de tão <em>amiguista</em>? Não me parece.<br />
Sendo assim, antes de focar outros aspectos deste «banzé escusado», como lhe chamou certeiramente um amigo, talvez seja melhor começar pela republicação dessa fatídica notinha que não chega, vejam bem, aos 2000 caracteres (nem sequer lhe consigo chamar recensão, quanto mais crítica):</p>
<blockquote><p><strong>Andar na rua com um pêlo na boca</strong></p>
<p>Um homem cai para trás, fulminado por um raio. É este o símbolo da Livramento, uma editora recém-nascida que pretende marcar a diferença, no panorama sobrelotado das pequenas chancelas (quase sempre com dois sócios cheios de genica mas com pouco dinheiro), pelo arrojo do grafismo. Basta olhar para o rosa <em>shock</em> da capa do primeiro livro para perceber que é possível, afinal, encontrar volumes de poesia que prescindem, no frontispício, das cores neutras ou do inevitável quadro de Edward Hopper.<br />
Estreia poética de Nuno Costa Santos, jornalista que já publicou uma colectânea de narrativas interligadas (<em>Dez Regressos</em>, Salamandra) e mantém um popular blogue de posts curtos (http://melancomico.blogspot.com), <em>Os Dias Não Estão Para Isso</em> diz ao que vem logo nas epígrafes: Fernando Assis Pacheco (“Peçam a grandiquolência a outros&#8230;”), Alexandre O’Neill (“&#8230;adoptemos o prosaico&#8230;”) e Raymond Carver (“Sentia-me esquisito, a andar pela rua com um pêlo dentro da boca”).<br />
A partir destas três referências, NCS estrutura uma aproximação à poesia que é sempre uma forma de sabotagem da poesia (ou, pelo menos, sabotagem da sacralização do sublime que ainda é bastante notória em muita da produção contemporânea).<br />
Nestes versos de um lirismo sempre irónico – <strong>e por vezes ingénuo</strong> – não há pose, não há verve, não há um rasto que seja de solenidade. Descrevendo aspectos da sua vida pessoal e da respiração do bairro onde vive, NCS assume como programa uma “tabela de ninharias”, onde o Fórum TSF, a fisioterapia das “veteranas senhoras”, a bica pingada e a sinusite coexistem com vislumbres da beleza escondida das coisas ou com a nostalgia da infância nas ilhas.<br />
<strong>É uma escrita arriscada e desigual, no fio da navalha, por vezes excessivamente rasa. Quase poemas de um quase poeta capaz de versos completos</strong>. Como estes: “Lembra-te que na dúvida / as pessoas não amam.// Que antes da dúvida / há muitos territórios // e que nenhum deles é o amor”.</p></blockquote>
<p>Os destaques a negrito dispensam, parece-me, mais comentários. Às outras questões da polémica regressarei logo que possa.</p>
<p>[Este post foi igualmente publicado no blogue <a href="http://morel.weblog.com.pt">A Invenção de Morel</a>.]</p>
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		<title>Portugal no seu melhor</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2006 23:08:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="cha_mon.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/cha_mon.jpg" width="400" height="267" /></p>
<p><em>Ourivesaria Cha mon</em>: pedras preciosas.</p>
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		<title>Dique</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2006 22:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Top-5 do <a href="http://weblog.com.pt/portal/blogometro/">Blogómetro</a> (hoje):</p>
<p>1- Aqui é só gatas<br />
2- Sexo na Banheira<br />
3- Pitas Nuas<br />
4- Abrupto<br />
5- Apanhadas na Net</p>
<p>Pacheco Pereira faz-me lembrar a criança holandesa daquela velha história moral, aguentando com o dedinho na fenda o dique da blogosfera, enquanto do lado de fora há um oceano de pornografia a querer entrar. E o pior é que até esta imagem tão cândida, <em>hélàs</em>, se torna abruptamente suspeita.</p>
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		<title>Coisas que me dizem</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2006 14:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>– Olha lá, o <em>vosso</em> Rodrigo Moita de Deus não é <em>o</em> Rodrigo Moita de Deus, pois não?<br />
– É, é.<br />
– Não pode ser.<br />
– Mas é.<br />
– Não é.<br />
– É.<br />
– Não é.<br />
– É.<br />
– Não é.<br />
– É, é.<br />
– A sério?<br />
– A sério.<br />
– O do <a href="http://oacidental.blogspot.com">Acidental</a>?<br />
– O do <a href="http://oacidental.blogspot.com">Acidental</a>.<br />
– Não pode ser.<br />
– Pode, pode.<br />
– Não pode ser.<br />
– Pode, pode.<br />
– Não pode ser.<br />
– Pode, pode.<br />
– Já parecemos um <em>sketch</em> dos Gatos Fedorentos.<br />
– Pois parecemos.</p>
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		<title>Happyness</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2006 22:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da minha casa também se vê, muito ao longe, recortado na paisagem, o castelo de Palmela. Eu soube, desde a primeira vez que me cheguei à janela, que <em>aquilo</em> é o castelo de Palmela. E isso, como ao Fernando, faz-me feliz (descontados os dias de nevoeiro sobre o Tejo).</p>
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		<title>Uma vitória é uma vitória é uma vitória</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2006 23:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O triunfo de Cavaco não se discute. Entra em Belém à primeira volta e com a direita às costas (uma coisa nunca vista), enquanto a esquerda perde em toda a linha e por culpa própria (uma coisa vista demais).<br />
Convém, no entanto, sublinhar o óbvio: vencer com 50,6% não é a mesma coisa que ganhar com 56%. Na primeira quinta-feira de &#8220;cooperação estratégica&#8221;, José Sócrates recordará decerto ao novo Presidente esta evidência.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Espírito democrático</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2006 22:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero dar os parabéns ao futuro inquilino do Palácio de Belém:</p>
<p><img src=" http://multimedia.iol.pt/oratvi/multimedia/imagem/id/247926/220"></p>
<p>E também, claro está, ao verdadeiro vencedor das eleições presidenciais de hoje:</p>
<p><img src=" http://genealogia.sapo.pt/images/pessoas/pes_312711.jpg"></p>
]]></content:encoded>
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		<title>0,7%</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2006 22:53:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o <a href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/01/domingo.html">sonho</a> quase se cumpria. Sacana do quase.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Atenção, cinéfilos</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2006 14:31:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um filme português inédito a passar, em sessões contínuas, na Procuradoria Geral da República (ali para os lados do Príncipe Real, não muito longe da Cinemateca). A história é inverosímil; o realizador, péssimo; mas isso não importa nada quando estamos diante de um objecto de culto. Refiro-me, é claro, ao muito citado por estes dias <em>Envelope 9 from Outer Space</em>.</p>
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		<title>A isto é que eu chamo um belo exemplo de lógica distorcida</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2006 19:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vanessaamaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[José Mário Silva]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>«Eu queria comê-lo, mas não queria matá-lo», disse Armin Meiwes, o célebre canibal alemão que assassinou e degustou (digamos assim) um técnico de informática que conheceu através da Internet.</p>
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