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APELO

Há uma miuda internada, com doença grave, que precisa urgentemente de sangue B- (negativo). Malta, vamos lá ajudar a miuda! Divulguem este pedido pela blogosfera, nacional e internacional.

Contactos: Luis Carvalho 93 108 5403
Pedro Ribeiro 22 204 1893

SIM OU NÃO

Há (haveria se isto fosse conversa telefónica directa e não-fiada) várias opções na resposta a uma pergunta que gostaria de fazer aos consumidores de gasosa democrática que por aqui tropeçam. Sempre é melhor que o “sim ou não” – “Deus ou Diabo” que se anda a oferecer às pessoas sobre o problema das terminações artificiais das gravidezes. Mas, estou mesmo a ver, serei eu que no fim terei de ser o respondente, e depois o respondão, porque não posso ficar para sempre à espera que me escrevam ou que a pele se erice a alguem.

Confusos e já a mergulharem no aborrimento? Há cura para isso. Basta olhar para 2006, e pensar que 2007 só pode ser mais um Ano de confirmação, um ano neo-quase-tudo-mau (fascista, negociador, conservador, disfarçador, intriguista, etc., etc), isto é, Ano que será certamente do Lacrau e possivelmente da Osga, ou da Hiena e do Papagaio, com highlights previstos no comércio de dragões em Xangai e deterioração também certa da indústria do hambúrguer humano no Iraque, e muita conversa de bruxas políticas ocidentais à volta de mesas redondas para decidirem o que já está decidido há muito tempo. Enfim, segue o misterioso quesito:

Se merecesse a pena, por onde é que acham que eu deveria começar para dar uma opinião muito pessoal de como vai o mundo – com as boas novas ou as novas pesarosas; com o sal necessário à vida ou com o podre dos cheiros enxofrentos e amoniacais; com o fel ou com o mel; com o anúncio tardio e incrível da salvação cientificamente provada e garantida para todos depois da morte física ou com o veneno persistente e teimoso que ao longo dos séculos tem preterido a verdade e postergado os direitos das maiorias sãs mas combalidas de corpo e espírito?

Pensem nisto os meninos que ainda não capitularam ao poder de aturdimento dos elixires destilados para consumo pelo cidadão maior e vacinado. O resto pode ir pensando na melhor forma de organizar a versão lisboeta da Maratona Masturbatória de Londres, um sinal de indesmentível progresso que, curiosamente, poderá revelar-se como a solução simples para evitar as despesas previstas com o aborto livre e subsidiado, muito embora nada resolva sobre o importante aspecto da falta de respeito, não direi ao feto, mas à alma eterna e voluntária que é forçada a re-planear a partir do ventre doutra mulher.

TT

ADAPTAÇÃO AO MAL…

Não há bem que sempre dure nem mal que se ature … Sim, mas a enormíssima porra é que gerações sucessivas não perderam as paciências e, logo, não se livraram do Mal. De concluir, portanto: ou há paciência a mais ou o Mal já nos entrou no sangue. Merda, então, para o rifão. “Há males que vêm por bem”, outro dito com aplicção em momentos raros de surpresa contente, também aos poucos se vai insinuando como o aceitável e corriqueiro prato do dia .

Um avisozito anti-Mal antes que ele resolva acampar por aqui definitivamente entre os fotógrafos bem intencionados: é preciso muito cuidado com os funcionários ideológicos ou de sangue da Biltres, Birbantes, & Cia que orbitam esta e outras paróquias materialistas do espírito, seguindo os nossos rastos e sombras, espreitando, medindo o tamanho das críticas e a gravidade dos ditos e apartes, o comprimento, a curteza ou os defeitos das nossas línguas; moldando as nossas opiniões; passando as mãos termométricas pelas testas dos mais revoltados ou excitados; gravando os sons dissonantes e inquietantes; procurando febres e suores suspeitos e contagiosos; cheirando riscos reais e potenciais para os amigos e irmãos encapotados que lhes incumbiram tarefas conspirativas e de vigilância e exigiram deles lealdades presas a juramentos com mãos sobre livros e objectos estranhos de anti-sacristias invioláveis.

Claro que nem um cèguinho na reforma, com gota e problemas duplos de circulação porque também anda tolhidito das gâmbias, acredita em perigos imaginários criados por desconfianças do mesmo tipo. Portanto, que ninguem se assuste com a advertência acima ou ceda a nervosismos precipitados e irracionais porque tudo vai bem a oeste de Belem e Jerusalem, e que ninguem, já agora, ligue demais ao que vier a pingar desta pena-martelo também é algo que gostaria ficasse expresso para atender a todos os gostos. Eu, apesar do pé que ponho atrás mais por segurança que por desejo de dançar o bolero ou o chachachá, cá vou quando posso abrindo uma excepção descuidada para acrescentar a tantas outras que deixei nos pretéritos de ter andado a falar para o boneco, desprezando o importante aspecto mini-conspirativo, delicioso de se viver mas muito a jeito do arauto imprevidente em cuja farpela sempre gostei de me ver. Que ninguem, por isso, me imite no vestir sem primeiro se aconselhar com um bom alfaiate (há alguns à escolha no elenco desmobilizado aqui ao lado) é conselho que gostaria de deixar ficar a boiar nestas águas turvas de registo. Fala a idade, que nem sempre corresponde a calo, dum animal incompreendido.

E estou como o Valupi e outros optimistas: o ano promete tanta feeria de qualidade que até já comecei a contar as favas que irei semear quando o tempo começar a esquentar. Portanto, vamos a isto, evaristo, que anda por aí muita gente a provocar-nos a legitima vontade de criticar, a investir-nos do direito de julgar, a convidar-nos a sentenciar, mas ao mesmo tempo, e isto é que é triste, descarada e òbviamente a borrifar-se para aquilo que se disser contra eless, porque são eles que controlam o cacau político e a banha económica, e porque são eles que accionam as máquinas que preparam os molhos de cultura-progresso que depois temos de pagar com suores esforçados noutros lados . Mundo cão que tão bem organizado está.

TT

SOCORRO! – The director’s cut

Eu não vi absolutamente nada de “movediço” na exumação valupiana de posts e comentários ( Socorro!) sobre a arte de bem-falar e pronunciar com olho crítico ou diacrítico. O JPC manteve o frio para poupar o coração e fez muito bem porque “movediço” nem sequer é sinónimo de “provocatório”. E nem merece a pena citar frases lapidares de linguistas respeitáveis que acham que “o correcto é aquilo que as comunidades linguísticas esperam”, senão ainda nos embaralhamos mais.

É que no fundo, se nos lembrarmos bem, a tempestade original até nem passara de mera aragem (quem discordará da hipotética explicação de que “carapau” há trezentos anos ou ontem à hora do almoço, no telejornal do Cadaval, se dizia “cara de pau”?) muito embora tivesse brevemente servido para se entrar na guerrilha do detalhe lingo-gramatical que esconde muitas vezes pequenas vaidades sob as capas dos argumentos farpantes. Onde o Valupi perdeu um pouco nessa discussão sobre os nevoeiros dos falares regionais foi quando insistiu escravizar-se ao regulamento, mostrando a toda a gente como é que se monta a égua branca da língua bem dita. A ele far-lhe-ia bem sentar-se numa poltrona em Londres a ouvir o correspondente da BBC em Belfast.

Sem ir muito longe, dou-vos um exemplo fresquíssimo e natural de corrupção, evolução e dinamização da língua: o Valupi, mal lhe virei as costas aqui há dias, transformou em “Delbert” o Delbet de que lhe falei com tanto entusiasmo. Nada de mal nisso, um simples descuido, se descuido foi, que nunca se sabe nesta freguesia. De temer, no entanto, é que esta tendência para acrescentar erres e erros possa levar daqui a 50 ou 100 anos, por acumulação e extrema ignorância, algum estudioso mal-informado de blogues vetustos a referir-se à pessoa de JPC chamando-o de Soão Cedro da Bosta, homem de grande ventosidade, cultura e capacidade intelectual que costumava desperdiçar muito do seu precioso tempo atrás de borboletas fanhosas ou barifónicas para arrancar sorrisos aos tolos e tolas das tolas.

TT

AU REVOIR, MONSIEUR PASTEUR

Acabei há dias de ler um livrito que importei de França, escrito por uma psicóloga e naturopata daquele país muito interessada nos problemas da alimentação e com um respeito muito grande pela Liberdade de ser o cidadão a decidir que tipo de tratamento lhe convém quando a doença lhe invade o organismo. No livrito intitulado Chlorure de Magnésie – un remède-miracle inconnu – Marie-France Muller introduz-nos nos conhecimentos duma substância de poderes curativos quase milagrosos, ou mitigantes, indirectamente conhecido por quase todos nós, não fosse a sua fonte mais importante a água do mar, onde o encontramos como composto natural – Cloreto de Magnésio.

A descoberta deste sal-pão-alimento, que é curativo por ser precisamente isso e muito natural, não é dessa senhora. A honra coube a um brilhante médico francês, Pierre Delbet, membro da Academia Francesa, que se ajudou da colaboração de muitos seguidores da mesma profissão que provaram e re-provaram e tornaram a provar as virtudes da substância vital num período que se estendeu do fim da Primeira Guerra Mundial aos anos cinquenta, quando a Big Pharma começou a mostrar os dentes da maravilha anti-biótica (cujas consequências agora carregamos como um fardo mórbido) e a estender tentáculos, revelando harmonia e consonância com os planos de certos grupos politicos apostados em conservarem o resto das tertúlias parlamentares em completa e vergonhosa ignorância dos avanços genuinos da ciência médica. Pierre Delbet foi dos primeiros, se não o primeiro, a apontar a relação inversa de magnésio dos solos e o cancro. Quanto mais magnésio menos cancro e vice versa.

A lista de doenças sobre as quais o Cloreto de Magnésio exerce uma influência antagonista ou de travão, e por isso salutar, frequentemente curativa e quase sempre redutora dos piores aspectos dos sintomas das doenças, ainda não foi completada porque é enorme. E tal seria de esperar porque o sal halogênico não é dirigido a nenhum órgão específico. A célula, que revitaliza, é o objectivo e quando se diz isso é do completo organismo que se está a falar.

Agora digam-me em que farmácias em Portugal é que se vende esse pó branco que parece açucar pilé, mas de gosto amaríssimo, para que todos possamos experimentar quando tivermos falta de tesão ou cabelos brancos, que também é, alegadamente, bom para isso, não se esqueçam os entradotes com problemas nessas áreas. Nota (triste): não há praticamente nada na blogosfera portuguesa sobre esta matéria, mas os nossos irmãos do Brasil estão, felizmente, muito mais bem informados que nós. O Chlorure de Magnésium é ainda obtenível em farmácias em França (seria uma vergonha que o não fosse) em “sachets” de vinte gramas que se adicionam a um litro de água que se bebe às pinguinhas conforme a gravidade das maleitas e a urgência dos casos.. Pesquise-se em francês para se ter uma ideia da sua re-descoberta e popularidade entre gente atacada por gripes, acnes, alergias, crises do feno, etc., etc., etc. Em Inglaterra, tadinhos que nunca ouviram falar disso em farmácias. I wonder why. Correction: I do not wonder at all.

E não se esqueçam de se aconselharem com o sô doutô, antes de tomarem qualquer decisão “precipitada” em relação ao naturalíssimo e muito terapêutico Cloreto de Magnésio cujas virtudes têm andado encapotadas há tantos anos. Felizmente ainda há memória, mas pelo andar da carruagem não é por muito tempo, que os livros já se andam a queimar mesmo sem labaredas.

TT

Inquérito Aspirina B

Se há uma coisa que adoro e que considero extremamente útil são as votações on-line. Para além de ser um mecanismo absolutamente infalível para nos sentirmos úteis (pessoalmente, não dispenso nunca exprimir as minhas opiniões no vil HTML pelo menos 5 vezes por dia), é também uma forma gira de passarmos o tempo, esse grande oleiro. Há dois anos atrás, raro era o blogue que não tivesse, pelo menos, uma votação onde pudéssemos transformar as nossas opiniões em gráficos numéricos (o registo verbal, como podem verificar neste post, deixa sempre muito a desejar). Hoje em dia, é dificílimo ter acesso a uma votação on-line e as que existem fazem perguntas verdadeiramente parvas sobre temas tão desinteressantes como a interrupção voluntária da gravidez, a globalização, o código de trabalho, a corrupção ou o desempenho do governo de José Sócrates. Claro que há excepções. A maior delas é o Público que pergunta diariamente o que realmente interessa. Hoje, por exemplo, temos:

pubinquerito.jpg

que é um dos temas que mais urge discutir se algum dia queremos perceber a sociedade portuguesa. Inspirado nesta sublime referência, pensei que o Aspirina B também poderia contribuir para o tão adiado renascimento das votações on-line na blogosfera portuguesa. Deixo assim a minha modesta contribuição, na esperança que mais pessoas sigam o meu exemplo. Não se esqueçam é de escolher bem as perguntas.


PROCESSO ARQUIVADO POR FALTA DE PROVAS

Não são um ou dois comentários tansos ao post do Afixe sobre férias judiciais que me impedem de registar aqui o meu louvor à maneira profissional como ele expôs o problema que já o incomoda, tudo indica, há algum tempo. Escrita limpa, diria até que de juiz militante, em prol da sua classe. Mais difícil é saber se a Quitéria Barbuda, mesmo com um sobrinho agravista na comarca de Paço d’Arcos, gostou tanto como eu. Mas sei da pergunta que inevitavelmente assomou aos lábios daqueles que já sabem o que a casa do tra-lá-lá gasta. Se a bagunça do não-te-rales é geral de norte a sul em todos os departamentos do trabalhador público disfuncional de passar atestados, diplomas e receitas, por que não, já agora, nos serviços que em princípio deveriam zelar pelo bom funcionamento de tribunais mesmo quando a maior parte dos juízes anda a beber pinas coladas e bloody marys pelos estaminés de Albufeira?

Confesso que nunca me passou pela cabeça haver necessidade de rotatividades nesse sector para harmonizar escalas de férias que não entupam o sistema. Caramba, gente tão acima do resto do pobre vulgo! Isto deve ser um belo exemplo de democracia ao vivo e em acelerado ou a toque da corneta bruxelloise! E eu que andava a pensar que férias judiciais eram só os fins-de-semana de acampar há muitos anos com os meus amigos na praia do Júdice, perto das Alforrencas — mas só quando encontrava algum magala que fizesse por mim o serviço de faxina à padaria do quartel, a troco de vinte paus.

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FOOD FOR BODY AND MIND (Part one)

Ask any conspiracy theorist worried about nutrition and he will tell you (with more conviction than is needed to write this) that the surest way of keeping the mind strong, healthy and under control is giving our bodies some well measured, preferably uncontaminated food – the food that allows that mind to function to perfection and in freedom. And he will probably let you know, just for the record, that keeping our mucosae in daily contact with all important micro-nutrients is part of the secret which helps us to see the world in a way far beyond the reach of those who fill their supermarket trolleys with two-litre bottles of coke and three-for-two giant pizzas not baked by our grandmothers in Italy. If in good mood, our conspiracy theorist will also tell you about mineral transmutations inside plants and animals in complete disagreement with official scientific beliefs.

Let’s just say our nutrition-fixed conspiracy theorist friend is making a very important point. However, we have the right to wonder how much this nutrition-for-perfect-health culture is already showing signs of incautiousness and ineffectualness. Or perhaps showing something even more serious: that the whole thing is becoming a tool in the hands of the very same masters of those governmental bodies and agencies all the time feigning to be, in the name of science and common sense, very concerned about our “ridiculous” fad of ingesting a plethora of lab manufactured nutrients. From a pessimist’s point of view, a future for US is being planned by THEM, using our own hurriedly chosen weapons from THEIR carefully elaborated catalogues. Visions of well organized vitamin C and B-complex mafias, with all the usual government/police connections, or of alpha-lipoic acid pushers at work in the dark corners of the big cities, are not farfetched. Be sceptical and look inside your tablet, while you have time.

If we are learning anything from those bits of historical truth and maverick science reaching us every day, apparently without the consent of the powers which have been ruling the world for many centuries, we can bet without much fear of losing, that every major social fad (from nutrition awareness to regenerated/modernized beliefs in the “democratic” process, or God, Pop Music or Sport, all requiring some sort of widespread robotic dedication and involvement) is bound, sooner or later, to become another clever political toy in the hands of extremely intelligent bully boys.

With historical persistence and cunning and power for observation and plan, the master-manipulators will do their best to reform, redirect, reshape or reconstruct our fervours and love for new ideas and products. THEY will always be prepared to provide us with the required chemistry, the salt and pepper standing next to every pre-written menu, and nothing will be left to chance when it comes to matters of feeding our illusions or stomachs. The cooks of history will always keep an eye on our preferences and changes of taste. They will, if they have not already been waiting for it, carefully observe our growing passions or diminished interest for anything that pops up naturally. Fancy some Viagra or olive oil? No problem, sir. They will keep your fake orgasmic juices flowing with one “manusaturated” hand while the other grabs all the virgin olive groves in the world.

Those among us who know that there are large chunks of information unashamedly and criminally kept away from shelves in public libraries and food stores (call it “organic” or uncontaminated History if you like) will have no problem with telling who in fact has been gaining most and more regularly from social salads with a pinch of intrigue; from coups d’état, popular revolutions, patriotic orgasms, local wars, general strikes, international wars and wars of independence, all masked as desirable, necessary and inevitable social upheavals for the benefit of variable portions of the human race; they will have no problem with pointing almost exactly who has truly gained most from working-class chanting and flag-waving masked as effective and genuine trade-unionism; who has profited most from perversion of our minds and feelings dressed as epoch-making artistic and literary movements; from medical wizardry and technological feats with the intent of concealing and distracting us from the real discoveries.

Political master-manipulators may not have been many at any time in History. Nonetheless, in spite of their small numbers, they have always been able, from the heights of their positions of direct or indirect power, to be one step ahead of everybody else, particularly ahead of hard-working, honest people on this planet, using religious and political cunning, selling, buying, renting ideas or perverting them, falsifying History, patronising the sort of philosophical outburst which better served their plans – all made possible by loads of corrupting and corruptive gold to fulfil the selfish dreams and expectations of many and concurrently and designedly providing Humanity with the hard-to-die belief that every single important event in History was and is the unplanned result of chaotic forces in society. A load of “academic” bull, and they know that.