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	<title>Aspirina B &#187; susana</title>
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		<title>anúncio com uma lágrima de crocodilo no canto do olho</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há tempos deixei aqui este comentário:
a susana tem andado soterrada debaixo do trabalho e demais assuntos que foi deixando pendurados enquanto andou algum tempo dependurada nos blogues. lê regularmente o aspirina, que eu sei, mas evita comentar para não prolongar suspensões. vai deixar o aspirina por não fazer sentido estar não estando, mas ainda não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há tempos deixei aqui este comentário:</p>
<blockquote><p><em>a susana tem andado soterrada debaixo do trabalho e demais assuntos que foi deixando pendurados enquanto andou algum tempo dependurada nos blogues. lê regularmente o aspirina, que eu sei, mas evita comentar para não prolongar suspensões. vai deixar o aspirina por não fazer sentido estar não estando, mas ainda não encontrou vagar para escrever a sua lacrimosa despedida.</em></p></blockquote>
<p>A verdade é que tenho andado a procrastinar. Por nenhuma razão especial além da apontada acima, associada ao desejo de deixar uma mensagem significativa do prazer que experimentei neste lugar e em tão boa companhia.<br />
Assim, concluo agora o processo: saí.</p>
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		<title>o balido dos inocentes</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jun 2008 11:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A mão pousava os dedos espalmados na beira do balcão, com o braço a sustentar o peso do corpo em fuga ligeira à ortogonalidade. Está tudo sempre a cascar nos militares, mas queria ver se viesse a guerra. Quando é a guerra, aí já nos querem. Aí é que ficam a saber o horror da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mão pousava os dedos espalmados na beira do balcão, com o braço a sustentar o peso do corpo em fuga ligeira à ortogonalidade. Está tudo sempre a cascar nos militares, mas queria ver se viesse a guerra. Quando é a guerra, aí já nos querem. Aí é que ficam a saber o horror da guerra, não é como imaginam. Olhe, digo-lhe: o meu amigo se houvesse guerra até me confiava a sua mulher para eu dormir com ela! Nas bochechas do rapaz, de uns vinte anos, vê-se um esforço de contenção que obriga a substituição do riso por um esgar de cortesia.<br />
O homem na reserva debruça-se para a frente, olha de esguelha para mim e levanta o tom de voz. E a corrupção? Andam todos a meter dinheiro ao bolso, mas quando são os militares cai tudo em cima. Nós que somos os primeiros a castigar os nossos, nós que temos uma ética! Agora os políticos, e as estrelas, anda tudo à solta. O único que foi dentro foi o Vale e Azevedo. É sempre assim: os grandes safam-se, quem vai dentro é a <em>lana caprina</em>.</p>
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		<title>eu cá não dou um tostanito</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 23:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No exame nacional de língua portuguesa, o meu filho não soube responder apenas à pergunta nº 7. Tive pena, porque o texto a que se refere* é belo e esperaria que ele tivesse sido capaz de uma qualquer interpretação do excerto apresentado, solicitação enunciada pela pergunta. Há tempos encontrei um apontamento dele, do ano passado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No exame nacional de língua portuguesa, o meu filho não soube responder apenas à pergunta nº 7. Tive pena, porque <a href="http://sweetmonkey.blogs.sapo.pt/21738.html" target="_blank">o texto a que se refere</a>* é belo e esperaria que ele tivesse sido capaz de uma qualquer interpretação do excerto apresentado, solicitação enunciada pela pergunta. Há tempos encontrei um apontamento dele, do ano passado, que rezava:</p>
<blockquote><p><em>Eu acho que neste texto o autor brincou com a palavra «preciso», pois é preciso navegar para pescar no alto-mar, para haver peixe no mercado </em>[ah, a actualidade desta frase...]<em>, para descobrir novas terras e para se viajar por mar para outros países. Além do mais se uma pessoa quer navegar tem que ser precisa, senão embate contra as rochas. Na minha opinião o verso «Navegar é preciso» é um verso interessante e bom e por isso concordo com ele. Já não concordo com o verso «Viver não é preciso», pois não há morte sem vida e o mundo seria uma desolação. Eu acho que este verso também tem um segundo significado, pois há pessoas que não fazem nada se não viver e outras que fazem tudo excepto viver. Por isso, apesar de não concordar com ele, acho que é um bom verso e merece ser explorado.</em></p></blockquote>
<p>O puto tem indubitável paleio. Não entendo porque não terá ele sido capaz de engendrar uma resposta, por manhosa que fosse. E vós, mesmo de graça, quereis tentar?</p>
<blockquote><p><em>7. No final do texto, o autor declara: «Sorrir assim, mesmo sem olhos que nos recebam, é o verbo mais transitivo de todas as gramáticas. Pessoal e rigorosamente transmissível. O ponto está em haver quem o conjugue.»</em></p></blockquote>
<p>*<span style="font-size: 10pt; font-family: 'Courier New'" lang="PT">Encontrei aqui o texto, embora não na versão mais extensa (e também não integral) que surge no enunciado de exame.<span style="font-size: 10pt; font-family: 'Courier New'" lang="PT"></span></span></p>
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		<title>a próxima a levar é a clix</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 02:09:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há coisas que me irritam. Coisas que irritam a ponto de apetecer descarregar. Quando fico assim apetece dar pontapés em objectos pela rua fora. Antigamente havia sempre umas pedras da calçada soltas ou uma garrafa, ou uma lata, até uma carica para pontapear nos passeios. Mas agora só cagalhotos de cão escapam ao zelo varredor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há coisas que me irritam. Coisas que irritam a ponto de apetecer descarregar. Quando fico assim apetece dar pontapés em objectos pela rua fora. Antigamente havia sempre umas pedras da calçada soltas ou uma garrafa, ou uma lata, até uma carica para pontapear nos passeios. Mas agora só cagalhotos de cão escapam ao zelo varredor das funcionárias que cumprimento todas as tardes aqui na rua, trabalho ingrato. Isso também irrita, que se vão os detritos pontapeáveis e fiquem os dejectos que não dá jeito nenhum tocar com a biqueira, mas ainda encontra alguma compreensão e louvor.<br />
O que verdadeiramente me irrita é a TMN e as trocas de pontos. Nas operadoras francesas pode-se trocar os pontos todos pelo telefone xpto que se quiser e o número dos ditos comportar, e assim é que devia ser. A transacção reduz-se ao valor simbólico de um mísero eurito e assim é que deveria ser sempre. Gostava de me sentir compensada pelo esquema. Ou bem que têm uma legítima vontade de beneficiar o cliente que exagera nas chamadas e nas mensagens escritas e ainda abusa do gprs, ou andam na palhaçada. A fidelização é um logro e a minha queda de cão fiel inevitável.</p>
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		<title>o grelo e a pedra</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 17:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A bicicleta passava ainda era dia e noite. Encostava-a à parede e seguia a pé para o campo, atrás do carro de mão. Aparece-me ligado à memória do lugar, paisagens substituídas. Um rosto afogueado a emergir dos feijoeiros, galochas avistadas por entre as videiras, som de borracha sobre o saibro. Uma sombra de viúvo pairava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A bicicleta passava ainda era dia e noite. Encostava-a à parede e seguia a pé para o campo, atrás do carro de mão. Aparece-me ligado à memória do lugar, paisagens substituídas. Um rosto afogueado a emergir dos feijoeiros, galochas avistadas por entre as videiras, som de borracha sobre o saibro. Uma sombra de viúvo pairava no ar dele, largos anos antes de a mulher lhe sobreviver. A ela só conheci um nome: <em>a mulher do Francisco</em>, por quem perguntava sempre. Na resposta descrevia meteorologias somáticas, porque a senhora trazia todo o tempo uma dor acoitada no corpo, em geografias diferentes.<br />
Encontrava-o e apresentava-me o pulso. Eu gostava de lhe apertar a mão cheia de calos, as unhas contornadas por uma linha preta fechada. Havia nelas o atrito da terra, colada pelo suor. Na banda filarmónica tocava triângulo. O orgulho levantava-lhe o queixo feliz ao fazer tinir os ferrinhos, já com as faces congestionadas dos copos de vinho branco.<br />
Num dia em que lhe dei umas roupas de homem, um pouco usadas mas de boa medida, deu-me um saco de supermercado cheio de nabos e dois de batatas. Apanhava-os num bocado de terra que roubara às silvas, deitando-lhes fogo, e onde cresciam sem cuidados que não os da chuva e da compostagem de folha e mato cortado que para ali se arrastava.<br />
As batatas eram daquelas que acodem ao nome de tubérculos. Grandes e com formas variadas de saliências múltiplas. Por dentro havia porções nodosas e escuras, tive que as retirar com a ponta da faca, e descascá-las era tarefa de minúcia. Grelaram em pouco tempo. Os nabos não respeitavam o cânone do bolbo invertido e há muito que não tinham rama de nabiça, quanto mais grelo.<br />
A lógica da batata é a de crescer para fora. Nós, grelamos por dentro. O Francisco trazia no bolso uma das pedras que expelira dos rins. Descrevia a agonia com caretas, a saltar de um pé ao outro como se estivesse aflitinho para deitar outra fora. A pedra era então retirada do bolso das calças e mostrada sobre a palma aberta. Uma minúscula batata de compra fossilizada, irregular e porosa. Fazia menção de lhe pegarmos. Quando não lhe devolvi a mão que me estendia recolheu o braço e fechou devagar os dedos, com medo de magoá-la. Sorriu primeiro com uma metade da boca e depois com a outra, invertendo a comissura. Baixou as pálpebras e deu meio passo atrás, condoído de si por simpatia com a pedra. Companheira do sofrimento físico a que se submetera, e que tanto lhe dava a contar, a pedra era tanto causa como consequência. Não era símbolo nem medalha; era o sintoma da sua bravura.</p>
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		<title>ao lado da ementa da semana, colado no portão da escola</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 21:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[afecto
Desde que comera o pai, após o seu suicídio, habituara-se a farejar os mortos em busca da proximidade mórbida. Não era gula que sentia, apenas a necessidade de preencher um espaço sombrio que se insinuava entre o ventre e o coração. Ora, como era frágil de estômago, vomitava quase de imediato. E embora não tivesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>afecto</strong></p>
<p>Desde que comera o pai, após o seu suicídio, habituara-se a farejar os mortos em busca da proximidade mórbida. Não era gula que sentia, apenas a necessidade de preencher um espaço sombrio que se insinuava entre o ventre e o coração. Ora, como era frágil de estômago, vomitava quase de imediato. E embora não tivesse público, sentia-se sempre envergonhada. O velório do marido foi, assim, uma vitória pessoal. Perante uma assistência relativamente vasta, comeu primeiro o nariz, depois uma orelha, e por fim, na euforia da recém descoberta capacidade de retenção, atacou com volúpia a coxa direita do homem. O sucesso foi notório. Todos vomitaram, excepto ela.<br />
</em><br />
<strong>eu sei que tu sabes quem sou</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>compras por catálogo</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 23:46:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aqui
Manual de instruções:
Esperar e não mexer, que mexe sozinho. Ligar o som.
(Descoberto ali.)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://producten.hema.nl/" target="_blank">Aqui</a></p>
<p>Manual de instruções:<br />
Esperar e não mexer, que mexe sozinho. Ligar o som.</p>
<p>(Descoberto <a href="http://sem-se-ver.blogspot.com/" target="_blank">ali</a>.)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>no sábado</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 20:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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Não se deixem enganar pelo Carlos. É de carols que se trata. Aquelas peças de canto coral que fazem crescer as crianças inglesas no amor à música enquanto lhes afinam a voz e a sensibilidade. Razões de cultura que permitem a revelação de fenómenos como este e que tão pouco alimento têm nas nossas imediações. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://aspirinab.com/ficheiros/cartaz-7-juno-2008.jpg" alt="cartaz-7-juno-2008.jpg" /></p>
<p>Não se deixem enganar pelo <a href="http://www.ul.pt/portal/page?_pageid=173,493225&amp;_dad=portal&amp;_schema=PORTAL" target="_blank">Carlos</a>. É de <a href="http://www.musicweb-international.com/britten.htm" target="_blank"><em>carols</em></a> que se trata. Aquelas peças de canto coral que fazem crescer as crianças inglesas no amor à música enquanto lhes afinam a voz e a sensibilidade. Razões de cultura que permitem a revelação de fenómenos como <a href="http://br.youtube.com/watch?v=QWNoiVrJDsE&amp;feature=related" target="_blank">este</a> e que tão pouco alimento têm nas nossas imediações. Vale a dedicação de uns poucos e a atenção que lhes dermos se queremos um tanto para nós. Quando os nossos filhos vêem meninos como eles a fabricar tecido musical com instrumentos tão acessíveis como a voz, o futuro tem mais mundo. Para nós o garante de umas lágrimas comovidas; eu, pelo menos, choro sempre.</p>
<p>Organizem excursões familiares, convençam estranhos na rua, gritem aos quatro ventos. A Aula Magna tem de encher. O coro infantil merece-o e com a escassez crescente de apoio ao ensino da música, eis uma oportunidade de mostrarmos que estamos desse lado. Entretanto fica um perfume de outras interpretações do mesmo.</p>
<p><object width="425" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6e8IaIUQP64&#038;hl=en&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;border=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/6e8IaIUQP64&#038;hl=en&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="349"></embed></object></p>
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		<title>na bica de água</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 18:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem, na feira do livro. Espero na fila da bica de água, distraída com os meus filhos e as suas reclamações. Não vejo quem está à frente. Ambos bebem e depois é a minha vez. O papel estava colado pela água, rasgado, um pouco desfeito, mas reconheci-lhe a escrita. A lápis, astucioso. Secou sobre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#339999">Ontem, na feira do livro. Espero na fila da bica de água, distraída com os meus filhos e as suas reclamações. Não vejo quem está à frente. Ambos bebem e depois é a minha vez. O papel estava colado pela água, rasgado, um pouco desfeito, mas reconheci-lhe a escrita. A lápis, astucioso. Secou sobre a relva, enquanto comíamos churros.</font></p>
<p><strong><em>Desejo</em></strong></p>
<p><em>Vendo-o assim na beira do passeio, bengala hesitante, acorri.<br />
Prontamente, ofereci-me para amparar o seu andar cego, fascinada pelo olho abjecto, cor de borracha rotring. Sem uma palavra, peguei na mão dele e poisei-a no decote. Senti-lhe as pernas a fraquejar. Não foi difícil conduzi-lo então ao beco, onde o abandonei, acto contínuo.<br />
Ao longe, fiquei a admirá-lo, deitado no chão, a borracha rotring perplexa por entre os pontapés dos dois homens.</em></p>
<p><strong>eu sei que tu sabes quem sou</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>fuck buddy</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 21:13:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A amiga andava carente, faltava-lhe o sorriso bonito. E elas não descansaram até lhe arranjarem um amigo colorido. Primeiro sondaram no círculo de amizades mais próximas. Depois foi a vez dos anúncios nos periódicos e dum périplo pela internet. Acabaram por descobri-lo no centro de Lisboa, mesmo ao lado da caixa registadora, num estabelecimento do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A amiga andava carente, faltava-lhe o sorriso bonito. E elas não descansaram até lhe arranjarem um amigo colorido. Primeiro sondaram no círculo de amizades mais próximas. Depois foi a vez dos anúncios nos periódicos e dum périplo pela internet. Acabaram por descobri-lo no centro de Lisboa, mesmo ao lado da caixa registadora, num estabelecimento do pequeno comércio tradicional.<br />
Quando entraram não deram logo por ele. Vaguearam, indecisas, entre os expositores. Ao balcão, onde se dirigiram para perguntar se a loja dispunha de gabinete de provas, foram recebidas por um riso nervoso. E foi então que o viram, altaneiro, mesmo ali. Uma disse para a outra que embora os homens não se medissem aos palmos, aquele tinha um bom palminho de caras. Estava encontrado o amigo colorido. Era roxo, e usava pilhas AA. Em volta via-se o que pareciam ex-votos para a impotência, ou pilas de defuntos. A outra disse para a uma que se fosse viúva daquele, do lado esquerdo, também o teria entregado às mãos do taxidermista.<br />
Radiante, a amiga agradeceu muito. Agora tinha um marido de bolso que, ao contrário dos homens, perdia status ao passar a objecto de segunda mão. Tinha a desvantagem de lhe sussurrar aos ouvidos como um robot de cozinha, mas isso até aumentava a familiaridade, dando-lhe a sensação de se conhecerem há muito. Entrou imediatamente ao serviço, embora na primeira noite não tenha entrado na totalidade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>entre dois folhetos publicitários presos pelo limpa-pára-brisas</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/susana/entre-dois-folhetos-publicitarios-presos-pelo-limpa-para-brisas/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 16:45:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Susana]]></category>

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		<description><![CDATA[ternura
O que mais a incomodava não era nem a saliva viscosa, nem as unhas dos pés amarelecidas. Era apenas um velho, que pouco mais trabalho lhe dava que uma ejaculação octogenária por semana.
O que já não suportava, isso não, era a ternura do olhar dele no momento de se vir. Nessa tarde, foi com alívio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>ternura</strong></em></p>
<p><em>O que mais a incomodava não era nem a saliva viscosa, nem as unhas dos pés amarelecidas. Era apenas um velho, que pouco mais trabalho lhe dava que uma ejaculação octogenária por semana.<br />
O que já não suportava, isso não, era a ternura do olhar dele no momento de se vir. Nessa tarde, foi com alívio que, imediatamente antes do clímax, lhe poisou a almofada sobre o rosto, expiando para sempre o afecto. Nada lhe coube em herança, bem entendido.</em></p>
<p><strong>eu sei que tu sabes quem sou</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>tarde no Aspirina B</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 15:20:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://aspirinab.com/ficheiros/moscas1.jpg" alt="moscas1.jpg" /></p>
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		<title>encontrado ao fim da tarde sobre a mesa do café</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 13:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[desprezo
Jazia morto na estrada. Aproximei-me.
Ao ritmo lento da decomposição, bailava um sorriso involuntário na face já ausente de carne. Retribuí o sorriso, com desprezo. Baixei-me, tirei-lhe o dinheiro. Voltando-me esqueci-o de imediato. Os mortos não merecem memória.

 eu sei que tu sabes quem sou
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>desprezo</strong></em></p>
<p><em>Jazia morto na estrada. Aproximei-me.<br />
Ao ritmo lento da decomposição, bailava um sorriso involuntário na face já ausente de carne. Retribuí o sorriso, com desprezo. Baixei-me, tirei-lhe o dinheiro. Voltando-me esqueci-o de imediato. Os mortos não merecem memória.<br />
<strong><br />
</strong></em><strong> eu sei que tu sabes quem sou</strong></p>
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		<title>heterotopia salicílica</title>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 00:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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Temos um post, no Aspirina, agendado para um futuro incerto, data marcada. Já se falou em apagá-lo, mas eu quis preservar-lhe a presença. Com o sugestivo título «Desta não estava à espera», mantém-nos expectantes, mesmo sabendo que esta não chegará. A escrever direito por linhas tortas. Cada dia que passa, o futuro fica mais grávido. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://aspirinab.com/ficheiros/heterotopia1.jpg" alt="heterotopia1.jpg" height="266" width="460" /></p>
<p><img src="http://aspirinab.com/ficheiros/heterotopia21.jpg" alt="heterotopia21.jpg" /></p>
<p>Temos um post, no Aspirina, agendado para um futuro incerto, data marcada. Já se falou em apagá-lo, mas eu quis preservar-lhe a presença. Com o sugestivo título «Desta não estava à espera», mantém-nos expectantes, mesmo sabendo que <em>esta</em> não chegará. A escrever direito por linhas tortas. Cada dia que passa, o futuro fica mais grávido. Gosto de assistir a este fenómeno: a vida a somar-se e o tempo que falta aumenta. Um devir a inflar, uma data prevista cada vez mais distante. Longevidade acrescida, esperança de vida eterna. Envelhecemos e o nosso tempo aproxima-se do infinito. Rica cenourinha.<br />
Se mais provas faltassem para a sua existência, certificamo-nos, aqui, de que Deus anda pelo Aspirina B.</p>
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		<title>a minha mizinha e eu bem dizíamos que o messenger e a emoticon-dependência haviam de alterar o discurso oral (no que fomos evidentemente pioneiras, originais), mas não pensámos que tal chegasse aos vocalizos estereotipados de expressão automática</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 12:33:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Susana]]></category>

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		<description><![CDATA[E ontem o meu filho contou-me que alguns colegas, quando se riem, em vez de darem uma boa gargalhada exclamam LOL.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>E ontem o meu filho contou-me que alguns colegas, quando se riem, em vez de darem uma boa gargalhada exclamam LOL.</p>
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		<title>Johnny Depp?</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 15:28:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.culturekiosque.com/travel/item12038.html" target="_blank"><img src="http://aspirinab.com/ficheiros/self-portrait-or-desperate-man-gustave-courbet.jpg" alt="self-portrait-or-desperate-man-gustave-courbet.jpg" /></a></p>
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		<title>fim de semana musical entre dois pólos</title>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 14:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Susana]]></category>

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		<description><![CDATA[Consegue obter-se uma índice máximo de anuências gestuais num concerto de metal. Em nenhum outro género musical faz mais sentido a expressão «abanar a carola». O metaleiro deve ter boas vértebras cervicais para dançar como um verdadeiro strobe humano. A luz vem dos reflexos no cabelo. Há uma percentagem maior de cabelos compridos num concerto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Consegue obter-se uma índice máximo de anuências gestuais num concerto de metal. Em nenhum outro género musical faz mais sentido a expressão «abanar a carola». O metaleiro deve ter boas vértebras cervicais para dançar como um verdadeiro <em>strobe</em> humano. A luz vem dos reflexos no cabelo. Há uma percentagem maior de cabelos compridos num concerto de dark metal do que no Maria Lisboa. Cheirando o ar, entre o fumo tabágico e a cerveja, detecta-se um perfume adocicado. Não, não é erva. Já sei: champô. Amaciadores. Mousse e gel wetlook. Alguns com aroma de frutas. Os metaleiros são fofinhos.<br />
E a música? Muito boa. Não é a minha onda, mas gosto sempre de ouvir bons músicos. E o tom épico das melodias condiz muito bem com os rugidos à rei leão. O som estava fraquito, e agora quero poder assistir, em boas condições acústicas, a outro concerto dos <a href="http://www.myspace.com/desireband" target="_blank">Desire</a>. Cheguei à conclusão de que o dark metal, e até o doom, são muito mais bonitos que o vulgar metal.</p>
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		<title>missa de sexta-feira à noite</title>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2008 17:13:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Susana]]></category>

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		<description><![CDATA[A igreja de S. Domingos está em ruínas desde 1954. Ou será que o incêndio foi em 58? Alguns dizem mesmo que aconteceu em 59. Nos anos 90 trataram de pôr-lhe uma abóbada, agora esponjada com pigmentos naturais. Mas se pusermos a mão em pala sobre os olhos continuamos a ter as ruínas e tapamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A igreja de S. Domingos está em ruínas desde 1954. Ou será que o incêndio foi em 58? Alguns dizem mesmo que aconteceu em 59. Nos anos 90 trataram de pôr-lhe uma abóbada, agora esponjada com pigmentos naturais. Mas se pusermos a mão em pala sobre os olhos continuamos a ter as ruínas e tapamos a luz que se acende acima do coro, no altar, e que fere os olhos. Abaixo da mão, as paredes, fantasmagoria romântica, e os rostos. Testas, malares e cabelos iluminados pelo foco demasiado forte. <a href="http://www.fenprof.pt/?aba=57&amp;cat=185&amp;doc=3405&amp;mid=123"><em>Missa Tiburtina</em> de Giles Swayne</a>, peça difícil de executar. <a href="http://www.amazon.com/Swayne-Choral-Works-Graham-Titus/dp/B000007NKJ" target="_blank">A missa cantada</a> intercala com mensagens faladas, políticas. Não gostei dos textos. O coro grita protestos e sussurra lamentos, cantando. Estranho, belo. As mãos abertas recortadas sobre o negro dos livros de partituras, perdidas de quem pertencem, quando a luz se acende e a música recomeça. Uma família de músicos quase enche a igreja, entre actuantes e espectadores. Tanta família reunida numa igreja, parece um curioso casamento. Gostei de não gostar do que não gostei, por ter gostado tanto do que gostei.</p>
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		<title>anarca 100 pitadas manco</title>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 16:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Susana]]></category>

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		<description><![CDATA[Cada nica 100 porta mansa
Croma 100 a pinta cansada
Rosna, mata 100 pica, dança
Narcisa canta 100 pomada
100 mainada pancas troca
100 psico-drama na catana
Da anca dá sã trip 100 moca
Ponta 100 risca cá da mana
Casa 100 picada na montra
Dá post 100 ar, anima cancã
Ama 100 pisca, anda contra
Ansa 100 cinta, madraço Pã
100 cara capta na sina dom
Trinca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada nica 100 porta mansa<br />
Croma 100 a pinta cansada<br />
Rosna, mata 100 pica, dança<br />
Narcisa canta 100 pomada</p>
<p>100 mainada pancas troca<br />
100 psico-drama na catana<br />
Da anca dá sã trip 100 moca<br />
Ponta 100 risca cá da mana</p>
<p>Casa 100 picada na montra<br />
Dá post 100 ar, anima cancã<br />
Ama 100 pisca, anda contra<br />
Ansa 100 cinta, madraço Pã</p>
<p>100 cara capta na sina dom<br />
Trinca a 100 mosca panada<br />
Catarina, pancada 100 som<br />
Cinco atrás mapa <a href="http://www.100nada.net/" target="_blank">100nada</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>exposições independentes II</title>
		<link>http://aspirinab.com/visitas-antigas/susana/exposicoes-independentes-ii/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 23:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>susana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Susana]]></category>

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		<description><![CDATA[Os graffiti são tão perenes que incomodam populações e autarquias. Embora após Basquiat mais nenhum artista saído da rua tenha podido contar com roubos de paredes inteiras por potenciais coleccionadores sem dinheiro, os graffiti ascenderam ao estatuto polémico de obras de arte, para os que os vêem neles uma curte de expressão cultural street, grunge, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os graffiti são tão perenes que incomodam populações e autarquias. Embora após <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Michel_Basquiat" target="_blank">Basquiat</a> mais nenhum artista saído da rua tenha podido contar com roubos de paredes inteiras por potenciais coleccionadores sem dinheiro, os graffiti ascenderam ao estatuto polémico de obras de arte, para os que os vêem neles uma curte de expressão cultural <em>street</em>, <em>grunge</em>, ou pop. Outros, ainda, encontram nesta actividade uma terapia ocupacional para prospectivos meliantes. A cultura de massas na sociologia de arte ou a <em>arte</em> em acção social. A maioria considera-os uma violação do espaço público, uma porcaria, uma praga.<br />
Certo é que a banalização da tomada de paredes alheias como suporte traz muitas vezes experiências felizes. Uma animação produzida em Buenos Aires apaga, por acréscimo, o tagging que prolifera pelas ruas. O autor usa as paredes e o chão para os desenhos que somam as frames filmadas. Como isto acontece num espaço exterior, em luz diurna, e os desenhos são executados sobre as superfícies dos muros e pavimentos, o tempo acaba também fixado na acção, variando as sombras e as horas do dia à velocidade impressa pela animação. Deixa de ser fundo, para ser movimento. O filme parece fazer-se a si próprio, como se o organicismo dos desenhos tomasse conta dos eventos e se estendesse ao cenário, engolido e regurgitado. Uma experiência háptica num filme de animação, que aposto até o Valupi irá gostar.</p>
<p><object width="400" height="300"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=993998&amp;server=www.vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=993998&amp;server=www.vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"></embed></object><br /><a href="http://www.vimeo.com/993998?pg=embed&#038;sec=993998">MUTO a wall-painted animation by BLU</a> from <a href="http://www.vimeo.com/blu?pg=embed&#038;sec=993998">blu</a> on <a href="http://vimeo.com?pg=embed&#038;sec=993998">Vimeo</a>.<br />
Descoberto <a href="http://perseverancadoproposito.blogspot.com/">aqui</a>.</p>
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