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Re-Intermitência

 

 

 

“Agora que te conheço tão bem, vejo-me forçado a admitir que tens toda a razão quando dizes que soubeste como envelhecer”, confesso, entre um beijo quente e outro, a M. “Mas, na realidade, prefiro aquelas que souberam como não envelhecer”, acrescento. E, delicadamente, retiro a minha língua de dentro da boca dela.

Intermitência

 

 

 

 

“O Dioguinho disse-me que te viu enfiar o teu pénis enorme dentro de uma mulher que ele nunca tinha visto antes”, diz-me, tortura e tormento, C. “É verdade? É”, pergunta-me, desesperada. “Sim, é verdade”, confesso. “O meu pénis é, de facto, enorme”, concluo, orgulhoso, antes de, com um brilho nos olhos, o afagar carinhosamente.

Intermitência

 

 

 

 

“Disse, desde sempre, à minha esposa que só poderia, algum dia, porventura, traí-la se estivesse completamente sob o efeito do álcool”, explico, calma e objectividade, a F., uma loira espampanante que conheci na biblioteca. “Estou, por isso, a cumpri-lo à risca”, finalizo. E continuo, com método e paciência, a cobrir, com álcool etílico, o sexo erecto.

Intermitência

 

 

 

 

“Costumam dizer que eu sou parecido com o Nuno Gomes, aquele avançado do Benfica”, digo, estilo e pose, a uma morena sensual que conheço no bar do bairro. “Vês como é verdade”, reitero, orgulhoso, horas mais tarde e já no sofá da casa dela. E continuo, sem sucesso, a tentar acertar com o meu pénis no sexo aberto dela.

Intermitência

 

 

 

 

 

“O Diogo disse-me que te viu a beijar uma senhora que ele nunca tinha visto antes”, diz-me, revolta e angústia, C. “Achas isso bem? Achas”, pergunta-me, desesperada. “Claro que não. É absolutamente vergonhoso”, respondo, assertivo. “É imperdoável que um filho meu seja um queixinhas”, finalizo, antes de, magoado, me refugiar no quarto.

Re-Intermitência

 

 

 

 

 

 

“Filho, vai dizer ao teu pai para vir aqui à cozinha”, pede a mulher de avental. Passos apressados da criança traquina. Na sala, um homem de comando na mão, televisor pela frente. “Onde vais, filho”, pergunta, curiosidade que se cheira, ao menino que se prepara para abandonar a casa. “Vou dizer ao senhor Fonseca dos electrodomésticos para vir ter com a mãe à cozinha”, explica o petiz. E sai, decidido, na direcção da rua.

Re-Intermitência

 

 


“E deste, gostas”, pergunta-me, entusiasmada e viva, F., ao mesmo tempo em que aponta para a zona dos seios. “Sim, fica muito bem. Ainda melhor do que o modelo anterior”, respondo. “Óptimo. É maravilhoso saber que, ao contrário de todos os outros homens, não achas que o meu peito é demasiado grande”, confessa-me, feliz e aliviada. “Porque haveria de pensar isso”, pergunto-lhe, surpreso. E, alegres e de braço dado, abandonamos a loja de pára-quedas.