Seguro confia na matemática, na falta dela

Sobre António Costa e o vídeo da Quadratura do Círculo, vamos deixar o problema da interpretação de lado, pois esse é mais difícil de resolver. Que algumas pessoas tenham problemas com a matemática, eu até compreendo. Admito e aceito a ignorância nesse campo. Mas quando essa ignorância é motivada pela preguiça (seja preguiça no uso da matemática mais básica – subtracção ou adição – ou preguiça na busca da informação, aquela que tolda o raciocínio) então ai a coisa fia mais fino.

Parece que agora se quer condenar um candidato a candidato a Primeiro-Ministro por este, no dia 13 de Outubro de 2011, repito, 13 de Outubro de 2011, defender a ideia a aplicar em situações gerais e consideradas normais, isto é, um compromisso de abstenção em Orçamentos do Estado constitucionais que não firam qualquer dos princípios básicos ou ideológicos do PS.

António Costa, como facilmente se perceberá (preguiça?), se se vir o video todo e não só o pedaço que circula por blogs e redes sociais, não se estava a referir ao OE2012. É que se o estivesse, mesmo não sendo deputado na AR e já não sendo o “n.º 2″ do partido, significaria que estava muito melhor informado que o grupo parlamentar do PS na AR ou que o próprio Secretário-Geral do PS que, como sabemos tem uma boa relação com Pedro Passos Coelho.

É que, pela boca do líder parlamentar na altura, no dia 12 de Outubro de 2011 (matemática básica: 13-12=1), isto é, no dia anterior à emissão do programa Quadratura do Círculo, os portugueses eram brindados com as seguintes palavras:”Nós tivemos agora conhecimento de algumas ideias muito genéricas e, por isso, consideramos que devemos aguardar a entrega do documento globalmente para depois nos pronunciarmos sobre ele” – estas sim, referências directas ao OE2012!

Ora se até então, isto é, a 12 de Outubro de 2011, as ideias eram muito genéricas sobre um OE entregue globalmente na AR a 17 de Outubro de 2011, debatido com o Vítor Gaspar a 26 de Outubro de 2011, aprovado na generalidade a 11 de Novembro de 2011, aprovado na especialidade a 14 de Novembro de 2011 e, finalmente, aprovado globalmente a 30 de Novembro de 2011 com a abstenção “violenta” do PS (que mesmo com o voto contra seria na mesma aprovado), sinto-me no dever de perguntar: afinal, será que Costa se referia a 13 de Outubro ao Orçamento do Estado de 2012 que só viria a ser conhecido na integra (pois até ai era “genérico”) 4 dias depois?

Afinal, estamos perante um problema com a matemática, logo ignorância, ou politiquice?

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1 comentário a “Seguro confia na matemática, na falta dela”

  1. Não.O problema não é com a matemática,ignorância ou politiquice,o problema é com o carácter.É Calhordice em estado puro!

    O miserabilismo comportamental de AJS,sugere que as instâncias superiores do Partido Socialista,encomendem,a Especialistas Reputados na área da Psicologia dos Comportamentos,um estudo profundo sobre a sua Estrutura Psico-Somática.

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