Irra!

Síntese lapidar! Estava ao lado da Isabel e senti/pensei o mesmo. Obviamente os que condenam a uma velhice miserável milhares de reformados não vacilam face a propostas como a ontem derrotada. Com uma diferença: no OE o voto é vinculado; e aqui tb, mas com uma capa cínica de liberdade de consciência.

Lobo de Ávila reencarnou o deputado Morgado, o do truca-truca sinalizado pela verve da Natália, no seu tratado do pensamento totalitário em 2m (bem apanhado, IM). Mas Montenegro ofereceu no mesmo formato um tratadito do cinismo, meticulosamente manuscrito em 3 cartõezinhos que declamou com ênfase meli-melo, jurando que não sabia, repito não sabia o desfecho da votação. Careca de saber, já que tinha apertado os parafusos da consciência dos soldados laranja, proibindo-os de sair (a via da abstenção tímida), pressionando um a um, uma a uma, as almas que tinham tido a má ideia de, há meses, votar sim na generalidade (” ao menos, recuem para abstenção”) ou de se absterem (“vá lá, com um esforcito, recuem para o voto contra!”). Posto o que, com uma serenidade espectral, proclamou não haver bancada onde reine maior liberdade de consciência.

Irra! É preciso topete para fazer este número diante das futuras vítimas!

Há uma dimensão ética no combate político, muito avivada quando se tem de ouvir isto com certeza de que é prelúdio de uma sacanice.

A luta continua!

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