Contra badocos

Sempre te leio com grande prazer, por desfrute pessoal, e posso dizer que é justo valorizar a quem sabe dar tão bem amanho, qual alfareiro o barro, as palavras da lingua portuguesa. Ora bem, não é só quem sabe repartir palavras como semente de centeo numa leira, o que escreve bem. Escreve bem quem saber dizer muito em pouco e quem sabe colocar as palavras para fluirem sob o texto resbalando sossegadas à olhada do leitor.

Leio-te por isso e sob de tudo por post como este. Cheio de força social, pungente, que nos deixa ficar contentes con nós e agir para irmos contra badocos. Pôr ajudarnos á andar de olhos abertos, e por saber fazer da tua palestra virtual um altofalante contra à imbecilidade e à insensibilidade.

Acredito em quanto dizes, aliás sinto-o tal qual o dizes. Ouví o personagem na TSF, reli à escrita e o teu comentario e gostei mais uma vez que alguem dixera como a min me gostaría dar uma resposta a tão grande palhaçada.

O homem acha que teve um bom pensamento, que nos engana a todos, que teve uma ideia feliz, que ele pode converter o dor em alegrías. Com segurança, ele não está a sofrir no seu ámbito familiar tal diáspora. Como se isso fosse bom para o país, para os jovens, para as familias. Só lhe faltou dizer também que é bom porque se conhece mundo e isso abre à mente das pessoas. Sim que é bom conhecer mundo pero a ser possivel, não servendo cafés em Londres um engenheiro, ou lavando carros em Berlim um psícologo, ou trabalhando no Carrefour portando caixas um economista. Tudos eles gastaram muitos cartos o país e os paes, e à sociedade deu-lhe umas expectativas convertedas num falhanço.

E isso bom?. Numca poderá ser bom, será inevitavel, e haverá que lutar para sairmos adiante e que esta diáspora educativa poda dar-se a se mesmo e a sociedade o que sería desejo de todos.

A diáspora educativa é muito grande para que chegue algum día á terra prometida da prosperidade, como o nosso Duque gosta de dizer. Iste cavalheiro será mais um dos que cheiram o lucro em tudo o que bule perto deles, e principalmente o aparecer a desgraça colectiva. Concordo que mamou na oligarquía e despreço porque não pertece a sua caste, principalmente pelos pobres que o rodearam na sua vidinha. O que tal vez não sabe, ou sim que sabe, que ele está bem assentado numa sociedade na que o seu engorde vai sempre depender da fome de outros, embora parceiros de caminhada. Como se não explicar-nos-emos que em Espanha, por ponher como exemplo, o número de grandes fortunas aumentou um treze por cento dende o principiar da crise?.

A diáspora educativa e uma tragedia que vivimos no nosso arredor. E uma tragedia que não sabemos ainda valorizar. São custos que serão vistos lá num longo tempo e se escreva nos livros de Historia. Os países que sempre tivemos diáspora,os galegos sabemos disso, sempre achamos que numca sería como agora e que leva esse nome tan eufemístico de educativa. Na nossa sociedade houve, há, um falhanço.

Andivemos a educar, a formar os jovens e os melhores, os que podem fazer evoluir na investigação, na tecnología no desenrolo, tenhem que ir fora procurar sustento, nem fortuna. E não todos vão a fazer aquilo para o foram formados,¡o desgraça!.
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Oferta do nosso amigo reis

7 thoughts on “Contra badocos”

  1. Muito obrigado pelo post. Foi grata surpressa. Sinto emoção mais que numca, será o natal.
    É, como diz Olinda, regalo de Reis. Viva :))).

    Sejam badocos, ou bacocos, serão sempre pacóvios, escuros, ferrugentos, pequeninhos e miseraveis. Olhemos para os bons e generosos .
    muita felicidade para todos

  2. As palavras justas, e de fino trato, que me aprouve ler, são vergastadas – ainda que poucas – nos costados da baderna pútrida que nos acossa.

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