Até que enfim!

Apetece-me dizer “até que enfim!”. Já tardava um post assim. Não desvalorizando o que por aqui se vai escrevendo, precisamos de intervenções como esta do Vega como de pão para a boca! E que raras são.

Excelente post, a abrir caminhos de debate e reflexão. Começa a ser tempo de nos deixarmos de conversas sobre as pequenezes da vida como chonés e companhia Lda e de nos concentrarmos no que verdadeiramente importa. Os tempos mudaram e os desafios estão aí à porta. Como mudarmos nós também? O que queremos para o futuro?

Saltaram-me à vista duas ideias. Em primeiro, a necessidade de justificação para a presença numa actividade do partido de que se é militante. Não comungo da ideia “sendo que na vida partidária activa deve estar gente com bastante mais talento do que eu”. Os partidos afastaram-se das pessoas (ou afastaram as pessoas) e isso é uma das razões para esta situação ao estilo “tempestade perfeita” que vivemos hoje. Se acreditamos na democracia então está na hora de intervir e, para quem não vê solução no arremesso do calhau, contribuir para a mudança dentro dos partidos é o único caminho. Claro que esta é uma estrada de duas vias e também tem que partir de dentro das organizações partidárias a reflexão acerca da necessidade de renovação e de cativar militância. Mas podemos sempre dar o primeiro passo.

Em segundo, o parágrafo sobre o que significa uma esquerda moderna. É urgente despir os preconceitos e começar a sacudir o pó e os dogmas. Há muito que a direita percebeu isto e actualizou o discurso. E a mensagem passa. É preciso que passe, também, a mensagem da esquerda.

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Oferta da nossa amiga SAlves

1 comentário a “Até que enfim!”

  1. Os países perderam a sua soberania ou, os que ainda se julgam soberanos, perdê-la-ão a prazo. Sempre assim foi: quem tem poder, domina e manda.O poder militar e o poder político apenas subsistem ancorados no poder económico. Ora, numa época em que se criam-inventam necessidades todos os dias, ao mesmo tempo que asistimos à explosão demográfica, quando os recursos disponiveis escasseiam, ficamos viciados na “procura” e dispostos a tudo para satisfazer o “vício”. A degradação da justiça e da comunicação social, pilares de uma sociedade viável, ruiram perante a urgência da satisfação das necessidades de cada dia, desde o pão ao telemóvel. Primeiro o “emprego” para garantir a vida e depois, muito depois ou nunca, a virtude da justiça e da verdade. Passou o tempo dos heróis e o tempo de “morrer pela pátria”. Sobram uns fanáticos que ainda “morrem pela fé”, mas nós sabemos que estes nem tempo tiveram de se “viciar” nas coisas necessarias/indispensáveis à vida, porque nasceram e cresceram na completa carência. Dito isto, só falta acrsecentar que num mundo globalizado economicamente, qualquer grupo forte de “mercadores” pode rebentar com uma qualquer economia, quando lhe convier…economicamnte. É uma ilusão que todos possa repetir a façanha da minúscula Islandia. É uma formiga que não incomoda o elefante.
    Se querem pensar o futuro têm de considerar os dados que estão em cima da mesa. Refundar partidos já não será solução. Mas eu confesso que não sei bem o que fazer. De qualquer modo penso que é melhor qualquer coisa, que coisa nenhuma. A errar se aprende.

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