Arquivo da Categoria: José Mário Silva

Sport Lisboa e Berardo

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Será que o hipotético SLB que se começou a desenhar hoje (chamemos-lhe Sport Lisboa e Berardo) também vai ser glorioso?

[O empresário madeirense, a poucos dias de inaugurar o seu Museu no CCB, nas circunstâncias que se conhecem e com o Estado a financiar uma colecção que pode perder ao fim de dez anos, se não a pagar a peso de ouro, teve o desplante de chamar à bizarra OPA um “investimento cultural”. Assim mesmo, presumo que sem ironia. Depois admirem-se.]

Complemento directo

Nem só o Fernando Venâncio recorda o aniversário de Assis Pacheco, que se tornaria amanhã septuagenário (não tivesse “tropeçado sem querer” em 1995). A Casa Fernando Pessoa, em conjunto com a família do escritor-jornalista-poeta-boémio, vai organizar um mês inteiro de actividades “assis-pachequianas”. A programação detalhada pode ser lida aqui.

Dizer “Sim!” (com ponto de exclamação)


Fotografia de Rui Coutinho

Paula Rego em entrevista ao Diário de Notícias:

Falava há pouco da abnegação das mulheres e do aborto. Portugal fará em breve outro referendo. O que lhe apetece agora dizer?

Sim! Apetece-me dizer que já não é sem tempo. Parece impossível que ainda exista uma lei assim num país da Europa. Acho inacreditável que ainda se debata uma questão dessas. Com franqueza! Vamos lá ver se vai desta!

Todos os que se passam, passam-se na TSF

Agora que o programa Bancada Central acabou, como é que vai ser? Onde é que os maluquinhos da bola poderão lançar as suas teorias conspirativas, os seus desabafos hilariantes, os seus insultos gratuitos e as suas exuberantes demonstrações de insanidade clubístico-maniqueísta? Temo pelo bem-estar de muitas mulheres portuguesas, cujos maridos encontravam naquelas conversas nocturnas com o “sr. Fernando Correia” uma válvula de escape para as suas frustrações e formas de agressividade latente. Temo pelo futebol português, que perde de uma só vez centenas de atentos teóricos e exegetas. Temo pelo auto-estima do ouvinte Costa Pereira, do Porto, opinion maker que precisava deste cantinho do éter nacional como os restantes mortais precisam de pão para a boca.
Enfim, eis um problema a exigir reflexão profunda, petições na Assembleia, manifs nas ruas e, porque não, um Fórum TSF. Pense nisso, senhor Manel Acácio, até porque desconfio que vai herdar muita da massa crítica que ficou subitamente órfã de protagonismo radiofónico.

Uma teoria

Cá vai: James Blunt é o André Sardet inglês e André Sardet é o James Blunt português.

Se repararem bem, são quase iguais: bonitinhos, melosos, pirosos e medíocres (embora Blunt tenha estado na Bósnia ao serviço do exército britânico, o que constitui uma atenuante de peso para o apocalipse musical que nos inflige; enquanto Sardet não tem desculpa para massacrar guitarras e tímpanos como massacra).
Agora, fico à espera que em 2007 Sardet faça uma cover de You’re Beatiful (És Tão Linda) e Blunt uma versão inglesa de Foi Feitiço (It Was a Spell).