Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Archive for the 'Daniel Oliveira' Category

Na verdade nunca escrevi com a regularidade que esperava no Aspirina. Por isso, acabo por partir sem nunca ter realmente chegado. Na adolescência, quando aparecemos em casa quando nos dá na bolha e saímos quando nos apetece, as nossas mãezinhas costumam dizer, num momento de irritação: «isto aqui não é uma pensão». Por isso, muito […]

«Contra os coglioni, marchar, marchar», grita o Cavalieri Berlusconi, cada vez mais desesperado. Mas os coglioni agigantam-se. E talvez o tirem finalmente do poder, onde esteve demasiado tempo, a fazer demasiados estragos. Terça-feira saberemos.

[RT]

Jorge Ferreira está indignado. Diz ele:
«Uma das novas ideias do Bloco de Esquerda é criminalizar o “ódio homofóbico”. (…) A ir por diante, o que já não se exclui, dado o carácter gelatinoso da maioria absoluta socialista e as ramificações do chamado “lobby gay” por todos os partidos, pergunto: até onde é que a liberdade […]

No início da polémica sobre os cartoons dinamarqueses disse o que pensava sobre o assunto: defendo o direito à liberdade de expressão e nem por isso me sinto obrigado a ser solidário com o seu conteúdo e com os seus objectivos. Logo passei a ser um defensor da censura. Agora, a propósito do julgamento do […]

Uma prenda para a Embaixada do Irão


Nunca foram mulatos ou pretos quando os cabeças-rapadas andaram à solta e mataram no Bairro Alto. Nunca foram imigrantes turcos quando residências foram incendiadas na Alemanha. Nunca foram iraquianos inocentes atingidos por fogo colateral. Nunca foram subsarianos mortos numa jangada no mediterrâneo.
E certamente nunca foram um judeu alemão quando esta frase foi cunhada em apoio […]

«Seis das doze caricaturas do profeta Maomé foram publicadas no Egipto, em Outubro, sem levantar a menor polémica, afirmou ontem o embaixador dinamarquês no Cairo. A reacção surgiu dois meses depois, quando os líderes muçulmanos reunidos num encontro da Organização da Conferência Islâmica (OCI) coordenaram estratégias e “cristalizaram” a crise, revelou o jornal The New […]

Um muçulmano aceitar a publicação dos cartoons de Maomé, quando tal é impensável na sua civilização, só porque isso é perfeitamente normal na nossa, não seria uma demonstração de «um inaceitável relativismo moral»?

A minha posição é exactamente a oposta à de Freitas do Amaral. Ele acha que devia haver censura à blasfémia mas não há e que ela não devia ser selectiva. Eu acho que não deve haver censura à blasfémia mas há e que ela é selectiva.

Lars Refn foi o único cartoonista que, apesar do pedido do Jyllands-Posten, optou por não representar Maomé, o profeta, mas Mohhamed, aluno do 7ºA. O jovem aponta para um quadro onde se pode ler, em persa: «Os jornalistas do Jyllands-Posten são um bando de provocadores reaccionários».
Lars Refn usou da sua liberdade de expressão como queria […]

Há 3 anos, o mesmo jornal que agora encomendou e publicou os cartoons sobre Maomé recusou-se a publicar outros, sobre Cristo, da autoria de Christoffer Zieler, porque provocariam «uma grande agitação».

No DN de ontem, terça-feira 7 de Fevereiro, saiu um curto depoimento meu sobre a questão do momento. Como entre o ditar o texto ao telefone e a edição final se perde sempre qualquer coisa, eis aqui o texto restituido ao original:
“Ao contrário dos fundamentalistas e do próprio Vaticano, que se pronunciou recentemente sobre […]

A primeira parte da resposta que Vasco Pulido Valente me dá é dedicada a bicar em Gandhi, apresentado como um “produto típico do Império Britânico”. Gandhi? O hindu gujarati, filho de devotos da comunidade modh, cujo mestre foi um monge jainista e a sua maior influência estrangeira um escritor russo? Um “produto típico do Império […]

Uma organização judaica holandesa apresentou queixa contra a Liga Árabe Europeia, por esta, em resposta aos cartoons sobre Maomé, ter publicado cartoons antisemitas que faziam paródias com o Holocausto. Não publiquei os primeiros, ainda menos publicaria estes. Mas não deixo de ficar à espera que os jornais portugueses de referência e os blogues as mostrem. […]

São só dois exemplos numa procura rápida. Há dois anos escrevi um post a gozar com a Páscoa e a crucificação de Cristo. Caiu o Carmo e a Trindade. Vale mesmo a pena lerem alguns dos comentários para terem algum contacto com a sempre tão aplaudia tolerância ocidental. Poucas semanas antes, o Barnabé tinha feito […]

“Presumo [que os espanhóis da Prisa] preferem aquilo a que se designa como “jornalismo neutro”, onde não há sentido crítico.”
Manuela Moura Guedes, Magazine/Correio da Manhã, 05-02-06

Perguntaram uma vez a Gandhi o que achava ele da civilização ocidental. Respondeu o homem:
“Acho que seria uma excelente ideia”.
Já Vasco Pulido Valente, outro grande exemplo de ascetismo e contenção, não tem o menor problema em escrever o seguinte:
“A tirania do “politicamente correcto” já não permite pensar que a civilização greco-latina e judeo-cristã da Europa […]

Como de costume, neste país treslê-se o que se ouve e escreve. Disse no “Expresso” e no “Eixo do Mal” que “dou” aos muçulmanos todo o direito de se indignarem (desde que pacíficamente) da mesma maneira que “dou” aos jornais europeus todo o direito a parodiar Maomé. Dito isto, fui acusado de defender a violência […]




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