Archive for the 'António Figueira' Category
…em 2006, ser sportinguista e gostar muito de ver os lampiões a ganhar na Europa (e só na Europa, claro).
Tal como a saúde é apenas a ausência de doença, e só se dá por ela quando falta, também a vitória é para mim difícil de gozar, exuberantemente, porque é apenas uma derrota que não acontece, embora se acontecesse doesse muito. Vem isto a propósito do Benfica-Sporting do mês passado, que os leões venceram galhardamente […]
Um leitor (de nome Luís Lavoura, que eu não conheço mas a quem agradeço) sugeriu-me que aclarasse o meu último post, sobre o assunto em epígrafe, e eu vou tentar:
Vasco Pulido Valente escreveu há dias um post no seu blog “O Espectro” onde elenca de forma exemplar os tipos mais comuns de “negacionismo”, cada qual […]
Sob o título e sobre o tema acima, Vasco Pulido Valente escreve um excelente post n’O Espectro (desculpem a falta de link, mas eu venho do jurássico, e lá nunca aprendi essas coisas). Único senão: a comparação de Auschwitz com o Gulag - que VPV inclui no seu elenco das formas de negacionismo e que […]
Pegava no currículo de Direito e deixava lá uma única cadeira, “Das Cadeiras em Geral”, com sebenta em dois vastos volumes, editada de preferência pela Almedina e escrita por algum antigo ministro do Prof. Oliveira Salazar (no final do quinto ano, para assinalar cinco anos de puro desperdício, haveria um único exame, um exame-súmula, um […]
Puta de Inverno. No chuveiro, olho para os meus pés e vejo um furúnculo de todo o tamanho e dermatoses várias a alastrar, herança de imprudentes passos a pé descalço na alcatifa infecta de um hotel de cinco estrelas imaginárias que só brilhavam no skyline de Bucareste, uma business trip sem business nenhum para fazer, […]
Quando tento pôr as prateleiras em ordem ou arrumar a livralhada encontro-a sempre nas secções mais abstrusas, atrás dos mais inúteis dos saberes e das menos frequentadas das literaturas; insusceptível de ser apresentada ao mundo (detesto confessionalismos), forçoso é que viva escondida, por ser igualmente impossível deitá-la fora, pois com ela iria, além da minha […]
Onde está o Raínha? Onde pára Deus? O povo clama pelo trono e pelo altar!
Nuno: se o White Man’s Burden vai ser o hino d’O Espectro, eu proponho que adoptemos o If… como hino oficial da Aspirina…
Eu também faço desporto, como as pessoas sensatas, faço uma colecção, como os chatos: colecciono lugares-comuns. Parece fácil, mas dá trabalho: é preciso conseguir detectar, de entre a multidão de palavrinhas anódinas que a todas as horas procuram entrar pelos nossos olhos e ouvidos adentro, aquelas expressões que, sendo por um lado as mais evidentes, […]
RUI TAVARES
E no entanto o brief era simples: o cliente, num “ousado acto de gestão”, decidira ofertar algumas “pequenas comodidades” aos seus colaboradores, mordomias destinadas a “melhorar o ambiente de trabalho e, com isso, aumentar a produtividade”. O seu objectivo não deixava dúvidas: “-Se as pessoas se sentirem mais felizes em vir trabalhar, haverá teoricamente um […]

