Arquivo da Categoria: Valupi

Professor

Há muito pouco Agostinho da Silva em vídeo na Internet. Ainda. Quando aparecer mais, ver-se-á como nele está consubstanciado um dos pilares da neo-modernidade portuguesa, o acesso pedagógico. O outro pilar está no Pessoa; críptico, iniciático.

Neste fragmento de um documentário, truncado à má-fila, há variedade suficiente para viver saudades. E matar esquecimentos.

George, és tonto

George Steiner veio a Lisboa dizer umas banalidades senis sobre epistemologia, inaugurando a conferência A Ciência Terá Limites?, Gulbenkian. No Público, Luís Miguel Queirós faz o servicinho de ocasião, pontuando o relato com encómios ocos, aumentando a banalidade. E disto podemos recolher uma certeza: a banalidade está longe de chegar aos seus limites, sendo muito provável que não os tenha.

Outra coisa irritante

É isso de os comentários não se colarem aos textos. Porque aparece alguém a dizer-nos quantos comentários há (obrigado, mas escuso de voltar a ser informado do que já sei ou do que não quero saber, nem se percebe que falta faça, seja a quem for, seja quando for, seja porque for) e, não contente, repete-nos o título do texto onde estamos. Tudo isto me vai ao cumentário.

Quem foi o macaco que se lembrou de tal macacada?

Adenda: Catarina, és uma deusa do html. (primo, perdoa o teu primo se eu estiver a ser macrocefalicamente bold)

Mudar o passado

Nesta versão do Aspirina B pretendo ignorar o presente, lembrar o futuro e modificar o passado. O presente é falho de actualidade, nunca pára quieto. Será tratado como individuo mal-educado e irrecuperável. Só o futuro, porque motor imóvel, me dá tempo suficiente para justa contemplação. Quanto ao passado, serve para uma actividade que recomendo a todos: ser mudado. Não mudar o passado leva a que muitos se fiquem pelos seus vetustos claustros. Passeiam nos pátios interiores, abrem os braços, respiram fundo. Alguns correm em passo de corrida. Para se cansarem, apenas. E passam a efémera existência aborrecidos. Sem saberem do que se passa fora do convento. Mefistofélica armadilha.

Por exemplo, este blogue foi politicamente alinhado à esquerda desde o seu começo e até às saídas do Daniel Oliveira (o qual trouxe o Rui Tavares na algibeira), do Luis Rainha (1º fundador), do Nuno Ramos de Almeida e do José Mário Silva (que nunca chegou a sair pela simples razão de nunca ter realmente entrado, mas que se ausentou deliberada e ostensivamente). Todos eles insignes referências da blogosfera de esquerda. Contudo, os que ficaram (o Fernando, a que se juntou o Jorge Carvalheira, depois o TT, depois o meu primo regressado, e finalmente a Susana, já para não esquecer as visitas José do Carmo e Daniel de Sá) em nada se ocupam aqui de política partidária. Pura e simplesmente não escrevem sobre o assunto. Eu sou a excepção, mas eu não sou de esquerda. Nem de direita. Nem do centro.

Assim, que se mude o endereço e a ideologia. Estão ultrapassados.

Sócrates faz implodir o Aspirina B

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As imagens não mentem. E a supra regista o olhar malvado do nosso Primeiro, logo secundado pelo sorriso maquiavélico de Belmiro. O industrial, feliz por ver ir abaixo um blogue que tinha mais leitores do que os editoriais do Zé Manel Fernandes. O ministro, por estar apostado em sufocar a imprensa livre, e já só restava este blogue onde ainda se podia ler um ou outro elogiozinho à sua prestação. O resto da comunicação social está vendida, é tudo a dizer mal de quem se sacrifica no Governo para cuidar duma cáfila de ingratos. Como dolorosamente se sabe, Sócrates não tolera desvios ao seu plano de acabar com as vozes desafinadas.

Maneiras que pum! Isto também nunca deu dinheiro, nadinha. Prova da sua inutilidade, irrelevância e mau-gosto. Espero que este espaço, que é tão bonito e amplo, se conserve aberto ao público. E que as famílias venham até cá, no futuro, fazer piqueniques ou outras coisas.

Lisboa é um tratado

Menos de 1% de portugueses saberá do que trata o Tratado de Lisboa. Estarei a ser optimista, pois a verdade será a de que menos de 0,1% de portugueses tem razoável noção do que está em causa neste acordo. E serão 0,01% de portugueses aqueles que poderiam discutir o texto com algum proveito intelectual para os espectadores. Finalmente, talvez apenas 0,001% de portugueses tenha conhecimento suficiente de todo o processo para dele ter uma visão completa. Sim, estou a falar de 100 pessoas.

Seria de esperar que a situação permitisse aos partidos e aos publicistas alguma promoção da cidadania. Seria de esperar se ainda esperássemos alguma coisa inteligente dos caquécticos que ocupam o espaço público. Mas eles não falham, e até há quem se esteja a queixar de não ter sido gasto vinho do Porto na celebração. A bebedeira da imbecilidade não vai conseguir entornar o facto: a presidência portuguesa esteve à altura do desafio, ou terá superado as expectativas, mostrando capacidades técnica e política irrepreensíveis. Os mesmos das mesmas inanidades seriam os mesmos de outras insanidades caso tivesse fracassado o encontro. Viriam dizer que tal insucesso provava a incapacidade de Sócrates para chefiar o Governo de Portugal, e que tudo se devia à arrogância e autoritarismo tirano do fascista do jogging.

Quando se troca o amor à bandeira pelo amor à camisola, a camisola fica a cheirar muito mal.

Abrir a Pestana

As declarações de Catalina Pestana ao Sol são assombrosas. Não conheço, em toda a minha vida, caso mais grave do que este da Casa Pia no que respeita à possibilidade de se credibilizar a suspeita de não estarmos num Estado de Direito. As suas denúncias são esmagadoras, o silêncio à sua volta explosivo. E qualquer cidadão que passe numa junta médica de psiquiatria pode ter estas duas certezas: crimes foram cometidos e muita gente no topo do Poder sabe por quem.

Os que se calam com algo para dizer, de políticos a publicistas, de jornalistas a polícias, de vítimas a testemunhas, podem ter as melhores razões do mundo, incluindo a defesa da vida se a sentirem ameaçada. O que não podem é castigar o mensageiro. Ora, Ana Gomes oferece-nos um exuberante sintoma da doença moral com que a democracia portuguesa tem vivido nos últimos 30 anos. Creio que não serão apenas as peculiares hormonas femininas a explicarem a decisão de ter construído um soez ataque onde brinca com a gíria de pia. Há aqui outros factores em acção, como uma pulsão tribal, um ódio visceral contra outra fêmea, um urro de negação das evidências. E isso nem será o mais importante, pois todos temos direito à animalidade. O que verdadeiramente me fascina é a assunção de conhecimento. Ana Gomes revela saber de alguma coisa secreta, ilegal e escabrosa. Ela sabe de alguma coisa sobre os “outros”, os da outra tribo, do outro clube. E, justiceira, poderosa, equitativa, pergunta, protesta, ameaça.

Quer-se dizer. Ou seja. Isto é. E cá para mim. A Ana. Também. Não. Pia.

Correias e anjos

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Menezes é nulo. E mesmo que se reúnam todos os alquimistas do Mundo, que se gastem hectolitros de Pedra Filosofal, nunca daquele facies sairá alguma ideia que valha mais do que as faeces demagógicas que se lhe cheiram à distância. Mas teve a sorte de ser títere de um figurão impoluto e fascinante, Ângelo Correia. Este não é um dos famigerados barões do PSD, antes será marquês retirado na província; e agora retornado à cidade com apetites de príncipe.

Tivesse nascido noutra geografia, noutra era, Ângelo seria um candidato natural ao papado. Tudo nele emana cultura palaciana, refinamentos da corte, retórica de salões diplomáticos, tiques de intrigas conventuais. É um engenheiro, um alto-funcionário do mercado das influências, eminência-parda dos negócios entre privados e Estado. É, por isso, um belíssimo exemplar do paradigma sócio-político que alimenta a actividade dos maiores grupos empresariais portugueses ou com interesses em Portugal. Contudo, outra dimensão nele se sobrepõe e se destaca, para nosso prazer: o seu prazer em fazer política a la século XX. Não que pudesse ser diferente — pois não pode, nem sequer fingir-se —, mas essa é conversa para outra ocasião.

Os congressos do PSD sempre foram únicos nisso de ninguém estar a perder tempo com a ideologia. Não se perder tempo a simular que estão em causa ideais e idealismos, sequer ideias, favorece espectacularmente o espectáculo. Após a fuga de Cavaco, os congressos foram estrado para lições de técnica política. Eram dérbis, com final feliz garantido para todas as equipas participantes. Neles, a presença de Ângelo Correia fazia-se sentir apenas nos bastidores, como peso-pesado na reserva, aristocrata falido. Por isso, à época, o actual Mister de Menezes não entrava nas corridas, não era apetitoso. 2007 marca o seu regresso às lides. Não são 13, são 25 anos de espera. Vem em grande forma; só que, lá está, na sua.

Devo ao amigo z a chamada de atenção para a entrevista no Expresso. Basta o trecho aqui disponível para se poder contemplar uma escola e um microcosmo, um estilo que faz este homem: a expressão obcecadamente contida, a sofisticadíssima ambiguidade, os recados a torto e a direito mas com mira telescópica, a iconoclastia soberba, a ironia de bispo e, acima de tudo, supremo encanto da merenda para deixar rubro o leitor que ainda saiba ler, o atestado de imbecilidade passado ao seu apaniguado. Repare-se:

O que é que Menezes precisa de limar?

Ele vai ter que pronunciar-se menos vezes sobre tudo. Vai ter que meditar profundamente e só emitir opinião quando tiver certezas.

Esta maldade é privilégio de anjos em queda, mas ainda presos por correias.

Epifania lexical

Desde o ano 2000, ao fim da tarde, que ando vexado com o termo clique e respectivas variações verbais, clica, clicar. Tenho-lhe ódio, quando aplicado ao comando do computador. E só agora descobri o substituto perfeito, depois de já me ter batido (e com sucesso) pelo substituto imperfeito, a palavra entra, e o entrar — a que se junta também uma elegante solução adverbial, o aqui. Acontece que a nobreza de entrar não cobre todas as situações. E isso derrotava-me, levando a ter de escrever os nojentos clica e clicar. Pois ontem, dia lindo de Verão como este Agosto não conheceu, desceu sobre mim a inspiração só ao alcance dos eleitos, e descobri o vocábulo que irá substituir o barbarismo: tocar.

Toca aqui, toca ali, toca para isto e para aquilo. Toque, e toc toc. Sim, é também uma palavra onomatopaica. É curta. É forte. É nossa. É digna.

A Revolução dos Cravinhos

Quando João Cravinho foi para o BERD, alguns cínicos de serviço viram nessa decisão a prova de que havia silenciamento, compra de carácter, desonra. Os cínicos têm este problema: imaginações raquíticas. Que sentido faria, logo após o extraordinário feito de ter colocado o tema da corrupção nas prioridades legislativas, e sendo um dos raros senadores da República, estar a virar a casaca? Só concebível, a suposta ignomínia, para quem se projecta nos projécteis que dispara contra a virtude alheia.

Cravinho é único. É o único político que assumiu o combate à corrupção. Isto é mais do que notável, entra na classe dos milagres. Pois temos de reconhecer o grau de improbabilidade de alguém no PS, um partido conivente com a corrupção ao longo dos 30 anos de democracia, arriscar afrontar colegas de militância, de bancada, de mesa. Santos da casa são surpresas desagradáveis, e é isso que se comprova sem surpresa.

No CDS e no PSD não há ninguém — mas ninguém de ninguém! — que tenha revelado estar, sequer, preocupado com a corrupção. É estupendo. Estranhamente no caso do CDS, por geografia ideológica. Mas talvez ainda mais assombroso seja constatar a repetida falência, a miséria, da relação do PCP e BE com o fenómeno. No caso dos partidos à esquerda, a perfídia será, presumivelmente, maior, posto que seria obrigação mínima serem coerentes com as doutrinas de que são putativos representantes.

Cravinho diz o que todos sabem: que o Estado é usado para o proveito de alguns, não para o bem comum. Quem o manipula vem dos partidos, está nos tribunais, passeia-se pelo Parlamento, tem lugar nos Governos, compra as polícias. E fá-lo com a conivência de todos, pois para todos a corrupção é sistema, jogo, cultura, tácita lei. Este anúncio deixa o País indiferente. Porque o cidadão também ambiciona uma malga de corrupção. O cidadão é apenas mais um abutre, no fim da lista, invejando o festim dos que estão à sua frente.

Os que aplaudiram a manha egocêntrica e narcísica de Santana, estrela do sistema e galáxia de irrelevâncias, deviam ser proibidos de falar de Cravinho. Mesmo que fosse para o elogiar. Ou especialmente se for para o elogiar. Por uma questão de salubridade ética.

Cineterapia

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Caché_Michael Haneke

Começar é o mais difícil. Começar bem. É difícil começar bem um livro, uma sinfonia, um filme. Já Hesíodo o dizia, em grego. Mas não o dizia em relação aos filmes, sinfonias, livros. Por razões que ficam por explicar. Dizia-o, em grego, em relação a tudo. Tudo. Qualquer coisa. Então, uma coisa qualquer. Como um livro. Uma sinfonia. Um filme. Logo, este filme. Um filme que tem um dos melhores começos de sempre. Porque nos castiga. Castiga a nossa passividade, a nossa boçalidade. E isto que digo, em português, é o que diria Hesíodo; não necessariamente em grego, mas desde que visse o que eu vi.

Por bizarria dos deuses, este filme tem um dos melhores finais de sempre. E acabar é que é difícil. Muito mais difícil do que começar. Acabar bem, note-se. Não acabar por acabar, só porque se chegou ao fim. Chegar ao fim não é acabar, é apenas não poder continuar. Já o acabar que acaba pode acontecer muito antes do fim. Pode acontecer logo no começo. Pelo menos, a fazer fé em Homero, que o disse das mais diversas maneiras (e já contei duas).

Que não espante a conclusão: este filme só começa depois de ter acabado.

É do Cartaxo, mas é bom

António Cartaxo tem uma das melhores vozes da rádio (frase que não sei o que queira dizer, nem tenho modo de justificar, mas que fica aqui muito bem, isso é inquestionável), a que se junta uma cabeça que resguarda o seu apurado gosto musical das ameaças externas. Na Antena 2, logo a seguir ao noticiário das dez matinais, fica o éter De Olhos Bem Abertos. São cinco minutos, não mais, de trechos musicais embrulhados em palavras apaixonadas. É a minha bendita cocaína dos dias úteis.

A cada semana se pode ouvir online os cinco programas da semana anterior. Recomendo-vos todos, e sempre, mas o do dia 25 de Setembro em particular. Porque termina com uma comparação entre Londres e o Campo Grande (em Lisboa). E isso, meus amigos, nunca antes tinha sido tentado neste universo.

(e o de 24 de Setembro devia ser de audição obrigatória na Escola, em todos os níveis e logo a começar pelo 1º, gastando-se 5 minutos por ano com estes 5 minutos, até ao fim da escolaridade, e convocando-se o pessoal auxiliar, incluindo o da cozinha e o da limpeza, para a festa)

A doideira

Temos um seleccionador nacional de futebol que tentou esmurrar a cara de um jogador de uma selecção adversária, ainda no relvado. Nessa mesma noite, depois de se acalmar e poder pensar, foi a uma conferência de imprensa negar a realidade. No dia seguinte, foi a uma televisão negar a responsabilidade. Dias depois, conhecida a sanção da FIFA, anunciou que ia tentar negar a moralidade. Com o conluio do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e com o silêncio da tutela.

Temos um político acabado, desgraçado, gozado, que morre de inveja de um treinador de futebol. Esse político é chamado à televisão para dizer umas banalidades que ninguém — ninguém — tinha qualquer interesse em conhecer, muito menos em perder tempo a ouvir. Aconteceu-lhe a supina sorte de o invejado treinador ter aterrado em Portugal à hora da sua declaração. Logicamente, o canal dedicado às notícias dá a notícia que a audiência estava interessada em ver: as imagens e as palavras do treinador, fossem quais fossem, umas e outras. O canal era de notícias, e só de notícias. O canal tem como missão aquilo que fez: dar directos da actualidade, do que constitua a actualidade, sem discriminar, sem tomar partido, sem se substituir à actualidade. O canal gastou 1 minuto com o treinador e voltou ao político. O político tinha um percurso onde se misturava a política e o futebol de forma indiscernível e indescritível. O político devia a maior parte da sua popularidade e poder aos favores que o futebol lhe fizera e que ele retribuíra por cima e por debaixo da mesa. O político era também a ostensiva manifestação da venialidade e da vanidade. Acossado pela própria decadência, sem esperança de conseguir voltar à ribalta, farejou um brilharete: fazer de puta ofendida. Acertou em cheio no País. No dia seguinte, o dia mais imbecil da História de Portugal, era unânime o louvor àquilo que a hipocrisia de uns, a inanidade de outros e a cobardia de todos chamou de coragem. Porque Santana se tinha virado contra a televisão, esses malandros que insistiam em transmitir exactamente aquilo que as audiências queriam ver. O mestre da popularidade dava um golpe de populismo magistral. Criava um estudo de caso em manipulação, um automático clássico destinado a ser citado e investigado pelos anos afora em academias e institutos onde se estude a demagogia. O povo aplaudiu, ejaculou com a opção de Santana: em vez de ter continuado a falar do PSD, e de ter apenas puxado as orelhas aos seus amiguinhos televisivos mas continuando a rebolar-se no charco da sua irrelevância opinativa, resolveu acabar com aquela chatice e ofereceu uma peixeirada à audiência. Isso sim, é o que faz falta para animar a malta. Política não, muito obrigado. E prontos — com uma palhaçada, e mais uma vez à conta do futebol, Santana voltava ao circo da política. Entretanto, o povo, agora (e sempre, e para sempre) adepto de Santana, irá continuar a perseguir o Mourinho, e os milhões do Mourinho, e a soberba do Mourinho, para onde quer que ele vá. E ai do canal de televisão que não lhes der o Mourinho a peidar-se numa esquina de Setúbal, pois não irá recolher a sua numérica presença para mostrar aos anunciantes. Santana, por causa do Mourinho, é agora um Mourinho na pele de Santana: pode voltar a treinar várias equipas. Pode voltar para o parlamento, para a televisão, para o futebol, para o tal País que o aclama e se delira a seguir em frente, com palas nos olhos, à nora.

Temos um partido da oposição cujos militantes acham que Menezes é melhor que Mendes. Acontece que eles têm razão. Com Menezes, o PSD acaba mais depressa. É melhor para todos.

Qual? O tal

Desaparecer um jornal é mais triste (mas muito melhor) do que desaparecer uma floresta. Mesmo que seja um jornal que não valia o dinheiro do papel em que era impresso. E isto diz quem sabe, que o leio desde o primeiro número (mas nunca o comprei), sem falhar uma semana (era uma chachada, uma cápsula dos anos 80).

O próximo a acabar é o tal. Mas qual?

Os índios e a coboiada

Que o PSD seja uma tribo de selvagens cortadores de escalpes, não é novidade. Mas a actual situação extravasou, saltou dos limites da reserva para o saloon. Há índios pendurados nos candelabros e a levantar os saiotes às coristas. Neste momento, sabe-se que um contingente de 200 índios da Amazónia invadiu Portugal com o sinistro intento de votar no Pequeno-Chefe-Mendes. Felizmente, o Dava-Tudo-Para-Ser-o-Chefe-Menezes detectou a marosca. Resultado, desses 200 só sobreviveram 22, e nem sequer são amazónicos. Serão índios, sem qualquer dúvida, mas cuidado com a geografia.

Tudo isto se passa num partido que se propõe governar Portugal em 2009. Será do Maringá?