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Coisas que não se encontram no YouTube

Wiener Aktionismus foi um movimento artístico de uma radicalidade a que importa voltar, nestes tempos de modorra cultural em que nos afundámos. Talvez agora se possam pensar as questões levantadas há 40 anos por este grupo de atípicos austríacos, o qual nos prestou valioso favor ao registar em película as suas performances. Talvez se descubra que nada saberemos do corpo enquanto continuarmos a olhar para ele com vergonha. Talvez se consiga, pela primeira vez, falar de sexo sem medo da sexualidade.

Outras razões legítimas para ousar uma experiência que não se apagará com facilidade, são:

– A vaga sensação de que o domingo está a ser uma chatice.
– Usufruir de inovador recurso visual para apreender um dos significados do adjectivo escatológico.
– A aferição irrefutável, se é que ainda faltava alguma, do grau transgressor de Andy Warhol: foi apenas um betinho.

Entrai, por vossa conta, risco e proveito.

Ideia da Prosa_Giorgio Agamben

Metro de Lisboa, 9 da manhã, terça-feira. Pela quantidade de jornais (à borla) a serem lidos, parece que estamos na Finlândia. Jornais e livros. Eu também vou de livro. É o Ideia da Prosa, de Giorgio Agamben [Cotovia]. Outros não lêem, mas ouvem sons que trouxeram de casa. Têm auriculares, espalham zumbidos. Um destes insectos coloca-se mesmo ao lado do livro que estou a ler, o Ideia da Prosa, de Giorgio Agamben. Está tão alto o ribombar naquela cabeça que consegue abafar a chiadeira dos carris. Pasmoso. Olho para o espécimen com censura muda, só para ficar preocupado com a sua saúde. Se fico incomodado com os sons que derrama para fora, como estarão os seus tímpanos, na linha da frente daquela carga sonora? Isto no caso de ainda haver tímpanos, feito que não me pareceu fisicamente possível e que acabei por aceitar como resposta. Tento voltar ao Ideia da Prosa, de Giorgio Agamben, mas sem conseguir. Do lado esquerdo do livro está outro auriculado. E há mais dois nas imediações deste. A pluralidade revela-se maligna, como sabem os teólogos. Porque começa a tocar um telemóvel. Um telemóvel que não se conforma perante a indiferença humana, continuando a pedir atenção com galhardia. Avalio a situação: está definitivamente comprometida a leitura do Ideia da Prosa, de Giorgio Agamben. O telemóvel é potente, esforça-se, mas não vence a barreira musical que protege o destinatário. Quem? Qual daqueles rostos imóveis, solenes, com olhares que exibem concentrada introspecção, terá encontrado a vacina contra a angústia do seu próprio telemóvel? Impossível saber. Pelo que fechei o Ideia da Prosa, de Giorgio Agamben. Capitulei perante os vagalhões sonoros, os ruídos das máquinas e as máquinas de ruídos, juntos maquinando contra a minha leitura. E depois desceu sobre mim uma harmonia. Talvez o dessintonizado fosse eu. Talvez estivesse a ler alto demais, mesmo que em silêncio no meu silêncio. Talvez os outros se tenham sentido grosseiramente sobressaltados por causa da voz de fundo do Ideia da Prosa, de Giorgio Agamben, levando-os a procurar refúgio na surdez. Sim, quem quer escutar o Ser deve fazê-lo em segredo. Desculpem-me.

O hífen da questão

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Não escapou aos atentos a suprema ambiguidade desta acção de marketing do Gato Fedorento. A primeira reacção foi de surpresa agradável — em muitos casos esfuziante —, fosse pelo inusitado da intervenção, fosse pela empatia moral assim actualizada. E neste primeiro nível terá ficado a quase totalidade da população. O Gato Fedorento é a mais recente coqueluche nacional, das raras que há, e nem sequer a polarização da questão do aborto os afectou. Estado de graça, pois, que permite brincadeiras displicentes e arroubos de juventude.

Ainda a poeira não tinha baixado e já se podia vislumbrar a face melindrosa do cartaz. O problema não estava no facto de se explorar uma temática política para vender uma imagem comercial; porque, meus amigos, o Gato Fedorento é uma entidade que visa o lucro, não uma representação política ou a intervenção social em nome de um ideal humanitário. O problema formulava-se ao contrário: sob a bandeira da argumentação política contra uma organização no extremo do espectro — usando o estatuto e discurso humorísticos como inovação propagandista —, a acção resultava na anulação do gesto político intencionado. Tão nula foi a consequência que até os nulos do PNR a aproveitaram em seu favor.

Sob vários pontos de vista, é fácil adivinhar registos de irresponsabilidade e cobardia na lógica que permitiu o acontecimento. Irresponsabilidade, porque não se ponderou o efeito de notoriedade conferido à mensagem opositora. E cobardia, porque não faltam causas políticas, sociais e culturais a merecer o contributo cívico de qualquer cidadão, sendo que nesse rol não entram cartazes de grupos de extrema-direita ou ditos nacionalistas. Esse fenómeno, em Portugal, é circense, não tem expressão. Porquê ir bater em mortos, em trinca-espinhas?

Aquém e além do berbicacho moral, não pude deixar de reparar que se grafou “bem vindos” sem hífen. Um pequeno sinal de um grande erro.

O verso mais erótico em toda a língua portuguesa

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Está numa letra atribuída a Silva Tavares, para música de Alves Coelho, e que foi um sucesso pela boca e corpo de Lina Demoel (ou será Lina de Moel?) algures no século passado. Chama-se Dia da Espiga:

Dia da Espiga

Ói! Óai!
Esta vida é uma cantiga
Este dia de alegria
Vale um ano de aflição

Ói! Óai!
Porque é o dia da Espiga
É o arauto do dia
Em que o trigo há-de dar pão

Maria! São teus olhos azeitonas
Cachopa! São teus lábios qual cerejas
E os teus seios cachos de uvas que abandonas
À vindima desta boca que os deseja

Jorra o vinho dos pinchéis
Para os lábios das moçoilas
Mais vermelhas que papoilas
Das larachas dos Manéis

E há merendas pelos prados
Gargalhadas pelo ar
E à beirinha dos valados
Ouve a gente murmurar.

O texto tem mais quadras, mas não se encontram publicadas na Internet. Para o que aqui me importa, agora, está encontrado o verso mais erótico — porque mais lírico, mais inventivo, mais gracioso — de toda a literatura portuguesa, erudita ou popular:

E os teus seios cachos de uvas que abandonas
À vindima desta boca que os deseja

Que sorte minha tão desvairada eu ser da língua portuguesa.

Os heliastas

Ao ver Marques Mendes reclamar uma “investigação independente”, após as televisivas explicações de Sócrates, tive pena da figura. Ali estava eu dentro de uma daquelas situações viscosas em que sentimos vergonha por causa do desamparo alheio. Empatia obscena que nos expõe a nós próprios. Dói-nos sabermo-nos carne tão crua, iluminada pelo reflexo da miséria do outro. Marques Mendes prestou-se a mais um acto na sua tragédia de homem ridículo, apenas porque não consegue fugir da armadilha em que se transformou o seu destino político.

Mas não só ele. Toda a oposição, onde se incluem os publicistas, chafurda na irresponsabilidade, na imbecilidade. Pergunto: alguém conhece proposta qualquer, que possa citar de cor e em que acredite, relativa às dimensões da política governativa, que seja alternativa às do Governo, e que tenha a autoria dos que exploram o caso da licenciatura de Sócrates? Por que razão não consigo eu encontrar, em mim, uma única ideia oriunda do PSD que me convença da vantagem em ter Marques Mendes como 1º Ministro? Por que razão quase não se encontra na opinião política uma reflexão política, antes se perpetuando esse coro como um viveiro de arrivistas?

Está na altura de julgarmos os heliastas.

Eventually, por fim.

Desde a adolescência que registo este erro de tradução: eventually como eventualmente. Mas não sou só eu a reparar. Toda a minha gente repara. Todinha. Porque o erro aparece em filmes, em séries, em documentários. E aparece há décadas, aparece todo o santo dia.

Eventualmente, um dia estes nossos tradutores farão um ultimately aos ingleses para eles desistirem dos seus territórios semânticos.

300_Zack Snyder

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A coisa cabe toda dentro desta americana palavra: comics. Sendo adaptação de banda desenhada (sub-especialidade: graphic novel), é tão denso quanto uma folha de papel. Talvez nem seja um filme. Seguramente, não se trata de cinema.

Dentro do chico-espertismo que molda a indústria do entretenimento, a equipa que produziu e realizou o 300 foi roubar descaradamente às fórmulas vencedoras na bilheteira. Pegou na fotografia de Gladiator, nas cenas de Braveheart, nos diálogos de Xena, e acrescentou a antropologia do hip-hop. Resultado: um produto adequado aos indivíduos cujos cérebros correspondam aos 12 anos de idade biológica. Esta característica neuronal, esclareça-se, pode encontrar-se em pacientes com 65 anos já gastos, ou mais.

A querela relativa aos espartanos versus persas, e à História da história, é totalmente irrelevante. Perder tempo a discutir o assunto é sintoma de grave falha cognitiva. Tais como irrelevantes serão as supostas alusões ao racismo, aos muçulmanos, ao Oriente, ao Irão, aos homossexuais, ao eugenismo, ao culto da violência, à estética gore, e sei lá que mais. Esses espasmos são pavlovianas manifestações do marketing que está na génese deste artigo de consumo. A questão que importa ao cinéfilo é bem outra: a que género pertence?

É que esta coisa não pode entrar no género Histórico, visto estar-se a marimbar para a dita. Não pode ser de Guerra, pois não se vê nenhuma guerra, apenas uns maduros a decepar tipos que avançam para eles dentro de umas vestimentas carnavalescas. E não pode ser de Acção, porque não tem o menor estremecimento emocional, é um acabado aborrecimento do princípio ao fim. Então?

Então, é uma comédia. Uma das mais hilariantes que me lembro de ver. O facto de ser involuntária, só lhe aumenta a graça.

E esta, hein?…

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No dia 23 do mês passado, Pacheco Pereira revelou ser um apaixonado por jogos de computador. Nenhum dos seus abruptos leitores comentou a nova, ou, se o chegou a fazer, não mereceu ser publicado em relação. E eu estranho, porque o facto é notável. Primeiro, porque Pacheco Pereira será um dos publicistas mais atarefados, desmultiplicando-se pelas regulares prestações mediáticas (jornal, revista e TV), mais as da investigação, mais as das leituras correntes, mais a manutenção do melhor blogue português, mais o resto, o tanto. Depois, porque de um usual vituperador do futebol, o qual recusa com desdém, não se esperam adesões a divertimentos (aparentemente) ainda mais alienantes. Por fim, porque seria fácil usar a informação para piadas imbecis e argumentos ad hominem.

Donde, a conclusão que retiro é a seguinte: mal estão os que ainda não jogam.

Cinco Violinos, do século XXI

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Embora Eusébio tenha sido roubado ao Sporting, e a Moçambique, é um herói de todo o português amante de futebol. O Pantera Negra, tanto excitou confrades benfiquistas como adeptos da Nação. Nessa lógica, é bondosa a analogia com os Cinco Violinos para um grupinho dentro do grupo que a Selecção vai manter durante os próximos 10 anos: Cristiano, Quaresma, Moutinho, Nani e Sabrosa (este, pela idade, a ceder futuramente o lugar ao Yannick, mantendo o conceito — e até o tornando potencialmente melhor) são criações leoninas. Será que alguma vez irão jogar ao mesmo tempo, sem carência de pontas-de-lança? Seria uma festa. Como ontem houve no Alvalade XXI.

Tavares da Silva — jogador de futebol, árbitro, jornalista e Seleccionador Nacional — foi quem cunhou a expressão Cinco Violinos. É uma belíssima metáfora, emanação de um outro tempo e de uma outra educação. Como curiosidade, é com ele à frente de Portugal que se regista a primeira vitória contra a Espanha, também com 4 golos marcados (tal como agora na primeira vitória oficial sobre a Bélgica). Esperemos que estas coincidências, muito afastadas, se afastem ainda mais, pois foi com ele que Portugal enfardou dez golos sem resposta da Inglaterra; e esta calamidade a acontecer no Jamor…

O futebol é importante pela importância que tem na colagem dos indivíduos à sua identidade colectiva, e por mais nada de relevante para a cultura. Só que a cultura depende da colagem dos indivíduos à sua identidade colectiva, por mais razões do que aquelas que cabem neste texto. Vai daí, temos de compreender a paixão pelo futebol, se queremos compreender a cultura. E até fazer nascer cultura onde só reina a animalidade.

Que toquem os violinos.

O Povo Certo

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Recebi gordas lágrimas neste sábado, 17 de Março. Foram oferta do Fernando Mendes, na comemoração da milionésima emissão d’O Preço Certo. No final duma rapsódia de edições anteriores, homenagem que antecedeu o epílogo do concurso, a qual foi embrulhada no enjoativo Tudo o que eu te dou do enjoativo Abrunhosa, os que enchiam o Coliseu do Porto prolongaram a salada de imagens com uma juliana de vozes. Continuaram a capella, e a câmara foi para cima do rosto do Fernando. Aquele rosto que, mesmo quando descontraído, parece sempre contorcido, atingiu uma nova capacidade plástica e enfiou-se todo por debaixo das pálpebras, tentando conter a solidão derretida. Nesses longos segundos em que ficou perdido e esmagado pela apoteótica alegria do povo, eu imaginei uma Nação a fazer as pazes com a sua gente.

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Les Anges exterminateurs_Jean-Claude Brisseau

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Este é um daqueles filmes que importa ver pelas piores razões. Aparentemente, trata-se de uma celebração do desejo feminino enquanto concreto intangível. Para tal, exibe-se a mulher a masturbar-se e ainda, num paroxismo do onanismo como anulação da alteridade, a mulher a ter relações sexuais com outra mulher ou mulheres. Para o homem ficam os papéis do inquisidor, primeiro, do contemplativo, depois, e da vítima, por fim. O homem é um ser, afinal, menor, residual, à mercê do Eterno Feminino ou acidente da sua demanda, culpado da hubris que já tinha castigado Psique. E deixa-se ver na sua miséria, de homem vazio.

Num segundo nível, este filme é autobiográfico, logo catártico. Contas acertadas com o destino. O artista sempre a transformar o seu mundo em arte. A arte como hiper-realismo jurídico.

Num terceiro nível, este filme é cartesiano. Todas as personagens são extensões da voz do protagonista, sendo este o alter-ego do argumentista, o próprio realizador. Trata-se de uma res cogitans que subsume todas as falas na mesmidade da mensagem monolítica. Ao lado, paralelo, a res extensa do suposto objecto temático. Mas é mentira, não há contacto entre paralelas, e os cartesianos têm horror ao salto para o outro lado. Não se filma o desejo feminino, antes a sua paródia. Estamos, apenas, perante um pretexto para mostrar corpos desejáveis, e desejáveis por serem jovens. É, pungente de tão patética e de tão pretensiosa, a visão de um velho homem que nunca amou seres femininos. Por isso, nada tem a dizer sobre eles.

Num quarto nível, este filme é uma merda. Mas é um filme, e por isso deve ser visto.

“É um prazer lembrarem-se do meu nome.”

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Foi assim que o novo Camões respondeu aos jornalistas aquando da notícia do Prémio. Há que reconhecer todos os prémios como justos, inquestionáveis. Como este. Porque consistem nessa operação que Lobo Antunes sintetizou com raro a-propósito. Alguém se lembra de um nome. É só isto. Mas isso tem o reverso. Aquilo de alguém se esquecer de todos os outros nomes. Levando a supor que um prémio é ocasião de dor, desprazer. Para quem foi esquecido. Eis porque me parece grave a resposta de Lobo Antunes, por ser obscena. Por ele se mostrar tão nu.

SMSteca

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Poderá ainda não ter acontecido a todos, nem a todos vir a acontecer. Mas já somos muitos, e já somos milhões, aqueles que ao trocar de telemóvel descobrem, desconsolados, que nos fogem preciosas mensagens escritas; algumas com anos de resistência às sucessivas vagas de limpeza mnésica. E que depois, numa dessas necessidades do acaso, ao voltarmos às carcaças dos telemóveis antigos, alma reencartada, insuflada de sopro eléctrico, encontramos, deslumbrados, mensagens que perdemos perdidas. Então, é como se elas tivessem acabado de chegar. E cresce um desejo insano de lhes responder. Mas pode não haver saldo nessas recordações, nem sabermos onde o carregar.

Forever Old

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Velhos são os trapos e a juventude está num farrapo, vincam-nos desde o bibe. A idade como problema dá pano para mangas, alimenta o corte e costura nos corredores, é pesadelo dos colarinhos brancos. Mas as linhas com que se cose o envelhecimento são o resultado do tecido social que nos cobre, sujeito às modas dos estilistas da idade. As concepções do que é ser velho ou jovem, do que seja deixar de ser jovem ou começar a ser velho, têm como pano de fundo uma tábua de valores onde cada um engoma a sua camisa-de-forças. Sem surpresa, no pronto-a-despedir da indústria criativa procede-se à estampagem dos mais sombrios preconceitos relativos à produtividade do geronte. Romper com as limitações, rasgar os medos, desembainhar a ignorância, pede tesouras visionárias.

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Blogues que marcam (2)

Em Novembro publiquei uma reflexão motivada por post do Luis. Tive a sorte de receber vários comentários interessantes, mas um deles foi especial. Assinado pelo sharkinho, figura conhecida no circuito, resumia o essencial desta cultura dos blogues: alguém dá um espectáculo à borla, alguém o aprecia por acaso. É de graça, no seu duplo sentido. Este espírito de jogral, pantomineiro, farsista, é o que reconheço em mim, aqui onde tudo pode ser ilusão e delírio, e é o espírito que cultivo nas interacções.

O Fernando fez questão de assinalar o 1º milhão de page views. Foi uma excelente lembrança pela oportunidade de fazer uma homenagem já atrasada. Cumpre destacar duas pessoas nesta ocasião: o Luis Rainha, que fundou este projecto e o viveu a seu modo, apaixonadamente; e o Fernando, não menos apaixonado, supremamente generoso, que nos honra com o seu saber e o amor a Portugal e à Galiza, irmã que guarda parte da nossa herança comum. Foi por causa do Fernando Venâncio, num certo e secreto sentido, que o Aspirina B ainda não se dissolveu nas banais neuroses centrífugas.

Por enquanto, não há resfriado que resista a esta sopa de letras.