Qualquer dia é ministro?

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Contaram-me amigos que num país distante, há bué, bué, tempo, publicavam-se uns jornais maoístas. Num deles, vários redactores descobriram que havia um camarada deles que mandava falsas cartas de leitores, assinando com nomes inventados, criticando desvios pequeno-burgueses dos outros jornalistas-militantes e elogiando a “firmeza revolucionária” do abnegado… ele próprio.
Quando li o texto de um determinado jornalista, sobre os resultados eleitorais, lembrei-me disso. Eu sei que foi a despropósito, mas a falta de honestidade intelectual do texto fez-me recordas outras histórias. Dá-se um Rainha de latão a quem adivinhar o nome do brioso guarda vermelho.

13 comentários a “Qualquer dia é ministro?”

  1. Só tenho estes indícios: “jornalista”, “brioso guarda vermelho”. E não sou nenhum Poirot…
    Sem portátil, não sou nada. Enfim, tenho-me contentado com o tradicional escrevinhar num papel, mas desgosta-me profundamente. Quanto à Polónia, já fui e já vim. O gajo não me desiludiu.

  2. José Manuel Fernandes é a resposta certa. Essa história das cartas de leitor forjadas já me tinha sido contada por um conhecedor do “milieu”.

  3. Conheco um caso muito semelhante a esse, Nuno. De um tipo que escrevia como se fosse um leitor, assinando com nomes inventados, a criticar outros escribas, e na volta ele era tambem um escriba. So nao se elogiava a si proprio. E duvido que alguma vez chegue a ministro… Curiosamente e um tipo que embirra com o Jose Manuel Fernandes! So para veres que certas praticas nao sao exclusivas dos maoistas, de todo.

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