Okay, but why do we cling to our views so tenaciously after they are formed? Interesting clues come from two areas of study… self-affirmation, and Cultural Cognition. Both areas suggest that we cling to our views because the walls of our opinions are like battlements that keep the good guys inside (us) safe from the enemy without (all those dopes with different opinions than ours). Quite literally, our views and opinions may help protect us, keep us safe, literally help us survive. Small wonder then that we fight so hard to keep those walls strong and tall.
Arquivo mensal: Agosto 2010
Fado Feira da Cebola

Na Feira da Cebola em Setembro
Em Rio Maior, férias da Escola
O avô compra o sal de Dezembro
Os cegos cantam por uma esmola
Cabos de cebola de Alvorninha
Atraem o olhar de toda a gente
Às vezes vem a chuva miudinha
Sob o carro de bois é diferente
Eu durmo na manta aconchegado
A chuva só molha os animais
Havia roubos na feira de gado
Batiam nos ladrões com os varais
Fechada a estrada a fardos de palha
Passam os ciclistas num pelotão
A gente parecia uma muralha
Empurrava homens com o coração
Sporting jogou em 3 + 1
Saudades da Europa
A 24 de Julho celebrou-se o Dia de Sakineh Mohammadi Ashtiani. Foi um evento que ligou 30 cidades em diferentes continentes, considerado um sucesso pelos organizadores – os mesmos que 1 mês depois conseguiram ligar mais de 100 cidades. E os mesmos que continuarão a sua acção militante, procurando fazer crescer uma causa a que se adere de imediato pelas melhores razões imagináveis. Pergunta: quem é que no dia 24 de Julho, em Portugal, fez referência à acção?
Ninguém, arrisco esta resposta aproximada. O que significa que a inscrição do tema nas agendas políticas é previsível face à crescente popularidade da causa em tão curto espaço de tempo. Aliás, talvez esta seja uma oportunidade de ouro para criar uma funda consciência da cidadania europeia, justamente orgulhosa e identitária, através da pressão local sobre os eurodeputados de forma a gerar unanimidade no Parlamento Europeu. É nesse plano que a bandeira contra a lapidação e a pena de morte ganhará mais visibilidade e eficácia, podendo até influenciar a Comissão Europeia.
E seria uma forma da Europa se reencontrar com o melhor de si própria. Estamos cheios de saudades.
A vingança dos impotentes
A terceira indignação é com o ministro Santos Silva. O ministro Santos Silva decidiu fazer uma coisa nunca vista num Ministro da Defesa. Foi comunicar, a países onde passam a existir núcleos de espiões portugueses – isto é, agentes de informações portugueses – “Olhe, a partir de agora mandamos uma equipa de espiões!” Nunca se tinha visto isto, um Ministro da Defesa a comunicar à comunicação social, a comunicar publicamente, que em países estrangeiros passariam a intervir agentes dos serviços secretos portugueses. Para, a partir daí, naturalmente, nesses países, no Líbano ou, porventura, amanhã também no Afeganistão, eles começarem a registar “Quem é que acabou de chegar! Vamos lá ver se estes são espiões ou não…” Os pobres ainda não começaram a intervir e já têm, olha, “Santos Silva” em baixo, “espião”. Os que são e os que não são, em princípio são todos espiões. Isto é Ministro da Defesa? Estamos a brincar…
Marcelo, perto das 22h de 29 de Agosto de 2010
Moura Guedes tinha razão quando vocalizou o sentido lamento: O que me faz pena é ver a informação da TVI chegar onde chegou. De facto, o mais provável era que Marcelo não conseguisse fazer este número chungoso se tivesse à frente Flor Pedroso. Pelo menos, ouviria uma boquinha acerca da inexistência de espiões ou da deturpação à má-fila do que foi dito por Santos Silva e respectivo pretexto e contexto da referência ao CISMIL. Com Júlio Magalhães, numa vergonhosa estratégia de favorecimento ao Governo e a Sócrates, passa tudo sem um murmúrio de questionamento. E passou a tentativa patética de achincalhar Santos Silva, mas feita a partir da mais absentista noção do ridículo. Não só Marcelo está a baralhar pedaços da história como se revela profundamente ignorante acerca do que sejam os serviços de informação militares portugueses. O que lhe interessava era malhar no malhador, à maluca.
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Ler devagarinho
Ana Paula Fitas – Ciganos de Ouro – Histórias e Vozes Reais…
José Augusto Rosa – Cerejo, o assistente [1] + Cerejo, o assistente [2]
Fado do girassol

Havia um girassol na nossa rua
Que cedo começou a dar nas vistas
À noite recebia a luz da lua
De dia era o encanto dos turistas
Que passavam a caminho do castelo
Guiados por mapas dos seus países
A pé ou num eléctrico amarelo
Olhando o girassol eram felizes
Mas de noite chegou uma brigada
Com fardas da Câmara Municipal
A coberto do escuro da madrugada
Vieram junto do bem, fazer o mal
Cortaram o girassol pela raiz
Destruíram um motivo de alegria
Muito mal vai a capital de um país
Quando o crime vem da autarquia
Sim, existe
George Boeree é um castiço que não me conhece, mas de quem sou amigo. Para começar, tem esta introdução a Maslow que é uma notável exposição que alia a completude com a facilidade da assimilação pelo leitor. Agora reformado, deve ter sido um excelente professor a avaliar pela escrita simples que não perde exigência. Convido-te para atentares no segmento relativo à auto-actualização, especialmente nos nomes dados como exemplos de seres humanos que teriam atingido este estádio último, segundo Maslow: Abraham Lincoln, Thomas Jefferson, Albert Einstein, Eleanor Roosevelt, Jane Adams, William James, Albert Schweitzer, Bento de Espinosa e Alduous Huxley. O nome mais curioso, para nós, é o de Espinosa, holandês descendente de judeus portugueses. Mas bem mais curiosa é a lista de necessidades próprias aos indivíduos que se auto-realizam e o raciocínio que explica a raridade dessa realização, ao arrepio do que o senso comum concebe.
O meu amigo não se interessa só por psicologia, antes tem uma alma de inventor. Para além de assuntos algo menores como variantes de xadrez até matérias algo maiores como a Lingua Franca Nova, os seus neurónios não se podem queixar de falta de uso. Mas também exibe uma objectividade que está ao serviço da justiça, como nesta apresentação da comunidade Amish, seus vizinhos na Pensilvânia, por exemplo.
Contudo, o principal motivo para o estar aqui a louvar, ao meu querido amigo, resulta desta página. Foi para isto que Al Gore inventou a Internet num dia em que não se sentia acalorado: para se exibirem provas digitalizadas da existência da felicidade.
Da Humanidade como sagrado
O protesto contra a lapidação, suscitado pelo caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani, ligou mais de 100 cidades, de dezenas de países, em diferentes pontos do Globo. Como podemos ver, as manifestações congregaram números baixíssimos de participantes, em vários casos limitaram-se a piquetes na via pública. O exemplo mais espectacular desta baixa intensidade popular é o de Paris, onde se reuniram entre 200 a 300 manifestantes. Quase tão poucos como em Lisboa, com a agravante de contarem com activistas iranianos na organização e nas intervenções – e estarem em Paris… Fiasco? Falhanço?
Na única manifestação em que participei, algures nos anos 90, fomos uns gatos pingados até à embaixada dos Estados Unidos entregar assinaturas. Pingados não é apenas metáfora, porque choveu o trajecto todo. A causa era Timor. Talvez a minha motivação tivesse nascido de ter uma colega de curso que era timorense, talvez fosse apenas uma mistura de culpa neurótica, pela pressão mediática depois do massacre de Santa Cruz, com curiosidade egoísta, posto que nunca tinha participado civicamente dessa forma. Enquanto atravessávamos Lisboa, escoltados pela polícia e pelos olhares solidários ou indiferentes desse plúmbeo final de tarde, tive a consciência do que estava ali a fazer: não ia mudar o Mundo, ia em peregrinação. Era para mim que se tinha organizado aquele evento, com sorte acabaria por me transformar. O passo candenciado, um generalizado silêncio para palavras de ordem agressivas, nascido do pudor e do sentimento típicos daquela causa e daquele povo, acrescentavam notas fúnebres, elegíacas. O ambiente era o de um funeral interrompendo a cidade, íamos circunspectos e recolhidos. A única sonoridade afirmativa vinha do hino dos Trovante, cantado exaustivamente. Os mortos, o sofrimento, a opressão numa terra distante iluminavam a dimensão sagrada da acção política de uns poucos em Lisboa. Mais do que o poder daquele grupo efémero – poder nenhum, afinal – era a misericórdia universal e a esperança numa acção de origem transcendente que me empurrava para a frente.
Aqueles que se reuniram neste sábado estão nas mesmas condições de qualquer outro ser humano que alguma vez se descobriu embargado de compaixão. A clarividência da justeza dos seus actos ultrapassa qualquer contabilidade. Por poucos que fossem, inúmeras podem ser as sementes que foram lançadas. E será preciso nada entender da tradição cristã para atacar, sequer desprezar, estas humildes expressões de amor pela Humanidade.
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Fado Erasmus
Num certo bar da Rua do Teixeira
Estudantes europeus embriagados
Fazem luxo da sua bebedeira
Vandalizam carros estacionados
Escrevem o seu nome na parede
Telemóvel e o país de origem
Não há limites para a sua sede
Nem para o barulho em vertigem
Do sacrifício dos pais pelos filhos
Nada resta quando a noite termina
A não ser as marcas nos tejadilhos
No desenho dum corpo de menina
Em nome do processo de Bolonha
Surgem as intenções verdadeiras
A falta de respeito e de vergonha
É a base do curso e das cadeiras
Isso vai dar BUM, BUM, BUM, BUM, BUM, BUM, BUM
Ai eu jurei
Que nunca mais me iria entregar
Disse que jamais vou me apaixonar
Pois tu sabes mesmo é me magoar
Ao invés de me amar
Não faz assim
Tira as mãos de mim
Essa brincadeira chegou ao fim
Morro, vem cá
Pára de me beijar
É que não consigo me controlar
Tu és tentação
Minha perdição
O teu jeito me diz
Vai… eh, eh, eh
Isso vai dar BUM, no quarto,
Na sala ou sofá
Isso vai dar BUM, na varanda,
Quintal ou divã
Isso vai dar BUM, no banho,
Na praia, oh baby
Isso vai dar BUM, BUM, BUM,
BUM, BUM, BUM, BUM, BUM!
Baby eu sei
Que tu não tens
Mas baby eu juro que eu sei
Que tens todos os truques de um player
A minha irmã escapou da tua teia
Grande bandeira
Não faz assim
Tira as mãos de mim
Essa brincadeira chegou ao fim
Morro, vem cá
Pára de me beijar
É que não consigo me controlar
Tu és tentação
Minha perdição
O teu jeito me diz
Vai…
Isso vai dar BUM, no quarto,
Na sala ou sofá
Isso vai dar BUM, na varanda,
Quintal ou divã
Isso vai dar BUM, no banho,
Na praia, oh baby
Isso vai dar BUM, BUM, BUM,
BUM, BUM, BUM, BUM, BUM!
Isso vai dar BUM, no quarto
Isso vai dar BUM, na varanda
Isso vai dar BUM
Ohhh, Ohhh, Ohhh
Isso vai dar BUM, BUM, BUM,
BUM, BUM, BUM, BUM, BUM!
Eu fico doida sem o teu olhar
És a coisa mais linda de se amar…
Ohhh, Ohhh, Ohhh
Uhhh, uhhh…
Vinte Linhas 530

Lee Van Cleef – um actor misterioso e obstinado
Pouco ou quase nada sei do actor que nasceu em 1925 como Clarence Leroy Van Cleef Jr. e morreu em 1989 de ataque de coração. Mas a personagem, as personagens melhor dizendo, entraram na minha gramática do mundo. Comecei a ver cinema em 1966 e entrei logo nos cineclubes – Católico, Universitário, ABC. Passei pelas sessões da velha Cinemateca. Trabalhador no departamento internacional de um Banco das nove às seis, servi-me dos jornais e do cinema como escola e escala do Mundo. Misterioso e obstinado, todos os papéis deste actor foram marcantes: desde «Por mais alguns dólares» a «O bom, o mau e o vilão» sem esquecer outro clássico que ou era «Aguenta-te canalha» ou «Ajuste de contas». Ao mesmo tempo vi no Monumental, nas sessões do fim da tarde, três clássicos com Lee Van Cleef: «High Noon» de Fred Zinnemann, «How the West was won» de Henry Hathaway e «The Man who shot Liberty Valance» de John Ford. Passados este anos todos fica uma memória: um actor taciturno e vagaroso, misterioso e obstinado, capaz de desenhar uma cartografia de códigos de conduta num mundo hostil onde a lei não era a lei mas sim, e sempre, a lei do mais forte. Na confusão do Oeste, entre apitos de comboio e pianos de «saloon», entre xerifes com estrelas e bandidos com retrato na parede, Lee Van Cleef organiza nas suas personagens, quer como herói quer como anti-herói, uma moral capaz de perceber o mundo. Hoje lembrei-me de repente desta saudade para 1966 quando os bilhetes amarelos de eléctrico em Lisboa custavam sete tostões e todos os cinemas se chamavam «Paraíso» mesmo quando o nome era outro.
Mais uma pegada
Esta. Very nice.
V9
Um blogue serve como palanque. Monta-se no meio da rua, sobe-se lá para cima, e é começar a falar. Se falares bem e disseres coisas interessantes, pode ser que alguém repare, e te comece a ouvir. Uns chamam os outros, e junta-se uma pequena multidão. Se o orador deixar e for um tipo simpático, as pessoas começam a discutir umas com as outras, e cria-se uma comunidade à volta do palanque. Alguns até trazem tenda.
Há também outros blogues que servem para oradores berrarem uns contra os outros, cada um no seu palanque. Por outro lado, os tipos que falavam das tribunas não conseguem esconder a irritação com tanto palanque junto. É uma barulheira, dizem. Mas muitos lá vão montando também o seu palanque.
Agora se a questão for “para que queres tu um palanque”, terás que perguntar ao espelho. Mas gosto muito, mas mesmo muito, deste texto. Está lá tudo.
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Vinte Linhas 529

«Ora, Ora! Isto é coisa de Robertos!»
Nasci em 1951. No meu tempo de menino, as estradas eram de macadame, havia pó no Verão e lama branca no Inverno. Às vezes lá apareciam na minha terra (Santa Catarina – Caldas da Rainha) uns «Robertos» que armavam a sua tenda branca umas vezes triangular, outras vezes quadrada. As suas histórias metiam muita traulitada com frases do género «Rais ta parta!» ou «Lá vai a cachaporra!». A minha avó via mas não gostava de «Robertos» e dizia baixinho: «Isto é uma miséria…». Esta história nacional (sim, nacional…) do guarda-redes do Benfica que se chama Roberto fez-me lembrar a história do meu tempo de criança quando os saltimbancos apareciam não se sabe de onde. Para ir à minha terra há três estradas (Alcobaça, Rio Maior, Caldas) mas eles apareciam tão sem avisar que nunca se percebia de onde vinham. Eram pobres, invariavelmente pobres, magros e tristes. Não tinham o porte altivo dos ciganos, eram humildes, quase pediam desculpa por aparecerem ali. Muitas vezes se dizia, entre a nossa gente, quando uma coisa parecia absurda: «Ora, Ora! Isso é coisa de Robertos!».Pois este pobre Roberto, desajeitado, confuso, atónito, tem feito desesperar quem no Benfica pagou por ele quase nove milhões de euros mas ao mesmo tempo tem povoado os cafés portugueses de piadas sem fim. Com o Benfica é sempre assim. Não basta a data falsa da fundação trocando 1908 por 1904, não basta a anedota das «Ligas» entre 1934 e 1938 que, de repente, já eram campeonatos como se o Campeonato de Portugal tivesse sido «escondido» entre 1934 e 1938, temos aí o guardião Roberto. Afinal já todos nós sabemos que, tal como no livro, os guarda-redes morrem ao domingo.
Jornalismo talibã
Tudo começou neste título:
O Ministro da Defesa, questionado a respeito de extensas e detalhadas declarações públicas do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, referiu que o CISMIL, de acordo com a intenção do general Valença Pinto, seria utilizado no Afeganistão e também, eventualmente, no Líbano. Da sua boca santa não saiu o vocábulo espião nem o respectivo plural. Foi o jornalista Gonçalo Venâncio que resolveu servir aos leitores a versão Casino Royale da entrevista ao ministro.
Daqui saltamos para um ex-i, o sinistro Paulo Pinto Mascarenhas, o qual fez o seu habitual cocó para os zerinhos brincarem de plasticina. Vejamos a borrada ao detalhe:
– Ameaça: Portugueses em risco em teatros de guerra
– Santos Silva põe espiões em risco
– Tropas portuguesas tornam-se “alvo em movimento” com o anúncio do ministro da Defesa
– General Garcia Leandro pede “contenção e silêncio” / Grande “contenção e silêncio” é o que exige o general Garcia Leandro a propósito das declarações do ministro da Defesa / Em declarações ao CM, o antigo director do Instituto de Defesa Nacional, general Garcia Leandro, sublinha: “tudo o que esteja relacionado com as informações militares deve ser tratado com uma grande contenção e em silêncio. […]”
– As palavras do ministro, em entrevista ao jornal ‘i’, causaram também mal-estar no SIED, o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa […] diz uma fonte militar.
– “O que o ministro disse é anormal e perigoso”, termina. [a fonte anónima]
– MEDO E TERROR NO LÍBANO
A partir da grosseira manipulação das palavras do general Garcia Leandro – as quais são o equivalente de se dizer que quem anda à chuva molha-se, não passam de truísmos – o Mascarenhas inventa uma reprimenda ao Ministro da Defesa. E para a sujidade ficar entranhada, invoca uma fonte anónima no assassinato de carácter contra Santos Silva. O Mascarenhas, como se vê, até curte anónimos, servindo-se deles para amanhar a sua diabólica carcaça; são os pseudónimos na blogosfera que o deixam varado.
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Paulo Sérgio, és o maior
Vasco em Elvas – 1946
Faltavam poucos minutos; a perder por um a zero
Percebi ser preciso tomar uma atitude de imediato
Ser campeão nacional hoje é aquilo que eu quero
Mas só ganhando o jogo ganharei o campeonato
Havia à volta do campo uma onda de tristeza
No rosto dos adeptos que chegaram de Lisboa
Quando fazia lançamento sentia uma certeza
Não os podia decepcionar a jogar a bola à toa
Foi por isso que peguei na bola junto à lateral
E avancei pelo meio campo do meu adversário
Ninguém esperava este meu arranque triunfal
Porque dos defesas só esperamos o contrário
Do livre a castigar o meu derrube perto da área
Veio o golo do empate; renasceram as ilusões
O Rafael fez depois uma jogada extraordinária
E saímos de Elvas com o título de campeões
