
Assim não, senhora Ministra Dulce Pássaro
O gabinete da Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território acaba de publicar o seu Despacho nº 5185/2010 que começa por reconhecer uma evidência: «O rio Tejo é o maior rio nacional e um dos mais importantes da Península Ibérica.» Até aqui tudo bem. O Despacho cria um grupo de trabalho para a elaboração de uma proposta de plano estratégico de intervenção de requalificação e valorização do Tejo e nomeia três engenheiros – Pinto Leite, Manuel Lacerda e Ana Lopes. Até aqui tudo bem. Mas onde se borra a pintura é na constituição de uma comissão de acompanhamento: além de diversos técnicos cuja competência não está em causa, nomeiam-se representantes dos seguintes municípios: Abrantes, Alenquer, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Golegã, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha. Além destes 14 municípios não percebo qual a razão que levou o gabinete da senhora ministra a ignorar outros que também estão à beira do Tejo e á beira de afluentes importantes (e poluidores) do Tejo: Tomar, Torres Novas, Alcanena, Entroncamento, Vila Velha de Ródão, Mação, Alcochete, Barreiro, Montijo Moita, Almada e outros haverá. Estou a escrever sem recurso a livros. Poderia evitar-se esta confusão deixando os municípios de fora. Ficavam apenas os técnicos do Instituto da Água, do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, os técnicos da CCDRA e CCDRLVT além do técnico do NERSANT mas escolher só 14 municípios ligados ao Tejo deixando de fora outros tantos não parece boa política. Anexo capa do primeiro livro que fala dos Avieiros em 1940 com o conto de 1938 – «A Leandra».




