Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Exactissimamente

Devemos deixar falar aqueles que querem acabar connosco?

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NOTA

O texto de Miguel Romão problematiza a questão – aliás, núcleo de questões até bem diferentes – do convite a Marine Le Pen para participar no Web Summit como oradora. Nesse seu questionamento deixa uma visão na qual me revejo, a de que a força da democracia está na sua fraqueza extrema, na sua permissibilidade para ser atacada a partir do seu seio libertador. Nesse risco máximo encontramos a sua mais funda razão de ser, a sua glória, ao acabar por derrotar os inimigos da liberdade apenas recorrendo à liberdade. Algo tão difícil, e tão belo.

Apesar de concordar com o autor, e de preferir ver a senhora confrontada com argumentos perante os quais tivesse de responder, concordo igualmente com aqueles que querem boicotar o convite invocando o apoio do Estado ao evento e o direito a recusar tal associação em nome dos valores constitucionais que perfilhamos em Portugal e sua interpretação por parte de quem se insurge politicamente contra Marine Le Pen. Esse activismo, esse combate, é igualmente uma manifestação essencialmente democrática.

Uma espécie de Quim Barreiros da política

Talvez por falta de outro assunto, por estes dias, aconteceu ouvirem-se algumas críticas ao Presidente a propósito das suas férias. Não se percebe muito bem porquê, afinal não fez nada que não seja comum fazer durante o ano inteiro: andar com jornalistas e câmaras atrás para todo o lado, falar acerca de tudo e de nada, ser filmado em calções a mergulhar ali e acolá, nomeadamente, em visitas de Estado. Tudo normal. Só se a estranheza foi vê-lo ao volante, mas mesmo isso não foi inédito.

Seja como for, levou a que alguns comentadores se pronunciassem. Destaco o Pedro Adão e Silva que chama a atenção para os riscos que o sucessor de Marcelo poderá correr, graças a este novo estilo presidencial, mas não sem antes elogiar “a sua capacidade de aproximar as pessoas da coisa pública”. Parece que é este o grande legado de Marcelo. E são com certeza muitos os que concordam.

Mas, na prática, no que se traduz essa alegada aproximação? Será que as pessoas passaram a interessar-se mais por política? Num tempo em que tudo deve ser sustentado por números e factos, há dados que revelem, por exemplo, que o número de leitores de jornais aumentou? Subiram as audiências das entrevistas e debates políticos? Será que, graças a Marcelo, a abstenção vai diminuir nos próximos actos eleitorais?

Se calhar, para que tal acontecesse seria preciso mais do que a febre das selfies e os de milhões beijos e abraços. Assim, o que se vê é uma espécie de artista (de gosto duvidoso, diga-se) que nem nas férias deixa de tudo fazer para aumentar o seu número de fãs.

Bué da bom

Um bom artigo jornalístico não é aquele onde se mastiga a realidade para a servir numa papa insossa e liquefeita ao leitor, ouvinte ou espectador concebido como alimária a ter de ser alimentada à força. Um bom artigo jornalístico não é aquele onde o pavio é tão curto que apenas ilumina a jactância dos autores e a agenda editorial. O jornalismo, concebido como referência, não almeja contar a “verdade” – como aqui se vende ao patego – dado que o preço a pagar por se agarrar a “verdade” numa mão é invariavelmente usar a outra para a violência; recordando a sapiência do futurista Agostinho da Silva.

O jornalismo enquanto ideal de intervenção cívica que desperta vocações apaixonadas é sempre, e para sempre, um exercício que acrescenta inteligência especializada à inteligência generalizada. Na sua forma mais básica confunde-se com a informação, a mera transmissão de um facto bruto, imediato, literal e, portanto, inevitavelmente parcial e ambivalente na sua veracidade relatada. Nos seus modos desenvolvidos, o jornalismo é testemunho, enquadramento, reportagem, investigação e opinião. Pelo meio, pode assumir formas híbridas, onde se reúna na mesma peça o rigor da objectividade com a criatividade da subjectividade. O que nasce das idiossincrasias autorais, desde que respeitando a deontologia da profissão, continua a ser um exercício de puro jornalismo ao trazer para o espaço público acrescentos de inteligência acessíveis a diferentes literacias e com potencial para estimularem outros exercícios congéneres entre o público.

Eis um exemplo, onde temáticas complexas e melindrosas aparecem tratadas com a profundidade facilitada que só o bom jornalismo é capaz de produzir: Madonna crucificada: feminista mártir ou martírio do feminismo?

Revolution through evolution

Men are still more likely than women to be perceived as leaders, study finds
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Men take care of their spouses just as well as women (new research suggests)
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Do mothers’ parenting attitudes & behaviors change with their first- and second-born?
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Chemists discover how blue light from digital devices speeds blindness
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Exercise linked to improved mental health, but more may not always be better
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Differences in social status and politics encourage paranoid thinking
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Pass the salt: Study finds average consumption safe for heart health
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Como se vai chamar o partido do Santana?

É cómico ler agora, quando Santana está decidido a tentar uma cisão no PSD, o que o Expresso disse dele após o congresso de fevereiro de 2018, há só uns mesitos: Santana o grande conciliador.

Se o novo partido não vai ser um aborto, Santana terá de lhe dar um nome. Do que ele gostaria era de Partido Popular Democrático (PPD), mas a sigla já está tomada pelo PSD, que oficialmente está registado como Partido Social Democrata (PPD/PSD). É chato, porque assim o Tribunal Constitucional chumbaria também um Partido Populista de Direita cuja sigla fosse PPD.

Se Santana não quiser entrar numa estéril guerra de siglas, terá de arranjar outra coisa. Em 1996 o mangas chegou a falar de um Partido Social Liberal, com a sigla PSL, que correspondia narcisisticamente às iniciais de Pedro Santana Lopes.

Aqui vão as minhas sugestões:

– Bloco Bolorento de Direita (BBD) – soa quase, quase como PPD!

– Partido Contra Rui Rio (PCRR)

– Partido Narcisista Santanista (PNS)

– Partido Sá Carneirista Requentado (PSCR)

Mais sugestões?

Bronquite crónica

«Também compreendo que pessoas mais ligadas a Passos Coelho se irritem por Rio parecer não contar, ou mesmo renegar, o legado do anterior líder. Talvez seja essa a pior coisa que faz. Porque, se formos ver com alguma calma, a ação deste Governo, apesar da sua popularidade e do clima de otimismo e confiança que provocou, é, em si mesmo, uma homenagem aos esforços do Governo anterior.»


Henrique Monteiro

Revolution through evolution

You are more motivated to improve yourself when you give others advice
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Kissing up to the boss can increase employees’ bad behavior in the workplace, study shows
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Eating crickets can be good for your gut, according to new clinical trial
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Whales use song as sonar, psychologist proposes
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Great tit birds have as much impulse control as chimpanzees
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Are caries linked to political regime?
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Baby talk words build infants’ language skills
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Levem mais vezes o Soeiro à rua, por favor

«Estes episódios ensinam-nos por isso também alguma coisa sobre dirigentes políticos e colunistas cuja indignação é seletiva e cujo duplo padrão em termos de exigência é uma máscara para o oportunismo. A política não pode, evidentemente, ser um exercício de clubismo ou de lealdades afetivas: é curiosidade, humildade, capacidade de aprender com o que fazemos. Mas a política é combate. E não nos deixemos distrair: ele está aí – e em força.»


José Soeiro

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Este senhor é licenciado e doutorado em Sociologia. Este senhor é deputado desde 2005. Este senhor tem uma página na Wikipédia com a sua biografia (e foto). Porém, contudo, todavia, chegou ao Verão de 2018 a precisar de uma inaudita e pícara crise no seu partido para aprender “alguma coisa sobre dirigentes políticos e colunistas cuja indignação é selectiva e cujo duplo padrão em termos de exigência é uma máscara para o oportunismo.” Que se passará com este senhor?

Uma hipótese é a de estarmos perante um perfeito e acabado taralhouco. Embora a coloque em último lugar na lista das possíveis explicações, não a vou descartar até prova em contrário. Outra hipótese remete para a sua faceta artística e a proverbial distracção dos mesmos. Pode ser que a vida no palco o tenha isolado numa bolha impermeável à cruel realidade dos padrões dúplices. E por último, dado o adiantado do termómetro, podemos ainda conceber a hipótese de ser esta denúncia contra o oportunismo o exercício de um oportunismo ainda mais agudo. Ver um deputado do BE, um doutorado em sociologia, um político profissional a agitar a bandeira da “curiosidade” e da “humildade” contra o “clubismo” e as “lealdades afectivas” como práxis política não permite sequer que nos comecemos a rir. Ficamos logo no estado preconizado pelo autor acima citado: prontos para o combate contra a sonsaria de todas as cores e densidades.

Mas não dá mesmo para o levares contigo, David?

David Dinis escreveu o seu último editorial no PúblicoO que aqui vos deixo – e os leitores interessados no destino desse jornal têm boas razões para festejar. Ao contrário do que o seu paupérrimo auto-elogio intenta, este director só poderá reclamar louros pelas “newsletters personalizadas” (sic). O resto foi a tentativa, infelizmente conseguida, de continuar a linha editorial do José Manuel Fernandes na fase da vingança contra Sócrates e o PS. Um Observador disfarçado de “jornalismo de referência” para cobrir mais uma área de pretensa influência social e política a favor do PSD e restante malta, terá parecido boa ideia à Sonae em 2016 depois da impotência de Bárbara Reis para salvar o projecto. Ideias com eficácia para conquistar leitores dispostos a pagar pelo serviço é que nicles batatóides. Pelos vistos, fartaram-se da receita. Uma receita onde o sectarismo e a cultura da calúnia, ora de forma sonsa no registo do David Dinis ou descarada e sistemática pelo teclado dos caluniadores profissionais, foram o que de mais memorável se regista nestes quase dois anos.

Assim, parabéns a quem compôs a página da edição digital onde podemos descobrir o que é que o Sr. Dinis realmente deixa no jornal. Até para um mau entendedor esta sintaxe gráfica não oferece qualquer dúvida.

És tão bronco, Monteiro

[...]

Recapitulemos: desapareceu uma quantidade apreciável de material. Foram demitidos temporariamente (cito, porque não sei que figura é esta) seis comandantes, aliás de forma canhestra. O ministro duvidou que fosse um roubo. Diversos conhecedores destes meandros colocaram a hipótese de o material ir desaparecendo aos poucos, até chegar o momento do inventário, perante o qual se ‘inventava’ um roubo. Mais tarde, o material aparece, não muito longe, na Chamusca, e entre ele está uma caixa a mais. Uma pessoa com alguma responsabilidade ou um sentido próximo de responsabilidade, neste ponto já acharia que andavam – literalmente – a gozar com a tropa. Mas manteve-se tudo sereno. Até que há semanas este mesmo jornal noticiou que continua a faltar material. Perante isto, o Parlamento quis, de novo, ouvir o Chefe do Estado Maior do Exército (CEME) que lá foi mostrar a sua perplexidade. Nada tem a acrescentar ao que já tinha dito há meses, disse.

[...]

O nosso Comandante Supremo, o Presidente da República, tem, de quando em vez, dito que quer tudo esclarecido. Talvez seja altura de dar um murro na mesa. Ou, em alternativa, deixar passar mais um ano. Pode ser que apareçam outras caixas de que ninguém estava à espera. Pode bem acontecer que, antes de um inventário qualquer lá ponham o que falta ou outra coisa qualquer inesperada. E, se assim, for, tudo pode ficar na mesma. Afinal para que queremos material militar? Agora andamos preocupados com outras coisas. Com o turismo e o calor, por exemplo…


Tancos: uma história de impunidade

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É o pacote completo. Sensacionalismo, mentira, chicana. O Monteiro também tem de preencher a página. Então, prefere teclar para os seus amigos de jantas e almoçaradas. Raios, estamos no Expresso, o jornalismo pode esperar e as opiniões fluem melhor com sabor a laranja.

Tal como Pedro Mexia no “Governo Sombra”, no que reforça a candidatura a bronco ilustrado, este infeliz não resiste a martelar na pulhice de que o ministro da Defesa teria duvidado que se estivesse perante um roubo. É ainda, e para sempre, a exploração da deturpação feito pelo DN na famosa entrevista onde Azeredo Lopes se esforçou com zelo cirúrgico para explicar que não era ele quem estava a investigar o caso – donde, por inerência, e por absurdo, admitir qualquer desfecho da investigação, inclusive esse de se concluir por outra explicação para o desaparecimento do armamento que não implicasse furto.

O Monteiro abomina a serenidade, prefere a algazarra, o enforcamento de um bode expiatório qualquer, murros na mesa. A culpa não é de Marcelo nem da Joana, coitados, a culpa é dos socialistas que se limitam a deixar a Justiça agir sem qualquer interferência do poder político. Que pena o bondoso Passos já não estar no Governo para o bronco do Monteiro nos poder ensinar as virtudes da separação de poderes e da santa paciência perante um caso tão complexo como este.

O que diz e o que faz Frei Tomás

Espero que agora, com a demissão de Ricardo Robles, os bloquistas deixem de fingir que condenam a economia de mercado, vulgo capitalismo.

Lembram aqueles católicos que condenam o pecado, mas o vão cometendo sempre e com proveito. Ao menos esses têm o confessor, que os absolve mediante simbólica penitência. Os bloquistas estão muito mais desprotegidos, coitados.

Revolution through evolution

Despite Negative Consequences, Benevolent Sexism Helps in Search for Mate
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Making love can make men sad too
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Empathetic dogs lend a helping paw
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The Scream: What were those colorful, wavy clouds in Edvard Munch’s famous painting?
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Adherence to healthy diets associated with lower cancer risk
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Artificial Intelligence Can Predict Your Personality… Simply by Tracking Your Eyes
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Why People Vote Against Their Interests: The Government-Citizen Disconnect
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