Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

O Simão deve ser recebido como o Atlético Madrid, isto é, num ambiente extremamente difícil.

Salema Garção

*

A tua sorte é eu não ser o teu patrão.

Alexandre Herculano no bicentenário do seu nascimento

Alexandre Herculano (1810-1877) foi uma figura de escritor que sempre me fascinou. A biblioteca da Sociedade de Geografia de Lisboa tem uma sua bibliografia seleccionada em mostra patente ao público até ao dia 31-3-2010 entre as 10 e as 13 e das 14 à 17 horas no seu edifício ali mesmo ao lado do Coliseu dos Recreios.

Um dos meus mestres no jornalismo – Jacinto Baptista – dedicou muito do seu estudo à obra de Alexandre Herculano nomeadamente à faceta de Herculano jornalista. Citava de cor uma frase de Raul Brandão sobre o labor de Herculano na História: «a seriedade, a obstinação, o amor à terra, ao azeite e ao pão…»

Mais tarde, jornalista na redacção de O MIRANTE em Santarém, li com prazer um trabalho muito completo de Jorge Custódio sobre Herculano agricultor e sobre os seus trabalhos para apurar a fabricação do azeite de modo a que ele deixasse de ser apenas elemento de iluminação nas candeias das cozinhas das nossas casas portuguesas.

Há nesta mostra da Sociedade de Geografia diversos livros com muito interesse para quem queria descobrir algo mais sobre Herculano. São seus autores: Cândido Beirante, Luciano Cordeiro, António Enes, David Lopes, Bulhão Pato, Carlos Portugal Ribeiro e Rebelo da Silva, entre outros. Há também obras colectivas.

A biblioteca tem outros livros disponíveis sobre Herculano, nomeadamente dos seguintes autores: Fortunato de Almeida, Pinheiro Chagas, Teófilo Braga, António Barata, Anselmo de Andrade, Alfredo Pimenta e Vitorino Nemésio.

Vale a pena ir visitar a exposição de Herculano à biblioteca da Sociedade de Geografia.

Paulo Rangel tem o apoio de Ferreira Leite, Pacheco, Vasco Graça Moura, Jardim, Morais Sarmento, Santana, Fernando Seara, Paulo Mota Pinto, Deus Pinheiro e António Capucho, entre outros cromos do refugo do cavaquismo. E, mesmo assim, insistem em dizer que o homem dessocratizante é o melhor candidato para derrotar Sócrates.

Não admira que tenham deixado o partido chegar onde chegou.

«Sabores de África» de Conceição Santos

A Gastronomia tem muito a ver com a Literatura – ambas nascem de uma alquimia. Não por acaso a Revista Ler nº 89 deste Março de 2010 dedica um espaço significativo a textos, memórias e ideias de Maria de Lourdes Modesto, Alfredo Saramago, Marguerite Duras, Fialho de Almeida, Camilo Castelo Branco, Cesário Verde, Bento dos Santos, Brillat-Savarin, José Quitério e Francisco José Viegas – entre outros.

O que este livro nos dá em 126 páginas de receitas e 2 de vocabulário é uma grande viagem à cozinha tradicional de Cabo Verde, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

Vejamos, como exemplo, um prato de peixe, o Polvo à São Tomé: «para 4 pessoas juntar 1 polvo fresco, 250 g. de cebola, 250 g. de tomate maduro, 1 pitada de vinagre, ½ chávena de óleo de palma, louro, picante q.b. e sal q.b.; depois leve ao lume o óleo de palma, a cebola e o tomate picados, a folha de louro, o picante e o polvo amanhado e cortado aos bocados. Deixe cozer em lume brando e vá mexendo de vez em quando para não se pegar. Se necessário vá juntando um pouco de água da cozedura do polvo. Depois de cozido adicione o vinagre. Deixe ferver com a vasilha tapada, para apurar. Rectifique os temperos. Sirva com papas de mandioca ou com arroz branco».

A partir deste apetitoso exemplo é só partir à descoberta dos outros pratos. Bom apetite!

(Edição: Porto Editora, Capa: Hugo Andrade, Fotos: Mário Santos, Imagem Capa: Masterfile Portugal)

Parece que Sócrates, Pedro Silva Pereira e Rui Gonçalves encheram-se à grande e à inglesa com o Freeport, e sabe-se lá mais com o quê. Uns tipos que dão uma golpada dessas, tão sofisticada ao ponto de incluir envelopes castanhos e encontros públicos em locais de salubridade pré-ASAE, devem ter dado dezenas de outras. O caso deverá estar concluído lá para 2030 ou quando Sócrates se reformar, o que chegar primeiro. Também consta que Vara fala ao telefone como os traficantes de droga, o magano, pelo que daí até ser mafioso já nem é uma questão de se dar um passo, basta inclinarmos o tronco um bocadinho para a frente. Como todas as figuras gradas do PS têm estado ao lado de Sócrates, incluindo Soares e Almeida Santos, Vital e José Magalhães, este e aquele, é de esperar que brevemente surja uma notícia a dar conta que Tino de Rans foi apanhado a cagar atrás de um sobreiro. Assim se conseguirá limpar do mapa o PS todo, e para nunca mais voltar.

Judite – Mas, por exemplo, o sr. Presidente da República, volto à questão, ficou melindrado com as referências, que foram públicas, quando se diz, por exemplo, que o senhor podia ir para casa cuidar do netos?

*

Foi esta a única citação das escutas publicadas que a Judite utilizou para confrontar Cavaco. Estamos perante uma curiosidade voyeurista, veneno alcoviteiro. Mas não só.

Estamos também perante a legitimação da devassa da privacidade. Partindo do princípio que a Judite não ouviu a gravação onde supostamente se encontra essa passagem, como se permite utilizar uma transcrição escrita, descontextualizada e não confirmada para com ela tentar invadir a intimidade do Presidente da República? É a perversão máxima, explorar a espionagem a terceiros para espiolhar a primeiros.

Muitas pessoas só aprenderão com a experiência de serem vítimas da completa ausência de escrúpulos. Ou talvez nem aí. Mas é nosso dever fazer o possível para que nunca passem por ela.

Se Portugal tem 2 milhões de pobres, e mais 3, 4, 5 ou 6 milhões de menos pobres, que está a impedir o PCP e o BE – partidos que existem só para defenderem os pobres e mais ninguém – de vencerem as eleições, seja a solo ou em parelha?

Qual seria a alternativa? Se a conheces, bota faladura.

Fotografias de Joe Fernandes na Fabula Urbis

Até ao dia 31 de Março podem ser vistas na Fábula Urbis (Rua Augusto Rosa 27) uma livraria atrás da Sé de Lisboa as 21 fotografias sobre a cidade de Lisboa deste fotógrafo com vínculos a Portugal e à Inglaterra.

Ao longo do tempo Joe Fernandes viajou por e fotografou em vários países: Irlanda França, Bélgica, Itália, Espanha, Noruega, Polónia, Roménia, Bulgária, Chile e Índia.

Estudou técnica de fotografia na Universidade de Brighton e estes 21 trabalhos são apenas uma pequena amostra do seu material acumulado ao longo dos anos.

Neste conjunto percebe-se que o seu olhar se demorou em pormenores de uma Lisboa que parece estar a desaparecer. Mas resiste com teimosia ao cilindro normalizador.

Por exemplo há três fotografias de mulheres a lavarem a roupa em tanques públicos. O excelente bacalhau da Islândia da Manteigaria Silva na Rua D. Antão de Almada 1-C ao Rossio, surge com algum destaque. O velho Animatógrafo do Rossio também faz parte da recolha em exposição. Outras fotografias contemplam as drogarias, as padarias, as frutarias, as casas de carimbos, as capelistas que ainda vendem estampilhas postais, os bolos, os vinhos finos, as conservas em lata, as leitarias e as floristas.

É todo um mundo que ainda resiste aos avanços das novas tecnologias, lojas onde ainda existe o contacto humano e humanizado, onde a velocidade das máquinas e a técnica impessoal das pessoas não ganharam espaço nem ganharão nos próximos tempos.

Para mais pormenores o contacto na Internet da Livraria é www.fabula-urbis.pt e o mail é o seguinte fabula-urbis arroba fabula-urbis.pt

Chapa 3, a especialidade do genial Carvalhal. Quando não, empate sem golos. Ou versões 3 + n. É assim desde 12 de Fevereiro. E tamanha genialidade acaba de me garantir uma refeição a custas do nosso amigo António P., posto que a heróica façanha de agarrar o 4º lugar sela um compromisso inquebrável até ao fim da época, quanto mais até à Páscoa que está mesmo aí ao virar do calendário.

António, quem paga é quem escolhe o local do repasto. Se quiseres, até pode ser na Marmeleira.

Casa que é um museu
Baixo-relevo, escultura
O jantar aconteceu
Numa mesa de ternura
Pinacoteca no armário
Brasil, Tailândia, China
Com Tomás no calendário
Toda a paixão é rotina
Na biblioteca diferente
Um sentido profundo
Livros, Extremo Oriente
Outra visão do Mundo
Veio o vinho de Azeitão
Para festejar iguarias
Entre o queijo e o pão
Não é em todos os dias
Na cabeceira da mesa
No centro da liturgia
Avó Mam sem surpresa
Num ritual da alegria
Entre copos e talheres
Toalha nova estreada
Voz de cinco mulheres
Fez a minha voz calada
Casa à prova de bulício
Bem perto do Regueirão
Os Anjos fogem do vício
Entre o passeio e a pensão
Onde Indianos, Chineses
Fecham tarde o estaminé
Já há poucos portugueses
Junto à porta dum café
Casa do Mundo, alegria
Trazida pelo teu olhar
Se começou em Leiria
Não diz onde vai parar
Trouxe um antigo postal
Terreiro do Paço, parada
O coração de Portugal
Respira sem dar por nada

Não há melhor epitáfio para a desgraçada passagem de Ferreira Leite pela liderança do PSD do que a hilariante lei da rolha aprovada em Mafra.

Mas se eles nem sequer conseguem respeitar a liberdade dos militantes, que estragos querem ir fazer para o Governo?

A Shyznogud, em boa hora, chamou a atenção para o Provedor do Público. O texto, reproduzido, apresenta as explicações de Nuno Pacheco a respeito de mais uma manobra de ataque político (muito mal) disfarçada de jornalismo. São declarações patéticas.

Aliás, esta oposição que nos serve coligações negativas, assassinatos de carácter, violações da Justiça, catastrofismo senil e completa ausência de soluções não é outra coisa: patética.

O espectáculo de Fernando Costa transcende em importância o congresso e momento do PSD. Para além das capacidades expressivas, este homem deu uma lição de política. Política vanguardista, porque conseguiu deixar um exercício de alta oratória, só aparentemente folclórica. Do princípio ao fim, foram ditas as verdades que o Politburo merecia ouvir e que não ouviria se não fossem o desassombro e autoridade do caldense. Em particular, o seu protesto contra a colagem à retórica da esquerda-purificada e contra o discurso alucinado acerca de Sócrates, são ofertas de sensatez e inteligência para quem quiser voltar a colocar o PSD no caminho da credibilidade.

A ligação de Ferreira Leite a Pacheco Pereira foi execrada com aclamação. De facto, o caminho do ódio pode fazer revoluções, mas não alimenta a democracia. O resultado aí está, um comentador-deputado que fez do derrube de Sócrates o sentido da sua vida. Não é dessa disfunção que o PSD precisa, embora tenham sido inúmeros os que promoveram esta estratégia decadente e dissoluta. Quando Fernando Costa aludiu à muito maior unidade do PS, comparada com a do PSD, falou em nome dos que entregam o coração ao partido, não em nome dos que se servem do partido e que desprezam os seus militantes. Como é o caso do Pacheco, um homem só e rancoroso.

Este discurso fica também como matéria de estudo para os interessados em aferir das diferenças entre uma intervenção populista e outra popular. Infelizmente, ainda está para chegar o candidato que consiga recuperar o Partido Popular Democrata, acabando com o actual ciclo dos populistas social-autocratas.

Morais Sarmento desmentiu Henrique Granadeiro, dizendo que este fazia gestos de diversão cuja finalidade era esconder o plano socrático para o controlo da comunicação social, e garantiu nunca ter feito pressões para despedir Leite Pereira, Pedro Tadeu e Joaquim Vieira. E ainda conseguiu sair-se com esta:

Acho que o dr. Henrique Granadeiro teria gostado que eu lhe ligasse muitas vezes mas infelizmente eu penso que não lhe devo ter ligado vez nenhuma enquanto estive no Governo.

Ora, Granadeiro demitiu-se da Lusomundo por causa do episódio. E foi agora para a Assembleia da República dar nomes aos bois. Acresce que Granadeiro é um homem respeitado na direita. Estes pormenores não atrapalharam Sarmento, o qual tem uma queda para o chinelo já sem remédio ou disfarce. Largou logo mais uma das suas chungarias, a cabecinha não deu para mais.

Chegou a falar-se, no último ano, em Morais Sarmento para uma candidatura à presidência do PSD. Não pode haver melhor diagnóstico da decadência de um partido do que essa possibilidade ter sido levada a sério.

«Não é admissível que o País esteja a ser enxovalhado desta forma no estrangeiro», prosseguiu, considerando que a imagem externa de Portugal está a ser «totalmente afectada», na medida em que «todos olham para nós como se fossemos um país do terceiro mundo».

Para Manuela Ferreira Leite a situação criada com a abertura do processo a Lopes da Mota, por alegadas pressões sobre magistrados no caso Freeport, é «verdadeiramente insustentável e insuportável» e não se pode manter.

Manela a 19 de Maio de 2009

Está tudo condicionado e paralisado. Onde é que está o caso Lopes da Mota?

Rangel a 25 de Setembro de 2009

*

Esta notícia apresenta uma versão do caso Lopes da Mota que está de acordo com as evidências. A primeira evidência é a de ser impossível que pressões sobre magistrados tenham alguma possibilidade de sucesso. Como se viu, até uma conversa entre amigos pode ser denunciada como irregularidade, pelo que não se imagina uma situação em que os magistrados estejam sujeitos a pressões. A segunda evidência é a de estarmos perante um empolamento artificial, de política interna. Tal ficou óbvio na sanção de 30 dias para Lopes da Mota, decidida sem unanimidade no Conselho Superior do Ministério Público. Tratava-se de uma penalização simbólica, cedência corporativa a quem criou o caso.

E que fez o PSD com a manobra sindical? Explorou-a ao máximo, até ao último dia da campanha para as Legislativas. O facto de se gerar alarme social com a suspeição de que o Governo manipulava magistrados para pressionar os procuradores do Freeport era a maravilha das maravilhas. O vale tudo devora qualquer oportunidade para lançar calúnias e envenenar a opinião pública, nem a Justiça ficou a salvo da pulhice como estratégia política. Esta malta que tem estado no PSD provou no caso Lopes da Mota, pela enésima vez, não ter um pingo de decência.

Os aceleras da Política de Verdade despistaram-se na curva, equilíbrio não é com eles.

É muito difícil encontrar católicos, mesmo quando os procuramos dentro das igrejas. Já encontrar quem tenha opiniões acerca da religião católica, é mais fácil do que pisar beatas à porta do café. Os padres devem poder casar? Saltam logo retumbantes apoios ao casório. As mulheres devem poder ser ordenadas? Caem do céu inflamados protestos contra o atraso de dois mil anos na implementação dessa paridade sexual. A Igreja deve ficar calada quanto ao aborto? Levantam-se clamorosas vozes a exigir que os religiosos deixem de perturbar a sociedade secular com a expressão pública das suas aberrações teológicas.

Muito bem. Não há problema algum com este fenómeno onde indivíduos que não são católicos, nunca o foram, nem se imaginam a ser, desatam a emitir sentenças a respeito de matérias cuja história e racionalidade ignoram. Nenhum problema, dado que é nessa civilização da liberdade, mesmo daquela liberdade que não sai da ignorância, que apetece viver. O problema é não se prolongar o interrogatório. Por exemplo, que pensam essas pessoas do dogma da virgindade de Maria? Faz sentido manter essa léria ou há vantagem em reconhecer que o velho José sempre molhou a sopa na miúda? E quanto aos milagres relatados nos Evangelhos, devemos ignorar as evidências científicas que nos garantem não existir milagre algum neste mundo, à excepção da actual época do Benfica? Já agora, tendo em conta a complicação em que se tornou a concepção trinitária de Deus, não será preferível fazer uma versão simplificada onde a divindade seja descrita como um Noddy de barbas?

Até pagava para conhecer essas respostas.

A qual advoga o perdão, votaria Aguiar-Branco caso estivesse nessa infeliz situação de ser militante do PSD e ter as quotas em dia. No final do debate com Passos Coelho, é óbvio que Aguiar-Branco será, dos três, o melhor candidato a primeiro-ministro. Candidato a ser um mau primeiro-ministro, não tenho a menor dúvida, mas melhor do que os outros dois. Eis o estado a que chegou um partido que deixou de ser parte da solução para se tornar parte do problema.

Rangel mostrou que não é apenas má rês, também é uma fraude. Foi esmagado por aqueles que desprezou, deixando traumatizados os seus profetas. Passos Coelho precisa de tarimba e humildade, neste momento é apenas um projecto pessoal. Resta um Aguiar-Branco que dá sinais de conseguir a alquimia de transformar a pulhice onde medra, de Santana a Ferreira Leite, em responsabilidade e patriotismo. Ténues, friáveis, ambíguos sinais, pois. Mas pois.




Intervenções cirúrgicas

Toma mensal

Pharmácias

As Ruínas Circulares
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)

 

Farmácias de Serviço

 

100 nada
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
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A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
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Blogo Social Português
Cabra de Serviço
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