Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Alguém explique, faxavor

Depois de três semanas de prisão domiciliária para a enorme maioria da população e restrições em vigor para ajuntamentos de todos os tipos, donde estão a vir as centenas de novas infecções diárias?

Sabemos que o vírus tem entre 4 a 6 dias de média para a incubação e que uma quarentena de 14 dias é considerada suficiente para provar a sua inexistência no organismo (ou assim a ciência pensa até esta altura). Também sabemos que há milhares de indivíduos a trabalhar fora de casa, alguns em locais de risco imediato de infecção permanente (nos serviços de saúde que directamente lidam com doentes de covid-19), outros em contacto com o público (cuidados, farmácias, transportes, alimentação, supermercados, segurança, obras, etc.), outros em serviços estatais. E, fatal e infelizmente, sabemos que há um número indeterminado de pessoas que não respeita nem o isolamento social nem sequer a distância física.

Donde, demográfica e sociologicamente, quem é que está a ficar infectado e onde?

Estranha forma de ajudar o País

Nunca os governantes tiveram de tomar tantas medidas em tão pouco tempo e nas condições em que têm de o fazer. Não há tempo para discussões prévias nem para os habituais e demorados estudos, e se em alguns casos se baseiam na opinião dos especialistas, noutros, os relacionados com a vertente económica, por exemplo, nem os especialistas lhes podem valer por também desconhecerem o que aí vem. Tudo depende da duração da epidemia, aqui e no resto do Mundo. Mesmo em tempos ditos normais, há sempre o risco dos governantes errarem, imagine-se nestas circunstâncias. Creio que todos eles estão cientes do risco e da incerteza quanto ao sucesso das medidas que têm de tomar em catadupa, mas não têm alternativa.

Mas este estado de incerteza não é geral, há quem tenha muitas certezas e parece que Rui Rio é um deles. Se, por um lado, avisa que este não é o tempo para fazer oposição ao Governo e admite a possibilidade de o Governo falhar. Por outro, tem a certeza de que no fim da pandemia e perante a mais do que esperada crise económica e social será o próprio País que cairá em cima do Governo  e lhe cobrará todas as falhas. Que é como quem diz, sobretudo aos seus, que no futuro o PSD nada perdoará a António Costa e aos seus ministros. E é isto que Rui Rio tem para oferecer nesta altura: mais pressão em cima dos ombros dos governantes.

Mas há algo na crise económica que se avizinha, independentemente da sua gravidade, que difere das anteriores: desta vez todos saberão explicar o que lhe esteve na origem. Na última, perceber as causas implicava o conhecimento de factores que, por iliteracia económica, a esmagadora maioria não domina. Quantos portugueses sabem o que é isso do subprime, explicar como se formam as famosas bolhas imobiliárias ou como se chegou à crise das dívidas soberanas? Não foi, portanto, por acaso que simplesmente se apontou o dedo aos políticos. Ainda assim, apesar da crise já instalada, e de todas as campanhas de perseguição a Sócrates, muitas explorando a tal iliteracia económica da população, foi o PS e não o PSD a ganhar as Legislativas de 2009. Fica o lembrete para quem só faz contas ao futuro.

Revolution through evolution

COVID-19: Low risk of coronavirus spreading through tears
.
Too much salt weakens the immune system
.
Fecal microbiota transplants successfully treat patients with Clostridioides difficile
.
Higher daily step count linked with lower all-cause mortality
.
In politics and pandemics, trolls use fear, anger to drive clicks
.
Validation may be best way to support stressed out friends and family
.
Why life can get better as we age – study
.
Continuar a lerRevolution through evolution

Basta um para sermos todos

A economia parou mas não está parada. O capitalismo também é viral. Há zonas onde reina o caos e surgem despedimentos e falências. E há sectores que fazem exactamente o mesmo que antes faziam para um mercado igual em tamanho e ritmo de consumo – há até outras fileiras que devem ao coronavírus um aumento colossal nos preços, ou no tamanho da clientela, ou ambos. Que recrutam. Qualquer investidor, accionista, administrador, gestor que não tenha perdido a ligação entre os neurónios está já agarrado ao calendário e a tomar decisões para os próximos dois meses, seis meses, um ano, dois anos. É que as assustadoras e desvairadas dúvidas causadas pela pandemia, mais a tragédia de saúde pública que está a ocorrer e irá aumentar ao ritmo da progressão da infecção pela vastíssima maioria da população planetária, tudo isto mergulhado no espectro de uma depressão económica à moda de 29, ainda assim permitem o consolo maior que se pode oferecer a um decisor: a inevitabilidade do fim do ciclo de destruição; naquele que será sempre um curtíssimo, imediato, prazo na escala histórica.

Não é crível que no pós-covid os Estados e seus eleitorados queiram fazer o que os cientistas pedem há décadas para acudir à emergência climática – vai ser preciso um susto igual, um sofrimento parecido ou maior – mas podemos já antecipar uma certeza absoluta: a digitalização das sociedades acaba de dar um salto gigante como nenhum outro conhecido neste domínio. Literalmente de um dia para o outro, de uma semana para a outra no máximo, incontáveis milhões descobriram as vantagens de fazer compras pela Internet e pagarem com o telemóvel em loja. A necessidade aguça o empenho, pun intended, e estão criadas as condições para desenvolver estruturas de distribuição de bens com ganhos para os particulares e para as empresas. A ideia de pegar no carro para se levar uma ou duas pessoas até uma superfície comercial poderá ficar obsoleta, ou folclórica, ou escandalosa, ou excêntrica também de um dia para o outro. O dinheiro poupado em combustível, a diminuição da pegada ecológica, o aumento de tempo disponível para os cidadãos e a capacidade de aumentar a eficiência dos agentes económicos, eis alguns dos elementos a incluir na equação dos benefícios.

A obsessão alarmista, sensacionalista, catastrofista mesmo quando começa bem intencionada acaba por ficar tóxica. Contagia em primeiro lugar a comunicação social e depois aumenta a nossa confusão, o nosso medo. Há outras notícias para dar. Por exemplo, esta: nunca teríamos chegado a nascer se aqueles cujos genes transportamos em fatal aleatoriedade tivessem desistido de continuar a procurar soluções nessas outras infindas crises em que ao seu lado os restantes soçobravam face às ameaças. Somos a mais improvável das manifestações da vida, o animal onde a realidade se espanta consigo própria.

Basta um vírus para começar uma pandemia. Basta a inteligência em cada um para acabar com ela.

Vamos lá a saber

Com duas semanas de experiência, vamos a um balanço: faz sentido ter os supermercados com horários reduzidos?

No Mercado Abastecedor da Região de Lisboa o horário de venda foi alargado com a finalidade de evitar concentrações de compradores. Desde o início da crise que me parece dever ser essa a lógica para os consumidores finais, vendo como protectora uma eventual extensão até à meia-noite, ou mais, do horário de fecho. Porém, optou-se pela lógica inversa por razões talvez adequadas mas cuja necessidade me escapa.

Numa situação em que está em causa apenas um período limitado de no máximo dois meses para os actuais constrangimentos de emergência (é a minha previsão ignorante), as probabilidades de sucesso na redução dos efeitos da epidemia na saúde e na economia justificam não só medidas aparentemente fáceis de tomar como esta da diluição dos agrupamentos dentro dos espaços comerciais como ainda um crescimento gigante da oferta de serviços de entrega em casa.

Num quadro ideal, e sem dúvida impossível de realizar no imediato, nem sequer precisaríamos de sair para ir às compras. As frotas de entrega seriam de veículos movidos a electricidade e estaríamos a proteger-nos e a descarbonizarmos ao máximo o modo de vida em simultâneo. Já para não falar que assim se evitariam por completo os açambarcamentos e o pânico e carências que causam.

Disto não se pode culpar o vírus

Desde que tomou posse como presidente do PSD, do que Rui Rio mais se queixou foi da oposição interna, nomeadamente do grupo parlamentar que herdou. Ora, seria de esperar que as Legislativas de Outubro lhe tivessem resolvido o problema, mas tendo em conta o que se passou no último debate quinzenal, fica-se com a ideia de que talvez não haja no PSD militantes que sirvam para formar um grupo parlamentar que lhe agrade. Mas será que o que motivou o ralhete público, seguido do abandono do debate, é só culpa dos deputados? Rio, que é o líder da bancada parlamentar, estando o país a atravessar uma crise sem precedentes e em estado de emergência, achou que a prioridade para os seus eleitores, o que mais os está a inquietar, o que mais queriam ver debatido é se os debates parlamentares se devem ou não realizar, ou seja, se os deputados deviam ou não lá estar. Ainda assim, o líder da oposição precisou que fosse Ferro Rodrigues a adverti-lo para o excesso de deputados, será que não sabe contar?

Este episódio passou mais ou menos despercebido, mas Rui Rio ambiciona ser primeiro-ministro e se o tivesse conseguido nas últimas eleições, muito provavelmente, algumas daquelas pessoas que agora tratou como se tivessem 5 anos teriam sido por ele convidadas para exercerem cargos governativos. Dá que pensar.

Broken Arrow

*_*

A crise global provocada pelo coronavírus só encontra paralelo, nas suas dimensões económicas e sociais, com as duas Grandes Guerras do século XX. Daí o conceito de “guerra” ser uma imediata referência de contextualização para a gravidade da situação, dá sentido tangível à ameaça. Porém, como estamos a ver e só vamos no começo do processo, esta crise consegue ser ainda muito mais ampla na geografia dos seus efeitos ao não poupar literalmente nenhum continente, nenhum país, nenhuma cidade e, fatalmente, nenhum agregado humano. É só uma questão de tempo. Tempo medido em semanas, desde o registo do primeiro caso até à declaração de um qualquer tipo de estado de emergência pelas autoridades políticas respectivas.

Esta guerra tem três linhas da frente. A primeira é a do tratamento dos infectados que desenvolvem complicações graves e desviam recursos humanos e logísticos dos já sobrecarregados e/ou carentes serviços de saúde. Aqui, como vemos horrorizados em Itália e veremos em muitos e muitos outros países, a Convenção de Genebra está invertida. O inimigo ataca preferencialmente os médicos, os enfermeiros, os hospitais, os assistentes sociais de qualquer tipo que estejam em acção. Quão mais civil mais apetecível como alvo. A segunda é a economia, a qual se afunda a pique ao se interromper a vida social obrigando as populações a meses de clausura doméstica. Aqui o inimigo é convencional, pois em todas as guerras se tenta destruir a estrutura económica do adversário. A resposta dos Estados e das sociedades, a reconstrução, vai exigir respostas historicamente originais. Finalmente, mas não least, a terceira linha da frente corresponde à linha dos olhos daquele com quem comunicamos. Pode ser um familiar, amigo, colega, vizinho ou estranho. Estar no seu campo de visão corresponde a estar em comunicação. E a estar em combate pedagógico, o qual começa em nós, no mais íntimo de cada um: a vontade. A tal vontade que é sempre expressão da biologia, depois da antropologia, a seguir da psicologia e sociologia, e só por último da ética. Daí a pulsão inicial para não gastarmos recursos com ameaças distantes no espaço, no tempo e na tribo. A pulsão que desperta o pensamento mágico onde nos cobrimos de superstições mesmo que não saibamos terem esse nome nos dicionários e nos tratados de saúde mental. A pulsão de servirmos, adorarmos, o nosso incontornável e lógico egocentrismo.

A ética pode ser vista como a dimensão onde a vontade cumpre a resposta a esta pergunta: por quem sou responsável? Isto é, à luz implacável da consciência de mim, sozinho perante o absurdo e a glória de me saber vivo, que me pertence absolutamente? Não o corpo, muito menos o mundo. Só posso reclamar como meu, ontologicamente original, o que consiga fazer com esse corpo recebido nesse mundo. O meu corpo é o suporte, ou o lugar, de uma corrente de consciência no espaço e no tempo onde exerço influência sobre o mundo. Posso deixar que uma borboleta bata as asas no parapeito da minha janela e ficar tranquilo à espera do que tal acontecimento vai provocar nos boletins meteorológicos da China. Ou posso dizer a alguém para não sair à rua ou para se manter fisicamente distante mesmo que precise de sair à rua, e continuar a olhar para a China à espera dos boletins de saúde. Ser ético quando por causa de mim há quem fique em risco de adoecer e morrer parece tarefa fácil. E esse é o mais ardiloso plano do inimigo.

Antropomorfizar o vírus não tem nada a ver com a metáfora e seus modos. Antes, estamos no domínio da metonímia, onde o referente semântico tem relação directa, íntima, com o termo usado num outro contexto alternativo. O contexto da reacção ao coronavírus que nos invade os corpos e as comunidades é o de uma guerra não só pela evidência das consequências pelas quais a humanidade colectivamente está a passar; também, e ainda mais profundamente, pela necessidade de disciplina militar para reduzir ao máximo a severidade das investidas inimigas e a extensão dos combates. A disciplina é uma preciosa virtude quando defende o que mais importa – como todos os dias de todos os dias se sabe acontecer na actividade de médicos e enfermeiros, para só dar o exemplo mais consensual.

Na terra onde se inventou a democracia deixou-se na mão, nas lanças, dos cidadãos a responsabilidade de defenderem a liberdade. Defenderem em batalha. A disciplina guerreira não é incompatível com a liberdade – precisamente ao contrário para quem colocar a ética como bem mais valioso do que o egoísmo rapace e irresponsável.

Temos o melhor SNS do Mundo

Creio não estar enganada se disser que o civismo que os portugueses têm demonstrado se deve em parte à confiança que têm no nosso Serviço Nacional de Saúde. Parece surpreendente, mas ao contrário dos diagnósticos catastrofistas feitos pelos partidos da oposição e pela comunicação social, ao longo dos últimos anos, o que se tem visto é um SNS que, perante o maior desafio que já enfrentou, se reorganizou e que consegue dar resposta aos problemas que vão surgindo. E consegue fazê-lo de um dia para o outro, literalmente. Não se parece nada com o tal SNS caótico descrito por tantos “especialistas” na matéria. Claro que não é nem nunca foi um serviço em que tudo funciona na perfeição, mas isso é válido para todos os outros serviços públicos e também para os privados, já agora. E uma coisa é criticar e chamar a atenção para o que funciona mal, outra, bem diferente, é fazer um tipo de exercício que se tornou banal: pega-se num caso que corre mal, ignoram-se os milhares que no mesmíssimo dia correram bem, e arrasa-se todo o SNS, o Governo e tudo o mais que se lhes atravesse no caminho. Há inúmeros exemplos, mas destaco este, em que um jornalista pega num episódio ridículo, a falta de uma bisnaga de pomada num Centro de Saúde, que ele não teve a menor curiosidade em saber por que razão aconteceu, mas que lhe serviu para concluir que temos um SNS do Terceiro Mundo. Calculo que, por esta altura, este jornalista já esteja em segurança, protegidíssimo do vírus, num qualquer país do Primeiro Mundo.

Dir-me-ão que a pandemia está no início e que o sistema ainda pode colapsar. Infelizmente, é verdade. Mas pelas contas de muitíssima gente, o SNS, de tão caótico, já devia ter colapsado há muito tempo, bem antes do pico da epidemia. Além disso, por estes dias, em que país os governantes podem garantir aos seus cidadãos que o sistema de saúde não corre o risco de colapsar?

Revolution through evolution

National Poll: Many parents delay talking to kids about inappropriate touching
.
Not finding new goals post-retirement associated with greater cognitive decline
.
Pets can protect against suicide in older people
.
The Lancet: Study details first known person-to-person transmission of new coronavirus in the USA
.
Facts versus fiction – breaking down COVID-19 myths
.
Tips to Cope with the COVID-19 Pandemic
.
Pandemic Panic
.
Continuar a lerRevolution through evolution

Dados que gostaria de ouvir no próximo boletim

Nestes tempos insólitos e incertos, muita gente aguarda com ansiedade os comunicados diários da DGS sobre o evoluir da epidemia em Portugal. A directora-geral, Graça Freitas, parece muito competente, informada e sabedora do que fala. E fala de maneira clara. Assim, ficámos ontem, por exemplo, a saber que, dos 1280 infectados, apenas cerca de 160 estão internados e, desses, 35 encontram-se nos cuidados intensivos. Uma situação preocupante, mas ainda gerível, diria eu. Quer isto dizer que a esmagadora maioria (cerca de 1000) das pessoas infectadas está a tratar-se em casa. Boa notícia. Ao mesmo tempo, é-nos dito que apenas 5 recuperaram – cinco doentes! Ora bem, é aqui que reside o problema. Esses cinco, presumo eu, pertenciam ao número dos internados. Mas, e os que foram para casa curar-se? Será que não apresentam melhoras, coitadinhos? Já cerca de mil pessoas adoeceram, algumas já há mais de 15 dias, e nós não sabemos quantos já estão bem e quantos em franca recuperação. Parece-me que essa informação teria grande interesse pela nota de optimismo que difundiria.

 

Admito que haja quem pense que, nesta fase de confinamento e restrição severa de contactos, ou seja, de grande sacrifício, não é aconselhável transmitir mensagens demasiado positivas devido ao receio de que as regras sejam desprezadas, mas que diabo. A ideia de que, deste sufocante milhar e meio de fulminados apenas cinco se salvaram (parece que hoje já são 20), é falsa e uma impossibilidade. Os números bons também têm direito a sair.

Estamos a viver o mais belo momento da civilização desde sempre

Nunca se tinha visto, sem origem bélica, os mais ricos países do mundo moderno, científico e tecnológico a interromperem súbita e drasticamente a sua vida social e económica. A causa é uma doença que se estima ter à volta de 2 a 3% de mortalidade, talvez menos no final das contas. Uma doença que para a enorme maioria se tratará como uma vulgar gripe ou até nem chegará a causar sintomas debilitantes.

Ou seja, 97% não são mais importantes do que 3%. Os novos não são mais importantes do que os velhos. Os mais fortes, mais saudáveis, são menos valiosos do que os mais fracos, os mais doentes.

É economicamente catastrófico, claro. E é lindo.

Juntar o útil ao agradável

O PS, no seu programa eleitoral, propôs a dinamização da agricultura urbana utilizando as coberturas dos edifícios para a produção de produtos hortícolas. A ideia é tornar as cidades mais sustentáveis e reduzir a nossa pegada ecológica, o que segundo alguns estudos é uma ideia muito acertada.

Ora, tendo em conta a actual situação de recolhimento que está a levar muitos ao desespero, e que as varandas e terraços são os únicos sítios ao ar livre que não nos estão vedados, melhor altura para implementar esta proposta eleitoral, enchendo estes espaços de vida, não há. Para além de todas as vantagens ecológicas, é uma excelente forma de passar o tempo. E se juntarmos às hortícolas algumas plantas ornamentais também tornamos a vista uns dos outros, e a dos turistas quando regressarem, muito mais agradável. Nada contra a bandeira nacional, mas em vermelho e verde a ondular ao vento nas varandas prefiro de longe plantas floridas.