Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

#ConselhosdoCosta

Aproveitem a experiência acumulada a tratar os portugueses como gado com amnésia para escrever livros e dar cursos de formação #ConselhosdoCosta

Criem o partido dos directores e comentadores de imprensa com alergia raivosa ao PS #ConselhosdoCosta

Esqueçam a Cristas e entreguem já o CDS ao Nuno Melo para acelerar o processo #ConselhosdoCosta

Peçam ao Duarte Marques que defina a estratégia do PSD para os próximos 40 anos #ConselhosdoCosta

Mantenham o Portas no activo para ir explicando as cenas à sua maneira #ConselhosdoCosta

Continuem com o aldrabas de Massamá a liderar a oposição #ConselhosdoCosta

Convençam Cavaco a lançar as suas memórias sobre a “Inventona de Belém” e publiquem-nas em fascículos no esgoto a céu aberto #ConselhosdoCosta

Revolution through evolution

Job growth, consumer spending to boost state and national economies
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Exploring Gambles Reveals Foundational Difficulty Behind Economic Theory (and a Solution!)
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Popular diet myths debunked
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Lifespan of mice extended by as much as 35 percent; no adverse effects found
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Fight Your Fears: Facing Down Anxieties Can Expand Your World
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Imagining positive outcomes may bring pleasure now but pain later
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High-Tech Toys Could Stagnate Babies’ Communication Skills

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Humor muito negro

No recente caso que envolve José Veiga e outros, há indícios de conluio entre representantes de várias classes profissionais. Também jornalistas poderão ter participado nos esquemas. Nós, no CM, não desistiremos até saber de todos os que participaram e como. Se há alegados jornalistas envolvidos, aqui os apontaremos. Não queremos ter a mesma carteira profissional que gente dessa.


Director do esgoto

Exactissimamente

2. O conceito de saldo estrutural, apresentado como princípio fulcral do Tratado Orçamental, é, afinal, gerador dos maiores equívocos. Tem contornos imprecisos e ambíguos, baseia-se em critérios subjetivos de classificação de receitas e de despesas públicas e numa fórmula de cálculo de impossível aplicação objetiva. Ficámos a saber que o novo instrumento da Comissão Europeia serve sobretudo para mostrar quem manda, para mostrar o desagrado com opções de política que procuram caminhos alternativos aos da política de austeridade. O grau de flexibilidade inscrito neste indicador está a ser usado de forma discricionária para beneficiar os grandes países ou os países alinhados com a ortodoxia de Bruxelas.


MARIA DE LURDES RODRIGUES

A política é uma arte

Não podendo dar-se ao luxo de abrir mais uma crise política aqui na ponta ocidental da Europa por motivo de uns trocos e por embirração ideológica descarada, o que faz Merkel? Aceita o desfecho das negociações sobre o orçamento português e… elogia Passos.

“O antecessor de António Costa conseguiu coisas impressionantes”, disse Angela Merkel à imprensa, depois de um almoço com António Costa na sede do governo alemão.

“Os últimos anos em Portugal não foram fáceis. Mas foram bem-sucedidos”, prosseguiu a chanceler, dizendo ainda que importa “continuar o caminho bem-sucedido”, mas agora com “mais investimento e mais emprego”.

Ora, todos sabemos o quão «mal sucedidos» foram os últimos anos em Portugal, ao contrário do que diz a alemã. Todas as metas do défice falharam e a dívida pública aumentou. A gestão dos problemas da banca e as suas consequências foram desastrosas. A economia está de rastos. Não há investimento produtivo e centenas de milhares de pessoas tiveram de abandonar o país. No entanto, para não desmoralizar os caniches do governo de Passos, seus correligionários, passar uma imagem de sucesso da política europeia para os países em dificuldades, ditada pelos alemães, e abrir caminho a uma alternativa sem o dizer, porque há o cansaço do combate grego, declara que o governo de Passos conseguiu coisas impressionantes. Ou seja, só devido a essas coisas impressionantes foi possível uma mudança, uma abertura. Não lhe perguntaram quais foram as coisas impressionantes, mas isso também não interessava: o orçamento português estava aprovado. Mas que nós, portugueses, estamos “impressionados” de outra maneira com a matilha que saiu de cena, lá isso estamos. Siga. É o jogo político. Há que ser hábil, por cá.

Costa sai sempre melhor do que a encomenda

Não vim incomodar a senhora Merkel com o nosso Orçamento. Ela já tem o seu orçamento com que se preocupar

Talvez seja insegurança ou hesitação, talvez falta de jeito, mas as intervenções públicas de António Costa antes de ser eleito e assumir um cargo executivo deixam sempre muito a desejar, sendo também por isso que não obteve  melhor votação nas últimas legislativas (e na Câmara começou por contar apenas com a aura de credibilidade teórica de que gozava, para depois a converter em votos crescentes). Mas cada vez mais se comprova que Costa é melhor executor e negociador do que «campanhante» e «palrador».

A aprovação do orçamento para 2016 por Bruxelas pode parecer um feito maior do que na realidade foi devido às Cassandras e aos abutres que pululam na comunicação social e que dramatizaram muito mais do que o razoável as discussões com a Comissão. Mas que foi um sucesso, foi. É também inegável que tamanho alarido acabou por lhe ser benéfico e transformar uma mera e primeira negociação algo renhida, como seria normal, e bem sucedida numa clamorosa vitória. Admiro a sua postura de «os cães ladram e a caravana passa». E ele sabe bem como também haverá cães a ladrar, mais dia menos dia, do seu lado da trincheira. Por mim, gostarei de ver esta caravana a passar pelas distintas ladraduras.

A frase lá de cima sobre o orçamento da senhora Merkel é inteligente. É uma forma elegante de afirmar a nossa soberania.

Soromenho contra Soromenho

Sob as tílias, em Berlim – 5 de Fevereiro de 2016

Há apenas oito anos, a dívida alemã e a portuguesa eram quase iguais, respetivamente, 65,2% e 68,4% do PIB. A crise financeira obrigou os dois países a endividarem-se para evitar o colapso financeiro (respetivamente mais 17,3 e 25,6 pontos percentuais até o início de 2011). Se em 2011 o BCE tivesse já em vigor o atual mecanismo de apoio condicional, mas "ilimitado", à compra da dívida pública, Portugal não teria sido empurrado para o resgate. A nossa dívida não teria disparado dos 94% para os atuais 130%. Sem resgate, muito sofrimento e destruição material teriam sido evitados.

[retirado o lustro]

Sócrates contra Sócrates – 28 de Abril de 2011

O ainda primeiro-ministro ficará para sempre ligado à situação perigosa em que o País mergulhou. Só uma visão distorcida poderá reduzir todas as causas complexas à sua culpa pessoal, mas, como dizia o Sócrates imortalizado por Platão: "Um chefe de Estado nunca pode ser vítima inocente da cidade a que preside" (Górgias, 519c). Os psicólogos talvez ajudem a perceber as razões que levaram o chefe do Governo demissionário a identificar-se na esfera pública com a figura do filósofo Sócrates, e não com os nomes de seus pais, como ocorre na nossa tradição. É provável que essa escolha tenha sido motivada pelo apelo da ressonância universal do mestre e alter ego de Platão. Paradoxalmente, o contraste entre o estilo e a prática política do Sócrates luso, e a teoria política do imortal filósofo grego é total e absoluto.

No diálogo Górgias encontramos a expressão plena da tarefa e missão da política, segundo o filósofo ateniense: educar os cidadãos, desenvolver-lhes as capacidades do pensamento crítico, de procura e aceitação da verdade. Em relação aos célebres líderes Temístocles e Péricles, o filósofo fazia um balanço duríssimo: "Diz-se que fizeram grande a cidade, mas não se vê que ela está apenas inchada, que esta grandeza que lhe criaram é uma espécie de tumor (...) encheram a cidade de portos, estaleiros, muralhas, impostos e outras bagatelas do género" (519a). O tumor que o Sócrates luso ajudou a expandir traduz-se numa dívida externa, cuja punção vai exigir os sacrifícios de uma geração. As obras de alcatrão e cimento sobraram, as do espírito escassearam. Para que Portugal possa prosseguir como comunidade de destino precisamos de mudar de método. Substância em vez de aparência. De olhos na verdade. Como ensinava Sócrates. O grego.

Seríamos mais ricos do que a China, se por cá a falta de vergonha na cara pagasse imposto

Nuno Magalhães diz após reunião com Mário Centeno que os centristas não vão dar luz verde a "aumento de impostos sobre a classe média"

"Não há dúvidas quanto a essa matéria porque este não é o nosso caminho", afirmou Magalhães acerca do sentido de voto do CDS, sublinhando que a bancada a que preside não compactuará com medidas fiscais que "afetem a classe média".


Fonte

Cineterapia

Mark Ruffalo
Spotlight_Tom McCarthy

A imagem acima não é do filme de que falo. Ou será? Capta uma micro-expressão de Mark Ruffalo ao ser entrevistado sobre o seu trabalho. Esplêndido trabalho, o melhor da sua carreira até à data (enfim, sei lá eu). Nesse preciso momento, estava a explicar que os padres violadores escolhem rapazes como vítimas para os seus abusos não por motivos relativos à orientação sexual mas ao efeito destrutivo que esses abusos têm nas crianças e jovens do sexo masculino – para mais já fragilizados por ambientes familiares social e economicamente degradados, a tipologia preferida dos sacerdotes criminosos. Estas vítimas ficam esmagadas pela vergonha e pela confusão, o que as leva a sentirem-se impotentes sequer para pedirem ajuda, assim permitindo o prolongamento dos abusos. O rosto deste actor não está aqui a expressar prazer, o que vemos não é um sorriso. Trata-se de um esgar de dor, incontrolado, que dura menos de 1 segundo. É o rosto de um cidadão.

Há três histórias a decorrerem em simultâneo nesta obra que se vê com um ambíguo sentimento de orgulho colectivo. Uma relativa ao papel do jornalismo como autêntico quarto poder. Outra relativa à Igreja Católica como instituição cúmplice de crimes abomináveis, tanto pelas consequências individuais como pela escala. E uma terceira, e a mais importante na trilogia, que concerne aos mecanismos pelos quais a sociedade convive e protege o crime. No caso, o crime é do foro sexual, mas a lição aplica-se a outros crimes que dependem do acordo de poderes fácticos variados. O filme não se inibe de fazer uma comparação com a Alemanha Nazi e o alegado desconhecimento dos alemães civis ao tempo acerca do que se estava a fazer aos judeus e outras minorias. Sabe-se hoje que até no exército regular alemão havia soldados a participarem em chacinas, assim como ninguém acredita que as populações junto dos campos de concentração ignorassem a matança industrial.

O arco narrativo institui no seu interior uma contraposição entre dois pólos, assim estabelecendo um círculo hermenêutico nuclear onde o filme se assume como acto político. De um lado, temos a cena em que se dramatiza como Sacha Pfeiffer convenceu Joe Crowley a ser explícito a respeito dos abusos sexuais e emocionais que sofreu, não se ficando por expressões genéricas e evasivas no seu testemunho. O diálogo frisa a necessidade moral de se exibir com objectividade e realismo os acontecimentos. Estamos, pois, perante o simétrico do voyeurismo, este mais uma violação na sua intenção e fruição. Do outro, temos a cena em que se dramatiza a indignação, raiva, desespero que invadem Rezendes quando este se confronta com a demora em denunciar os crimes e os criminosos. Já não estava em causa o jornalismo nesse momento da personagem e do filme, era outra coisa que aparecia absoluta. Era o sentido da vida e o seu ofuscante apelo do amor ao próximo ou do amor à cidade. É escolher, sendo que os dois conceitos admitem plena equivalência.

Para nós, afonsohenriquinos, o filme tem um duplo interesse acrescido. Sendo o fiel relato do que aconteceu em Boston no princípio da década passada, a ascendência de Mike Rezendes, neto de açorianos, intensifica o valor do seu exemplo como repórter de investigação ao serviço de causas nobres. Esta uma trivialidade secundária, pois o amigo Rezendes é um americano de gema para lá da árvore genealógica. O outro ponto de interesse remete para o panorama da imprensa portuguesa. Quem é que se lembra de algum jornal, rádio ou televisão que tenha feito uma investigação capaz de afrontar algum poder nefando ou que tenha alterado a forma como a comunidade se vê a si própria? Em vez disso, parece que os nossos heróis jornaleiros encontraram um fulano que é o responsável por todos os males da Nação, nem carecendo de condenações ou sequer acusações para irem enchendo os bolsos e a pulhice própria na exploração desse maná sensacionalista e calunioso. Descobriu-se que ele fez férias ali e acolá, coisa para uns milhares de euros de cada vez, e que até comia ostras em Paris, vejam bem a pinta do monstro. Nisso, Portugal é muito parecido com essa cidade norte-americana de cultura católica, a qual tentou abafar as violações cometidas e por cometer. Nós assistimos a algo análogo que nos é servido com a suprema perfídia de ser apresentado como sendo para o nosso bem, tal qual como se pratica na ancestral arte da manipulação de consciências. Não estamos em Boston, mas estamos na bosta.

Revolution through evolution

Attitude to aging can have a direct effect on health, researchers confirm
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Anxiety can impact people’s walking direction
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Messages from the food police
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Food imported from low-GDP nations poses higher safety risks, study finds
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Why you should never use the term ‘the mentally ill’
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Ecotourism, natural resource conservation proposed as allies to protect natural landscapes
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Large-scale conspiracies would quickly reveal themselves, equations show

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Amor livre católico

Quem vai ser a primeira-dama? Como aparentemente estamos numa sociedade tolerante e sem tabus, ninguém se ocupou dessa questão durante a campanha presidencial. Num país primitivo como os EUA não seria possível omiti-la. Curiosamente, as revistas de fofocas portuguesas estão agora, depois da eleição de Marcelo, a explorar o tema. Já se afirma, mesmo, que não vai haver primeira dama.

Segundo a biografia disponível de Marcelo, ele é casado pela Igreja, mas está separado desde 1980. Nunca quis pedir o divórcio civil porque, segundo ele, isso iria contra as suas convicções religiosas. Também nunca quis pedir a anulação canónica do casamento, “pelas mesmas razões” – ou seja, não se sabe porquê, porque as “mesmas razões” obviamente não se aplicam a algo que é permitido pela Igreja.

As alegadas convicções religiosas nunca impediram Marcelo de, continuando casado pela Igreja, namorar outra mulher, com a qual diz “sair” e passar férias há 35 anos. Com essa namorada, que diz ser a sua “sensação espiritual”, partilha a convicção católica de que o casamento dura até à morte. Não se trata de uma união de facto, porque Marcelo nunca quis viver com a sua “namorada” e ela aceitou esse papel. A situação difere substancialmente da do primeiro-ministro Sá Carneiro, que, perante um divórcio litigioso que se anunciava demorado, assumiu plenamente a sua relação com Snu Abecassis. Sá Carneiro, antigo militante da Acção Católica, não era menos religioso do que Marcelo, mas queria divorciar-se. Não concordava com a Igreja e assumiu coerentemente essa discordância. Marcelo, pelo contrário, diz concordar com a Igreja, mas não assume coerentemente essa concordância.

À luz da doutrina da Santa Madre Igreja, Marcelo vive em pecado, tal como Sá Carneiro viveu os últimos anos da sua vida. À luz das leis que nos regem, Marcelo pode namorar quem lhe apetecer sem ser acusado de bigamia. Porém, se em actos oficiais exibisse uma namorada como sua consorte, talvez perturbasse o protocolo. Exporia, sobretudo, a hipocrisia das suas “convicções religiosas”. De facto, estas permitem-lhe, por um lado, estar casado pela Igreja, passar a imagem de um católico muito cumpridor que não se divorcia e, por outro lado, namorar há décadas outra mulher e ainda fazê-lo sem ter que a aturar todos os dias (e ela a ele). Isto talvez seja o sonho perfeito de muita gente, mas sempre foi considerado amor livre. A novidade que Marcelo pretende patentear é o amor livre católico.

És de direita e famoso? Então serve-te e fica à-vontadinha

No domingo das eleições, ao ouvir as declarações de Portas onde apelava ao voto em Marcelo, senti um choque. Pequeno choque. Talvez “choque” nem seja a palavra certa, terá sido mais um safanão, daqueles recebidos de quem anda na rua como se ela fosse sua. Consequências do calejamento. E fui à minha vida. Horas mais tarde, soube que a Comissão Nacional de Eleições as tinha proibido. Fui tomado por um sentimento de regozijo pelo funcionamento do Estado de direito, primeiro, e pela constatação da fatal derrota, logo depois: agora é que essas declarações tinham garantida a audiência máxima, pois até aqueles que ainda não tinham tropeçado nelas as iriam querer conhecer de imediato.

Para percebermos o que está em causa, imaginemos que algum socialista com notoriedade suficiente para atrair microfones e câmaras, esteja ou não no Governo, resolvia apelar à derrota de Marcelo no próprio dia das eleições. Para tal, bastaria usar e adaptar a fórmula seguida pelo feirante da Malveira:

Acho que, se houver boa participação hoje, o assunto pode passar para a segunda volta e eu sou daqueles que acho que o que pode ser resolvido à segunda volta não se deve deixar para uma primeira volta, que já se sabe como termina.

Como reagiriam PSD, CDS, Portas, Passos e a legião de directores e comentadores que adoram espancar socialistas na comunicação social? E nem precisava de ser alguém com a metade da projecção mediática de Portas, qualquer meia-leca do partido, desde que tivesse conseguido aparecer na pantalha, chegava e sobrava para um fogaréu que continuaria ainda hoje a dar para assar um frango e várias sardinhas.

Portas, o mestre do soundbite (or so they say), mefistofélico praticante de um jornalismo de faca na liga, um fulano cujos discursos revelam que ele adora ouvir-se a si próprio (e nada contra), uma das figuras com mais experiência política em cena (só perde para Cavaco, creio), sabia que as suas declarações iam violar a lei eleitoral – o que constitui crime. E, muito provavelmente, também sabe que nada lhe vai acontecer. Nada de nada de nadinha de nada.

A cantina de Cavaco

O documento da AR que atesta a receção no Palácio de Belém dos dois diplomas (revogação das últimas alterações à lei da IVG e adoção por casais do mesmo sexo) tem a data de 30 de dezembro. Contando a partir desta data, o prazo para vetar foi ultrapassadíssimo, o que não tendo sanção (Cavaco não leva com uma multa, ou assim) é uma inconstitucionalidade e é grave que quem jura defender e fazer cumprir a Constituição a viole sem pudor.

Segundo o Diário de Notícias de ontem, o assessor de imprensa de Belém afirma que sim, os diplomas chegaram lá no tal do dia 30, no portão exterior, mas depois das 18h (tardíssimo) e a secretaria que receciona a correspondência da presidência da república estava fechada. Para mais, no dia seguinte (31 de dezembro) era dia de “tolerância de ponto” e assim dia em que a secretaria também fecha.

Isto piora: no dia seguinte era 1 de janeiro (feriado, não há secretaria) e 2 e 3 de janeiro não chateiem a secretaria porque é sábado e domingo, pois então.

Conclusão brilhante: à conta daquela hora do dia de receção dos diplomas, seis e tal da tarde, hora de fazer “ó, ó,” o prazo começou a contar dia….a presidência só recebeu os diplomas (que não no portão) a contar do dia… 4 de janeiro!!! Assim, só a partir de 4 de janeiro é que se contam os 20 dias de prazo para vetar, ouviram?

É a esta história reles que se chega. Ficamos a saber que a presidência da república, sob os auspícios de Cavaco, não é o Órgão máximo do Estado que respeita o princípio da continuidade do seu funcionamento (como acontece no Parlamento), estando sempre pronta a receber correspondência. Não. É uma cantina que fecha às 18h.

Se o ridículo de Cavaco vetar a repristinação de uma lei que promulgou em 2007 (IVG) não matasse, mas ferisse gravemente, esta história soviético-brega mata de vez a possibilidade de sequer olharmos na cara do ainda presidente.

Depois de conseguir ligar Sócrates a Maria de Belém, este crânio explica como nascem as perseguições

Outra acusação tem a ver com aquilo que Vera Jardim, Alberto Martins, Manuel Alegre e outros, criticaram como onda de populismo. É verdade! Eu não concordo com a subvenção vitalícia sem condição de recurso (ou seja atribuída independentemente de outros rendimentos), como Maria de Belém e outros deputados pediram. Mas uma divergência política não é, não pode ser, uma acusação de falta de seriedade, de ganância ou de privilégio. Ao mesmo tempo que sinto ser curioso ver alguns dos indignados contra Maria de Belém desvalorizar casos mais graves, como o de Sócrates, sinto que é preocupante esta deriva que leva a considerar a posição política própria como inatacável, íntegra e pura, e a dos outros como desonesta ou impura. É este o princípio da demagogia e da falta de tolerância pelos outros. Começam assim as perseguições.


Henrique “Não contem comigo para denunciar a Inventona de Belém” Monteiro

Revolution through evolution

Mixed emotions a sign of emotional depth, not indecision, say researchers
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Laws of nature predict cancer evolution
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Human sounds convey emotions clearer and faster than words
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Memory capacity of brain is 10 times more than previously thought
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The world’s greatest literature reveals multifractals and cascades of consciousness
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Mentally Challenging Activities Key to a Healthy Aging Mind
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Zuckerberg or Buffett — Is Youth or Experience More Valuable in the Boardroom?
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