Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Revolution through evolution

The age of Twitter: Donald J. Trump and the politics of debasement
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Trump Presidency to Affect the Quality of Financial Reporting Information
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How we feel after 1-night stands has a lot to do with our gender – and evolution
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One in Five Adults Secretly Access Their Friends’ Facebook Accounts
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Frankly, we do give a damn: Study finds links between swearing and honesty
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Want to ace an exam? Tell a friend what you learned
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Retail therapy for jealous partners
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É por estas, e ainda mais pelas outras, que o Pacheco é o típico parasita

«Como os jornalistas estão divididos, como estão na defensiva há muito tempo, como o turnover geracional se faz com a destruição da memória e do saber e como se perdeu qualquer tradição reivindicativa com a quebra da independência das redacções e dos jornalistas individualmente, como a promiscuidade com o poder político e económico é grande e se faz não apenas pela política, mas também pela mundividência cultural e pelas “ideias”, com a crise das mediações assolada pela arrogância da nova ignorância, com a falsa ideia de que as redes sociais são o “público”, e com a pauperização das classes médias, o jornalismo de referência, ou seja, o jornalismo, atravessa uma crise maior. E essa crise maior é, em toda a sua profundidade e extensão, uma crise da democracia.»


Pacheco

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Em pezinhos de lã, na pontinha dos dedos, demorando uma hora para dar um passo, o Pacheco fez uma crítica velada – e, para todos os efeitos práticos, críptica – ao David Dinis, o actual director do Público, cujo percurso encaixa como uma luva no parágrafo citado.

Ou seja, Pacheco, enches a boca com meia dúzia de lugares comuns sobre a situação e o jornalismo, em modo “bute descrever as pirâmides”, e não és capaz de dar nome aos bois. Isto é, até consegues, desde que seja alguma coisa que te cheire a Sócrates e ao PS.

Porque é que não experimentas fazer um bocadinho de jornalismo e, consequentemente, passares a enfrentar os fácticos poderes na comunicação social que te dão tanto a ganhar e há tanto tempo? Ou porque é que não te armas em ético e, acto contínuo, sais do Público com estrondo e garbo?

Irreal! “God” digo eu

Como descrever isto? Trump não tem descrição possível. Um multimilionário rodeado de ouro discursando como se fosse um pregador pé-descalço no sertão brasileiro do século XIX. Vivemos tempos extraordinários, de facto. Penso que ainda não acreditamos em nada do que diz, olhamos para o Mike Pence e desejamos que tenha algum senso, mas receio que façamos mal. O que vai acontecer, céus?

Mas respiremos fundo. A cerimónia. Esta cerimónia, com aqueles padres, aqueles coros, aqueles mórmons, as leituras da Bíblia, recuámos quantos anos? Setenta?

Eis os corruptos que ainda falta apanhar na “Operação Marquês”

Na quarta-feira, o Estado usou a 'golden-share' (direitos especiais) para vetar a compra da Vivo pela Telefónica, durante a assembleia-geral de accionistas da PT, apesar da maioria (74 por cento) ter dado luz verde ao negócio. "Desde que se respeite o quadro legal, o Governo tem todo o direito de utilizar os instrumentos à sua disposição para defender aquilo que considera um interesse estratégico de Portugal", afirmou Cavaco Silva, citado pela agência Lusa, à margem de uma visita a uma das empresas do grupo A. Silva Matos SA. "O Governo considerou que estava em causa o interesse estratégico de Portugal e, se é assim, tomou a decisão que considerou adequada, por isso há que respeitar totalmente essa decisão", disse.


Fonte

O ex-primeiro ministro Pedro Santana Lopes disse hoje à Lusa que se estivesse no Governo acionaria a "golden share" do Estado na PT para impedir a compra da Vivo "nem que a Telefónica oferecesse dez vezes mais".


Contactado pela agência Lusa, o ex-presidente do PSD disse ser "absolutamente favorável à decisão do Governo" e acrescentou que ficou "muito satisfeito de ver a convergência institucional entre Governo e Presidente da República nesta matéria".


Fonte

A maioria dos portugueses considera que a Portugal Telecom não deve vender a operadora brasileira Vivo à Telefónica. O estudo da Eurosondagem mostra também que a maioria dos inquiridos defende que o Estado deve usar vetar este negócio.


Fonte

A tia Assunção a fazer um número. Saiu-lhe tão mal

O senhor mentiu! O senhor mentiu perante este Parlamento” – vociferava há pouco Assunção Cristas na AR, dirigindo-se a um impávido António Costa. Dizia ela que o acordo de concertação social não tinha ainda sido assinado, que tinha fontes seguras, seguríssimas e fresquíssimas segundo as quais não, não tinha sido assinado por todos. O senhor mentiu! Costa não se descompôs e respondeu-lhe que, embora não houvesse cerimónia oficial de assinatura, as assinaturas lá estariam (como já estavam, de facto, em curso).

Bom, para até o José Gomes Ferreira vir dizer depois, na SIC N, que a tia dramatizou (calma, a «tia» não é dele e, além disso, começou vergonhosamente por corroborar Cristas), que era evidente que o acordo estava firme e que a assinatura era uma mera formalidade, o excesso de calor acusatório e de drama correu mesmo muito mal à líder do CDS. Quanto ao Ferreira, o texto em rodapé na televisão confirmando a assinatura não lhe deu outra hipótese que não fosse reconhecer o óbvio, caso contrário estaria a pedir, por detrás da autoridade dos seus óculos, a demissão de António Costa.

Mas, para além deste número patético de agressividade com tiros de pólvora seca, Cristas ainda se atreveu a dizer que o Governo PS era minoritário e que buscava acordos para poder governar, pelo que, atenção, Costa não devia estar ali. Este lembrou-lhe que o seu governo não era de coligação, como o anterior, uma espécie de fusão, e fez-lhe um breve resumo do acordo específico estabelecido com os restantes partidos à sua esquerda e o que isso implica. Infelizmente, esqueceu-se de lhe lembrar que, se o PSD tivesse podido governar, uma aspiração chumbada por uma maioria na Assembleia mas que Passos continua a considerar viável, só poderia fazê-lo precisamente buscando acordos a toda a hora, numa base muito mais instável do que aquela em que o governo assenta. Há uma razão para estar na oposição.

Não tenho por hábito acompanhar, nem sequer ver mais tarde, os debates quinzenais na Assembleia, mas hoje deu-me para ir ver o que se tinha por lá passado. Diria que ninguém tem juízo e sentido de responsabilidade a não ser o governo. Consigo perceber a estratégia dos elogios de Costa ao PCP e ao Bloco e respectiva coerência, mas o que dizem e o que pretendem,  benza-os deus, é totalmente irrealista e o desprezo pelos chamados “patrões” é inaceitável, mesmo que Costa tenha repetido ad nauseam que 56% das empresas abrangidas pela baixa (transitória) da TSU têm menos de 10 trabalhadores e 80% menos de 50. Não interessa. Para esses partidos, ser patrão é uma espécie de crime e o seu mero estatuto faz deles uns malfeitores. Idem para os banqueiros. Obviamente, para eles, só o Estado pode ser patrão e banqueiro. Há pachorra para esta conversa? Não há.

O PSD parece que fez triste figura, como seria de esperar, mas confesso que não vi. Apenas as acusações de António Costa, que me pareceram suficientes para os arrumar.

Para os talibãs, a responsabilidade que se foda

«Num ano decisivo para a sua liderança, Passos precisa de se fortalecer. A sua oposição tem andado perdida e raramente acerta – conseguiu-o em parte no processo da CGD. Ao ir contra o que defendeu no passado, Passos prescinde de um dos seus ativos, a responsabilidade, mas ganha nos danos que provoca na geringonça. Põe a nu a fragilidade da solução de António Costa. Se isso é suficiente para se relegitimar dentro do partido, logo se verá, mas sem dúvida que recupera espaço e marca pontos. Talvez por isso tenha incomodado alguns sociais-democratas que se mostraram violentamente indignados com a atitude do líder. Julgavam-no morto e acabado, mas o líder social-democrata mostrou-lhes que está vivo. Os jornais escrevem que Marcelo está furioso. Não admira, Passos estragou-lhe a estabilidade que tanto preza (e precisa). E Costa percebeu o quão isolado pode ficar. O seu governo coeso e estável parece-nos agora um governo de minoria.»


Talibã encartado

O proteccionismo de Trump e outros ataques

Porque é que, na Quinta Avenida, em Nova Iorque, toda a gente tem um Mercedes estacionado à porta de casa e na Alemanha ninguém tem um Chevrolet?”

Resposta de Sigmund Gabriel, ministro da Economia alemão: “Fabriquem automóveis melhores.”

Este é apenas um exemplo da guerra de palavras entre Trump, o elefante, e o resto da loja de porcelanas do mundo, que já teve início com a China e se irá intensificar a partir do momento em que o “desbocado” tomar posse e fizer questão de mostrar ao mundo todo o seu deslumbramento com o novo universo em que se inicia e toda a sua ignorância.

Vale, por isso, a pena ler neste artigo do “The Guardian” as reacções (também as russas) à entrevista que Trump concedeu à Bild e ao The Times:

(Alguns excertos)

Germany’s deputy chancellor and minister for the economy, Sigmar Gabriel, said on Monday morning that a tax on German imports would lead to a “bad awakening” among US carmakers since they were reliant on transatlantic supply chains.

“I believe BMW’s biggest factory is already in the US, in Spartanburg [South Carolina],” Gabriel, leader of the centre-left Social Democratic party, told the Bild newspaper in a video interview.

“The US car industry would have a bad awakening if all the supply parts that aren’t being built in the US were to suddenly come with a 35% tariff. I believe it would make the US car industry weaker, worse and above all more expensive. I would wait and see what the Congress has to say about that, which is mostly full of people who want the opposite of Trump.”[…]

[…]“If you go down Fifth Avenue everyone has a Mercedes Benz in front of his house, isn’t that the case?” he said. “How many Chevrolets do you see in Germany? Not very many, maybe none at all … it’s a one-way street.”

Asked what Trump could do to make sure German customers bought more American cars, Gabriel said: “Build better cars.”

Sobre a referência de Trump à admissão de um excessivo número de refugiados pela Alemanha e sobre a Nato, foi esta a resposta alemã:

There is a link between America’s flawed interventionist policy, especially the Iraq war, and the refugee crisis, that’s why my advice would be that we shouldn’t tell each other what we have done right or wrong, but that we look into establishing peace in that region and do everything to make sure people can find a home there again,” Gabriel said.

“In that area Germany and Europe are already making enormous achievements – and that’s why I also thought it wasn’t right to talk about defence spending, where Mr Trump says we are spending too little to finance Nato. We are making gigantic financial contributions to refugee shelters in the region, and these are also the results of US interventionist policy.”

Repito que vale a pena ler este artigo. Trump também declara na entrevista que apoia o Brexit e acusa a Alemanha de ser hegemónica na Europa e de pôr o continente ao seu serviço. É verdade. No entanto, isto não pode deixar de nos levar a pensar que Putin não diria melhor e a considerar a existência real de uma marioneta loira. O que interessa a Trump e à América o desmantelamento da UE? Querem ver que ainda vou defender a União tal como está? Não.

Prémios da ILGA 2016 – Preciso da minha gente

Todas as músicas acabam. Há poucos momentos na minha vida em que sinto claridade. Há poucos momentos na vida em que sinto que é a claridade que predomina. Há poucos momentos na minha vida onde a luta veloz de pensamentos sobrepostos tem descanso. Ando a correr, a correr, a correr, não sei onde está a meta, as músicas que me podem acalmar o espírito chegam todas ao fim, o fim do dia é ele mesmo o esquecimento do que devia ser lembrado. Para dar força. Para correr de uma outra forma, aceitando solidões e derrotas, aceitando que a dor da ansiedade vai estar sempre lá, no dia calmo espreitará pela esquina e, nesse dia, como em todos os dias, vou ter medo, nunca dos outros, sempre de mim.

Todas as músicas acabam, as vidas que nos salvam têm as suas vidas e nós as nossas, os intervalos em que não vemos o mundo que nos dá força dá espaço ao silêncio, parece que nos cortam as pernas, eu tenho a certeza de que não sou capaz, tenho a certeza, tenho a certeza, todas as músicas acabam e não registo com a força interior que devia aquele dia e o outro e o outro em que a diferença se fez ganhando a igualdade.

Há poucos momentos na vida em que sinto claridade. Há poucos momentos na vida em que o meu corpo, na fraqueza e na força da angústia, permite sentir, mais do que pensar.

Preciso de vocês.

Como ontem, nos prémios da ILGA, cheios de rostos que esperaram, que lutaram, que então ontem enchiam um recinto enorme, tantas e tantos e as imagens, sempre as imagens a contarem do que foi feito, da igualdade conquistada, em cada imagem posso projetar quem casou, quem teve filhos, quem foi reconhecido como pai ou como mãe, em cada imagem posso projetar a próxima geração, mas há mais do que isso.

É o estar em casa, é o estar com a minha gente, é desta vez a música não acabar, é sentir e não pensar, poucas vezes tenho momentos de claridade, poucos momentos, muito poucos, ontem ouvi a mulher trans dizer que percebe que não entendam, que se vai lutando, olhei para ela, um ser tão belo, ouvi o gay que dizia dele, dos pais, foi assim, explicava, e vi, com a música paralisada, pessoas a beijarem-se livremente, pessoas, beijos e abraços, cada vez que vejo duas mulheres ou dois homens a beijarem-se sorrindo numa pista de dança, em liberdade, tenho vontade de chorar e depois penso aquilo, penso “eu preciso de vocês”, sem vocês eu não me aguento, recordam-me sempre que valeu tudo a pena que valerá sempre tudo a pena.

Não sei o que seria de mim sem a comunidade LGBT, não sei o que seria de mim sem as pessoas que estão nesta luta, sem as pessoas que sentem, sim, que sentem empaticamente que estar do lado de quem rejeita o amor entre dois homens ou de duas mulheres, do lado de quem não entende que todas e todos podem ser pais, do lado de quem não entende que género e sexo não são a mesma coisa é estar no obscurantismo, é o mesmo que ser racista, é querer matar o outro, é não conseguir ser o outro.

Nos prémios da ILGA junta-se uma multidão, um momento feliz, sabemos do tanto que há para fazer, da discriminação que continua, da diferença entre ser-se LGBT em Lisboa ou numa terra recôndita, sabemos disso e estamos do mesmo lado e isso sente-se com tanta força num recinto enorme a ferver de convicção que se dá um desses raros momentos em que a música nunca acaba e que ganha o sentir ao pensar e então descubro esta coisa simples, descubro que preciso de estar com vocês, descubro que preciso de estar com a minha gente.

Para me agarrar. E continuar.

 

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Vamos lá a saber

Não tem nada a ver, só quero aproveitar a oportunidade de estar rodeado de grandes cérebros para que me esclareçam sobre uma grande duvida que não pára de me atormentar.

Pacheco Pereira, Lobo Xavier e todos os outros furiosos inimigos de Sócrates e grandes crentes da sua culpabilidade e que se fartaram de elogiar Mário Soares pela sua lucidez e coragem, estarão convencidos que o homem que fez várias visitas a Évora, e disse o que disse a esse propósito, estava lelé da cuca ou era um inocente enganado pelo diabo?


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Oferta do nosso amigo Pandil

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E Goa aqui tão perto

Costa mereceu aquela que terá sido, aposto os 10 euros que tenho no bolso, uma das melhores experiências da sua vida: regressar a Goa como primeiro-ministro de Portugal. A dimensão estatal, oficial, pública insuflou a dimensão privada, familiar, subjectiva. Mas a última igualmente contagiou a primeira, numa fusão perfeita entre biografia e simbólica política. Costa, naquela função e naquela terra, foi a encarnação viva de uma História com séculos e com milhões de destinos misturados numa convivência identitária.

Até a infeliz coincidência de a morte de Soares ter ocorrido durante a visita acaba por dignificar e engrandecer o momento, pois ninguém duvida do sofrimento acrescido que lhe causou, por cima da sua relação afectiva com Soares, ter de faltar ao funeral de um camarada e de um amigo tão decisivamente importante. Só os pulhas é que tiveram estômago para explorar a situação. A decisão de continuar a visita, sendo consensualmente legítima e adequada, constitui-se como uma imprevista homenagem ao que Soares representa para a democracia portuguesa.

Será interessante observar se Costa recolherá da viagem algo que venha a inscrever-se no seu carisma – e que não seja apenas a intensificação da sua imagem como Buda feliz.

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Até apetece atacar o Ferreira Fernandes

«Nesta terça-feira, um site de notícias, o BuzzFeed (e a CNN seguiu-o), revelou um explosivo dossiê acerca de Trump, com dados sobre a chantagem que os russos fazem ao presidente eleito americano.»

Até apetece defender o Trump

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Wrong. A CNN noticiou, baseada em diferentes fontes, que os serviços secretos americanos tinham apresentado a Trump um documento que aludia à posse, pela Rússia, de informações comprometedoras para Trump: Intel chiefs presented Trump with claims of Russian efforts to compromise him

Ontem, Trump atacou a CNN colando-a ao que fez o BuzzFeed depois da CNN, o qual divulgou aquilo que sem comprovação não passa de calúnias, supostamente da autoria de um ex-espião inglês a trabalhar para clientes americanos interessados em combater politicamente Trump. Tal não pode ser confundido com a notícia da CNN, a qual é relativa aos encontros de Trump com os directores das agências de inteligência.

Está aqui uma posição oficial da CNN a respeito: Read CNN’s response to Trump’s accusations of false reporting

E está aqui a conversa de Anderson Cooper com Kellyanne Conway acerca do mesmo assunto, a qual é à prova de estúpidos: Anderson Cooper, Trump adviser clash over Russia report

O desafio que Trump coloca à racionalidade colectiva pelas suas sistemáticas e desvairadas mentiras não será resolvido atacando a CNN. Esta evidência, pelo menos, poderemos ter como ponto de apoio para conseguir afastar Trump o mais rapidamente possível do poder político que já tem e, especialmente, do que vai ter dentro de dias.

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ADENDA

Fernandes, por favor, não escrevas “site”, pela nossa saúde. Mas, se achas que tens mesmo de grafar essa barbaridade porque o coração tem razões que a razão abomina, opta por “website”, ou usa aspas, ou usa itálico. Por favor, ó pá.

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Shame

Estou a assistir à conferência de imprensa de Donald Trump, na CNN. Alguém me diz que diferença existe, com base na apresentação inicial que fez, entre este homem e um vendedor de cobertores numa das nossas feiras? Custa a crer que, dentro de nove dias, esteja a presidir à maior nação do mundo. Depois de enumerar as (três) empresas do sector automóvel que vão construir instalações em território americano desistindo de o fazer no estrangeiro, retive a seguinte frase: “Vou ser a pessoa que mais empregos criou na história da humanidade”.  Não percam, se puderem, este documento vivo do desastre humano. Como se os Estados Unidos dispusessem de todas as matérias-primas necessárias para todas as suas indústrias. Vai ser lindo de ver.

Assistindo ao painel que comentava antes do início da conferência, ocorre-me dizer que Putin está a ter um sucesso tremendo (ou “tremendous”, como Trump adora dizer e diz vezes em conta, a par de mil “fantastic” e mais mil “amazing”, para caracterizar as pessoas da sua escolha e as maravilhas que vão operar para tornar a América “great again”). O ambiente político parece ser de total incredulidade e mal-estar. Como é possível o próximo presidente, ainda antes de tomar posse, estar em guerra aberta com os serviços secretos?  Fará uma purga sem fim ao jeito de Erdogan?

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Para complementar, e já que Trump pôs uma advogada a falar sobre as soluções para os seus conflitos de interesses, vejamos onde trabalha esta advogada:

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