adobe creative suite downloads Adobe Fireworks CS5 buy adobe fireworks 8 adobe standard creative suite Adobe Fireworks CS5 for Mac buy adobe creative suite premium 2.3 windows adobe studio creative suite Adobe InCopy CS5 buy adobe creative suite 3 cheap adobe premiere pro magnitude Adobe InCopy CS5 for Mac buy best price for adobe creative suite download adobe premiere pro 7 full Adobe SoundBooth CS5 for Mac buy adobe creative suite change serial number adobe creative suite 2.0 premium Adobe SoundBooth CS5 buy free adobe premiere pro serial codes adobe fireworks cs3 Adobe Premiere Pro CS5 for Mac buy phone activation adobe fireworks 9.0 serial adobe contribute crack Adobe Premiere Pro CS5 buy adobe premiere pro 1.5 activation key adobe creative suite premium serial Adobe Contribute CS5 buy adobe free fireworks download add pics to adobe fireworks Adobe Contribute CS5 for Mac buy adobe premiere pro keyboard shortcuts adobe creative suite 3 design standard Adobe Creative Suite 5 Design Premium buy adobe creative suite 2.3 downloads macintosh requirements for adobe creative suite Adobe Creative Suite 5 Design Premium for Mac buy adobe creative suites and software descargar adobe premiere pro 7 gratis Adobe Creative Suite 5 Design Standard buy adobe creative suite 3 troubleshooting xp adobe fireworks sdk Adobe Creative Suite 5 Production Premium buy download adobe premiere pro 1.5 premium version of creative suite adobe Adobe Creative Suite 5 Production Premium for Mac buy adobe fireworks c3 key gen adobe premiere pro 7,0 Adobe Creative Suite 5 Web Premium buy buy adobe premiere pro 1.5 adobe creative suite e-training Adobe Creative Suite 5 Web Premium for Mac buy adobe premiere pro crack serial

Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

É isto.

Vivemos o melhor tempo de sempre para cumprir o ideal democrático. Habitamos num Estado de direito, rodeados de países onde igualmente vigora o Estado de direito e a democracia está nestes regimes consolidada através de inúmeras associações de representação e defesa dos direitos de grupos, minorias e indivíduos. Existimos numa era e numa cultura onde a tecnologia permite a comunicação livre, múltipla e instantânea entre a enorme maioria dos cidadãos. Somos protegidos por sofisticados, complexos, robustos e ubíquos sistemas de alimentação, trânsito, saúde, higiene, comunicação social, bombeiros, polícia e forças armadas.

Então, donde vem a pulsão contra os políticos e os partidos, a qual é concomitantemente uma pulsão contra a democracia? Virá da gravidade da crise económica, claro, mas também de duas decadências: a da direita portuguesa, que não tem passado de um clã de interesses oligárquicos e que cavalgou o populismo por não ter outro projecto eleitoral; a da esquerda portuguesa, a qual é sectária, inclusive dentro de parte do PS, preferindo substituir quem ousa governar ao centro até pela direita mais violenta com medo que se exponha a completa irrelevância e alucinação da sua superior ideologia. A unir estas duas decadências o mesmo conservadorismo, o mesmo provincianismo, a mesma irresponsabilidade.

A democracia não consiste em governarmos todos, nem em votarmos todas as leis. A democracia muito menos consistirá em estarmos de acordo a respeito do destino comum. Trata-se de outra coisa. Algo congénere às monarquias ou tiranias – usar o poder. Esse, num sentido antropológico, é o único problema político com que nos deparamos. Quem deve liderar? Nas democracias, experiência recentíssima no devir histórico, escolhemos esse chefe comunitariamente. Ora, a democracia será tão mais forte quão mais iguais ao líder forem aqueles que escolham entregar-lhe o poder. É por isso que estes são os melhores tempos para realizarmos o ideal democrático – que o mesmo é dizer, para nos realizarmos como seres voluntariamente políticos: reis do nosso destino, súbditos da nossa liberdade.

É o que sinto quando oiço estes dois novos bordões que infectam a fala de várias excelentes pessoas que me rodeiam quotidianamente:

by the way

whatever

De onde veio esta praga? Quem foi o “stupid bastard” que começou esta “fucking” moda? Que grande “asshole” és tu, pá.

A SEDES é bem o espelho da decadência da direita portuguesa. De 2008 a 2011, esta associação de pândegos trabalhou afanosamente para o derrube dos socialistas e a entrega do poder ao PSD. Fizeram 4 Tomadas de Posição que foram outros tantos exercícios de difamação dos governantes ao tempo. Eis o que diziam de Portugal há 5 anos:

Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.

[...]

O mal-estar e a degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento. E se essa espiral descendente continuar, emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever.

Fonte

Portantos, bá la ber, não se faz a brincadeira por menos: a coesão nacional está em risco, o regime está prestes a ir abaixo. Mas porquê? Que estaria a acontecer no final de 2007 e princípios de 2008 para levar a SEDES a declarar a iminência de uma guerra civil? Explicações não faltam, e vão todas dar ao reformado de Belém e aos casos finalmente descobertos de ilegalidades escabrosas e roubalheira à fartazana na banca do laranjal.

Será essa filiação que igualmente explicará o presente silêncio dos mesmos excelsos senhores numa altura em que a real degradação atingiu e contaminou todos os órgãos de soberania sem excepção. Aquilo a que assistimos no País nestes dias de passadismo não tem paralelo com nenhum outro período da nossa História em democracia, pois nunca antes tivéramos um primeiro-ministro completamente inepto para a função e moralmente indigno para o cargo, a que se junta uma coligação governativa onde a média da idade mental ronda os 12 anos, e ainda se acrescenta um Presidente da República conspirador, rancoroso, vingativo, soberbo, burro que nem uma porta e pírulas.

A verdade verdadinha é esta: a direita portuguesa não pode dar o que não tem – coragem.

Gapingvoid

O nosso Vega9000 saltou hoje para toda uma página do DN pela mão da Fernanda Câncio. Com fotografia e tudo. Para quem não sabia, além de blogger, o Vega9000 tornou-se um famoso tuiteiro. A assunção da personalidade do Passos Coelho e do respetivo “pensamento” numa conta Twitter é o tema do artigo da Fernanda Câncio.

Malta mais cusca, se quiserem ver com os vossos olhos, toca a comprar o jornal, porque em linha não parece estar acessível. Mas deixo mesmo assim a transcrição do texto:

Desempregado de 39 anos, humorista amador, resolveu começar a ‘ imitar’ o PM. Já foi levado a sério até por um repórter do ‘ Wall Street Journal’.
Na quarta-feira, Edward Harrison, do site de especialistas em economia e finanças Credit Writedowns, citou, no seu Twitter, traduzindo-a para inglês, uma frase atribuída a @ Passos_ PM: “A economia contraiu 3,9% portanto vamos redobrar a austeridade e cortar mais”, imediatamente retuitada (citada) pelo repórter do Wall Street Journal Charles Forelle. Quatro minutos depois, uma seguidora portuguesa avisava-o: “Edward, não sei se sabe mas essa conta é satírica.” Resposta: “É muito satírica porque é muito verdadeira. :-).”

Nuno Salgueiro filiou-se no PS em 2002, depois de Ferro perder as legislativas para Durão. (foto)

Nuno Salgueiro, 39 anos, designer industrial no desemprego e atualmente estudante de Engenharia Mecânica no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, engasga-se a rir ao comentar a ocorrência. Não é a primeira vez que alguém assume que a sua conta satírica Pedro o PM (@ Passos_ PM), em cuja nota biográfica se lê “Oriento a minha vida pelos 5 pês: Pedro, Pai, Primeiro- ministro, Patriota e Pin. Também faço farófias” é mesmo do primeiro-ministro português – há mesmo, diz, quem o insulte pensando que está a insultar Passos Coelho na cara –, mas desde que foi criada, em dezembro de 2012, ainda não tinha sucedido com especialistas estrangeiros de finanças. Certo é que Nuno, que se assina @ Vega9000 no Twitter e no blogue Aspirina B, algumas vezes usa frases “verdadeiras” de Passos (assinalando-as com um asterisco nesse caso). E a ideia de base do seu exercício é mesmo a de ser difícil distinguir os seus tuites “a gozar” daquilo que o primeiro-ministro diz. “‘ Surgiu- me quando estava a ouvir um discurso de Passos e a comentá- lo no Twitter. Disse: ‘ Vou escrever dois ou três tuites em passês’, aquele tipo de discurso em que se começa a dizer uma coisa e se acaba a dizer outra completamente diferente. Aí lembrei-me de criar uma conta especificamente para isso. E é muito fácil de fazer, basta olhar para os discursos dele com olhos de ver. A ideia é desconstruir o que ele diz, que parece sério e pomposo mas é completamente sem sentido. E de vez em quando escrevo mesmo tal qual o que ele disse, assinalando com asterisco, e parece na mesma uma anedota.” A piada vai ao pormenor de a conta @ Passos_ PM só seguir outras duas: a de Merkel e a de Schäuble (o ministro das Finanças germânico).

Mantendo a sátira em balizas éticas – “Nunca uso família a não ser a Laura [ mulher de Passos], mas isso porque o próprio usa” –, Nuno, casado, com dois filhos ( um rapaz e uma rapariga) e militante do PS desde a derrota de Ferro Rodrigues contra Durão (“Eu e a minha namorada, hoje mulher, falávamos de nos inscrevermos e pensámos: ‘ Se há boa altura para o fazer é agora.’”), anota a diferença entre o discurso de ódio, pessoalizado, que existiu contra o Governo de Sócrates e a oposição atual. “Agora, que a situação do País é muito pior, não se vê isso. Ainda bem, mas é uma diferença muito curiosa.” Recorda por exemplo que o blogue onde escreve, o Aspirina B, chegou a ser acusado, até por Pacheco Pereira, de ser pago pelo Governo. “Olho para essas coisas que Pacheco Pereira disse e escreveu e penso ‘ que pena, que desperdício.’ É uma pessoa muito inteligente que se deixou levar para a coisa fácil, para os caminhos do ataque pessoal. É como ver um filósofo brilhante a discutir e a dizer ‘ A tua mãe é isto.”
A propósito de mães, o tweet até agora mais popular do Pedro o PM foi a elas alusivo: “Bom dia da mãe. Para celebrar, decretei q hoje o estacionamento no aeroporto é grátis. Demorem o tempo q quiserem a despedir-se dos filhos.” Mas o autor ficou surpreso com o sucesso de outro, muito mais elitista: “Boa tarde. Devido a uma embalagem suspeita evacuámos o ministério das finanças. Afinal era um livro de Keynes, por isso evacuámos outra vez.”

Tratando Paulo Portas como “o Terceiro” ( por Passos ter dito numa entrevista que o ministro dos Negócios Estrangeiros é a terceira figura do Governo) e usando de uma ironia tão subtil como arrasadora, de que o tweet “Bom dia. É falso que o governo esteja a negociar o segundo resgate. Quando vier, aceitaremos sem qualquer negociação” é um bom exemplo, Nuno Salgueiro pede meças aos humoristas profissionais que têm contas no Twitter. Além de, claro, ao primeiro- ministro.

O ensaísta de extrema-direita que ontem se suicidou no altar da catedral de Notre-Dame em Paris tinha uma visão nacionalista e xenófoba da França. Era contra os imigrantes e contra o que chamava “o crime” da “grande substituição da população da França e da Europa”. Numa carta de despedida, lida numa rádio conotada com a direita, a Radio Courtoisie, escreveu:

«Je crois nécessaire de me sacrifier pour rompre la léthargie qui nous accable. J’ai choisi un lieu hautement symbolique que je respecte et admire. Mon geste incarne une éthique de la volonté, je me donne la mort pour réveiller les consciences assoupies. Alors que je défends l’identité de tous les peuples chez eux, je m’insurge contre le crime visant au remplacement de nos populations. Je demande pardon par avance à tous ceux que ma mort fera souffrir. Ils trouveront dans mes écrits récents la préfiguration et les explications de mon geste. »

Declarações grandiosas e intensas, sem dúvida.

Recentemente, e daí a importância mediática do seu gesto, vociferou e mobilizou-se contra o casamento dos homossexuais. Mas a mistura dos temas “nacionalismo identitário” e “homofobia” revela a grande confusão que iria na sua cabeça perturbada, eventualmente causa direta do suicídio:

«Le projet de mariage gay a été ressenti comme une atteinte insupportable à l’un des fondements sacrés de notre civilisation », écrit-il. Ce mardi matin, il postait un article intitulé « La manif du 26 mai et Heidegger », dans lequel on pouvait lire : « Il ne suffira pas d’organiser de gentilles manifestations de rue pour l’empêcher. […] Elle devrait permettre une reconquête de la mémoire identitaire française et européenne, dont le besoin n’est pas encore nettement perçu ».

Como se fossem os islamistas a aprovar o novo casamento. Pelo contrário. Estou em crer que muitos dos que engrossam as manifestações algo surpreendentes a que assistimos em França serão muçulmanos. Acontece que, se há “civilização” que facilmente considerará, quando porventura um dia for questionada, tal casamento “um atentado insuportável a um dos seus fundamentos sagrados” é a civilização islâmica no seu estado atual de radicalização: não só não reconhece qualquer direito aos homossexuais, como também não admite homossexuais. Um grande, gigantesco, ponto em comum, portanto, entre a civilização deste francês puro-sangue e a deles, a dos “afro-magrebinos”, que Dominique Venner se esqueceu de ter em conta.

Sem prejuízo do combate a religiões, leis e práticas retrógradas, um combate de todos os dias em França e noutros países, e que será sempre necessário enquanto houver pensamento e racionalidade, este é mais um a quem não faria mal estudar melhor a história e a geografia da humanidade e, sobretudo, a sua própria origem.

O pai de Passos Coelho, fazendo eco da reclamação da oposição, aconselha o filho a demitir-se. A razão paternalmente invocada é “que isto não tem conserto”. Não é de agora, “há muitos anos” que isto não tem conserto ‒ esclarece. E revela que o filho “está morto por se ver livre disto”. Quando ele deixar o governo, o pai vai fazer uma festaça lá na terra que nem queiram saber. Mas logo desilude, garantindo que o filho não se demitirá. Por puro patriotismo. Se se fosse embora, vinha aí uma austeridade pior. A credibilidade internacional caía por terra “de um dia para o outro”. Tem pai que é cego, já dizia o Gordo.

As declarações de António Passos Coelho ao jornal i não abonam em favor do próprio. Revelam pouco sentido de oportunidade, pouco respeito, pouca inteligência e pouca ponderação. Muito basismo a par de um certo gostinho pela ribalta. E pouco chá, não fosse pelo simples facto de aceder comentar a atuação de um filho primeiro-ministro.
Em muitos destes aspetos, o filho não é diferente.

Ao contrário do que “pensa” muita cabecinha tola, formatada pela catequese marxista, leninista, ou trotskista (que a maoísta, essa, já debandou toda há muito para a extrema-direita…), José Sócrates, um “determinado” mas sem a dita catequese, seria o único líder capaz de tornar a Esquerda um projecto estratégicamente vencedor em Portugal, ainda que sob uma roupagem táctica de “Centro”, ou de Centro-esquerda.

O facto de a maioria dos mais consagrados fazedores de opinião da área da Esquerda, desde o dedicado, mas ingénuo, Daniel Oliveira, até às inutilidades e imbecilidades crónicas de um Henrique Neto, ou um Maria Carrilho, nunca terem compreendido, ou aceitado, esta realidade trivial consiste na maior tragédia histórica das forças progressistas em Portugal desde o 28 de Maio.

José Sócrates, não sendo própriamente de Esquerda, nem tendo o tal “pensamento ideológicamente estruturado” – falsamente tido por indispensável à acção, nas academias serôdias do esquerdismo nacional – em que basear a sua generosidade e enorme convicção, conseguiu fazer avançar mais este País, no sentido do Progresso económico e social nos seis anos em que nos governou, do que nos dez anos do cavaquismo e nos mesmos seis do guterrismo JUNTOS!

O tempo dos Governos de José Sócrates, tirando a Festa abrilista e a aventura gonçalvista – que apesar de tudo foram necessárias para repor Portugal no caminho do Futuro! -, foi o único período pós-Abril comparável aos primeiros e gloriosos anos da República, em que a Direita andou sempre a ranger os dentes e a roer as unhas e foi por isso, E SÓ POR ISSO, que assestou contra ele todas as suas baterias até o derrubar e, quase, liquidar!

O facto de as supostas élites da Esquerda não só não terem percebido esta evidência histórica – fazia-lhe muita confusão o facto de José Sócrates não ser “baptizado”… -, como sobretudo terem-se aproveitado da barragem de propaganda e contra-informação anti-Sócrates em proveito da sua narrativa “revolucionária”, “progressista”, ou “libertária”, e com intuitos oportunistas e eleitoralistas, é simplesmente IMPERDOÁVEL!

O Povo inculto tem desculpa. Os supostos intelectuais não têm perdão e vão levar para a tumba essa CULPA monstruosa e a responsabilidade pela criação do MOSTRENGO que é o Portugal atual – e que só tende a piorar na próximos cinco ou dez anos!

Uma geração completamente rasca, a tua, Daniel. Que vai deixar a dos meus filhos muito à rasca. E sabes bem (ou devias saber) o que acontece a um País em que os jovens não acreditam nos mais velhos. E os desprezam mesmo, sabes? Como eu te desprezo a ti, sim, e às palhaças e aos palhaços como tu.

__

Oferta do nosso amigo A piolheira de D. Carlos

Passadas sete horas, ficámos a saber que os senhores conselheiros querem ‘equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à economia’. Mas fiquei na dúvida. Tendo em conta a ordem de trabalhos da reunião, querem isso para já, ou pode esperar até a troika ir embora? E o conselho é para o Presidente, consta que estas reuniões servem para o aconselhar, ou é para o Governo? Se for para o Presidente, é estranho que precise de reunir o Conselho de Estado para ouvir o que já tanta gente disse. Se o conselho é para o Governo, não deve ser para este. Ninguém usaria as palavras ‘equilíbrio, solidariedade e estímulo’ estando a pensar em Passos, Gaspar e Portas.

“Quis fazer aqui uma visita porque, como é sabido em todo o mundo, seja qual for a perspetiva doutrinária, o Presidente Chávez teve muita relevância na política da América Latina e como eu disse no dia da sua morte, foi amigo de Portugal. Este é um gesto que tem esse significado”, disse Paulo Portas a jornalistas.

Portas visitou túmulo de Hugo Chávez, “amigo de Portugal”

943367_10151464355758697_40785451_n

O Canal Q teve uma boa ideia para mais um programa de debate político. Veremos se a promessa de não haver moderação vai ser aproveitada para aumentar e melhorar o confronto de ideias ou se será desperdiçada no despique emocional e macrocéfalo. O elenco oferece-nos o sempre preparado e implacável Galamba, tendo ao lado Francisco Mendes da Silva a representar a decadência da direita portuguesa e à sua esquerda a vedeta da política-espectáculo Daniel Oliveira.

Da minha parte, gostaria que o João aproveitasse uns minutos de algum programa para perguntar ao Daniel se ainda defende estas imbecilidades que tão fogosamente apregoou na sua actividade artística recente:

Junta-se a isto o temperamento de Sócrates, que resulta mais das suas fragilidades políticas do que da sua personalidade: contundente sem coerência, autoritário sem autoridade, tático sem estratégia. A ultrapessoalização do governo e do partido e a violência verbal no debate público, que nos primeiros anos resultaram em favor de Sócrates, acabaram por se virar contra ele quando as coisas começaram a correr mal. Sócrates foi atacado, até do ponto de vista pessoal, como nenhum primeiro-ministro, é verdade. A questão é saber se não foi ele que criou o caldo político em que isso se tornou legitimo.

Imbecilidade publicada em 7 de Junho de 2011

Daniel Oliveira culpa Sócrates pelas campanhas negras de que foi alvo e, não contente, ainda declara que por sua tão grande culpa os ataques pessoais e à sua honra se tornaram legítimos. Eis a noção de decência para os gabirus da esquerda pura e verdadeira.

Sócrates mentir com tanta facilidade é, para mim, um problema político. Não é, ao contrário do que agora parece, nem o primeiro nem o pior. Mas, sobretudo, não é esse o seu principal problema. O seu problema é não ter um rumo para o governo do País nem convicções políticas. O maior problema de Sócrates não é dizer hoje uma coisa e amanhã outra. É a razão porque o faz. É não ter uma verdade sua – e isso não é uma questão de carácter, é uma questão estritamente política. É que o confronto político faz-se de mundividências e convicções que se confrontam. Diz-se que Sócrates é determinado. O problema é que a sua determinação não está associada a convicções.

Imbecilidade publicado em 26 de Maio de 2011

Daniel Oliveira alinha feliz na estratégia de caluniar Sócrates como mentiroso, gizada em Belém e na Lapa pela escória da direita nacional, e serve um assassinato de carácter de obscena e trôpega hipocrisia. Como são úteis os imbecis para a oligarquia.

Prefere a vitória de José Sócrates ou de Pedro Passos Coelho? Se me pusessem perante esta escolha não saberia o que responder.

[...]

A questão é esta: se o programa do próximo governo está já decidido, não seria preferível que esta crise servisse para nos livrarmos de Sócrates e iniciar-se uma profunda renovação de toda a esquerda portuguesa? Sem Sócrates tudo ficará em aberto. Com ele, continuará a degradação ideológica e ética do PS e do País.

Imbecilidade publicada em 20 de Maio de 2011

Daniel Oliveira não se consegue decidir entre Passos e Sócrates. A cegueira dos sectários merecia ser exibida no circo. Este homem declara-se destituído de critérios intelectuais para evitar um mal maior, qual burro morrendo de fome entre dois fardos de palha. Mas já consegue responsabilizar Sócrates pela “degradação ideológica e ética do PS e do País“. Foda-se, senhores ouvintes. E isto vindo de um gajo que, aposto os meus queridos 10 euros que tenho no bolso, não conseguiria dar uma para a caixa se tivesse de explicar de improviso a uma turma do 10º ano o que é isso da ética.

Que José Sócrates tem uma relação difícil com a verdade é coisa que todos sabemos. Mas a entrevista de terça-feira ultrapassou tudo o que poderíamos esperar.

[...]

As mentiras de Sócrates não fazem aumentar o défice ou as taxas de juro. Não é por temos como primeiro-ministro um homem em que a coincidência dos factos com as suas palavras só acontece por mero acaso que estamos na situação económica em que estamos.

[...]

Os danos causados pelas mentiras de Sócrates são outros, e também eles graves. Primeiro: todo o processo político é, com ele, um interminável quebra-cabeças. No labirinto de mentiras que ele próprio constrói tudo vai a dar a becos sem saída. E nesses becos, esbarramos sempre com a mesma chantagem: a da crise política. O segundo: de cada vez que o primeiro-ministro fala degrada a imagem das instituições democráticas. O contrato entre um eleito e os seus eleitores depende da credibilidade do eleito. Se nunca sabemos se o homem que nos governa nos está a dizer a verdade – se temos mesmo de partir sempre do princípio que nos está a mentir -, ele perde toda a autoridade moral para nos governar. E, sendo eleito, retira com as suas mentiras autoridade à democracia.

Pulhice publicada em 17 de Março de 2011

Daniel Oliveira, sem precisar de se referir a qualquer mentira ou então reclamando o monopólio da verdade, o que torna impossível o eventual contraditório, transforma assim a política no desporto preferido dos canalhas. Este bacano fez-se cobrar por estes belos serviços prestados à democracia, não conseguindo mais do que empestar o espaço público. É o paradigma perfeito dos bloqueios à esquerda, porque manifestamente bom rapaz e um valente cheio de valores, causas e ideais. Tudo do bom e do melhor, e, para perplexidade dos ingénuos, tudo posto ao serviço do laranjal podre no momento crítico em que Portugal corria o risco de cair nisto que vivemos desde Junho de 2011.

__

O Daniel tem vindo a aproximar-se de um espaço qualquer intermédio, ou superior, ou ctónico, entre o BE e o PS. Longe parecem os dias em que berrava ter sido Sócrates o pior primeiro-ministro da democracia, perdendo o título apenas para Cavaco. A sua tentativa de contribuir para criar uma nova cultura na esquerda que permita uma maioria governativa PS-BE-PCP tem os seus evidentes méritos. Só que estamos com um pequeno problema: antes de tentares mover montanhas com a singela força da tua fé, Daniel, não seria melhor limpares primeiro esse chão repleto de bostas de imbecilidade que pisas e repisas?




Toma mensal

Pharmácias

As Ruínas Circulares
afixe (RIP)
BdE I (RIP)
BdE II (RIP)
de vagares...(RIP)
A invenção de Morel
Sociedade Anónima (RIP)

 

Farmácias de Serviço

 

100 nada
31 da Armada
A aba de Heisenberg
Abrupto
O Acidental (RIP)
Adufe.pt
A Gaveta do Paulo
Agridoce
Alexandre Soares Silva
Almocreve das Petas
Amor e Ócio
António Sousa Homem
Arrastão
As Ruínas Circulares
Atlântico
Avatares de um desejo
O Avesso do Avesso
Babilônia
Babugem
Bada Bing!
Bandeira ao Vento
Barnabé (RIP)
a barriga de um arquitecto
Beco das Imagens
Blasfémias
Bomba Inteligente
Bombyx mori
Bonfim
Blogue dos Marretas
Blogo Social Português
Cabra de Serviço
Caderno de Verão
Caixa de Costura
Canhões de Navarone
Cão de Guarda
Casa de Cacela
Casmurro (RIP)
A causa foi modificada
Causa Nossa
O céu sobre Lisboa
Charquinho
Cibertulia
cinco dias
Cocanha
A Coluna Infame (RIP)
Complexidade e Contradição
Confissão do Silêncio
Conta Natura
Contra a Corrente
Coroas de Pinho
Crítico Musical
Crónicas Matinais
Cruzes Canhoto (RIP)
Daedalus
Daily Make-up
Da literatura
Desesperada Esperança
A Destreza das Dúvidas
Diário Ateísta
É a Cultura, Estúpido!
Em Busca da Límpida Medida
Enresinados
Epicentro
A Ervilha Cor de Rosa
Esplanar
Esquerda Republicana
Estado Civil
a.estrada:
Estrangeiros no Momento
Eternuridade
Floresta do Sul
Fora do Mundo (RIP)
FotoBen
Frangos para fora
french kissin'
Fuga para a Vitória
Fumaças
O funcionamento de certas coisas
garedelest
Gato Fedorento
Geração Rasca
Glória Fácil
Grande Loja do Queijo Limiano
Grupo do Pato
Hipatia
Homem a Dias
:Ilhas
O Insurgente
Intermitências da Corte
A Invenção de Morel
Janela Indiscreta (RIP)
Janela Para o Rio
João Pereira Coutinho
Klepsy´dra
A Lâmpada Mágica
Laranja Amarga
Last Tapes
letra minúscula
Letratura
Malfadado
Mar Salgado
Margens de Erro
Mas certamente que sim!
Meditação na Pastelaria
melancómico
A Memória Inventada
Memória Virtual
A Metamorfose
Miniscente
Modus Vivendi
Muro Sem Vergonha (RIP)
A montanha mágica
Nada Niente
A Natureza do Mal
O Observador
Ó Faxavor...
A Origem do Amor
A Origem das Espécies
Palombella rossa
O Pastelinho
Pastoral Portuguesa
Pedro Chagas Freitas
pequeno blogue do Grande Terramoto
Periférica
pesadelo sem ar condicionado
Pólis & Etc.
Ponto e Vírgula (RIP)
Ponto Media
Pópulo
Portal Galego da Língua
A Praia
Quartzo, Feldspato & Mica (RIP)
Quase Famosos
read me very carefully
Renas e Veados
Rimbaud Warrior
Rititi
Rua da Judiaria
Ruialme
seta despedida
Silêncio
Solvstäg
Sound + Vision
Tempo Contado
Os Tempos que Correm
Tomara-que-caia
Três Pastelinhos
True Lies
Um blog sobre Kleist
O verso dos versos
Vício de Forma
Vidro Duplo
Vistalegre
Voz do Deserto
what do you represent
The world as we know it


© 2006/11 Aspirina B | Powered by Wordpress | afinado por Paulo Querido | Topo