Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Ricardo Costa, de Einstein a Eisenstein

Nada supera, até ao momento em que teclo, o que aconteceu na entrevista dada por Pedro Cruz ao SMACK, publicação digital do Grupo IMPRESA destinada a “um público maioritariamente jovem, um público que procura saber sempre mais, em mobile ou nas redes sociais“. Nada supera esse espectáculo se a intenção for a de vermos à transparência o que está na origem dos crimes cometidos pela SIC ao ter publicado excertos dos interrogatórios na “Operação Marquês”.

Este senhor é subdirector da informação na SIC. Ao longo da entrevista viola o Estatuto e o Código Deontológico dos Jornalistas. E ainda insulta e mente. Sempre a rir, sempre na maior, ufano e frenético.

Dois exemplos de arrebimbomalho:

i)

Pedro CruzA mim pouco me importa com quem é que dorme o José Sócrates, embora isso esteja lá nas escutas.

Menino De zero a dez, quão delicioso foi ouvir essas escutas nos bastidores?

Pedro Cruz Eu não as ouvi, infelizmente ou felizmente...

MeninaJá ouvi dizer que há coisas ainda mais juicy do que aquelas que podemos ver, mas que...

Pedro CruzA seu tempo...

MeninaA seu tempo?! Vamos ver mais?! Vamos ter mais coisas?!

Pedro CruzÉ possível, é possível, é possível!

ii)

Pedro CruzQuando José Sócrates diz «Ai, eu não trato o Ricardo Salgado por tu, nem ele a mim, ele chama-me senhor primeiro-ministro» e cola com «Ó Zé, 'tá bom?». Portanto, é mentira o que ele está a dizer e nós mostramos que é mentira.

No primeiro, vemos três abutres à volta de um cadáver. Está um festim a decorrer. A carne é dilacerada e engolida furiosamente. O subdirector da SIC anuncia que o cadáver tem carne ainda mais saborosa lá para dentro, fundo no corpo inerte. Os dois abutres pequeninos começam logo a salivar e abrem as suas boquinhas para largarem gritos de excitação. Onde? Onde? Onde está essa carne tão tenrinha, tão gulosa? Quero! Quero! Quero! O abutre velho aproveita para ensinar as virtudes da paciência aos filhotes. A seu tempo, diz ele. Estas coisas têm o seu tempo, e a arte de engolir um cadáver passa por guardar o melhor para o fim. Como isso de saber com quem é que o Sócrates dorme, né? Vá, calma. É que tudo é possível quando se é um abutre disfarçado de jornalista, remata o Pedro Cruz perante o olhar embevecido dos dois abutrezinhos.

No segundo, estamos perante uma montagem. Pegaram na passagem do interrogatório onde Sócrates declara que enquanto primeiro-ministro (2005-2011) Ricardo Salgado tratou-o invariavelmente com o formalismo, protocolo e etiqueta inerentes à sua função e colaram-lhe uma escuta de 2014 em que o Ricardo começa por reconhecer que se enganou no número (não queria falar para aquele “Zé”=José). Nada de nada de nadinha de nada do que é dito nessa conversa foge do convencional entre duas pessoas que mostram ter uma relação moldada por uma estima superficial e distante, duas pessoas apanhadas numa situação imprevista, irrelevante e algo constrangedora pois não era suposto o telefonema ter existido. Pedro Cruz, autêntico xerife do jornalismo da SIC, trocou o respeito próprio pela pontaria e crivou de balas o bandido. Sócrates mente porque a SIC assim o decidiu através daquela arte sem a qual não poderíamos desfrutar dos filmes: a montagem.

Dá para esquecer Balsemão e restante administração da IMPRESA, os quais lavariam as mãos dizendo que os seus jornalistas têm absoluta liberdade para exercerem a sua profissão como acharem melhor. E também esquecermos esta ridícula e degradante figura de seu nome Pedro Cruz, posto que não passa de uma peça menor na engrenagem. De quem importa falar é de Ricardo Costa. Depois do que vimos o Expresso fazer com a devolução da sobretaxa nas vésperas das legislativas de 2015, com o número de mortos em Pedrógão, com um inexistente protesto de militares e com um relatório fantasma dito das secretas onde se pretendia abater o ministro da Defesa, é óbvio que estamos perante um Einstein da imprensa, um génio que desenvolveu a sua própria Teoria da Relatividade. Informar com rigor e isenção, rejeitando o sensacionalismo e demarcando claramente os factos da opinião? É relativo. Procurar a diversificação das suas fontes de informação e ouvir as partes com interesses atendíveis nos casos de que se ocupem? É relativo. Abster-se de formular acusações sem provas e respeitar a presunção de inocência? É muito relativo. Abster-se de recolher declarações ou imagens que atinjam a dignidade das pessoas através da exploração da sua vulnerabilidade psicológica, emocional ou física, e não recolher imagens e sons com o recurso a meios não autorizados a não ser que se verifique um estado de necessidade para a segurança das pessoas envolvidas e o interesse público o justifique? Ui, isso é bué relativo, foda-se, solta o Ricardo enfastiado com a seita do Estado de direito democrático, essa religião funesta que persegue os jornalistas impolutos na posse da verdade.

Com este último número da publicação dos interrogatórios a Sócrates, arguidos e testemunhas, o Ricardo apresenta-se agora como a mais exuberante reencarnação de Eisenstein, o mestre da montagem em cinema. Aquilo que vemos no exemplo do fragmento das declarações de Sócrates quando interrogado a ser colado a um telefonema sem qualquer ligação legítima com a situação conduzida pelos procuradores é uma perfeita execução da chamada montagem ideológica ou intelectual. Eisenstein descobriu que uma sequência de planos aparentemente díspares resultava numa operação cognitiva que produzia um sentido no espectador que estava ausente das peças tomadas isoladamente. Este filão de automatismos narrativos permitiu elevar o cinema a um estatuto artístico superior, sendo considerado um dos pilares estruturantes da 7ª arte e de toda a ficção audiovisual. A pergunta a fazer é, pois, a seguinte: qual a ideologia que o Ricardo Costa pretende espalhar entre a malta ao fazer uma montagem que inventa uma mentira acerca de dois cidadãos servindo-se dos meios de divulgação que o seu patrão lhe oferece para se ir mascarando de jornalista? A resposta não é bonita, mas desconfio que dava para realizar um filme de terror.

O Cerejo mostra como é

Como é que se transforma uma notícia sobre as irregularidades apuradas por uma inspecção à gestão de Santana Lopes na Santa Casa da Misericórdia numa notícia sobre a “demora” de Vieira da Silva em aprovar os resultados dessa inspecção? O Cerejo mostra como é que isso se faz no Público de hoje.

Na notícia praticamente só se fala de Vieira da Silva, incluindo no título, em que Santana está ausente. As irregularidades apuradas na gestão de Santana na Santa Casa são assunto meramente colateral. Só falta agora vir o Santana fazer coro com o Cerejo e denunciar o “encobrimento” de Vieira da Silva.

Se por acaso Vieira da Silva tivesse publicado o relatório da inspecção em fins de 2016 ou em 2017, logo as habituais carpideiras do Público e o próprio Santana viriam denunciar a manobra do governo para o “sanear” ou para o impedir de chegar à liderança do PSD. Vieira da Silva seria acusado de fazer um favor a Rui Rio e o blog do Zé Manel Fernandes falaria de uma conspiração do Bloco Central.

Revolution through evolution

Men willing to punish more than women to get ahead
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Multidisciplinary study provides new insights about French Revolution
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Digital addiction increases loneliness, anxiety and depression
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Face recognition technology that works in the dark
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‘Marriage diversity’ a must-have for rock bands to businesses
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Music intensifies effects of anti-hypertensive medication
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Volunteering 2 hours per week reduces loneliness in widowed older adults
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Continuar a lerRevolution through evolution

O que mais importa

A reacção mais natural, normal e, portanto, previsível no confronto com as informações que atribuem a Sócrates um comportamento perdulário e suspeito na sua vida privada é a de repúdio moral. Teríamos essa reacção, a enorme maioria de nós, mesmo que o acesso a esse conhecimento tivesse sido feito apenas e só através das declarações de Sócrates e de Carlos Santos Silva, sem imputações ou deturpações de terceiros. Teríamos essa reacção, a enorme maioria de nós, mesmo que o indivíduo em causa fosse um ilustre desconhecido. Não é possível contornar tal desvio às convenções sociais que tomamos como circunscritivas das normas da conduta aceitável, aversão que aumenta exponencialmente na relação directa com o estatuto republicano e responsabilidades cívicas da pessoa envolvida. Tratando-se de um responsável partidário e governativo, atinge-se o paroxismo da inevitável condenação moral pois o comportamento suspeito atinge as instituições democráticas e seus representantes. O simples facto de existir uma suspeita legítima de corrupção sobre um ex-primeiro-ministro, haja ou não condenação judicial, já está a fragilizar o regime e a assustar a comunidade. Isto, porém, é lana-caprina face ao que mais importa.

Num outro plano, o da intimidade de Sócrates no seu mundo relacional e afectivo, podemos falar de traição. O seu comportamento, que ele sabia ser imoral (ou que talvez conceba como amoral) e fonte de suspeitas caso detectado pelas autoridades, arriscava envolver terceiros num processo judicial e num ataque mediático. Para quem já tinha sido escutado ilicitamente mesmo sendo chefe de Governo, para quem tinha criado inimigos tão poderosos e diversos, causa perplexidade que aparentasse desconhecer que muito mais facilmente o seria tendo voltado a ser apenas um fulano que andava por aí. E calhando começar a ser escutado, então todos com quem comunicava igualmente ficavam expostos à inevitável devassa que se seguiria. Com estes, tal como com aqueles que publicamente se bateram pela defesa do seu nome e pela decência durante anos, Sócrates não foi leal, nem responsável, nem probo. Isto, porém, é privado, é lá entre eles e com cada um, não é o que mais importa.

Nunca vimos, ou nunca vi, qualquer referência ao valor total da fortuna de Carlos Santos Silva. Só teria os tais 20 ou 30 milhões da tal conta que o Ministério Público considera ser propriedade de Sócrates? Se tem mais dinheiro, quão mais? Por exemplo, se tiver acumulado 300 milhões de euros, ou que sejam 100, qual seria exactamente o problema de andar a gastar 1, 10 ou 20 com quem e como lhe apetecesse? E como o ganhou, só com trafulhices ou a fazer bons negócios? E foi, ou não, amigo de Sócrates ao longo de 40 anos? Que saiba, ainda não se fez um tratado de religião, filosofia ou psicologia onde se considere ser impossível existir um ser humano com a vontade de usufruir da sua riqueza de forma considerada excêntrica pela sociedade que o rodeia. A liberdade tem dessas coisas, tende a chocar quem não pode ou não quer ser livre. Ora, será preciso termos uma Justiça a cometer crimes, e um espaço público emporcalhado de caluniadores, para se investigar a liberdade do Carlos Santos Silva? Eis o que mais importa.

Função decorativa da lei

Artigo do Código de Processo Penal que o Ministério Público considera apenas lá ter sido incluído como apontamento cómico num calhamaço demasiado sério para os senhores legisladores. (Os destaques são meus)

 

Artigo 88.º

(Meios de comunicação social)

1 – É permitida aos órgãos de comunicação social, dentro dos limites da lei, a narração circunstanciada do teor de actos processuais que se não encontrem cobertos por segredo de justiça ou a cujo decurso for permitida a assistência do público em geral.
2 – Não é, porém, autorizada, sob pena de desobediência simples:
a) A reprodução de peças processuais ou de documentos incorporados no processo, até à sentença de 1.ª instância, salvo se tiverem sido obtidos mediante certidão solicitada com menção do fim a que se destina, ou se para tal tiver havido autorização expressa da autoridade judiciária que presidir à fase do processo no momento da publicação;
b) A transmissão ou registo de imagens ou de tomadas de som relativas à prática de qualquer acto processual, nomeadamente da audiência, salvo se a autoridade judiciária referida na alínea anterior, por despacho, a autorizar; não pode, porém, ser autorizada a transmissão ou registo de imagens ou tomada de som relativas a pessoa que a tal se opuser;
c) A publicação, por qualquer meio, da identidade de vítimas de crimes de tráfico de pessoas, contra a liberdade e autodeterminação sexual, a honra ou a reserva da vida privada, excepto se a vítima consentir expressamente na revelação da sua identidade ou se o crime for praticado através de órgão de comunicação social.
3 – Até à decisão sobre a publicidade da audiência não é ainda autorizada, sob pena de desobediência simples, a narração de actos processuais anteriores àquela quando o juiz, oficiosamente ou a requerimento, a tiver proibido com fundamento nos factos ou circunstâncias referidos no n.º 2 do artigo anterior.
4 – Não é permitida, sob pena de desobediência simples, a publicação, por qualquer meio, de conversações ou comunicações interceptadas no âmbito de um processo, salvo se não estiverem sujeitas a segredo de justiça e os intervenientes expressamente consentirem na publicação.

Exactissimamente

«Os media funcionam hoje como distribuidores de poder relativamente aos quais deixaram de ser adequadas as formas tradicionais de crítica (sobretudo aquelas que faziam a crítica dos meios de comunicação de massa). Daqui decorre que aquilo a que chamamos hoje democracia está longe de ter o mesmo sentido que o conceito tinha nos antigos tratados de teoria política. E, de maneira concomitante, a crítica aos media também já não pode seguir as mesmas vias de análise. Questões como as da mentira e massificação deixaram completamente de ser pertinentes. O que importa agora analisar é uma complexa estrutura cujo poder está disseminado ou não se situa no lugar onde parece situar-se.»


A política por outros meios

Há dias em que nada de relevante se passa

Não é o caso de hoje.

Revista Sábado:

Um acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães alterou para pena suspensa a condenação a seis anos de prisão de um rapaz de dezanove anos que esfaqueou a namorada quando esta pôs fim à relação. Esta só não morreu porque teve assistência rápida. Uma tentativa de homicídio, portanto. Levada a cabo por um adulto.

 

E o tribunal, que disse?

Pois. Quando vemos os senhores juízes fazerem associações à arte literária para tecerem as suas considerações, devemos preparar-nos para uma calamidade decisória. De facto (destaques meus):

Sabemos que matar por ciúme é um tema clássico da arte (o do Otelo que mata Desdémona e as suas múltiplas réplicas na literatura, no cinema, no teatro), o que demonstra que tem sido universal e intemporal. Esperar-se-ia, porém, que hoje em dia, quando vivemos numa sociedade mais aberta, mais informada e mais democrática do que qualquer das anteriores, o ciúme — não podendo desaparecer, pois que é um sentimento natural e espontâneo — não fosse tão patológico e aberrante, ao ponto de alguém querer tirar a vida a outrem, só porque essa outra pessoa não corresponde aos afetos que se desejam dar”, refere o acórdão.[…]

Destaca que a personalidade do arguido, “caraterizada por egocentrismo, comportamentos ciumentos em relação à assistente [ex-namorada] e incapacidade de, no caso concreto, aceitar a decisão desta em não reatar a relação de namoro, revela algumas exigências de prevenção especial“.[…]

Considera que a experiência de reclusão, com a sujeição a prisão preventiva e, posteriormente, à obrigação de permanência na habitação, leva a crer que “a ameaça da execução de uma pena de duração bastante considerável (5 anos), terá potencialidades para o arguido se consciencializar da gravidade do seu comportamento e da necessidade de não praticar factos semelhantes”.

A decisão foi, pois: Vai-te embora, rapaz, mas olha lá que ainda vais preso!

 

E ele com uma faca e a miúda a sangrar. Vai cruzar-se com ele na rua.

Sim senhor.

Escândalo para o Tavares: um jornal português tem agora um director que não é de direita

O João Miguel «Calúnias» Tavares tem, de facto, uma patologia mental associada à existência de Sócrates. Vive obcecado, irado, doente com o sujeito e o tema. Pobre homem. É uma grafonola de uma nota só. Ele é no Governo Sombra, ele é no Público, o jornal da Sonae, ele é “everywhere” e sempre que possa.

Intolerável para ele, hoje, no Público, é o facto de Ferreira Fernandes ter sido nomeado director do DN. E dirão vocês: mas o que é que isso tem que ver com o Sócrates? Para ele, tudo. Primeiro, diz ele, tudo isto foi secreto (já as nomeações dos directores dos outros jornais são, como todos sabemos, postas à discussão pública). Depois, Sócrates alimentou, diz ele, em tempos idos, o sonho de ter alguém mais de esquerda à frente de um jornal, num contexto informativo em que a direita tudo controlava (e controla). Isso já de si era, para este bípede, crime. Agora que FF está à frente do referido jornal, aí está: foi o Proença de Carvalho (presidente do grupo Global Media e considerado aqui o executante dos sonhos de Sócrates) que convenceu o dantes renitente FF a aceitar. Como vemos todos (olé!), Sócrates está por detrás do arranjo. E, nesse caso, estamos perante um escândalo de proporções inimagináveis, eu diria mesmo de um crime de atentado ao Estado de direito. Onde é que se pode admitir um jornal que não tenha um director que repudie total, completamente e a letras negras o governo de Sócrates? Digo o governo, porque a pessoa propriamente dita não basta.

Mas o escândalo não acaba aqui. Mal pôs os pés na Direcção, FF enveredou de imediato, também ele (olha quem), pela via do crime. Crime, versão Tavares: não quer editoriais. Novamente me perguntarão os leitores: e o que é que isso tem que ver com o Sócrates? Podem não acreditar, mas, mais uma vez, tem tudo! É que, se houvesse editoriais, o director teria que escrever sobre a Operação Marquês (cuja versão do Ministério Público passa em capítulos – melhor, episódios da 1ª temporada – na SIC, sem que os protagonistas recebam qualquer remuneração, note-se, pelas horas de entretenimento, e anúncios, que proporcionam, nem tenham sido tidos ou achados para a inesperada e ingrata profissão que se vêem desempenhar). Ora, como toda a gente sabe, pelo julgamento da SIC, que o Sócrates é o maior vigarista e ladrão que já passou pela política portuguesa, o Ferreira Fernandes, se escrevesse editoriais como era seu dever, seria obrigado, nesta fase da novela, a penitenciar-se pelo que em tempos disse de Sócrates: “ele é o melhor primeiro-ministro que já tive”. Sem editoriais, já não. E pronto, é isto. Brilhante.

Claro que, sobre a dança que envolve os directores do Público, da TSF, do Expresso, da SIC, Jornal de Negócios, Sábado, RTP, etc., ou sobre a inamovibilidade de outros, e ainda sobre a propriedade dos OCS em geral, nomeadamente o daquele que lhe paga para o que faz, o Tavares nada tem a dizer.

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Para quem não tem acesso ao Público, deixo aqui alguns excertos:

“Ferreira Fernandes tomou posse como director do Diário de Notícias a 3 de Abril, numa das mais silenciosas mudanças de direcção da história da imprensa — nesse dia, o seu nome apareceu em primeiro lugar no cabeçalho do jornal, e pronto. Até hoje, Ferreira Fernandes não disse ao que vinha, não explicou o que queria, não dirigiu aos leitores um só “bom dia, sou o novo director”. A única decisão visível que tomou a 3 de Abril foi acabar com os editoriais, uma novidade em Portugal entre os diários de referência, e provavelmente no mundo. É uma opção bizarra, mas com vantagens.”

[…]Esta é a explicação que nos é devida. Se em 2014 Sócrates não conseguiu impor todos os nomes que desejava, hoje, com a entrada da misteriosa KNJ na Global Media, via Macau, o que existe é isto: Proença de Carvalho, ex-advogado de Sócrates, como chairman; Afonso Camões, o “general prussiano que não se amotina”, como director do JN; Ferreira Fernandes, o favorito de Sócrates, como director do DN;[…]

A direita aos esses (Ss) na estrada

Fingir que não se ligava nenhuma à disciplina financeira serviu para estabilizar o poder. Expor agora a prioridade à disciplina financeira serve para conquistar o poder, colocando o PS mais ao centro, o espaço onde se consegue a maioria absoluta. Talvez assim seja.

Durante quase dois anos e meio, o Governo disse uma coisa e fez outra, como se alertou várias vezes neste espaço a partir determinada altura. Reduziu o défice público e caminha para o excedente orçamental, está a conseguir controlar a dívida e tem consciência que está longe de ter o problema das contas públicas resolvido. Mais do que tudo isso, concretizou em 2017 uma política orçamental que segue as melhores práticas de política económica: contra-cíclica, como salienta o Conselho de Finanças Públicas.

Fez tudo isso à socapa, dizendo que não o estava a fazer – afinal estavam a ser repostos rendimentos com a eliminação dos cortes salariais na função pública e das pensões e o fim da sobretaxa. E como é que se concretizar uma política de redução do défice público mascarada de expansionista, como se finge que não se está a fazer fazendo?

Helena Garrido, no Observador

 

Mentir é muito feio. Como pode esta mulher dizer que o Governo “fingiu que não ligava nenhuma à disciplina financeira”? Não afirmou Costa desde o início, e manteve aquando do entendimento com a extrema-esquerda, que, a par da reposição dos rendimentos, cumpriria os compromissos com Bruxelas? Não tem feito nada de diferente do que disse. Além disso, se houve um aumento das cativações em 2016 (cujos “malefícios” ninguém verdadeiramente sentiu), soube-se agora, pela UTAO, que as cativações em 2017 foram as mais baixas desde 2013.

“Embora os cativos iniciais até fossem mais elevados do que em 2016, Mário Centeno foi libertando muito mais recursos ao longo do ano. Enquanto há dois anos, os cativos finais tenham representado cerca de 56% do valor inicial, em 2017 foram apenas 27%. Abaixo também das percentagens de 2015 e 2014 (50,4% e 43,4%, respetivamente).

As cativações finais ficam assim no valor mais baixo desde 2013 (ano em que se ficaram por pouco mais de 200 milhões de euros).”

Fonte: Visão

 

Se a direita observatória só tem opiniões enviesadas, em suma asneiras, para dizer em matéria de política, porque não escrevem os seus porta-vozes sobre o fitoplâncton?

O tribunal da SIC

Ia escrever sobre a SIC e o seu extremo à-vontade em violar a lei ao emitir os interrogatórios da Operação Marquês e ao “comentá-los” ao jeito de quem julga, mas encontrei no blogue “Um Jeito Manso” tudo o que poderia dizer sobre o assunto e que subscrevo.

 

Sócrates e os vergonhosos julgamentos na praça pública (agora no pelourinho da SIC)

Fica-me, no entanto, a pergunta: a que propósito vem esta avalancha de dados do processo, praticamente todos, aliás, já desbobinados pelo Observador há uns tempos? Será para fazer concorrência às reportagens da TVI? Mas isto não são reportagens! São transmissões de gravações do processo. São teses do Ministério Público. Não há qualquer trabalho de investigação nem sequer uma audição mínima dos acusados para fins de contraditório. Isto é, de facto, um julgamento. Um julgamento em que o réu está amordaçado. Feito por pessoas inabilitadas e na praça pública.

Quem não se sente

A exibição pela SIC, com som e imagem, de alguns dos interrogatórios feitos a Sócrates – os quais apareciam como excertos mutilados do seu contexto e sequência – deu origem a uma fascinante experiência cognitiva e social. Independentemente da licitude, moralidade e intenções dos seus responsáveis editoriais, o resultado seguramente imprevisto do voyeurismo mede-se pelo alarme e confusão provocados nos broncos, nos fanáticos e nos pulhas. O pânico foi tal que se chegou a acusar a SIC de estar a fazer um favor a Sócrates. Que aconteceu?

Aconteceu algo que broncos, fanáticos e pulhas não controlavam, por ser antropológico: o que viam deixava-os com a convicção de que Sócrates era inocente. Aqueles traços caricaturais que durante anos serviram para o seu assassinato de carácter, isso de ser pintado como arrogante e irascível, estavam agora a servir como informação, como sinal, de ter razão. Ter razão para protestar, para se indignar e até para se enfurecer ao ponto de perder a cabeça e insultar as autoridades. Aquele homem que falava sem se rebaixar com os seus interrogadores não parecia ter nada a esconder, nada de que se envergonhar. Pior, aquele homem desafiava os acusadores a provarem as suspeitas, coisa que não vimos nos vídeos seleccionados. Esta imagem não é conciliável com a do Sócrates desvairadamente criminoso que não poderá escapar da choça dada a montanha de provas. Dissonância cognitiva instalada, a única solução era matar o mensageiro. A SIC, que sempre fez um jornalismo sectário e que tem participado activamente na caça a Sócrates, tinha vindo em socorro do engenheiro. É assim o pensamento mágico, faz magia.

As cadeias estão cheias de inocentes, reza a frase feita que alude à frequência com que os condenados continuam a reclamar a sua inocência. Também sabemos que é possível enganar os polígrafos. Um criminoso poderá parecer perfeitamente convincente no papel encobridor que escolher representar perante terceiros, a história policial e judicial está cheia de exemplos de todos os tempos e feitios. É o instinto de sobrevivência. Logo, para se apurarem os factos em causa nas acusações a Sócrates, a sua emotividade e linguagem corporal, a sua atitude e argumentação, a sua voz e as reacções dos advogados, tudo isso é irrelevante para responder à pergunta: se foi corrompido, onde aconteceu e como aconteceu? Aparentemente, e nisso o “Face Oculta” e o modo como se condenou Vara serve de exemplo, poderá não ser necessário à Justiça portuguesa responder a essa pergunta para despachar uma condenação por “prova indirecta”. Tomando a Cofina como representante do Ministério Público de Joana Marques Vidal e Rosário Teixeira, a que se junta o juiz Carlos Alexandre, então uma das conclusões da exploração mediática da “Operação Marquês”, assim como da elaboração da acusação, é a de que não há realmente qualquer prova de corrupção. Dito de outro modo, seis meses depois de ter sido lançada a acusação, com dezenas, centenas ou milhares de pessoas a estarem a ler ou já terem lido esse colosso judicial, ainda não foi publicada qualquer prova (Bataglia não prova, apenas indicia, apresenta uma versão que continua a carecer de prova).

Sócrates é vítima de criminosos no Ministério Público e na comunicação social. A sua exaltação, que não é falha de carácter mas traço de personalidade, também vai aí buscar ímpeto e gana. O que vimos nos fragmentos das entrevistas confirma o que saía no esgoto a céu aberto logo no dia a seguir aos interrogatórios. O MP nada mais tinha na mão do que os envios de dinheiro para Sócrates por Carlos Santos Silva. Estes são factos. Porém, os mesmos não atestam a sua inocência ou culpabilidade. Ele poderá, no campo das possibilidades, vir a ser condenado sem margem para dúvidas. À mesma, nesse desfecho, terá sido vítima de criminosos no Ministério Público e na comunicação social. Ontem, pela primeira vez para muitos, foi possível sentir empatia pelo cidadão e pela pessoa que resiste isolada no mais odioso processo de ataque político de que há memória viva. Não sei se a SIC vai transmitir os interrogatórios de mais alguém, se até começará a transmitir execuções de condenados à morte em directo ou diferido. Sei que escreveram direito por linhas muito tortas.

Marcelo, que tal pedires desculpa ao Governo?

De acordo com o que a Judiciária tinha divulgado logo no rescaldo do incêndio, a TVI fez uma investigação jornalística onde registou e exibiu indícios, se é que não são provas, de se ter destruído o Pinhal de Leiria por acção criminosa de madeireiros, responsáveis por grandes empresas e também de fábricas que compram e vendem madeira: O Pinhal de Leiria estava armadilhado para arder. Foi para o ar na sexta-feira, dia 13.

Passado o fim-de-semana, eis o que se constata:

– Nove mil hectares do Pinhal de Leiria, correspondendo a 85% da área total, poderem ter desaparecido por causa do negócio da madeira parece que é um assunto que não aquece nem arrefece a opinião pública.

– O dano patrimonial, económico, social, ecológico, paisagístico e turístico que está aqui em causa não chega para inflamar a opinião publicada. Se ainda estivéssemos a falar sobre a propriedade de um apartamento em Paris e o custo de refeições e toaletes de um certo fulano, isso, pois sim, seria causa para a comoção nacional e a fúria punitiva da comunicação social. Pinheiros chamuscados ao serviço do lindo ideal do mercado libérrimo e sua mão invisível, não. Caguemos nisso.

– O aproveitamento político dos incêndios por parte da direita portuguesa, grupo onde se destaca o Presidente da República pelo cinismo e violência com que explorou a situação, não irá queimar ninguém. O espectáculo de miséria moral de vermos os mortos a serem usados como carne para canhão ficará como sedimento no espaço público e na comunidade.

A imagem acima tornou-se no ícone mundial dos últimos incêndios em Portugal. Serviu para ilustrar incontáveis catilinárias sobre a fragilidade e falência do Estado, sobre a incompetência e irresponsabilidade dos governantes, sobre tudo e mais alguma coisa passível de ser usada como bode expiatório e alvo para o ódio e soberba dos publicistas. Agora, caso se confirmem os indícios em investigação na Judiciária, de que a TVI faz um resumo e quiçá complementa, ficamos com uma pergunta para fazer a Marcelo: “Já percebeste o que aconteceu em Portugal a 17 de Outubro de 2017?”

Revolution through evolution

Is the ‘Queen Bee’ phenomenon a myth?
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Student class engagement soars when they use personal data to learn
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Sitting is bad for your brain – not just your metabolism or heart
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Vaccination apathy fueled by decades of misinformation
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Scientists Decry Lack of Science in `Forensic Science’
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Pasta can be part of a healthy diet without packing on the pounds
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Seven-year follow-up shows lasting cognitive gains from meditation
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Continuar a lerRevolution through evolution

Causas abusadas

A ouvir o Eixo do Mal, sobretudo a primeira intervenção do Daniel Oliveira, não posso deixar de me perguntar: toda esta invectiva e todo este escarcéu insultuoso, ao bom tom revolucionário, contra Mário Centeno por, alegadamente, estar a destruir o Serviço Nacional de Saúde, tem mesmo por base as condições da ala pediátrica do hospital de São João, no Porto? A sério? É que, lendo os jornais que foram investigar, as obras 1) estavam entregues a uma associação privada, cujo trabalho fora entretanto bloqueado pelo governo anterior (ainda hoje há uma notícia sobre o caso) e 2) havia dinheiro público para as obras, mas a sua não realização deveu-se, também, a uma opção de gestão interna (que privilegiou a ala psiquiátrica*). Confirmado por quem lá estava a trabalhar. O que andam estes comentadores a ler?

Daniel, vê se cresces e tem juízo.

O Bloco e afins deviam saber que o aumento do número de médicos e enfermeiros e a melhoria dos seus salários são investimentos no SNS. Por isso, pazinhos, deixem de se inebriar com temas “quentes” inventados. Até a Clara parecia uma jóia de inteligência e bom senso.

 


*Correcção: lendo este artigo de hoje no Observador, não se trata da ala psiquiátrica, mas da unidade de sangue. O artigo, que se chama “Porque é que o Estado está a falhar”, devia, aliás, chamar-se “Por que falham os privados”. Mas o assunto é suficientemente complexo para merecer uma vista de olhos ao artigo. Quando encontrarem “escritório de advogados Cuatrecasas”, lembrem-se que é do Paulo Rangel.

Muito obrigado, Leonídio

Muito obrigado, Leonídio Paulo Ferreira, por esta lição: Vem aí a Quinta Guerra Mundial?

Desconhecia por completo ter existido uma Batalha dos Guararapes, e ofereço-me para trabalhar à borla (ou quase, também não vamos ser precipitados) na criação do argumento para a maior produção cinéfila (ou netflíxica) luso-brasileira da História onde se recrie e reinvente esse festival de heroísmos.

É favor escrever para este pardieiro indicando a morada, o dia e a hora de arranque do projecto.

A viagem do David Dinis

«O que o Bloco sabe, como a ala esquerda do PS sabe também, é que o PS tem um trauma por resolver com a sua história. E que esse trauma é a razão maior da aliança sólida que António Costa estabeleceu com o seu ministro das Finanças. Esse trauma é o do pedido de resgate à Comissão Europeia e ao FMI, uma conta que José Sócrates deixou por pagar - e que perdura na maneira como os portugueses olham para o partido.»

David Dinis

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Estamos em 2018 e continua a ser importante martelar a tanga da “bancarrota Sócrates”; será esse, aliás, o programa do Montenegro quando lhe derem uma abébia para brincar aos presidentes do PSD. David Dinis sabe que o resgate foi provocado pelo PSD, CDS, BE e PCP ao chumbarem um programa que o evitaria no imediato, dando tempo para aguentar até à chegada da verdadeira solução. David Dinis sabe que as causas para as dificuldades financeiras de Portugal no começo de 2011 não se encontram nas políticas socráticas, mas sim no sistema financeiro e económico internacional, especialmente no erro crasso da austeridade salvífica e punitiva com que a Europa começou por responder à crise grega no começo de 2010. David Dinis até sabe que Sócrates tentou os possíveis e os impossíveis para livrar o País do que seria inevitavelmente a pior e mais destrutiva das opções então disponíveis. Enfim, David Dinis sabe que a crise das dívidas soberanas foi finalmente estancada em 2012 graças à singular acção do BCE. Não era um problema que se pudesse resolver com populismos, moralismos e mentiras, a matéria bruta das escolhas e decisões de Passos Coelho quanto trocou o bem comum pela gula do seu partido e respectivas clientelas – simetricamente, o sectarismo da esquerda “pura e verdadeira” apenas seria capaz de provocar tragédias e catástrofes calhando ter poder para governar de acordo com a sua retórica naquela conjuntura. Essa aliança negativa de irresponsabilidades quis de olhos abertos afundar Portugal num programa de resgate ideológico entretanto já renegado pelo próprio FMI. David Dinis, pois, compraz-se a escrever para fanáticos e pategos.

Esta postura onde Sócrates permanece como alvo obsessivo ou instrumental para a direita decadente e traidora tem neste sofisticado sonso outra e insidiosa faceta. Tente encontrar-se em publico.pt uma notícia sobre o comunicado que ontem foi enviado por Pedro Delille à imprensa, onde assinala várias irregularidades que persistem passados seis meses no processo onde Sócrates foi acusado pelo MP. A decisão editorial do director do semipasquim, neste como noutros casos similares relacionados com declarações da defesa de Sócrates e do próprio Sócrates, é a de não noticiar. O Expresso tem critério similar, o mesmo no Correio da Manhã. E no Observador, calhando a notícia não permitir difamar ou caluniar Sócrates, sai rapidamente do destaque superior da página e é arquivada numa pasta. Foi o caso. O tratamento dado a Sócrates, para ser discriminatório, não carece do sensacionalismo nem do espaço da opinião onde se fazem linchamentos sistemáticos. A mera selecção do que é noticiado e destacado igualmente reflecte as intencionalidades sub-reptícias da linha editorial.

Esta figura cliché do jornalismo engajado imagina os portugueses a olharem para o PS e a verem a “conta que José Sócrates deixou por pagar”. O tal “trauma”, informa-nos. Não se trata apenas de um desejo que o anima. Será mais o LSD onde encontra alívio e companheiros de viagem.

Quero contratar este caramelo para o Aspirina

O Eduardo Cunha e Sérgio Cabral Filho nunca foram figuras de topo e por figuras de topo digo dirigentes máximos, daqueles que suportam às costas um partido e que são bandeira de um movimento. Nenhum deles representa para a direita o mesmo que o Lula representa para a esquerda.
Agora adaptando a famosa rábula do Marcelo. O Aécio? Podia ter um tratamento igual. Mas não. Não é que não pudesse. Mas não. Podiam o Aécio e o Alckmin ser sujeitos a uma investigação e julgamento a jato, como foi o Lula, já que sobre eles recaem suspeitas que fazem o caso do apartamento parecer uma bagatela? Podia. Mas não. Podia a justiça decapitar o PSDB e mesmo o PMDB como fez com o PT, ao mais alto nível (impeachment da Dilma (justiça e congresso), Dirceu, e Lula?) Podia, mas não. A dinâmica prejudica a direita? Podia. Mas não.
Mas vamos considerar o argumento puramente lógico, para não sermos contaminados pela politica. Vamos imaginar que somos analistas. Se a politização da justiça significa, por definição, que a justiça tomou partido, não é lógico que tomemos nós partido pelos injustiçados? No caso, o que muitos dizem é que existe uma campanha judicial contra o Lula. Se tomamos isto como certo, é então o Lula que devemos defender e não os seus adversários favorecidos. Porque iria eu, que acho que de facto a justiça se politizou nesse sentido, fazer proclamações ecuménicas sobre a justiça, se considero que o outro lado não tem razões de queixa?
E ainda temos o aspecto prático, que dificulta a vida a qualquer analista. Portanto, certo, vamos globalizar a coisa, saindo fora do Brasil. Não é difícil fazer uma crónica metendo o Lula e o Sarkozy. No caso de alguém na Nigéria se sentir injustiçado, editamos e adicionamos o da Nigéria, certo. Mas vamos chegar a um ponto em que teremos de fazer isto como modo de vida remunerado. Desculpa, mas esta é a única forma de se ter legitimidade “certa”, em vez de legitimidade “errada”, sujeita a tristes figuras, como dizes.


caramelo

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Enquanto se espera pelo desfecho das (inexistentes) negociações, pode ser lido amiúde na sua residência artística: Ouriquense

Advogado de Lula explica

Battochio sobre a condenação de Lula

EMOCIONANTEO advogado José Roberto Battochio explica porque a sentença contra Lula é uma condenação sem crime, sem provas e fora da lei.

Publicado por Lula em Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

 

(rapinado daqui)