Fernanda Câncio, para nossa sorte, deixa os impotentes, invejosos e fuinhas tão agitados que têm de sair das tocas desasados e trôpegos.
E assim nos ficamos a conhecer todos muito melhor, naquilo que importa à comunidade.
Dissertação sobre um nome
O teu primeiro nome tem, dentro de si, a força da Terra e a graça de Deus.
Ele é, sem dúvida, o nome feminino mais divulgado em todo o Ocidente. Tem a sua origem nas profundezas da língua hebraica mas não se ficou pela Bíblia e pelos Quatro Evangelhos. Está presente na Eneida de Virgílio, no teatro de Luigi Pirandello, nos romances de Tolstoi, nos contos de Pushkin e nas óperas de Mozart. Está junto à Terra e o seu som pronunciado resolve as hesitações nas encruzilhadas sombrias dos caminhos quotidianos. Digo o teu nome e tenho, no momento de o dizer, uma direcção e um sentido. Porque sinto, dentro do seu som, a força da Terra e a graça de Deus.
O teu segundo nome tem, dentro de si, a força da Água e da Natureza. Vem de uma origem duvidosa, envolta na neblina da lenda. Terá sido a primeira mulher, a que saiu do mar e deixou os homens da praia, entre atónitos e cheios de júbilo, aquela a quem chamaram mar yam – gota do mar. Como se essa mulher quisesse mostrar que só há vida na água porque vivemos com a água e morremos quando estamos dezassete dias longe da água. O mistério da vida e os milagres da existência têm uma raiz nessa mulher que saiu do mar e a quem os homens chamaram mar yam – gota do mar.
O teu nome, feito de dois nomes, é uma bandeira feliz, um estandarte de alegria, uma luz que não se apaga. O teu nome, feito de dois nomes, é o lugar ideal para ouvir o som da voz da terra e o murmúrio do mar, o apelo a ficar e o convite a todas as viagens.
O teu nome, feito de dois nomes, tem a dimensão sem medida dos sonhos e a música sem fim de todas as orquestras. O teu nome, feito de dois nomes, Ana Maria.
«O silêncio: lugar habitado» de Graça Pires
Autora que se estreou em 1990 com «Poemas», Graça Pires surge com o seu 11º título, Prémio Nacional Poeta Ruy Belo, edição da Labirinto, capa de Júlio Cunha e apoio da Câmara Municipal de Rio Maior. O título começa por suscitar uma interrogação. Como o silêncio é o oposto da palavra (A palavra é tempo, o silêncio é eternidade), o poema organiza-se entre Paisagem («as aves marinhas vão morrer no solitário coração dos barcos afundados» ) e Povoamento: «Não tem fim o silencioso enleio / que se esconde por entre a argila / nos dedos do oleiro; ou se enrola no linho / dos lençóis tecido pelas mães».
Depois funciona entre o Lugar («No meu país havia marinheiros / com braços de tempestade») e a Memória: «Os antigos conheciam os segredos dos caminhos e dos muros». A seguir oscila entre a Natureza («As abelhas coladas à cal dos muros / pela violência da luz / tornam impossível a essência das colmeias») e a Cultura: «Contra a luz não ousávamos quebrar / o silêncio que na música se abrigava / Schubert e as canções em palavras».
Por fim esta poesia discreta, alta e sábia, opõe a Morte («pode ser um nó / ou um grito ou uma trepadeira enroscada / no corpo ou na lápide onde escreverão / o nome que tivemos») e as Palavras: «Às vezes vêm de muito longe / de fatigadas viagens / de mortes prematuras / de excessivas solidões / Mas vêm. / E trazem a inicial pureza das fontes / E a lâmina do silêncio / E a desordem da noite / E a luz extenuada do olhar / Tão cúmplices, as palavras.»
Se o casal for de duas mulheres, nenhum conservador se escandaliza. Todas as mulheres são mães, isso não afecta as meninas nem os meninos.
Se o casal for de dois homens, aí é que temos sarilho. Mas só no caso de adoptarem rapazes, se forem meninas não tem mal.
É isto, não é?
Segundo o Record, a Selecção tinha à volta de 100 adeptos à sua espera na Portela. Ou seja, descontando o típico exagero do jornalismo desportivo, deviam ser 50, 30 dos quais familiares e amigos, e os outros 20 eram fogareiros a ver se levavam algum membro da equipa técnica até Cascais.
Queiroz vai precisar de chegar à final para saborear a multidão.
Capela do Formigal
Varanda abandonada
Dá para o porto fluvial
Quando rio era estrada
Porta caída no chão
Azulejos num altar
Faz doer o coração
O silêncio do lugar
Sombra de sacristia
Sino de som perdido
Já houve vida, alegria
E tudo tinha sentido
Havia a navegação
Porto é só memória
Fruta de exportação
Era receita acessória
País que faz de conta
Nada sabe deste rio
Carro em hora de ponta
Numa pressa de vazio
Vereador, presidente
Cultura, pasta na mão
Passa aqui indiferente
Só em ano de eleição
Podem até ser doutores
Com tese e dissertação
Nada sabem os horrores
Da chuva em dissolução
Se não fosse o arvoredo
A proteger o que resta
Entre vergonha e medo
Já não havia uma festa
Porque basta uma oração
No silêncio quase total
Para renascer a devoção
Na Capela do Formigal
O caso Face Oculta veio revelar que o suspeito de escutar o Presidente da República era, afinal, o escutado durante vários meses de um ano triplamente eleitoral. Ironia do destino? Se o for, que vamos chamar ao facto de Ferreira Leite, a 30 de Maio, ter declarado em Aveiro que tinha medo de estar a ser escutada ao telemóvel? Gargalhada do destino? Já agora, a forma desabrida como Cavaco interferiu no negócio PT-TVI, tendo deixado claro que havia um gravíssimo problema ético e político implícito, não é absolutamente conforme a uma situação de espionagem política? E a insolência da Manela, ao garantir a pés juntos que Sócrates tinha mentido, não cheira a voyeurismo?
Mas deixemos a arraia-miúda, passemos ao Nostradamus da Marmeleira:
EU COMPREENDO, MAS…
Eu compreendo que o Presidente da República, até pelas coisas graves que tem certamente para dizer face aos ataques que lhe têm sido dirigidos, não queira falar em período eleitoral. O que diria perturbaria e muito o período eleitoral. Mas temo que só depois das eleições é que se vá saber demasiadas coisas sobre esta governação e sobre o Primeiro-ministro. E temo que isso seja um fardo muito difícil de gerir, ganhe quem ganhar as eleições. Seja no caso Freeport, seja na questão da eventual espionagem aos seus opositores, seja no ataque à TVI e ao Público, seja nos múltiplos negócios que estão por esclarecer, da OPA da Sonae à crise do BCP e à interferência da CGD, seja no caso BPN e nos nunca esclarecidos movimentos do dinheiro da Segurança Social, seja na tentativa de compra da PT da Media Capital e etc,. etc. Um etc. demasiado grande.
À direita e à esquerda, há pessoas que expressam abertamente a sua convicção de que Sócrates é culpado – mas culpado de quê? Culpado de ser suspeito. Essas pessoas são capazes, por exemplo, de repetir bovinamente que ele se licenciou ao domingo, mas não são capazes sequer de explicar o que a expressão quer dizer ou qual a importância do facto a que alude. São capazes de falar das casas da Guarda, e rir muito, mas não são capazes de referir os resultados do inquérito feito pela Câmara da Guarda a esses mesmos processos. São capazes – oh, falta de vergonha! – de falar do Freeport, mas não são capazes de inscrever a origem desse caso, a qual vai parar a Santana Lopes; mesmo que ele não tenha sido directo mentor. Estas pessoas, que se entusiasmam ao elencar os ataques dirigidos contra o cidadão José Sócrates, são agentes da campanha negra. Pretendem voltar a opinião pública contra a vítima. Ninguém inocente pode ser alvo de tantas suspeitas! – gritam venenosos e febris, repetindo tribunais e fogueiras de antanho.
Lá está: a cobardia é impaciente, não suporta a espera nem a esperança.
Agora, só falta ensinar os brasileiros a cantar o Hino.
Têm menos de metade da nossa população. Não têm nenhum Cristiano Ronaldo e seu mercado. Não têm nenhum Real Madrid e seus negócios. Não têm nenhuma comunidade emigrante na África do Sul capaz de encher estádios e restaurantes. E tiveram um árbitro caseiro no 1º jogo. Acima de tudo, é um povo desgraçado que faria um festa com o apuramento como nem em Portugal se conseguiria fazer caso fôssemos Campeões do Mundo.
A minha alma romântica está contigo, Blazevic. Mas o coração guerreiro arde no fogo onde Queiroz irá perder-se ou salvar-se.
Young Mr. Lincoln_John Ford
New Salem, um lugar. 1832, uma estreia. Lincoln tem 23 anos e vai discursar num comício para 23 pessoas, se tanto. Antes, falou o colega mais velho contra os Democratas e sua infrene corrupção. Já eles, do partido Whigh, são incorruptíveis, remata passando a bola. O jovem não perde tempo com bullshit e diz ao que vai. Quer isto, aquilo e aqueloutro. A minúscula assistência gosta, futuras glórias esperam o gigante.
26 minutos depois, e 26 anos mais velho, Lincoln está frente a uma multidão enfurecida que quer invadir a prisão para fazer justiça pelas suas próprias cordas. E diz-lhes várias coisas, só para que fiquem capazes de escutar esta:
O problema é que, quando as pessoas fazem cumprir a lei pelas suas mãos, estão tão dispostas a isso que, no meio da confusão e balbúrdia, começam a enforcar pessoas que são criminosas e outras que o não são. E, de repente, vão enforcar mais um só para se divertirem, até que se chega a um ponto em que não se consegue passar por uma árvore, ou olhar para uma corda, sem nos sentirmos inseguros. Parece que perdemos a cabeça em situações destas. Fazemos coisas em grupo que teríamos vergonha de fazer sozinhos.
Ford também preocupado com o Estado de direito, o cabrão.
Será que o acaso não existe?
Há um mistério entre as recordações e a memória, uma terra de ninguém onde os sons se perdem, as imagens se diluem e as revelações se deixam apagar por um empurrão do acaso. O acaso não existe – alguém teima em repetir no encontro casual numa livraria das Escadinhas do Duque. O dono da livraria sorri e dá razão a toda a gente. Para cada um sua verdade – título de um livro, lema de vida para quem tem uma porta aberta, sujeito aos diários encontros e desencontros do acaso.
Um poeta que veio do Brasil passou aqui e escreveu o poema das Escadinhas do Duque sem saber ainda que o livro onde o poema seria incluído seria dado à estampa numa editora das Escadinhas do Duque.
O acaso não existe – é a frase que teima em permanecer no meu espírito. Acabo de sair de um Tribunal e avanço disparado para a beira-rio. Passo pelo interior de um parque de estacionamento, percorro esplanadas diversas e páro no Peter. Mando vir pão com atum e um gin tonic. Envio mensagens a alguns amigos dizendo onde estou. Que te faça bom proveito – respondem calorosos. O acaso não existe – é a conclusão provisória desta crónica. Porque somos nós a fazer minuto a minuto as nossas escolhas do momento. Viver é escolher, estamos sempre a escolher o que julgamos ser o melhor para nós e para os nossos. O acaso não existe? Talvez. Só o presente se vive, nunca ninguém meu conhecido viveu no futuro e este gin tonic não é do passado. Mas quem é que me pode explicar quem, que força estranha me conduziu do Tribunal à mesa do Peter na beira-rio de Lisboa numa destas tardes cinzentas a ameaçar chuva?
[...] Portanto, eu acho que são pobres e mal-agradecidos. Os dois Silvas, ministros Silva, deviam agradecer esta confusão que nós não percebemos, este atabalhoamento e esta demora, mas agradecer porque, objectivamente, o só se saber depois das eleições significa que, tendo havido antes uma iniciativa do Procurador e do Juiz de Aveiro no sentido de considerar o Primeiro-Ministro eventualmente suspeito de crime, nada se soube no período em que politicamente ele poderia ser favorável à oposição.
*
Marcelo estava bem-disposto neste último domingo. A sua equipa está a ganhar com golos marcados pelos apanha-bolas. O adversário não sabe donde elas vêm, o nevoeiro é intenso e juntam-se pessoas estranhas atrás da baliza. Como o árbitro não as manda afastar, as bolas aparecem lá dentro. E Marcelo ri, é um gozo do caraças.
Desta vedeta da TV, mestre da política-espectáculo, um Conselheiro de Estado (enfim, fauna que já conheceu melhores dias) e futuro Presidente da República (assim consiga entalar Cavaco), poderíamos esperar um exemplo de elevação moral que calasse fundo num Portugal abatido, triste, envergonhado. Por exemplo, um condenação sentida das perversões cometidas no seio da Justiça. Por exemplo, um grito de alma contra a exploração política de fugas ao segredo de Justiça e escutas ilegais. Por exemplo, um exercício de investigação dirigido aos que cometem tantos e tão graves atentados contra o Estado de direito, para que eles ficassem a saber que a Cavalaria vai ao seu encontro. Marcelo dispõe do País todo a escutá-lo, é um prestigiado e carismático senador da República, podia dar uma lição de ética que fizesse doutrina e História. Mas não.
Ter publicado correspondência privada que explicou a origem de uma inaudita conspiração que mantinha Portugal alarmado e perplexo, a qual estava a ter influência nas eleições Legislativas, foi uma decisão atacada pelos mesmos que querem ter acesso a conversas privadas que estão nas mãos das autoridades judiciais, e acerca das quais se tem feito e fará inevitável esclarecimento legal.
António Preto, que está acusado de fraude fiscal qualificada e falsificação de documento, foi invocado como equivalente de um Primeiro-Ministro, que nem arguido é e cujas escutas foram obtidas ilegalmente, para se justificar a exploração política da violação do segredo de Justiça.
Registemos este tempo e não nos esqueçamos destas pessoas.
O caso Face Oculta, sendo uma investigação no âmbito da corrupção, é também um caso de espionagem política. Isso é indiscutível. O que é discutível é o papel que os responsáveis pela investigação têm, individual e colectivamente, nessa espionagem. À partida, neste momento, a sua responsabilidade na espionagem não pode ser estabelecida directamente, e talvez nunca o venha a ser, até porque poderão estar inocentes – mas indirectamente eles são responsáveis. De facto, se as gravações foram conservadas e transcritas sem legitimidade, esse foi um dos principais meios para que a espionagem viesse a ser possível, independentemente da intenção dos actos que geraram o material espiado.
A espionagem é política porque serve esses interesses, tem essa exclusiva intenção. Os jornais que violam o segredo de Justiça não o fazem porque estejam a investigar seja o que for. Limitam-se a ser cúmplices de uma estratégia de combate político por ínvios e ilegais caminhos. Quem lhes passa a informação manda o que fazer e quando, eles obedecem. São extensões mecânicas dos senhores que jogam com cartas na manga. Por isso, e só por isso, se viu o segundo maior partido da oposição a conspurcar a Assembleia da República com base nessas mesmas ilegalidades que envergonham a Justiça, o Estado, até o Povo. E a oposição alinhou em bloco na deboche, agradecida aos conspiradores pela possibilidade de entalar de vez o Engenheiro.
O Filipe tem um especial apreço pela existência do Câmara Corporativa e do Jugular, carecendo da sua dose semanal de citações e referências para não se enervar tanto no trânsito. Também se tem esforçado na promoção da entidade a que chama blogues agregados, onde entra o Aspirina B naquele que era apenas um trio da última vez que contei. Tem isto mal? Nenhum. É bom que o Filipe mantenha a sua dose de boas leituras. Contudo, ele faz um raciocínio que me convida ao diálogo:
Costuma fazer uma boa análise quando não está chamar nomes a toda a gente (privilégios do anonimato).
Ora, concordo (e muito) com a parte da boa análise, infelizmente a frase não se interrompeu no substantivo e continuou desvairada para a difamação. Uma difamação inócua, compincha, provocação de rapazes, sim, mas inquestionável má fama: a de ser anónimo. Um anónimo que assina Valupi, vejam só. Um anónimo que escreve num blogue com nome, espantai ó gentes. Um anónimo cujo nome de registo civil, até o telefone ou a cara, é do conhecimento de grande parte dos autores que passaram pelo blogue. Um anónimo cujo pseudónimo não é um segredo para familiares, amigos e colegas de trabalho (incluindo os patrões). Enfim, um anónimo que podia assinar António Silva ou Manuel Sousa, acrescentando de Lisboa, o que talvez levasse o Filipe a queixar-se de que ele chamava nomes a toda a gente devido ao privilégio de esconder a morada, o local de emprego e a hora a que vai passear o cão (ou a gata).
Sendo assim, Filipe, peço-te que me mandes o inquérito que a tua justiceira curiosidade preparou para me retirar os privilégios. Escusas é de incomodar o pessoal de Aveiro, garanto-te que ainda não tentei comprar a TVI. Ainda.
A gravidade da questão, em meu entendimento, prende-se, precisamente com dois pontos aqui já aflorados por Valupi: a honestidade intelectual, profissional, cívica e pessoal dos responsáveis pela extracção das certidões; e, se efectivamente, neste caso, se pretenda como boa a Justiça que capta ilegalmente supostos indícios, não a que faz cumprir a Lei.
Dou como assente que a Lei é eivada de uma certa subjectividade, tem espírito, e como tal, pode ser alvo de diferentes interpretações. Mas nós evoluímos para o estado de “cada cabeça, cada sentença”. A Lei está um estorvo. De acordo com o comunicado da PGR, das seis escutas transcritas onde intervinha o primeiro-ministro, o despacho do Senhor Procurador Coordenador do DIAP de Aveiro e O Senhor Juiz de Instrução Criminal, sustentavam a existência de indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de Direito. O PGR, presumo que em relação às seis escutas, concluiu pela não existência de tais indícios. Em seis vezes não se acerta uma? Será por não entenderem vernáculo? E é muito plausível, por aquilo que não tem vindo a público, que as restantes escutas ao 1º ministro levarão o mesmo caminho.
É isto tudo normal? É normal que o Presidente do Supremo não valide uma única, depois de tanto trabalho do Senhor Procurador e do Juiz? Eles não se importam, não coram de vergonha, não têm coluna?
Certo dia de um ano já ido, Rui Teixeira, um herói dos novos tempos, entrou na AR com frémito, e prendeu Paulo Pedroso. Mais tarde, conclui-se que cometeu um erro grosseiro, de que resultou uma indemnização do Estado ao tal deputado, ainda sem transitar em julgado. Sou contra indemnizações: o mesmo juiz deveria voltar à AR, com o mesmo estrilho, lugar onde baixaria a cabeça e, Jaime Gama, na qualidade de Presidente da AR, lhe pespegaria dois pares de estalos. Não está na Lei, mas cada cabeça cada sentença.
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