Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão.
Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.

Revolution through evolution

Scent of a friend: Similarities in body odor may contribute to social bonding
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Cold Temps May Help to Combat Obesity and Related Metabolic Diseases by Reducing Inflammation, Researchers Find
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An engaging leadership style may boost employee engagement
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Study reveals the job problems contributing to physician suicide
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Doctors Overestimate Success of Multi-Step Medical Procedures
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Belgian Researchers Explain Why People with Lower Economic Status Don’t Trust Politicians as Much
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Republicans and Democrats See Their Own Party’s Falsehoods as More Acceptable
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Dominguice

A democracia concebida como luta do poder pelo poder é uma continuação da guerra. E, enquanto guerra, desperdiça recursos na ambição de conquistar recursos. Vinga a lei do mais forte, o bem comum não passa do acordo mínimo para manter a espada embainhada.

Há uma outra forma de concretizar a democracia. Aquela onde os políticos concorrentes, em vez de se boicotarem e tentarem destruir, se ajudariam mutuamente. Se ajudavam a pensar para melhor se diferenciarem e melhor decidirem. Essa seria uma democracia de heróis.

O Vítor e a Margarida foram demasiado brandos com Sócrates

Foi assim. Na Visão, descobriu-se que Sócrates ia ao Brasil com frequência, que por lá convivia com Lula e outras personalidades do PT e da vida política e social brasileira, e que estava matriculado para um doutoramento na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Não só isto se passava em Terra de Vera Cruz como o extraordinário jornalismo da Visão dava conta da razão para o alarme, mesmo pânico, na Grei: os tribunais não tinham sido avisados desta agitação brasileira que o próprio Sócrates até anunciava publicamente sem rebuço, a sacrossanta instituição do termo de identidade e residência estava pois a ser violada. Vai daí, a Visão fez o que lhe competia, tratou de explorar com sensacionalismo a matéria para tentar sacar o máximo de proveito comercial possível. Estávamos a meio de Maio.

Igualmente nesse 18 de Maio do corrente, o telefone à prova de escutas do procurador Vítor Pinto foi invadido com mensagens logo pela matina. “O cabrão isto…”, “O cabrão aquilo…”, “Tens que entalar o cabrão…”, e etc. O procurador Vítor Pinto foi a correr ao quiosque da sua rua comprar a Visão para se inteirar do que estaria realmente a acontecer do outro lado do Atlântico. Ficou siderado ao tomar consciência da gravidade da situação. Então não era que o Sócrates, o seu Sócrates, tinha a lata de se meter em aviões e ir lá para tão longe sem avisar ninguém, ficando assim sujeito a andar com más companhias, a esquecer-se de voltar ou a ter o seu passaporte roubado pela malandragem paulista? De imediato se reuniu com certos colegas do MP muito bem preparados para lidar com a ameaça socrática e gizou com o seu apoio um plano que iria acabar com a tempestade judicial que abalava a Nação. Consistia em chamar a GNR.

30 de Junho. A juíza Margarida Alves ouviu concentradíssima o procurador Vítor Pinto a justificar que só a GNR, desde que aplicada uma vez por semana na dignidade do arguido, seria capaz de voltar a repor a segurança na vida das boas gentes que pagam impostos e têm filhos menores apavorados com o frenesim de viagens entre o hemisfério Norte e o hemisfério Sul, ainda por cima para ir estudar já com aquela idade. Quer-se dizer, a Justiça tinha de fazer alguma coisa e rápido, concluiu enfático o valente procurador. A senhora juíza foi para casa a pensar naquilo. Realmente, a ameaça era real e crescente. Quem sabe a mais quantos jantares de famosos lá pela frenética São Paulo não iria o também famoso arguido caso a Justiça portuguesa continuasse inibida, manietada, sem poder mostrar quem manda? Então, depois de uma noite mal dormida, chegou à solução que lhe pareceu catitamente justa: toma lá GNR para cima mas, como sou magnânima, admito que a dose seja mais leve, bimensal. Eis o que a senhora juíza disse no despacho: “Dúvidas não restam em nosso entender que neste momento a manutenção do arguido sujeito apenas a TIR não se mostra adequada à satisfação das exigências cautelares do processo. A circunstância do arguido entender não ter de estar localizável pelo processo e poder ausentar-se para o estrangeiro quando quiser e pelos períodos que reputar adequados sem disso informar o processo consubstanciam um real perigo de fuga. Entendemos, neste momento, mostrar-se adequada e proporcional fixar a periodicidade das referidas apresentações em quinzenais.

Aqui chegados, urge ajudar o procurador Vítor Pinto e a juíza Margarida Alves. Obviamente, estamos perante duas pessoas que não têm a noção. Como é que passar pela GNR da Ericeira a cada duas semanas vai impedir a fuga de Sócrates para os Brasis ou inda mais afastado do processo? Ou que fosse uma ida semanal, como pediu o senhor Pinto? Mas está tudo louco?! Meus amigos, Vítor e Margarida, se vossemecês sois sérios, se querem mesmo evitar essa tragédia da fuga do bandido-mor, então, por favor, alterem a medida de coação. Proponho esta: obrigação de se apresentar na esquadra da GNR da Ericeira a cada 27 segundos. Ou então esta: obrigação de se apresentar na esquadra da GNR da Ericeira e, no mesmo dia e à mesma hora, obrigação de se apresentar na sede do Recreativo Águias da Musgueira, sito à Rua Tomás del Negro, 6-B, 1750-416 Lisboa.

Lembrem-se que as vossas decisões não têm de fazer sentido, como está patente no que já mostraram serem capazes de assinar, importa é garantir que o cabrão não foge e que não anda para aí a estudar sabe-se lá o quê.

Perguntas simples

Não deveria o PS – por causa da Marta Temido, de Alcochete e, principal e fundamentalmente, em nome dos “portugueses de bem” – aprovar a moção de censura do Chega, irmos para eleições e fazermos como comunidade o que fosse possível para termos Montenegro como primeiro-ministro e o Ventura com as pastas da Justiça, Administração Interna, Segurança Social e Agricultura (pelo menos)?

Agora a sério: Montenegro vai dizer o quê sobre o novo aeroporto?

Depois de, não há muitos dias, ter afirmado que o Governo era incompetente por não tomar uma decisão nesta matéria e, em vez disso, esperar que seja o PSD a dar-lhe a solução (ver aqui), vejo muito difícil o cenário de Montenegro se sentar a conversar seriamente com vista a um acordo de longo prazo, mesmo que Marcelo aparentemente o exija.

Neste momento, e atendendo a que o objetivo mais urgente do novo líder do PSD (declarado na campanha) é fazer uma oposição “como deve ser”, estridente, demolidora, certamente superficial e trauliteira, e em tudo diferente (na sua cabeça) da de Rui Rio, o mais provável seria continuar a chamar o Governo de incompetente por não decidir o aeroporto e recusar qualquer conversação. É que começar o mandato a ter que se sentar à mesa para definir um acordo duradouro com o Governo não favorece de todo os seus propósitos. Penso que o Montenegro ainda mal começou e já está “entalado”. Se se sentar à mesa, estará a engolir o que disse e a assumir uma postura adulta, vá. Se não se sentar e mantiver a atitude de “não ter que dar a solução” (que o mesmo é dizer que não faz a mínima ideia), estará a dar imensa razão a Pedro Nuno Santos, que o levou a sério quando o ouviu alhear-se do problema e avançou com uma decisão, e a dar carta branca a António Costa para decidir (o que já decidiu, claro). Aguardemos, que vai ser giro.

10 razões para não comprar o Público

O Público está com uma campanha onde apresenta 10 razões para se assinar o pasquim. Segue um contraditório:

1 – A imprensa é vital para a democracia

Antítese: “Pode ser, só que ninguém consegue perceber qual seja a importância do actual Público para a democracia.”

2 – O jornalismo do PÚBLICO é independente

Antítese: “O Público é dependente da Sonae e persegue politicamente a agenda do accionista.”

3 – O PÚBLICO estimula a diversidade e o confronto de opiniões

Antítese: “Atão não? Ui.”

4 – A diversidade de temas é a nossa marca

Antítese: “Minha nossa senhora do Caravaggio.”

5 – Somos um jornal verdadeiramente nacional

Antítese: “Patriotismo azeiteiro.”

6 – O PÚBLICO tem posições claras em questões fundamentais

Antítese: “Pois tem. Por exemplo, o actual director assinou editoriais onde garantiu que Vítor Constâncio foi protagonista do crime do século. Outros plumitivos do pasquim afiançam sistematicamente que há um certo partido que é um antro de criminosos. Isso, realmente, parece claro e fundamental.”

7 – O PÚBLICO cultiva a transparência

Antítese: “Parabéns à prima.”

8 – O PÚBLICO promove a literacia mediática

Antítese: “O dono e o director do Público mostram não estar a acompanhar essa promoção.”

9 – O PÚBLICO inova

Antítese: “Para quando a real inovação de recusarem ser mais um braço da indústria da calúnia?”

10 – Na assinatura do PÚBLICO não há só notícias

Antítese: “Pois, essa é uma parte, e luminosa exposição, do problema.”

Revolution through evolution

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Us versus them: Harming the ‘outgroup’ is linked to elevated activity in the brain’s reward circuitry
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Study Suggests People Hurt Other People to Signal their own Goodness
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Dominguice

Se a realidade tivesse um sentido último ou primeiro, esse sentido anularia a nossa liberdade. E, sem liberdade, o conhecimento do sentido único da realidade faria de nós seres tragicamente absurdos. Se a realidade não tivesse sentido algum, então a consciência, os sentidos, a matéria, a energia não teriam existência. As coisas existem porque são matemática ontológica, é esse o seu sentido mais tangível.

Ignorar qual seja o sentido da realidade é a nossa mais imarcescível fonte de sentido.

O puto também é corrupto, deliberou o Sr. Araújo

- Não é verdade que José Sócrates só responda quando lhe perguntam com bons modos. Porque nós até examinámos aqui, neste programa... o filho não lhe perguntou com bons modos, antes pelo contrário: "Ó pai, fogo, quando é que vamos para aquela casa, pai, fogo?!". E o Sócrates respondeu, coitado, estava ali com paciência a responder ao filho, a dizer, "Pá, fogo, eu sei que estas merdas não se podem falar ao telemóvel, pai, mas fogo. Quando é que vamos para aquela casa?". E ele respondeu, o certo é que ele respondeu ao puto. O puto era o Sócrates do Sócrates, ele abusava dele como o Sócrates do Santos Silva.

Araújo das piadolas

É o nosso maior humorista vivo, pelo menos para a geração pós-O Tal Canal. Uma vedeta que está no pináculo da simpatia popular (aliás, da “empatia” – ou seja, está no coração dos portugueses). No programa televisivo onde fui buscar a citação, galhofa animado com o assessor para a Cultura do actual Presidente da República e com um ex-presidente da comissão das comemorações do 10 de Junho escolhido por esse mesmo Presidente. Malta do melhor, amicíssimos, alto nível intelectual e político neste areópago implacável com os “corruptos”.

E quem são os “corruptos” para estas aquilinas inteligências? Pois, são aqueles que eles quiserem que sejam, o sucesso na indústria da calúnia permite essa omnisciência. Por exemplo, Sócrates é “corrupto” para o Sr. Araújo, independentemente do que os tribunais venham a decidir a respeito. Daí gozar tanto com ele, pois é isso que os “corruptos” merecem, zombaria e achincalhos em nome da moral e do povo que vê televisão e compra revistas hebdomadárias. Mas o filho de Sócrates referido pelo Sr. Araújo também é “corrupto”, parem as rotativas. Caso não fosse, como explicar que igualmente esteja a levar, e repetidamente, com o tratamento devido aos “corruptos”? Dito de outra forma, para o bom povo que se identifica com o Sr. Araújo entender à primeira: se o tal filho de Sócrates alvo da caricatura pelo nosso maior humorista vivo não fosse “corrupto”, essa pessoa nunca teria aparecido numa escuta em conversa com o seu pai. É isto, e isto é simples de perceber, né?

A lógica do Sr. Araújo abre-lhe uma Gruta de Ali Babá de material para os seus programas, crónicas e rábulas. Uma gruta já com a portada escancarada, como sabe quem bebe do esgoto a céu aberto, mas que talvez mereça a oferta de um gabinete no Ministério Público para o Sr. Araújo se dedicar à exploração do fabuloso espólio relativo a Sócrates: todas as escutas, todos os SMS, todos os emails, todas as selfies, toda a roupa interior suspeita, tudo e mais alguma coisa apanhada na grande devassa que começou em 2004 e que inté justificou prender o homem só para continuar a investigá-lo. Ora, é fazer as contas: se o filho de Sócrates é “corrupto”, quão mais “corruptos” não serão todos aqueles com idade para ter juízo que continuavam ao seu lado no Governo, no PS, e que aceitavam ter relações de convívio com ele, de amizade, de intimidade? Estamos a falar de paletes de “corruptos”, algo que será vergonhoso não ser posto à disposição do Sr. Araújo para ele lhes dar o devido correctivo e, claro, provocar hilariantes gargalhadas na audiência com as suas geniais e rendosas facécias.

E porquê ficar-se pelo Sócrates? Se o Sr. Araújo – a respeito de um cidadão que continua inocente até prova em contrário devidamente julgada e transitada e sobre um apartamento que um certo juiz considerou não ser objecto de qualquer interesse judicial – se entusiasma desta maneira fogosa que até dispara sobre o “puto”, o que é que ele não fará com verdadeiros criminosos que cometem verdadeiros crimes e cujos registos de escutas, vídeos, fotografias e o mais que houver está já devidamente etiquetado e pronto a servir ao nosso maior humorista vivo? Homicídios, assaltos, raptos, fraudes, violência doméstica, abuso sexual de menores, racismo, tráfico humano e escravatura, sei lá mais o quê, eis uma mixórdia de temáticas que dá para anos, décadas, onde os portugueses empáticos irão mijar-se a rir graças ao talento do Sr. Araújo.

Aposto os 10 euros que tenho no bolso como os seus dois colegas de programa irão com gosto a Belém sacar o apoio do fã Marcelo para essa crucial iniciativa contra a “corrupção” e o crime em geral.

Mais um Araújo a querer substituir garantias e recursos pelo cordame

"Temos de acabar com o mito de que a justiça é lenta", argumentou o presidente do CSM que criticou as "alusões feitas por altos responsáveis" à lentidão da justiça - numa aparente alfinetada ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. "Não consigo compreender como é que se tem esse discurso".

O magistrado admite que nos casos de criminalidade financeira "a justiça pode ser mais lenta", mas isso "não é culpa dos tribunais ou dos juízes". É de quem? "Do excesso de garantias e de possibilidade de recursos. Há recursos por tudo e por nada".


Fonte

Da série “A década perdida”

[...] não deixa de ser desconcertante verificar como o ódio e a cegueira política impediram o mais elementar esforço racional de previsão e de planeamento. Agora que o aeroporto da Portela está esgotado e constitui um travão à economia portuguesa, a pergunta constrangedora é como foi possível uma sociedade desenvolvida ter chegado aqui, a este inevitável momento, sem nada ter feito para o antecipar ou, pior ainda, esforçando-se por negar que algum dia chegaria.

Na verdade, isto aconteceu com a cumplicidade de muita gente – gente da política, gente do jornalismo, gente da engenharia, gente da sociedade civil. Uns faltaram conscientemente à verdade, outros calaram-se, outros iludiram-se. Mas todos colaboraram para a tragédia. Durante anos e anos, a decisão de construir um novo aeroporto, baseada em previsões realistas e no que era o óbvio interesse nacional, foi alvo de injustas e demagógicas acusações de despesismo, de esbanjamento de recursos e de megalomania. Eis o resultado: pagaremos durante anos o preço de nada ter feito e viveremos vários anos com um aeroporto internacional congestionado. Não sei quanto tempo durará, mas, para quem tanto fala de encargos para as gerações futuras, aí está um caso de estudo - a pesada herança de nada fazer, o erro de nem sequer ter tentado. Oh, sim, isso tem um preço.

Talvez seja educativo fazer uma comparação. Há muitas semelhanças entre o projeto do novo Aeroporto e o projeto do Alqueva. Ambos foram atacados como projetos megalómanos. Ambos foram atacados como projetos de desperdício de dinheiros públicos. Ambos foram atacados como projetos de vantagens ilusórias: nada daquilo que estava prometido se realizaria. Como se viu no Alqueva, não podiam estar mais enganados – o projeto revolucionou a agricultura portuguesa, permitiu a construção de novas fontes de energia limpa, criou uma importante reserva nacional de água e desenvolveu uma nova área turística de grande potencial. A diferença entre o Alqueva e o Aeroporto é que, no primeiro caso, venceram as vozes do progresso; no segundo, as da resignação. Quem quiser fazer alguma coisa nova tem sempre que apelar à ambição, à vontade e à imaginação humana. Aos outros basta apelar ao medo e à incerteza.

[...]

A solução Montijo é apresentada como mais rápida de executar que a anterior solução de Alcochete. Tal afirmação não é verdadeira. Recordemos que a solução Alcochete tem o projeto aprovado desde 2010. Repito, desde 2010. Esse projeto está feito, tem avaliação ambiental estratégica aprovada, tem estudo de impacte ambiental realizado e tem também a respetiva avaliação ambiental aprovada com o parecer positivo das câmaras que a lei considera necessário à operacionalidade do empreendimento (a avaliação ambiental é válida até 2020). Isto é, a solução Alcochete tinha e tem todas as exigências ambientais cumpridas há muitos anos, enquanto a solução Montijo ou não as cumpriu (como a avaliação ambiental estratégica) ou não dispõe dos pareceres camarários positivos necessários à sua construção. Esta é a diferença. Se a questão fosse andar depressa, a solução Alcochete estava e está muitos anos à frente das outras.

[...]

Seja como for, arrisco que a tudo isto acresce uma outra explicação: escolher Alcochete significaria dar razão ao Governo Sócrates, e isso não pode acontecer.


José Sócrates – 24 de fevereiro de 2020

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Dominguice

Se o futuro não existe, por ainda não ter existência, não devíamos fazer planos para ele. Porque, não existindo, não serve de nada ter qualquer plano a respeito do que desconhecemos como será ou não será. Carece de aplicação possível um plano para o futuro visto não haver à nossa disposição o tal objecto chamado futuro inerente ao tal plano para o fantasiado futuro.

Devemos antes fazer planos para o passado. O passado fica, está, é. Nós somos esse passado que não passa por não ter mais para onde ir. Ficou para ali à espera que façamos alguma coisa por ele. E não pára de nos chamar, de pedir atenção. Sempre a atazanar-nos com cenas que já passaram. Precisamos de arranjar um plano para que o passado se consiga entreter sozinho, para que finalmente possa ir à sua vida descansado. Em troca ele oferece-nos um presente surpreendente.